14 de julho de 2013

Morada para os próximos dias


No Porto.

Às vezes sou um bocado bronca

Ontem fui ao Coliseu ver o espetáculo Teu corpo é o meu texto, com bilhetes simpaticamente oferecidos pelo ginásio onde ando agora. Bem sei que a cavalo dado não se olha o dente, mas a verdade é que me senti muito, muito bronca.

Segundo a sinopse, o espetáculo é inspirado na «criação da Humanidade através da Arte. Em cena, Christiane Torloni personifica uma deusa que invoca, através da dança, os homens a acordarem para o sonho de uma noite num jardim ancestral, onde a poesia transita livremente pelos corpos dos bailarinos». Só por esta descrição já devia ter desconfiado. Mas depois também havia referências a obras de Bach, Ravel, Tchaikovski e Stravinski, e a uma cenografia inspirada em Bosch.

Eu à partida já não sou grande fã de dança contemporânea, de corpos a arrastarem-se e a rebolarem-se pelo chão. E quando comecei a ouvir as invocações poéticas declamadas, só não saí por respeito pelos artistas e por quem me ofereceu o bilhete.

A verdade é que, no final, grande parte do público do Coliseu aplaudiu de pé, entusiasmadíssimo e comovidíssimo. Das duas uma, ou sou uma insensível à arte ou sou mesmo bronca.

Socorro! Tenho uma mala para fazer


Só eu sei o que sofro para fazer uma mala, e acho que nos últimos anos já o devo ter referido aqui no blogue, tal o peso com que fico em em cima. Ainda por cima esta não é uma mala para ir de férias, mas para ir uns dias em trabalho, formal. Coisas para o frio? Ou para o calor? Ou para ambos? Quantos pares de sapatos? Nada que se amachuque muito. Mas roupa descontraída e mais quente para sair para ir jantar. Acessórios q.b. mas ainda assim terão de se ser alguns. Maquilhagem. E desmaquilhagem. Perfume. Escova para ajudar a controlar o cabelo com o secador. Livros e o computador. Para os homens é tão mais fácil... Que nervos!

PS: Já para não referir a angústia em que ficam as minhas gatas quando se apercebem de que vou estar fora uns dias e o estardalhaço que fazem enquanto tentou arrumar alguma coisa.

11 de julho de 2013

Para o bem e para o mal

Precisely...

Novelas nada exemplares, de Dalton Trevisan

Pois, estas novelas não são mesmo nada exemplares. Dalron Trevisan, nascido em 1925 em Curitiba, no Brasil (e já distinguido com o Prémio Camões), aproveita as pessoas com quem se cruzou para descrever o namoro adolescente, a morte solitária, o alcoolismo, o amor e o desamor, o atraso intelectual, a doença.

Não são histórias bonitas de se ler, e deixam-nos todas um amargo de boca, mas são histórias possíveis e talvez verdadeiras, que nos mostram que o final nem sempre é feliz.

A escrita é rápida mas nem sempre fácil. Acho que gostei, apesar de não estar preparada para ler outro livro dele tão cedo.

9 de julho de 2013

Passei aqui só para dizer...

... que quase miraculosamente a Clementina está a melhorar e que quinta-feira já deve ir para casa. Obrigada a todos os que se preocuparam e que acenderam velinhas por ela.

2 vs. 2

Bem sei que este comentário já vem dois dias atrasado, mas tinha de o fazer. Pois tivemos então um governo PSD durante 2 anos que não funcionou. E o que se faz? Passa a ser o CDS a mandar nos próximos dois anos, a ver se pega. E nós a ver.

Aconteceu-me há pouco tempo


Mas já lá vai.