24 de agosto de 2013

É hoje o encontro, fingers crossed!

É daqui a bocado que a Lola vai conhecer o Cascão, e se tudo correr bem ficará já em casa da minha mãe e do meu irmão. Não tenho dúvidas de que para ela vai ser uma brincadeira, só espero é que ele ache o mesmo. Mas penso que sim. :)

23 de agosto de 2013

Apresento-vos... a Vespa gata

Sexta-feira, 23 (antes fosse 13)

Saio de casa de carro e viro para a via principal. 20 metros depois despisto-me e abalroo dois pilaretes de ferro, para além de ter dado cabo da parte dianteira da frente do carro. Não me perguntem o que aconteceu. Não ia ao telemóvel, não estava com sono, nada.

Ainda antes de sair do carro e ao ligar os 4 piscas, vejo pelo retrovisor uma carrinha da Polícia que por acaso fazia a ronda naquele momento. Como houve danos na via pública, tiveram de chamar a brigada de acidentes.

Entretanto, colocamos o triângulo. Quinze minutos depois, um carro que tinha estacionado faz marcha atrás, destrói-me o triângulo e ignora todos os meus acenos e os da Polícia. Mais uma despesa, portanto.

Quarenta minutos depois chega finalmente a brigada. Pedem-me os documentos, faço o teste da alcoolémia e em menos de nada fico a saber que terei de pagar €60 de multa por ainda ter na carta a minha morada antiga. Mas o agente teve piedade de mim e acabou por me dar um mês para a atualizar.

O carro ainda anda, mas a oficina onde o quero deixar está fechada. Com a ajuda da Polícia, volto a estacioná-lo na garagem, à espera do mês de setembro para poder ir ao arranjo, que deve ser uma pequena fortuna. Pego na Vespa e venho trabalhar. Quero regressar depressa para casa.


PS 1: Resta-me ainda agradecer ao meu(minha) vizinho(a) que saiu da garagem logo a seguir a mim, que assistiu a tudo e que me ultrapassou como se nada fosse. Espero ter oportunidade de lhe agradecer pessoalmente.

PS 2: Ao chegar à empresa, vêm finalmente entregar-me o carro de serviço que me está atribuído. Lindo dia para isto.



A escravatura moderna: encapotada e exigente

Um colega chamou-me há dias a atenção para estes dois anúncios de emprego publicados recentemente no Expresso Emprego. E eu questiono-me: até onde é que nos vamos rebaixar? Absoluta disponibilidade para trabalhar ao fim de semana? Disponibilidade total para trabalhar fora de horas e fins de semana, bem como para deslocações a vários países? Ter 35 anos com 5 anos de experiência em empresas multinacionais e dominar quatro língua para além do português? E questiono-me ainda: tudo isto por quanto? Muito mais haveria ainda a dizer, mas fico-me por aqui.

Procuram pessoas ou super-homens e super-mulheres?


22 de agosto de 2013

Ou... dar o exemplo

Esta é uma direta para o meu pai

O mundo está louco

A oposição garante que são mais de mil vítimas, entre as quais mulheres e crianças, alvo de um ataque com armas químicas nos arredores de Damasco. O governo sírio defende-se dizendo que lançou um ataque mas sem armas químicas. E nós, aqui neste cantinho, o que vemos são centenas se corpos espalhados pelos hospitais, famílias inteiras  mortas em que os únicos sinais de doença visíveis são a pele acinzentada e espuma na boca. E médicos desesperados sem meios para agir.

Que mundo é este em que em vez de usarmos a ciência para salvar a usamos para matar?

21 de agosto de 2013

Paradise on earth

A minha maldição, LOL!

Poupar água


Em Portugal é algo a que não damos muita importância, sobretudo porque a água ainda é barata e abundante. Eu, com o uso doméstico e com as regas de 2 em 2 ou 3 em 3 dias, pago por mês nunca mais de €13.

Mas a água falta em muitos locais do mundo. Locais onde as mulheres têm de percorrer quilómetros para ir buscar um mísero cântaro com água. Locais onde não há água para as necessidades mais básicas.

Por isso me custa tanto ver condutas de água abertas junto a obras, ver regas em jardins públicos durante as horas de calor, ver pessoas em casa a manter as torneiras abertas indiscriminadamente. Eu tento poupar, não porque a «minha» água vá para África, mas por princípio. Só rego à noite, coloquei redutores de caudal nas principais torneiras e muito raramente a deixo a correr quando não estou a precisar. Não custa nada e faz-nos sentir um bocadinho melhor.

20 de agosto de 2013

Dias meus


Mas não sou só eu que me arrasto. Hoje saí de casa pelas 8h30, e a TT ficou na cama. Quando regressei, pelas 18h30, apareceu-me vinda do quarto a espreguiçar-se. Não queria acreditar. O lugar onde tinha ficado de manhã ainda estava quente...

Audrey Catburn

Dedicada à Gata.

A gaiola dourada


Fui ver este filme com algum ceticismo, pensando que iria ver uma sátira estereotipada aos emigrantes portugueses em França. E é uma sátira, mas uma sátira muito inteligente e divertida. Que mostra os portugueses como pessoas trabalhadoras, que muitos desprezam mas que acabam por considerar indispensáveis. Ri-me bastante, porque os estereotipos estão lá, mas também pensei em quão verdadeiros eles acabam por ser. A ver sobretudo agora no verão, quando tantas vezes olhamos de lado para os emigrantes.

19 de agosto de 2013

Campanhas que vejo por aí


Depois de me explicarem este slogan de Fernando Seara, percebi a mensagem. Mas juro que a acho mutíssimo rebuscada.

Dúvidas, há?


A TT não é uma gata qualquer, e este anúncio vintage é disso a prova.

De como eu fugi do Algarve (e de como há males que vêm por bem)

Idas as férias, já posso contar o que me levou a fugir do Algarve. Então foi assim:

Eu e uma amiga alugámos uma casa a um amigo dela, num local onde nunca tínhamos estado, perto de Olhão. Segundo a descrição, num aldeamento sossegado com piscina e com uma esplanada onde serviam boas tostas. Duas semanas antes, esta minha amiga deixou de poder ir comigo logo nos primeiros dias, combinando encontrar-nos mais tarde. Logo outra se prontificou para ir em vez dela. Só que, dois dias antes, também esta deixou de poder ir. Conclusão: fui sozinha para os primeiros quatro dias, na expectativa de descansar e de pôr muita leitura em dia. Só que...

... o aldeamento era longe como tudo. Longe da praia, longe de qualquer tipo de comércio, carregado de insetos dos que gostam de picar. A esplanada era um snack-bar manhoso, onde só mesmo as tostas se safavam. Os vizinhos falavam alto, eles chamavam as mulheres e os filhos do carro, buzinando, havia pessoas a passar férias em garagens alugadas. Para ir para a praia, só de barco, em filas intermináveis e com toda a gente a discutir com os que tentavam passar à frente. Em casa, a televisão tinha mais de 500 canais por satélite, nenhum dos quais em português. No apartamento de baixo, alguém deixava um cão todo o dia numa varanda mínima, sob um sol abrasador.

Aguentei três dias e fugi para o Alentejo, ao encontro da primeira amiga que assim já não iria ter comigo. E assim passámos, em casa de uma recém-amiga, umas das férias mais calmas de sempre. Com base em Odemira, com acesso a praias quase desertas, com tempo para ler, para dormir, para ir ao supermercado sem filas, para conhecer outras pessoas da vila que nunca pensei encontrar e gostar tanto.

E assim o pesadelo se transformou numa espécie de sonho. Sim, há mesmo males que vêm por bem. E não, não devo voltar ao Algarve tão cedo.





PS: Há uns 30 anos, lembro-me de termos ido de férias em família para o Algarve. Também dessa vez fomos ao engano, e também dessa vez aguentámos três ou quatro dias até o meu pai explodir e decidir não voltar a passar férias lá em baixo. A história é cíclica.

18 de agosto de 2013

O quê? Amanhã já vou trabalhar?

Arco de luz: só hoje

Hoje é o último dia que têm para assistir ao espectáculo «Arco de luz», uma projeção em 3D sobre a fachada norte do Terreiro do Paço para comemorar a reabertura do Arco da Rua Augusta depois das obras de recuperação. É uma aula de História ao vivo produzida pela ocubo.com, e que termina hoje após 10 dias de exibição, às 21h30, 22h30 e 23h30. São sessões de 20 minutos que não se esquecem tão cedo.






17 de agosto de 2013

13 de agosto de 2013

Já foi há um ano...


... que tive de me despedir desta minha grande amiga. Twiggy, penso em ti todos os dias. Todos. Que saudades.

11 de agosto de 2013

A Mel foi encontrada!


Não podia ter melhor notícia para terminar uma dia que pessoalmente não foi nada fácil. A Mel foi encontrada, seis dias depois de se ter perdido dos donos. Foi uma busca incansável, que nem todos os donos fariam, por isso agora só lhes posso desejar que se aproveitem mutuamente ao máximo e que sejam muito, felizes. Todos os pormenores surgirão aqui

8 de agosto de 2013

A Mel continua desaparecida


Continuem por favor a divulgar com todos os meios que tenham. A zona de busca inicial era Expo, Portela, Olivais e Moscavide, mas parece ter havido avisamentos em Santa Iria da Azóia e Vale Figueira... A Mel deve estar muito assustada, e pode estar a afastar-se cada vez mais. Quatro dias depois de se ter perdido, todos os locais começam agora a tornar-se uma hipótese. Como diz a dona da Mel, desistir não é opção.

A Ilha Deserta - Parte III

Cereja no topo do bolo: a Ilha Deserta tem um sistema artesanal (que eu não percebi como funciona) para controlo de vespas. O que, se não pensar no meu pseudónimo mas nos bichos propriamente ditos, me deixou muito mais descansada.

A Ilha Deserta - Parte II

Águas totalmente transparentes.
Milhares de conchas perfeitas.

A Ilha Deserta - Parte I

A travessia no catamaran. Demora cerca de 45 minutos.
Painéis solares para dar apoio à única construção da ilha, o restaurante.
Não totalmente deserta mas quase...

7 de agosto de 2013

Update: "Fugi" do Algarve...

... e vim para Odemira. Assim que tenha oportunidade explicarei porquê.

PS: Estavam prometidos pormenores e imagens sobre a Ilha Deserta. Ficam para mais logo.

6 de agosto de 2013

Apelo muito urgente


A Mel é da família de uma amiga bloguer e está perdida há 2 dias. Poderá andar pelas zonas da Expo, Portela, Olivais, Moscavide... Se a virem, tentem por favor apanhá-la e contactem-me depois a mim ou à Sexinho de O sexo e a idade. A família está desesperada. Obrigada.

2 de agosto de 2013

A Vespa a travar a fundo


Como provavelmente mais de metade dos portugueses, também a Vespinha estará de férias uns dias, não sem antes ter providenciado assistência personalizada às gatas que não pode levar atrás. Nos próximos tempos isto por aqui estará menos ativo, mas prometo tentar vir mandar umas bocas e publicar umas fotografias de vez em quando.

1 de agosto de 2013

Sim, admito


Tenho mesmo de ser menos picuinhas.

Há «coisas» que não têm preço

Inferno, de Dan Brown

Tal como eu previa, foi em menos de duas semana que li as mais de 500 páginas deste "Inferno". Bem sei que Dan Brown não é símbolo de literatura de qualidade, mas a verdade é que prende o leitor como não há muitos.

Desta vez, Robert Langdon acorda num hospital de Florença, sem se lembrar de como lá foi parar. Aos poucos, a sua memória vai sendo reconstruída, vendo-se envolvido no caso de um cientista de genética que planeia disseminar uma peste que, à semelhança da peste negra, reduzirá a população mundial em um terço. Em todo o livro há referências ao Inferno de Dante, em pistas que Langdon vai decifrando como só ele sabe fazer. Não posso dizer mais nada, nem as outras cidades em que a ação se passa, sob pena de estragar as surpresas.

Em resumo, não é uma obra-prima, mas presta-se muito bem a umas horas de entretenimento e de certeza que dará um bom filme. E o tema de fundo, o crescimento exponencial da população mundial, foi bastante bem escolhido.

PS: Há uma frase de Dante, recorrentemente referida, de que gostei sobremaneira, "Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados àqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral". Atualíssima.