21 de agosto de 2014

Estocolmo, dia 4

Dia que começou com chuva e em que decidi meter-me finalmente nas lojas. E dia também de aprender uma série de coisas sobre a sociedade sueca, como a pouca frequência dos casamentos, o controlo dos preços dos alugueres das casas e o problema da imigração, já vindo de há muito tempo.

- Kungsgatan - a par com a Drottninggatan, aqui começou a minha desgraça de compras. É que as lojas com peças de design são irresistíveis e as de outras coisas mais pessoais também...



- Langholmen - ida à ilha onde antigamente se situavam as prisões, hoje ocupadas por hotéis e com praias fluviais onde não resisti a esticar-me a ler;



- Passeio Millenium - ir a Estocolmo e não conhecer alguns dos sítios onde se passa a trilogia Millenium, de Stieg Larsson, seria um crime quase tão grande como os dos livros. Aqui, as casas onde supostamente viveriam Lisbeth Salander e Michael Blomqvist;



- Drottninggatan - aqui terminei quase sempre as minhas noites, a ouvir este rapaz (que entretanto descobri chamar-se Mareks Radzevics e de ser de Riga) a tocar violoncelo de modo irrepreensível. 


Escolha bizarra #52

Se para sempre sem-abrigo e poder viver em qualquer parte do mundo... ou ser milionário numa casa de onde nunca se pode sair?

E se eu tivesse uma bicicleta elétrica, qual seria?

Uma destas (e o mês de agosto está perfeito para andar de bicicleta):

Longwise L2601, €1399






Ducati City Queen Itorq, €1990
Italjet Diablo Prime, €1990
Todas à venda aqui, na prio.e.

20 de agosto de 2014

Estocolmo, dia 3

O dia mais cansativo, pois meti na cabeça que queria ver muitas coisas:

- Hamngatan - nesta rua encontrei uma espécie de Passeio da Fama de alguns animais. Esta estrela parece-me de um gorila;


- Junibacken - uma casa para as crianças criada em homenagem a Astrid Lindgren, a criadora da Pipi das Meias Altas, entre muitas outras personagens do imaginário infantil sueco;


- Skansen - uma espécie de parque temático onde podemos ficar a conhecer algumas das atividades artesanais e habitações tradicionais suecas e os animais mais frequentes em terras nórdicas;



- Vasa museet - um gigantesco navio naufragado à saída de Estocolmo em 1628 e trazido de novo à tona na década de 50 do século XX, numa operação impressionante e extremamente bem documentada;


- Galarparken - um dos muitos cemitérios por onde passei quase por acaso, que me fazem gostar de lá estar pela simplicidade que sempre apresentam;


- ABBA Museum - tudo sobre a lendária banda sueca, num museu interativo cheio de material interessante, roupa usada pela banda, reconstituição de locais onde trabalharam, imensas atividades e música por todo o lado;


- Vapiano - terminar o dia com uma bela piza para recuperar dos mais de dez quilómetros, estimativa por defeito.

The notebook people love

Dezenas de maneiras de personalizar a tampa de um MacBook Air, algumas bem originais.


Encomendado e pago!


Depois de A queda dos gigantes e de O inverno do mundo, sai no dia 16 de setemebro o terceiro volume de uma das melhores trilogias de sempre. Está aqui todo o século XX.

19 de agosto de 2014

Estocolmo, dia 2

Começar com cultura e acabar no extremo oposto, porque foi isso que me apeteceu fazer. E este dia foi isto:

- Moderna museet - aqui, para além dos Pollock, Matisse, Yves Klein e outros, fiquei a conhecer grande parte da obra de Nils Dardel, importante pintor sueco pós-impressionista;




- Arkitektur museet - de arquitetura tinha pouco (apenas maquetas), mas a exposição histórica de bicicletas valeu por tudo. E eu que achava que as antigas bicicletas com uma roda grande a tinham sempre à frente...


- Gröna Lund - um parque de diversões inaugurado no século XIX e que me permitiu tirar a barriga de misérias e andar nas montanhas-russas sem parar. Sim, andei (e gritei) em todas as diversões das fotografias. Mas também deixei outras coisas de parte, daquelas que me fariam sair de lá aos esses.







- e concluir que Estocolmo é muito bonita de dia, mas que ao anoitecer ainda o é mais.

As coisas simples da vida, n.º 48


Há dias, ao ver o filme «Extremamente alto, incrivelmente perto», pensei há quanto tempo não ando num, e gosto tanto.

O jeito que isto dava cá


É que subir umas escadas com a bicicleta é das coisas mais mal jeitosas que há. Para além do peso, e da posição em que nunca existe conforto, ficamos com as pernas cheias de nódoas negras.

18 de agosto de 2014

Estocolmo, dia 1

O dia 1 não foi bem um dia, porque graças aos serviços da TAP uma viagem que devia durar quatro horas e meia durou sete. Sim, SETE (uma hora de atraso na partida + uma hora já dentro do avião à espera da descolagem + meia hora a mais no trajeto).

Mas à chegada tive a agradável surpresa de o terminal de autocarros ser a menos de 100 metros do hotel. Assim, ainda tive tempo para ir ver isto:

- Sankt Johannes kirka - para quem não sabe, é debaixo desta igreja que se passam algumas das cenas mais chocantes do último livro da dupla Erik Axl Sund, Fome de fogo;


- andar pela rua que percorreria mais vezes, a Drottninggatan, e onde gastaria umas largas centenas de coroas suecas;


- conhecer o quarto mais pequeno onde dormi na vida. O que não significa velho nem desconfortável, sublinhe-se;


- e assistir a um episódio dos Simpsons legendado em sueco. Obrigada, televisão sueca, por não fazerem dobragens.

Balanço


Fui de férias para Estocolmo angustiada, por a Vespa Gata ainda não estar cem por cento curada. E, todos os dias de manhã, não relaxava enquanto não ligava para Lisboa para saber como estava. Felizmente bem.

Até que regressei, felizmente com a ideia de ficar por Lisboa. E digo felizmente porque com o meu regresso a Vespa Gata recomeçou a vomitar, segundo a veterinária consequência da série de mudanças nas semanas anteriores. Portanto, três das minhas manhãs foram passadas no veterinário para lhe serem administrados injetáveis que a impedissem de vomitar e que lhe protegessem o estômago. Desde 5.ª feira que não vomitava até hoje, que foram bolas de pelo, o que espero que seja um sinal de que a rotina está a regressar à vida dela.

Mas ainda houve tempo para andar bastante de bicicleta, tratar da subscrição de umas obrigações do tesouro que andava a adiar, cancelar a mensalidade do ginásio onde não ia há meses, atualizar a mensalidade da banda larga móvel, fazer um minijantar familiar no meu pátio, dormir umas sestas, ir à piscina oceânica de Oeiras, jantar no mercado de Campo de Ourique e matar saudades da Hamburgueria do Bairro.

No cômputo geral, foi bom. E em setembro há mais uma semana.

Fim de férias...

... e reinício de atividade no blogue. À hora de almoço, um balanço geral. E a partir de logo à noite, e até domingo, os meus dias em Estocolmo, um por um. Para que fiquem com vontade de também lá ir.

13 de agosto de 2014

The Rosie project, de Graeme Simsion (inacabado)

Apesar de não ter conseguido terminar este livro (estava quase, quase a chegar ao fim quando o perdi num parque algures em Estocolmo), fiquei com uma ideia bastante clara de que é algo bastante diferente daquilo a que estamos habituados.

Don Tillman é uma homem bem-sucedido, com 39 anos, de aparência interessante, mas que não consegue estabelecer laços com o sexo feminino. E, na verdade, também com poucos elementos do sexo masculino. É aos poucos que nos vamos apercebendo de que tem o síndroma de Asperger, uma alteração do espectro do autismo mas menos profunda.

Decidido a encontrar uma companheira para a vida, empreende o The Wife Project em que, através de um minucioso questionário que coloca em vários sites de encontros, esmiuça todas as candidatas para ter a certeza de que lhe vai aparecer a pessoa certa. Mas surge-lhe Rosie, com tantos critérios que o questionário eliminaria... E a partir daqui, fiquei sem poder ler mais, apesar de ter ficado com vontade. Se alguém o tiver lido, pode contar-me o fim?

I wish I had...


E não é que depois de uma semana sem mim e sem vomitar, agora que regresso a casa a Vespa Gata deu em voltar a vomitar? Diz a veterinária que é uma questão de muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo (o abcesso, a medicação, a cirurgia, a anestesia, o tirar os pontos, o funil, a dona a ir e a regressar...).

Conclusão: mais três dias de antiemético e antiácido injetável, porque tudo o que toma em casa sai logo boca fora... A ver se me dá umas noites sem vomitar e ela própria tem um soninho descansado.

12 de agosto de 2014

11 de agosto de 2014

A meio gás

Isto é, a tentar desfazer a mala, a arrumar o que é para arrumar e a lavar o que é para lavar, a encher o frigorífico e (tarefa esgotante) a organizar as fotografias que caí na asneira de tirar em TRÊS suportes diferentes (telemóvel, iPad e máquina fotográfica).

Prometo fazer todos os esforços para recomeçar a publicar em breve,

3 de agosto de 2014

Para mim, fazer as malas é assim

Um stress. Nunca sei o que levar, vai sempre pelo menos o dobro do necessário e acaba sempre por faltar alguma coisa. É a parte das viagens de que gosto menos.

1 de agosto de 2014

Isto não vou perder


As montanhas-russas do Gröna Lund, uma delas de madeira, num parque de diversões inaugurado em 1883.

Em média, são mortas 10 crianças por dia em Gaza

Alimentos (e um medicamento) proibidos para animais


Podem ver a lista pormenorizada aqui, mas publico um resumo para que possam fixar e assim não apanharem nenhum susto sem saberem muito bem porquê. Grande parte destes produtos podem mesmo provocar a morte do bicho em pouco tempo:

- chocolate, café e produtos derivados
- abacate
- nozes de macadâmia
- noz-moscada
- uvas e passas
- massa crua de pão ou bolo
- ovos, ossos e carne (inclusive peixe) crus ou mal-passados
- adoçante
- cebola e cebolinho
- alho
- leite e lacticínios (sobretudo na idade adulta)
- sal
- sementes da maioria dos frutos
- cerejas
- diospiros
- batatas cruas
- parte verde dos tomates
- cogumelos
- amendoins (perigosos sobretudo para alguns cães que podem morrer com o seu simples cheiro)
- brócolos
- alimentos gordos (por exemplo, dar ração de gato a um cão)

E a nível dos medicamentos, acrescento ainda o paracetamol (vulgar Ben-U-Ron), que todos temos em casa e que é veneno para os gatos (e também não aconselhável para os cães). Uma dose de apenas 500 mg pode matar um gato adulto.

Em resumo: querem ver os vossos bichos felizes e saudáveis? Resistam aos olhares que pedem um petisco e deem-lhes ração própria, pois cada macaco no seu galho.