8 de outubro de 2014

Também é por isto que gosto do outono

Gapstow Bridge, Nova Iorque, EUA



Central Park, Nova Iorque, EUA



Castelo de Kilchurn, Escócia



Farol de Grand Island East Channel, Michigan, EUA


Em parte incerta, de David Fincher


Já tendo lido o livro, este filme não me pôde surpreender como a muitas outras pessoas. Mas é sem dúvida um filme cheio de tensão. Como a adaptação está muito fiel, aqui fica o resumo da história que escrevi quando o li, sem muitos spoilers para não estragar a «surpresa»:

Um casal comemora cinco anos de casamento, numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos para onde tiverem de se mudar de Nova Iorque após a perda dos seus empregos. Ali reconstroem a sua vida, ele com mais vontade do que ela, que se acomoda e que no fundo detesta a vida que leva.

Mas, nesse dia, Amy desaparece. A porta fica aberta, a sala revolta, e os primeiros indícios apontam para ter sido raptada. Mas o desenrolar das investigações começa a apontar para o próprio marido, através de extratos bancários, pesquisas no computador e a falta de um alibi. Ao longo do livro, vamos acompanhado o relato de Nick na primeira pessoa nos dias que se sucedem ao desaparecimento. E, ao mesmo tempo, o diário secreto de Amy nos últimos cinco anos. Até que outro tipo de relato entra em cena.

Não é apenas um filme sobre relações, é um filme que mostra como uma pessoa pode ser extremamente manipuladora em seu proveito, graças a um planeamento quase perfeito.

Nota: Continuo a achar que Ben Affleck teve o seu ponto mais alto em Argo...

7 de outubro de 2014

Alimentos proibidos para cães

Para complementar a lista de alimentos proibidos para os animais em geral (aqui), aqui está a lista dos alimentos proibidos para os cães, graficamente muito mais atraente e acompanhada das suas consequências. Muito cuidado, porque alguns parecem mesmo coisas básicas que qualquer pessoa lhes daria sem hesitar.

As coisas que nos irritam #7


Sim, sobretudo para aqueles que graças à crise cortam nas regalias, despedem pessoas, contratam novas por metade do ordenado. Mesmo (e sobretudo) quando a crise não os afeta. Para esses sim, é uma oportunidade e das boas.

As coisas simples da vida n.º 251


Hoje é um desses dias. Tenho grandes expectativas de que a mudança seja boa.

6 de outubro de 2014

A minha guerra antimelgas

Sempre fui muito apetecível para melgas e outra mosquitada que se alimente de sangue humano. Desde pequena, se houvesse uma melga na sala, seria eu a eleita mesmo que houvesse mais 10 pessoas no mesmo espaço.

Nos últimos anos, ao viver junto do rio, o caso agravou-se. E este ano, não sei porquê, os ditos insetos andam mais abundantes e mais agressivos, ao ponto de andar com os pés e tornozelos num bolo. No quarto ainda me safo, porque é pequeno e um repelente elétrico da Raid resolve o assunto. Mas já a sala é grande, e precisaria de muitos difusores para os afastar. Além de que no pátio não serviria.

Por isso já experimentei um pouco de tudo (sem sequer colocar a hipótese de me fechar cá dentro, que isto de ter um pátio é para aproveitar):

Pulseira Zoom - quando a comprei achei o conceito genial, com uns buraquinhos que se vão abrindo para exalarem mais cheiro. Acho que funcionou, eu é que não suportava o aroma tão ativo a citronela.

Chicco MosquiNo - apesar de ser indicado para crianças a partir dos 3 meses, o cheiro é também o seu maior problema. Afasta qualquer ser vivo que se aproxime de mim, incluindo eu própria.

Vinagre de vinho (colocado numa tigela ao pé da janela) - o mais barato de todos e, segundo toda a gente, um daqueles segredos antigos que funciona. Só que acho que já é tão antigo que as melgas já se habituaram a ele... Ainda me apareceu lá um mosquito morto dentro, mas mais nenhum caiu.








Previpiq - este é a minha tentativa mais recente. Até agora, passados apenas dois dias, a bicharada ainda não atacou, e o cheiro é bastante agradável, assemelhando-se quase a uma água de colónia suave. Vamos ver se mantém a eficácia.

Não podia estar mais de acordo

Apesar de poucas vezes me identificar com o que Luís Pedro Nunes diz, desta vez a sua indignação no Eixo do Mal contra as praxes que gozaram com a tragédia no Meco tem o meu total apoio. É que há matérias com as quais não se brinca, sobretudo no mesmo contexto e quando há tanta gente a sofrer com isso. Que tipo de «integração» se pretende com isto?


Sabem aqueles dias em que apetece ficar em casa?


Hoje é um desses dias. E de preferência sem telemóvel, sem internet, e apenas com a companhia de um grande e bom livro.

5 de outubro de 2014

104 anos de República


Na imagem, Teófilo Braga, Eusébio Leão, António José de Almeida e alguns dos valores que acho que devemos continuar a prezar e a lutar por eles.

3 de outubro de 2014

Quando o aberrante acontece


Nem de propósito.

Hoje, quando a minha mãe me contou que uma senhora de 70 e poucos anos, perfeitamente válida, que frequentava o centro de dia onde ela faz voluntariado foi colocada compulsivamente pelo filho num lar longe de tudo e de todos, não sabia eu destes números.

Vale a pena ler a notícia toda aqui, para vermos as bestas que nos estamos a tornar. E, em caso de emergência, ligar para a Linha de Apoio à Vítima: 707 200 077.

De onde vem tanta raça de cão?

Um trabalho fantástico de Lili Chin agrupando cerca de 200 raças de cães de acordo com as suas origens geográficas. É um tópico longo, mas que pode servir de entretenimento para identificarem de onde são originários os vossos quatro patas.

Apesar de estarem longe de serem puras, parece que pelo menos do lado de um dos pais as raízes da Twiggy estavam na Escócia e as da Loba estão na Alemanha. E os vossos, onde surgiram?





















Já se calava

Depois ter sido eleito para o Parlamento Europeu e três meses depois ter dito que daqui a um ano vai sair para se candidatar à AR, de ter declarado que €4800 por mês não dão para viver bem em Lisboa, agora isto. Este senhor não está bem em lugar algum.

2 de outubro de 2014

Sim, é uma infografia. Incrível, não é?

Eleanor Lutz, 2014

Tenho plena consciência disto


O difícil mesmo é pôr em prática. Mas vou aprender.


Fico fora de mim...

... quando alguém faz uma manobra perigosa arriscando a minha vida, ouve uma buzinadela, não pede sequer desculpa e no fim ainda se ri com cara de gozo. Sobretudo se for uma mulher, de quem não esperava isso. Só me apetecia ter um bulldozer e passar-lhe por cima.

1 de outubro de 2014

A minha (mini)despensa é quase assim...

... e só não é pior porque suas excelências têm uns estômagos um bocado sensíveis e não convém variarem muito.

As coisas que nos irritam #6


Isto irrita-me mesmo muito, sobretudo porque geralmente as empregadas das caixas dizem para as pessoas passarem para a caixa aberta «pela mesma ordem». Claro que há sempre pelo menos um chico-esperto, geralmente o último a chegar, que se apressa para ser o primeiro a sair.


O assassino do aqueduto, de Anabela Natário

A primeira vez que ouvi falar de Diogo Alves devia ter uns 8 ou 9 anos, e não estou a exagerar. Naquela época a minha avó trabalhava como tradutora no BESCL (depois, BES, agora Novo Banco...) e havia um grupo que organizava visitas guiadas a monumentos, museus e outros locais icónicos de Lisboa. Foi assim que, ainda pequena, visitei quase todos os museus da época, alguns teatros e... o aqueduto. Essa terá sido provavelmente a visita que mais me impressionou, quando o historiador contou a história do assassino e como assaltava as pessoas e depois as atirava lá de cima para o vale de Alcântara.

Por tudo isto comprei este livro, julgando que iria saber um pouco mais do que já sabia. Mas afinal fiquei a saber muito mais. Que Diogo Alves, galego, tinha uma quadrilha que empreendeu alguns dos assaltos mais violentos na Lisboa do século XIX, entrando pelas casas, assassinando pessoas e vivendo sem culpa na consciência, e que foi isso que o condenou à morte. Que a cidade era um local perigoso, cheio de gente à procura da oportunidade de sobreviver como conseguisse.

No entanto, achei o livro um pouco cansativo, talvez longo de mais, uma vez que tudo poderia ser contado com a mesma qualidade em menos páginas. A detenção dos membros da quadrilha, e o seu julgamento, são contados demasiado depressa comparando com o desenrolar do resto dos acontecimentos, que às vezes se arrastam.

Pondo o bom e o menos bom nos pratos de uma balança, gostei no cômputo geral. Da história e da forma (porque está escrita recorrendo a muitas expressões da época, o que lhe dá graça e realismo) mais, do ritmo menos.

Nota: Para os mais curiosos, julga-se que a cabeça de Diogo Alves, um dos últimos condenados à morte em Portugal, seja a que se encontra conservada em formol no teatro anatómico da Faculdade de Medicina de Lisboa.