15 de janeiro de 2015

Já reservaram os dias 7 e 8 de fevereiro?


Se perdi o n.º 1, porque não estava no país, o n.º 2 da Cabide não me escapa. No Teatro da Trindade, por €8 os dois dias ou €5 um dia, vão ter direito a ouvir e intreagir com todas estas pessoas:

- João Miguel Tavares
- Gonçalo M. Tavares
- Pedro Mexia
- José Tolentino Mendonça
- Diogo Freitas do Amaral
- Carla Hilário Quevedo
- José Milhazes
- Rui Tavares
- Manuel Graça Dias
- E outros ainda não anunciados...

Não acham que vale a pena?

14 de janeiro de 2015

E ainda digo que não sou uma perfume person...

Porque não ando atrás das novidades que saem, porque muito raramente dou um balúrdio por um perfume (geralmente, só os compro nas duty-free shops), ontem fiquei parva quando me apercebi de que tenho a uso 12 (sim, DOZE) perfumes diferentes. Talvez por usar muitos e raramente usar o mesmo dois dias seguidos (para não criar o hábito e perder o aroma que gosto de sentir durante todo o dia), cada um vai-se gastando pouco, daí a acumulação.

Anyway, com esta idade chego à conclusão que de manhã o que uso tem mesmo a ver com o meu estado de espírito. São eles:


Algumas notas: Adoro todos os DKNY, se bem que o mais recente, My NY, é bom demais. Com os Marc Jacobs vou entrar em privação com o Kumquat (o do frasco cúbico), uma edição limitada do verão de há 2 anos e que não se encontra por nada. Não se deixem enganar com o Tommy, este Jeans é de uma frescura ímpar. Se quiserem cheirar a caipirinha, o Guerlain Limon Verde é garantido. E o da Body Shop Peach Vineyard, que cheira mesmo a pêssegos maduros, vai ser descontinuado. Do lavanda nem é preciso falar, já o referi aqui vezes de mais.

Mais uma nota: Em lista de espera está o Divine da Caudalie.

E uma última nota: Quais são os perfumes de eleição de quem está desse lado?

A cortar em frente é que é o caminho

Visto numa ciclovia perto do Hospital da Luz.

Machu Picchu, de Tony Bellotto

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Tony Bellotto é compositor e guitarrista da banda brasileira Titãs, e talvez por isso bem conhecedor da face mais bizarra da vida no Rio de Janeiro (e que acaba por ser comum a grande parte das grandes cidades).

Num dia de calor infernal, o Rio para num brutal engarrafamento. Zé Roberto e Chica fazem nesse dia 18 anos de casados e, ela no seu carro e ele num táxi, em pontos diferentes da cidade, fazem uma retrospetiva do que tem sido a sua vida em comum e daquilo que querem fazer dela.

A narração é feita invariavelmente na primeira e na terceira pessoa, o que se torna um desafio. Mas não nos impede de querer saber mais e mais. Porque é que Zé Roberto se envolveu numa relação virtual com uma rapariga uns 20 anos mais nova. Porque é que Chica se envolveu com um colega de trabalho. Porque é que vivem com o filho comum de ambos, com a filha de um anterior casamento dele e com uma irmã desta.

Ao fim do dia, quando se juntam em casa, tudo se mistura, as personagens são imensas, os choques bastantes, as revelações um engano. O retrato de algumas famílias que infelizmente (ou não) se tornam cada vez mais comuns.

Nota: Não posso deixar de elogiar a fantástica capa. Por outro lado, tenho de criticar a péssima revisão da edição portuguesa.

13 de janeiro de 2015

Puzzle: Dia 1

Nova missão: Montar um puzzle de 1000 peças, coisa que não faço há anos. Este é da MESA Boardgames e reproduz «Marchas de Lisboa», 1982, de Eduardo Alarcão, um quadro que reúne uma cidade quase inteira em época de festa.

Este é o estado zero e o estado do Dia 1, e vou publicando aqui imagens à medida que houver progressos. Mas cheira-me que vai dar luta.


Longa se torna a espera

A saúde está muto doente


Já não é novidade o caos que se tem vivido em grande parte dos hospitais públicos portugueses, as notícias sobre pessoas a morrer enquanto esperam pela sua vez são cada vez mais frequentes, quem precisa de ir ao hospital chega a ter medo de fazê-lo. Mas quando ontem soube que até no Hospital da Luz a espera nas urgências era de quatro horas tive a certeza de que o caos está instalado, pois já nem os privados são uma alternativa.

Andam a dar cabo do Serviço Nacional de Saúde, a retirar direitos aos médicos, e agora chegamos a isto. Solução? Não vejo.

12 de janeiro de 2015

10 sessões disto


Comecei na sexta-feira e já trouxe trabalho de casa: o novo livro na coluna aqui ao lado.

O barato sai caro


Sabem quando compramos um objeto cheios de alegria e depois a sua utilização se revela um tal inferno que só nos apetece espezinhá-lo e atirá-lo pela janela fora? Pois aconteceu com um telemóvel que a minha mãe arranjou, comprado com um vale da Meo e que parecia uma oportunidade. Que pesadelo tem sido desde novembro, com bloqueios constantes, idas à assistência técnica, horas perdidas de espera e confronto com olhares que nos encaram como se fôssemos um bicho raro e atrasado mental. Foi agora finalmente para a segunda reparação, com a certeza quase absoluta de que terá de ir à terceira. E só nessa altura, se não ficar bom, é que o poderemos trocar por outro.

Aplica-se na perfeição o título deste tópico.

Contos reunidos, de Aldous Huxley

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Este é aquele livro que já aqui referi várias vezes por me estar a custar tanto terminar. E que mais de uma vez estive para pôr de lado mas que, por pura teimosia, não fiz. E parecia que o livro o percebia, pois quando cedia e voltava a pegar nele oferecia-me um conto em que sentia: «Afinal vale a pena.»

São 21 contos e a meu ver talvez um terço valha a pena. Como «Sir Hercules», a história de um casal de anões que acaba por ter um filho de tamanho «normal». «O sorriso de Gioconda», uma história de amor e de enganos com um volte-face no final. «O pequeno mexicano», em que a arte é substituída pela sobrevivência. «O retrato», em que a busca ávida por obras de arte dá azo à aldrabice. «Jovem Arquimedes», em que a vida um jovem humilde e promissor é destruída pela obsessão por uma educação superior. «A cura de descanso», em que um amor aparentemente puro se revela uma relação de interesse... ou não. Ou «Os Claxtons», sobre as virtudes e desvantagens de uma educação mais ou menos ascética.

Em resumo, foi uma aprendizagem, mas para quem, como eu, gosta de ler uma boa história em que mergulha como se lá estivesse dentro, não foi fácil.

11 de janeiro de 2015

Érica Kamisaki

Acompanho de perto a página de Érica Kamisaki, uma brasileira cuja missão na vida é recolher animais, recuperá-los o melhor possível a todo o custo e arranjar-lhes um novo lar. Que triste que fiquei hoje. E que triste deve ela estar.

9 de janeiro de 2015

E o que leste em 2014, Vespinha?

Ao contrário do que julgava, um pouco mais do que em 2013, sobretudo tendo em conta que este da coluna aqui ao lado me deu muito trabalho e que me ocupou desde o início de dezembro.

Não consigo escolher um, mas lanço a pergunta: qual foi o vosso livro do ano?

- A casa de Matriona, de Aleksandr Soljenítsin
- Morreste-me, de José Luís Peixoto
- O voluntário de Auschwitz, de Witold Pilecki
- Forgive me, Leonard Peacock, de Matthew Quick
- Amada vida, de Alice Munro
- Be the worst you can be: Life's too long for patience and virtue, de Charles Saatchi
- O que morre no verão, de Tom Wright
- The book of life, de Stuart Nadler
- A desumanização, de Valter Hugo Mãe
- O da Joana, de Valério Romão
- Deixem falar as pedras, de David Machado
- A liberdade de pátio, de Mário de Carvalho
- Onze, de Mark Watson
- A lebre de Vatanen, de Arto Paasilinna
- A minha pequena livraria, de Wendy Welch
- A maldição dos Dain, de Dashiell Hammett
- A gloriosa bicicleta, de Laura Alves e Pedro Carvalho
- O cancro foi a minha cura, de Vânia Castanheira
- A voz, de Arnaldur Indridason
- Mazagran, de José Rentes de Carvalho
- Tenho o direito de me destruir, de Kim Young-ha
- Pastoral americana, de Philip Roth
- O contrário da morte, de Roberto Saviano
- O culpado, de Lisa Ballantyne
- It's kind of a funny story, de Ned Vizzini
- A arte de chorar em coro, de Erling Epsen
- The Circle, de Dave Eggers
- A rapariga-corvo, de Erik Axl Sund
- Os segredos de Jacinta, de Cristina Torrão
- Fome de fogo, de Erik Axl Sund
- The Rosie project, de Graeme Simsion
- Faceless killers, de Henning Mankell
- O homem que não conseguia parar, de David Adam
- Dark places, de Gillian Flynn
- O tempo morto é um bom lugar, de Manuel Jorge Marmelo
- Nada a temer, de Julian Barnes
- Mães e filhos, de Colm Tóibín
- O assassino do aqueduto, de Anabela Natário
- Perfect people, de Peter James
- No limiar da eternidade, de Ken Follett
- The dogs of Riga, de Henning Mankell
- Stoner, de John Williams
- Side effects may vary, de Julie Murphy

Da minha ansiedade


Mas a verdade é que a vida às vezes também não ajuda.

Eu juro que não sei como...

... mas as constipações que andam por aí ainda não me apanharam. E talvez 90% das pessoas que me rodeiam andam aos esprirros, com tosse, febre e atulhadas em lenços. Pensando bem, se calhar o melhor é escrever isto depressa antes de ser apanhada.

8 de janeiro de 2015

Só eu sei o que me custa...

... estar mais de um mês para conseguir acabar um livro (os contos de Aldous Huxley na coluna aqui ao lado). Estive para desistir mais de uma vez, mas de seguida havia sempre
qualquer coisa que me prendia. E a sensação de frustração de desistir de um livro. Desta sexta-feira não pode passar. E o próximo não será, certamente, um livro de contos.

Sem palavras


Que mundo tão feio este em que vivemos. É a única coisa que consigo dizer.

Não me convidou para a festa...

... mas dou-lhe os parabéns na mesma. Feliz 68.º aniversário, Mr. Bowie!

7 de janeiro de 2015

Não gozar, por favor

Mas isto é a única coisa que me vale quando chego a casa em dias frios como este. Tão, mas tão quente que passado meia hora tenho de o despir. E tão confortável quanto ridículo. Mas é mesmo a única coisa que me vale.