19 de fevereiro de 2015

Oração

Anjo da guarda
Minha companhia
Guardai a minha alma
De noite e de dia.


Esta é a oração que sei melhor e que digo quase todas as noites. E este é o anjo da guarda que me protege a casa e tudo o que se passa dentro dela. Além de todos os anjos da guarda que passaram pela minha vida, que já não estão cá mas que tenho a certeza de que continuam a proteger-me.

18 de fevereiro de 2015

Cães que parecem bonecos de peluche

Sem dúvida que deve dar um trabalhão a cuidar-lhes do pelo, mas ter um bichinho destes à nossa volta em casa deve ser uma delícia.

Cruzamento de Pastor Alemão, Akita e Corgi.
Cria de Mastim Tibetano.
Cria de Golden Doodle.
Cria cruzamento de Keeshond com Esquimó Americano.
Podem ver mais uma série deles aqui.

Olha, afinal dormir muito faz mal!

A rua Garrett nos anos 30...

... e uma descrição do meu tio que descreve a Baixa de Lisboa como ninguém:

Por mais estranho que possa parecer aos mais novos, a Baixa e o Chiado eram de facto assim! Uma actividade incrível, as lojas e os armazéns cheios, milhares de pessoas nas ruas, dezenas de autocarros e eléctricos permanentemente a circular em direcção a todos os lugares da cidade, muitos automóveis particulares e táxis e... tudo isto sem turistas! Era apenas com a prata da casa. Outra cidade em que vivi.


17 de fevereiro de 2015

16 de fevereiro de 2015


O que é preciso é acreditar. E essa é a parte mais difícil.

Afinal, de quantas horas de sono precisamos?

O clássico «oito horas por dia» pode não ser bem assim, uma vez que segundo um estudo da norte-americana National Sleep Foundation seis horas podem ser suficientes, mas noutros casos têm de ser dez. A diferença para outros gráficos deste género é mesmo o intervalo de horas considerado tolerável para cada idade, não tão restritivo.

No meu caso diríamos que cumpro os requisitos mínimos. E desse lado, tudo normal?

Corta-barato

Eu adoro ir ao cabeleireiro para cortar cabelo. O ritual de chegar, lavarem-me o cabelo, o cuidado no corte, a verificação se está como quero.

Mas no sábado conseguiram estragar todo este prazer. Desde o início do ano que o sítio onde corto o cabelo não aceita marcações ao fim de semana, mas como é a altura em que me dá mais jeito, e por ser Carnaval com férias escolares e pouca gente em Lisboa, arrisquei. Cheguei pela hora de almoço, perguntei se a pessoa que me costuma cortar o cabelo estava disponível para cortar e encaminharam-me de imediato para a zona de espera, guardando o meu casaco.

O que se pensa numa situação destas? Que está para breve, certo? Pois não estava. Passou-se uma hora e vinte minutos até me atenderem, comigo cheia de fome e sempre a achar que estava quase. A cabeleireira também estava irritadíssima, pois tentou avisar que ainda estava no início de um corte e que ia demorar. Parece que este procedimento se está a tornar comum. E lá me cortou o cabelo, mas aquela sensação de estar a ser tratada sem preocupações já não a tive. A irritação e a fome já eram tamanhas que só queria resolver aquilo depressa.

E agora pergunto eu: qual é o objetivo de porem uma pessoa à espera sem a avisar de que vai demorar? Que o cliente não desista? Parece-me uma estratégia fraquita. Se me tivessem avisado, teria ido comer calmamente e teria regressado muito mais bem disposta. Assim, regressarei provavelmente mais uma vez, mas apenas porque gosto muito da cabeleireira e ainda assim bem atenta a qualquer falha.

12 de fevereiro de 2015

Uma ternura


Como gosto destes desenhos de Liz Climo!

Palavra sem tradução


Há uma palavra em inglês de que gosto muito porque define na perfeição aquilo de que gosto num livro: ser um «page-turner». Compreender o conceito é muito fácil, o virar ávido de páginas para saber o que vem a seguir, mas não encontro nada semelhante em português. Até porque do que gosto na palavra é existir tão especificamente no mundo dos livros.

Sugestões de tradução?

Parabéns, Papá, e obrigada!

Por isto e por muito mais. Que possas continuar a dar de ti e a receber de nós durante muitos e muitos anos.

11 de fevereiro de 2015

É só escolher

Vou querer um de cada.

Reflexos perfeitos ou o mundo de pernas para o ar

Reflexos perfeitos captados nas ruas de Lisboa pelo fotógrafo Daniel Antunes. Pessoas, edifícios, às vezes apenas a sugestão de qualquer coisa. Mas sempre perfeitos.

Escusado será dizer porque adoro a penúltima fotografia.




 

Montedor, de Rentes de Carvalho

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Depois de ler O rebate, e quando procurei mais informação sobre o mesmo por não ser dos meus livros preferidos de Rentes de Carvalho (achei a história confusa, até mesmo atrapalhada), encontrei uma informação que considerei relevante: que tinha sido o segundo livro do escritor. E assim resolvi a questão de não ter gostado do livro como dos outros.

Mas agora, ao ler Montedor, apercebo-me de que este é o primeiro livro de Rentes de Carvalho. E não sofre de qualquer dos «males» de O rebate. É claro, uma história limpa, totalmente na linha do que se tornaria um dos temas recorrentes do escritor: a vida numa aldeia portuguesa no início da segunda metade do século XX, com todas as características que tal acarreta. O isolamento, a sociedade fechada, a falta de oportunidades. Em Montedor, um jovem nascido numa família modesta procura, mas sem grande empenho, o sucesso, o «subir na vida», sofrendo da pressão familiar e da falta de crédito que a sociedade lhe atribui. Sendo um romance simples, a tensão página após página é enorme, gerando em nós expectativa perante o sucesso ou insucesso de rapaz. A angústia segue-nos até ao fim do livro, acompanhada de uma certa raiva perante a sua passividade.

É o meu quinto livro de Rentes de Carvalho, cinco razões para não parar de o ler.

Nota: Podem ler aqui sobre Ernestina, Mazagran, O rebate e La Coca.

10 de fevereiro de 2015

Nem tudo o que parece é

E o que aconteceu desde que nascemos?

Li hoje no Diário de Notícias que a BBC criou uma ferramenta digital que, a partir do registo da nossa data de nascimento, sexo e altura, dá informação acerca do nosso desenvolvimento, do que o mundo mudou e do que mudámos no mundo desde essa altura. Chama-se Your life on earth.

Fiquei a saber, entre outras coisas, que:
- o meu coração já bateu dois mil milhões de vezes;
- se vivesse em Júpiter teria 3 anos; em Vénus 65 anos; e em Mercúrio 166;
- um coelho da minha idade já teria dado origem a 81 gerações; e um rato 371;
- desde que nasci houve 198 erupções vulcânicas, 405 grandes sismos e 88 eclipses solares;
- desde que nasci a temperatura média global subiu de 14,1 ºC para 14,6 ºC; e as emissões de CO2 de 16,9 para 35,6 gigatoneladas por ano;
- os gorilas da montanha foram salvos da extinção quando eu tinha 18 anos e o rinoceronte preto quando eu tinha 32.

São uns bocados bem passados a descobrir estas curiosidades, num ambiente informático agradável e muito intuitivo. Vale a pena espreitarem o que aconteceu desde que que nasceram.

http://www.bbc.com/earth/story/20141016-your-life-on-earth