18 de fevereiro de 2015

Cães que parecem bonecos de peluche

Sem dúvida que deve dar um trabalhão a cuidar-lhes do pelo, mas ter um bichinho destes à nossa volta em casa deve ser uma delícia.

Cruzamento de Pastor Alemão, Akita e Corgi.
Cria de Mastim Tibetano.
Cria de Golden Doodle.
Cria cruzamento de Keeshond com Esquimó Americano.
Podem ver mais uma série deles aqui.

Olha, afinal dormir muito faz mal!

A rua Garrett nos anos 30...

... e uma descrição do meu tio que descreve a Baixa de Lisboa como ninguém:

Por mais estranho que possa parecer aos mais novos, a Baixa e o Chiado eram de facto assim! Uma actividade incrível, as lojas e os armazéns cheios, milhares de pessoas nas ruas, dezenas de autocarros e eléctricos permanentemente a circular em direcção a todos os lugares da cidade, muitos automóveis particulares e táxis e... tudo isto sem turistas! Era apenas com a prata da casa. Outra cidade em que vivi.


17 de fevereiro de 2015

16 de fevereiro de 2015


O que é preciso é acreditar. E essa é a parte mais difícil.

Afinal, de quantas horas de sono precisamos?

O clássico «oito horas por dia» pode não ser bem assim, uma vez que segundo um estudo da norte-americana National Sleep Foundation seis horas podem ser suficientes, mas noutros casos têm de ser dez. A diferença para outros gráficos deste género é mesmo o intervalo de horas considerado tolerável para cada idade, não tão restritivo.

No meu caso diríamos que cumpro os requisitos mínimos. E desse lado, tudo normal?

Corta-barato

Eu adoro ir ao cabeleireiro para cortar cabelo. O ritual de chegar, lavarem-me o cabelo, o cuidado no corte, a verificação se está como quero.

Mas no sábado conseguiram estragar todo este prazer. Desde o início do ano que o sítio onde corto o cabelo não aceita marcações ao fim de semana, mas como é a altura em que me dá mais jeito, e por ser Carnaval com férias escolares e pouca gente em Lisboa, arrisquei. Cheguei pela hora de almoço, perguntei se a pessoa que me costuma cortar o cabelo estava disponível para cortar e encaminharam-me de imediato para a zona de espera, guardando o meu casaco.

O que se pensa numa situação destas? Que está para breve, certo? Pois não estava. Passou-se uma hora e vinte minutos até me atenderem, comigo cheia de fome e sempre a achar que estava quase. A cabeleireira também estava irritadíssima, pois tentou avisar que ainda estava no início de um corte e que ia demorar. Parece que este procedimento se está a tornar comum. E lá me cortou o cabelo, mas aquela sensação de estar a ser tratada sem preocupações já não a tive. A irritação e a fome já eram tamanhas que só queria resolver aquilo depressa.

E agora pergunto eu: qual é o objetivo de porem uma pessoa à espera sem a avisar de que vai demorar? Que o cliente não desista? Parece-me uma estratégia fraquita. Se me tivessem avisado, teria ido comer calmamente e teria regressado muito mais bem disposta. Assim, regressarei provavelmente mais uma vez, mas apenas porque gosto muito da cabeleireira e ainda assim bem atenta a qualquer falha.

12 de fevereiro de 2015

Uma ternura


Como gosto destes desenhos de Liz Climo!

Palavra sem tradução


Há uma palavra em inglês de que gosto muito porque define na perfeição aquilo de que gosto num livro: ser um «page-turner». Compreender o conceito é muito fácil, o virar ávido de páginas para saber o que vem a seguir, mas não encontro nada semelhante em português. Até porque do que gosto na palavra é existir tão especificamente no mundo dos livros.

Sugestões de tradução?

Parabéns, Papá, e obrigada!

Por isto e por muito mais. Que possas continuar a dar de ti e a receber de nós durante muitos e muitos anos.

11 de fevereiro de 2015

É só escolher

Vou querer um de cada.

Reflexos perfeitos ou o mundo de pernas para o ar

Reflexos perfeitos captados nas ruas de Lisboa pelo fotógrafo Daniel Antunes. Pessoas, edifícios, às vezes apenas a sugestão de qualquer coisa. Mas sempre perfeitos.

Escusado será dizer porque adoro a penúltima fotografia.




 

Montedor, de Rentes de Carvalho

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Depois de ler O rebate, e quando procurei mais informação sobre o mesmo por não ser dos meus livros preferidos de Rentes de Carvalho (achei a história confusa, até mesmo atrapalhada), encontrei uma informação que considerei relevante: que tinha sido o segundo livro do escritor. E assim resolvi a questão de não ter gostado do livro como dos outros.

Mas agora, ao ler Montedor, apercebo-me de que este é o primeiro livro de Rentes de Carvalho. E não sofre de qualquer dos «males» de O rebate. É claro, uma história limpa, totalmente na linha do que se tornaria um dos temas recorrentes do escritor: a vida numa aldeia portuguesa no início da segunda metade do século XX, com todas as características que tal acarreta. O isolamento, a sociedade fechada, a falta de oportunidades. Em Montedor, um jovem nascido numa família modesta procura, mas sem grande empenho, o sucesso, o «subir na vida», sofrendo da pressão familiar e da falta de crédito que a sociedade lhe atribui. Sendo um romance simples, a tensão página após página é enorme, gerando em nós expectativa perante o sucesso ou insucesso de rapaz. A angústia segue-nos até ao fim do livro, acompanhada de uma certa raiva perante a sua passividade.

É o meu quinto livro de Rentes de Carvalho, cinco razões para não parar de o ler.

Nota: Podem ler aqui sobre Ernestina, Mazagran, O rebate e La Coca.

10 de fevereiro de 2015

Nem tudo o que parece é

E o que aconteceu desde que nascemos?

Li hoje no Diário de Notícias que a BBC criou uma ferramenta digital que, a partir do registo da nossa data de nascimento, sexo e altura, dá informação acerca do nosso desenvolvimento, do que o mundo mudou e do que mudámos no mundo desde essa altura. Chama-se Your life on earth.

Fiquei a saber, entre outras coisas, que:
- o meu coração já bateu dois mil milhões de vezes;
- se vivesse em Júpiter teria 3 anos; em Vénus 65 anos; e em Mercúrio 166;
- um coelho da minha idade já teria dado origem a 81 gerações; e um rato 371;
- desde que nasci houve 198 erupções vulcânicas, 405 grandes sismos e 88 eclipses solares;
- desde que nasci a temperatura média global subiu de 14,1 ºC para 14,6 ºC; e as emissões de CO2 de 16,9 para 35,6 gigatoneladas por ano;
- os gorilas da montanha foram salvos da extinção quando eu tinha 18 anos e o rinoceronte preto quando eu tinha 32.

São uns bocados bem passados a descobrir estas curiosidades, num ambiente informático agradável e muito intuitivo. Vale a pena espreitarem o que aconteceu desde que que nasceram.

http://www.bbc.com/earth/story/20141016-your-life-on-earth

Plantas para quem não tem jeito para plantas


Nunca aqui falei da maravilha que são estas suculentas. Além de serem lindas pelas variedades que apresentam (há em verde-amarelado, verde-vivo, verde-escuro, verde com risca vermelha, que são estas...), são a coisa mais prática para quem quer ter uma planta em casa com pouco trabalho.

Resistem como nenhuma outra aos esquecimentos da rega, basta arrancar-lhes um ramo e colocá-lo na terra para pegar (e pega sempre) e crescem num ápice. As minhas já se espalharam pela casa de muitos amigos, já depois de terem vindo de casa da minha mãe. Recomendo vivamente.

9 de fevereiro de 2015

E falando em Vespa Gata...


... agora dá para perceber porque falo em peluche?

Os abandonados: antes e depois

Que pena que tenho de não ter imagens da Vespa Gata que possam acompanhar as que publico aqui. No caso dela, não se pode dizer que tenha sido abandonada, porque a adotei ainda bastante pequena. Mas não posso esquecer o fim de tarde em que a fui buscar a uma quinta no Carregado, um fim de tarde chuvoso de inverno. E de como, quando lá cheguei, ter deparado com algo que não correspondia de todo ao que esperava e ao que me tinha sido descrito: em vez de uma gatinha arraçada de siamesa, dei com um pequeno ser longe de poder atribuir a qualquer raça, um ser magrinho, infestado de pulgas, malcheiroso e com os bigodes cortados. Um ser que se aninhou no meu colo mal mo passaram para as mãos e que fui incapaz de devolver. Um ser que nunca mais me largou, que me segue em casa com um amor incondicional e que se tornou num verdadeiro peluche.

Nota: Baseei esta escolha não apenas nos cães que eram magros e maltratados, mas também naqueles cujo simples olhar mudou de uma profunda tristeza para uma imensa felicidade. Podem ver a série completa de fotografias aqui.








A dama do lago, de Raymond Chandler

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Este é um romance policial que, mais do que pela história, vale pelo caráter da sua personagem principal, o detetive Philip Marlowe. Marlowe tem uma ironia refinada e ao mesmo tempo tão evidente que nos põe a pensar: Como é que nunca pensei em responder assim? Parece uma comparação estranha, mas imaginem o Dr. House em versão detetive, um homem que nunca acredita nos seus interlocutores e que lhes responde de modo invariavelmente desconcertante.

A história passa-se nos anos 40, entre Los Angeles e um lago existente nas redondezas, Little Fawn, uma paisagem idílica onde, na busca de uma mulher desaparecida, se descobre outra, morta. Que por sua vez remete para a primeira, que aparentemente nada tem a ver com ela.

Muito mais não posso contar, porque neste tipo de livros falar muito só os mata. Mas vale a pena ler, este e todos os outros que tenham como protagonista Philip Marlowe. É uma personagem que fica na minha história da literatura. E não só policial. 

6 de fevereiro de 2015

Mitos e verdades sobre o cancro

O Dia Mundial da Luta contra o Cancro foi na 4.ª feira, mas todos os dias são bons para recordar alguns factos e desmistificar muito do que se diz sobre esta praga do século.

O artigo é do Observador e reproduzo-o aqui praticamente na íntegra, porque as palavras são de quem sabe:

Todos nós temos cancro. Mito. Aqui os três oncologistas [Nuno Miranda, coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Vítor Veloso, presidente do núcleo norte da Sociedade Portuguesa da Luta contra o Cancro e Luís Costa, diretor do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria] concordam: dizer que todos temos cancro em nós é mito. Mas há alguma discórdia quando se pergunta se todos temos células cancerígenas. Os oncologistas Luís Costa e Vítor Veloso acham que sim, já Nuno Miranda considera que “todos é um termo muito pesado”, até porque seria preciso estudar toda a população, ou uma grande amostra. O coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas prefere dizer que “algumas pessoas têm” células cancerígenas que nunca se vêm a manifestar como cancro e há casos de pessoas que até têm tumores malignos e que podem nunca dar sinais ao longo da vida.

O cancro tem cura. Verdade. O cancro tem cura. Na maioria dos casos existe um número “mágico” que são os cinco anos. Mas noutros tipos de cancro apenas passados 10 anos se pode dizer que as pessoas estão curadas. Já os tumores da mama, sobretudo os menos agressivos, podem reaparecer mais de 10 ou 15 anos depois, na mama ou noutro sítio. Resta ainda perceber se nesses casos se trata do mesmo cancro (e portanto uma recidiva) ou de um cancro novo. Já outros tumores muito agressivos, se não voltam a aparecer no espaço de dois anos, à partida estão curados. 

Vou ter cancro porque os meus pais e os meus avós também tiveram. Mito, mas… a carga hereditária é seguramente importante e existem alterações genéticas que tornam as pessoas de uma mesma família mais sensíveis à ação dos carcinogéneos e mais suscetíveis a desenvolver cancro. Assim como há cancros que têm um padrão hereditário (alguns tumores da mama, ovário, próstata, cólon, entre outros). Ainda assim é mentira que uma pessoa que tenha na família pessoas que tiveram cancro venha obrigatoriamente a ter um também. Apenas 10% dos casos de cancro diagnosticados podem ser atribuídos a causa hereditária.

As carnes vermelhas, os adoçantes, a soja e a carne fumada aumentam o risco de ter cancro. Verdade, mas… não podemos dizer que é o alimento em si que provoca o cancro, embora haja uma relação direta entre alguns alimentos e o aumento do risco do cancro. E por isso mesmo o Código Europeu contra o Cancro aconselha a evitar as carnes vermelhas, lembra Vítor Veloso. Já investigações mais recentes do cientista Harald zur Hausen, que foi laureado com o Nobel de Medicina em 2008 por ter descoberta que o vírus do papiloma humano causa cancro do colo do útero, mostram que a carne vermelha consumida no mundo ocidental pode estar contaminada com um vírus que aumenta o risco de ter cancro, nomeadamente do cólon. Em relação à soja, Nuno Miranda afirma que não há nada que prove cientificamente a relação, apesar dos fitoestrógenos. Já os alimentos fumados são ricos em nitrosaminas que são oncogénicos e estão diretamente associadas ao aparecimento de cancro. Em Portugal, explica Nuno Miranda, há uma relação estatística entre o consumo de fumados e o cancro do estômago.

Comer frutos vermelhos previne o aparecimento de cancro. Verdade, mas… é preciso ter em atenção que os efeitos dos alimentos na prevenção do cancro só existem a longo termo. Tendo isto em atenção, é importante referir que os alimentos antioxidantes (como os frutos vermelhos) poderão ter um efeito de prevenção deste tipo de doenças, bem como uma dieta rica em fibra diminui o risco de cancro colo-retal. Já o café, segundo os estudos estatísticos feitos em Portugal, é um fator de proteção em relação ao cancro da mama. As mulheres que bebem dois ou mais cafés por dia têm menos hipótese de ter cancro da mama. No caso dos homens, há provas que o tomate, sobretudo cozinhado, diminui o risco de cancro da próstata. 

A pílula provoca cancro. Mito. Neste momento não há evidência científica que a pílula aumente o risco de incidência do cancro, embora já tenha havido dados a favor desta teoria. Acontece que antigamente as pílulas tinham uma dosagem hormonal muito superior.

Os desodorizantes antitranspirantes aumentam o risco de vir a ter cancro da mama. Mito. Os oncologistas contactados não conhecem qualquer relação entre o hidróxido de alumínio presente em alguns desodorizantes e o aparecimento do cancro. 

Fazer a depilação com cera nas axilas aumenta a hipótese de vir a ter cancro da mama. Mito. Não existe qualquer estudo que demonstre a relação entre uma coisa e outra.

Depilação a laser pode aumentar a probabilidade de vir a ter cancro da pele. Mito. Também nada está provado sobre isto. 

Fazer solário faz mal. Verdade. A falta de controlo e de calibragem dos aparelhos, bem como a ausência de pessoal qualificado, e os períodos de exposição muito exagerados, tornam os solários uma arma perigosa que aumenta o risco de aparecimento de cancro.

Escaldões na infância e adolescência dão origem a cancros de pele em adulto. Verdade. Quem, em criança ou na adolescência, apanhou muitos escaldões é quase certo que terá cancro da pele em adulto. É que nesse período as células estão mais sensíveis aos efeitos dos raios UV e manifestam-se tardiamente, Mas, a “memória está lá” e a radiação vai-se acumulando ao longo dos anos. Nas pessoas mais morenas o risco é menor.

O telemóvel pode provocar cancro. Controverso. Este é um daqueles casos que levanta dúvidas. Depois de muitos estudos sobre o assunto, os mesmos não demonstraram um aumento da incidência dos tumores, afirma Nuno Miranda, até porque as radiofrequências são muito baixas. Já Vítor Veloso diz ser uma questão controversa, pois já houve estudos em que se concluiu que havia relação. Luís Costa diz não ter provas que faça mal, mas prefere ser cauteloso e aconselha que as crianças, por exemplo, não usem telemóvel.


Não se deve aquecer comida no micro-ondas. Mito. Aquecer a comida no micro-ondas, embora não seja um método muito eficaz para esterilizar a comida, não tem efeitos cancerígenos. Posto isto pode aquecer, mas tenha em atenção que o melhor é usar recipientes em vidro ou em plástico próprio para micro-ondas pois os outros plásticos contêm ftalatos que, em tempos, e em ambiente de laboratórios, se veio a verificar que podiam ser cancerígenos. 

Comer comida queimada provoca cancro. Verdade. A comida carbonizada é mais rica em nitrosaminas, que são compostos químicos cancerígenos. Assim como usar o mesmo óleo para fritar as batatas em várias vezes não é aconselhável.

Fazer exames como raio-X, mamografias, e outros, provocam cancro. Verdade. Esse tipo de exames tem riscos conhecidos. E apesar de usarem hoje doses de radiação muito menores do que no passado, o risco é real. O mesmo se aplica a exames como a cintigrafia. Já nas ressonâncias e nas ecografias esse risco não existe. 

O stress aumenta o risco de vir a ter cancro. Verdade. Na medida em que o stress altera a imunidade dos indivíduos, diminuindo as defesas físicas, fará, no mínimo, “um pouco mal”, refere Nuno Miranda.

Um doente oncológico tem vários benefícios. Verdade. Os doentes oncológicos, e principalmente se tiverem um atestado a comprovar uma incapacidade igual ou superior a 60%, têm direito a uma série de benefícios, que estão compilados no recém-criado site Onco+.

Recordando boas músicas

Extreme ways, de Moby, versão para The Bourne Identity. Grande música e grande filme.

Da infelicidade


Há dias li um artigo sobre as 7 coisas que caracterizam as pessoas infelizes. Não me considero infeliz, embora tenha os meus momentos, mas com dois dos pontos identifiquei-me totalmente, ponto por ponto, e são aqueles que tenho tentado combater, mas que está a ser difícil. São estes:

5. You strive to control your life.
There's a difference between control and striving to achieve our goals. Happy people take steps daily to achieve their goals, but realize in the end, there's very little control over what life throws their way.
Unhappy people tend to micromanage in effort to control all outcomes and fall apart in dramatic display when life throws a wrench in their plan. Happy people can be just as focused, yet still have the ability to go with the flow and not melt down when life delivers a curve-ball.
The key here is to be goal-oriented and focused, but allow room for letting sh*t happen without falling apart when the best laid plans go awry- because they will. Going with the flow is what happy people have as plan B.
6. You consider your future with worry and fear.
There's only so much rent space between your ears. Unhappy people fill their thoughts with what could go wrong versus what might go right.
Happy people take on a healthy dose of delusion and allow themselves to daydream about what they'd like to have life unfold for them. Unhappy people fill that head space with constant worry and fear.
Happy people experience fear and worry, but make an important distinction between feeling it and living it. When fear or worry crosses a happy person's mind, they'll ask themselves if there's an action they can be taken to prevent their fear or worry from happening (there's responsibility again) and they take it. If not, they realize they're spinning in fear and they lay it down.

5 de fevereiro de 2015

Da utilidade da Matemática


Nota importante: Não me revejo nisto.

Truques de maquilhagem

Uma lição com mais de 40 anos que podia ter sido filmada hoje. Está aqui tudo:

A arte cavalheiresca do arqueiro zen, de Eugen Herrigel

Em meados dos anos 20 do século XX, Eugen Herrigel, um professor de filosofia alemão, foi dar aulas para o Japão durante seis anos. Aí, decidiu ocupar grande parte do seu tempo a aprender a arte do arco e flecha com um mestre zen.

Mas o que tem o arco e flecha a ver com o zen? É precisamente isso que torna este livro curioso. Escrito pelo próprio Herrigel 20 anos depois de ter regressado à Alemanha, narra a experiência por que passou e a pessoa em que se transformou graças à aprendizagem dessa arte. E como, através de anos e anos de prática, a atividade se tornou tão natural, ao ponto de o seu corpo a executar sem o controlo consciente da mente, quase como se o arco, a flecha e o arqueiro fossem uma única entidade.

As fases por que passou, a dificuldade em abstrair-se de si mesmo e em deixar que o seu corpo ganhasse vida própria executando tarefas sem intenção tornam toda a narrativa muito interessante. Importante referir o seu esforço em tentar escrever o relato com uma linguagem muito simples, tentando chegar ao maior número de pessoas. Tentativa plenamente conseguida.

Eugen Herrigel praticando o arco e flecha.

4 de fevereiro de 2015

Isto está a ser duro...

Chegar ao final do dia de 2.ª feira como se fosse 6.ª feira e chegar ao final de 4.ª feira como se tivesse trabalhado 48 horas seguidas é sinal de cansaço, muito cansaço. E os meus olhos já começam a dar sinal...

Então, quem é que gosta de ler?

É que, segundo um estudo feito aqui pela Vespinha com recurso às espetaculares estatísticas do Blogger, os tópicos que publico sobre livros são os menos vistos e, praticamente, os nunca comentados...

Ainda a Cabide. Afinal, o que é?

Para quem ainda não percebeu o que é a Cabide, é uma revista ao vivo, em que todos os artigos (crónica, editorial, entrevista...) acontecem em direto, mesmo à frente dos seus leitores/espetadores. Tem acontecido à razão de um exemplar por ano e o n.º 2 vai ser já este fim de semana, no Teatro da Trindade, com bilhetes a €8 os dois dias e €5 um dia.


E o programa é mesmo fantástico. Com nomes tão diversos como Gonçalo M. Tavares, Freitas do Amaral, José Tolentino de Mendonça, Manuel Graça Dias, Pedro Mexia  ou Rui Tavares. Espreitem e vejam lá se não há nada, nadinha que vos interesse:

Sábado, 7 de fevereiro
14h30: EDITORIAL
14h45: O MEU CHARLIE É MAIOR DO QUE O TEU
Quem continuará a ser Charlie um mês após o ataque terrorista ao Charlie Hebdo? Por João Miguel Tavares
15h45: E SE OS MUROS FALASSEM?
Entrevista de João Paulo Baltazar a Manuel Graça Dias.
17h: PORTUGAL ENTRE QUATRO MUROS
Lei, ideologia, economia e ignorância. Por António Macedo Vitorino
17h30: A CORTINA DE GORBACHEV
Três décadas depois de alcançar o poder (11 de março de 1985), qual o papel que ainda reservamos ao histórico líder soviético? Debate entre Diogo Freitas do Amaral, autor do livro «Glória e Tragédia de Gorbachev», e Armando Marques Guedes.
19h: A QUEDA DE UM MURO
Crónica sobre os limites da filosofia. Por Filipa Afonso
21h30: EXIBIÇÃO DO FILME «O VIGILANTE»
Vencedor da Palma de Ouro em 1974, «O Vigilante», de Francis Ford Coppola, é o filme escolhido por Pedro Mexia para responder à pergunta de capa da Cabide n.º 2.

Domingo, 8 de fevereiro
14h30: CONFRONTO DE NOVOS MUROS
Os recentes acontecimentos na Ucrânia como ponto de partida. Debate entre José Milhazes e Filipe Pathé Duarte.
15h15: PALAVRAS DE DIVISÃO
No mundo em que vivemos, o que significa muro? E muralha, cortina, fronteira, separação? Crónica de Carla Hilário Quevedo.
15h45: CURIOSOS DA VIDA, ESPREITEMOS A TODOS OS MUROS
José Tolentino Mendonça recupera uma conversa de Jacques Lacan, «Eu falo aos muros», e glosa livremente as associações de palavras que o autor faz entre muro (mur), espelho (miroir) e amor (amour). Fotografias de José Pedro Cortes.
17h00: A EUROPA CORTADA AO MEIO
Crónica de Rui Tavares.
17h45: MURO, FENDA, JANELA, PORTA, SIM, NÃO
Ensaio inédito de Gonçalo M. Tavares.

3 de fevereiro de 2015

Se arranham, que o façam com pinta

Não sei se isto evita totalmente o quase inevitável arranhar do sofá pelos gatos, mas pelo menos tenta-se e com uma peça gira. A Cats Scratcher tem quatro modelos feitos em cartão canelado, entre os €15 e os €20, que se podem comprar aqui.

Quem demasiado delega... carrega

A grande arte, de Rubem Fonseca

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No Rio de Janeiro dos anos 80, duas prostitutas são assassinadas com armas brancas, naquilo que parecem crimes de cariz sexual. Mas esta é apenas a ponta de uma teia muito mais intrincada, que envolve crime organizado, tráfico de droga e ligações familiares doentias.

Tal como outros policiais que tenho lido, este é mais um em que o crime é o centro da história mas ao mesmo tempo uma oportunidade para conhecer toda uma sociedade, ou uma parte significativa da mesma. Neste caso, o bas fond em que se movia na década de 80 uma faixa da sociedade carioca, e não necessariamente a das classes mais baixas. A narrativa é feita pelo detetive, o advogado Mandrake, ora na primeira pessoa, quando relata situações que viveu, ora na terceira pessoa, quando relata acontecimentos vividos por outros.

Imperdível o trajeto de comboio do Rio para a Bolívia, pela tensão que se vive. Imperdíveis as descrições explícitas dos vários crimes que se vão cometendo. E imperdível, claro, o caráter do próprio Mandrake, um homem que vive como lhe apetece, na companhia de uma série de mulheres e de uma velha gata que lhe faz companhia quando está sozinho.

2 de fevereiro de 2015

O jogo da imitação, de Morten Tyldum


Em 1952, Alan Turing foi investigado a propósito de um simples assalto a sua casa e condenado a castração química devido à sua homossexualidade (atentado ao pudor, segundo a sentença). Só que este homem não era uma pessoa qualquer. Era «apenas» um dos precursores da computação moderna.

No início dos anos 40, Turing foi o matemático britânico brilhante que, graças ao seu comportamento obsessivo, construiu a «máquina» que decifraria o indecifrável código da Enigma, a máquina que os alemães usavam durante a II Guerra Mundial para transmitir a sua estratégia de ataque diária.

Diz o filme, baseado na verdadeira história de Alan Turing, que a sua invenção permitiu reduzir em dois anos o período da guerra, salvando indiretamente milhões de vidas.

Independentemente do grau de exatidão que haja nestes dados, a verdade é que este é um grande filme na corrida aos Óscares. Um daqueles que consegue manter uma sala de cinema cheia em completo silêncio durante quase duas horas, com algo que não sentia há muito tempo: estar a um filme que consegue ser dramático e cómico ao mesmo tempo. Dramático pela pressão em que se vive na decifração dos códigos. Cómico pelos diálogos de qualquer um com Turing (uma interpretação brilhante de Benedict Cumberbatch) que, por não ter sentido de humor, se torna ele próprio uma peça de humor. Muito bom.

Quem souber onde comprar...

... é informar aqui a Vespinha, por favor. Tamanho de adulto, 39. Agradecida.

E é assim