
Conhecidos os resultados das Presidenciais de ontem, e apesar de ter pena (muita) de não ver o meu candidato passar à segunda volta, concluo o seguinte:
Vencedores
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Marcelo Rebelo de Sousa. É incontestável, uma maioria absoluta revela que é o preferido dos portugueses. Resta-nos esperar que venha a ser de facto o que prometeu: um presidente de consensos. E que não caia no erro de continuar a ser o que tem sido durante a sua vida política: um intriguista nos bastidores. Vamos ter esperança.
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Sampaio da Nóvoa. É certo que não «chegou lá», mas um resultado na ordem dos 22 por cento por parte de alguém que há um ano era um perfeito desconhecido pela grande maioria dos portugueses não deixa de ser inédito. Deu-me esperança, e isso foi bom. Fui dormir tranquila depois de ouvir o seu discurso de fecho. Um senhor.
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Marisa Matias. Pouco conhecida, conseguiu com uma campanha muito afirmativa continuar a levar o Bloco de Esquerda para um lugar muito apetecível no espectro político português, ficando em terceiro lugar com mais de 10 por cento. O partido promete, e o Partido Comunista que se ponha a pau.
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Vitorino Silva, aka Tino de Rans. As sondagens davam-lhe um resultado muito baixo, e de facto os números provam-no, mas ficar em sexto lugar de dez com com cerca de 3 por cento de votos é um feito.
Vencidos
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Maria de Belém. Quanto a mim, é a grande derrotada da noite, fruto da forma como se candidatou e da má campanha que fez. Ainda por cima não tem bom perder. Uma ex-presidente do Partido Socialista e ex-ministra da Saúde ficar em quarto lugar, com apenas 4 por cento de votos, é uma vergonha e uma humilhação. Pessoal, a meu ver.
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Edgar Silva. Aqui, não posso dizer que a derrota tenha sido dele, mas antes do Partido Comunista, que o empurrou para a frente para ter um candidato à força. Era pouco conhecido, pouco aguerrido, ficou-se com pouco.
E depois há os restantes quatro (Paulo de Morais, Henrique Neto, Cândido Ferreira e Jorge Sequeira), que não classifico porque os seus resultados não me surpreenderam.
E agora os dados estão finalmente lançados, com governo e presidente fixados. Resta-nos esperar que os próximos anos sejam mais calmos do que os passados.