18 de abril de 2016

Sem tirar nem pôr

Cada dia que passa tenho de ir mais depressa. E graças a Deus que dão prioridade às grávidas.
Sim, já ficou muita coisa no chão. É que de outra forma correria
o perigo de não chegar à casa de banho a tempo.
Sempre tive o termostato avariado. Por estes dias teria mesmo de ser substituído.
Disto não preciso de falar, teve direito a um tópico aqui há uns dias.
Eu que me gabava de nunca chorar, agora choro a ver o telejornal.
Os meus ténis vão ter de esperar uns meses até voltarem a sair à rua.
Estes são os casos com que me identifico. Podem ver mais uns tantos aqui.

Assustador

Ainda sobre o caso Maria João Bastos e Amelie


Há uma semana, esta história de Maria João Bastos comoveu e revoltou quem, como eu, adora animais. Segundo a atriz, uma simples destartarização à sua cadela acabou em morte, por motivos ainda inexplicáveis mas que apontam para negligência veterinária.

Não estou aqui para comparar negligência médica com negligência veterinária, estou aqui para falar desta última. Porque é negligência na mesma, mau tratamento ou tratamento descuidado de um ser vivo cuja vida e bem-estar depositámos nas mãos de alguém. Alguém esse que não só não se preocupou quando o caso se agudizou como não assumiu responsabilidades. Alguém esse que trabalha numa clínica especializada e que se faz pagar bem.

Não posso deixar de falar do Hospital Veterinário Vasco da Gama, onde a situação ocorreu, porque também eu tenho um caso para contar, substancialmente menos grave mas que poderia ter tido péssimas consequências.

O ano passado recorri a este hospital para fazer análises às minhas gatas, uma vez que como tinha um seguro para elas me ficaria um pouco mais barato. Fez-se as análises e trouxe-as, para depois as mostrar à minha veterinária que as tinha pedido. Mas antes, em casa, lembrei-me de as comparar com as do ano anterior, e nas da TT encontrei um valor igual. E depois outro. E outro ainda. Verifiquei então que as análises, apesar de terem uma data atualizada, se referiam todas a 2014. Liguei para lá e, com a maior leveza, só me explicaram que tinha havido um engano na impressão e que iriam imprimir as atualizadas. Agora pergunto-me:
- como é que se imprime análises de 2014 com data de 2015?
- e se eu não tivesse feito a comparação e tivesse simplesmente confiado nos valores que me entregaram?
- e se os verdadeiros valores revelassem algum problema e nunca disso nos apercebêssemos?

Lidar com animais não pode ser só um negócio, mas algumas clínicas ainda pensam que sim. Que se se enganarem, paciência. Que é só um bicho. Que não podem ser responsabilizados por não estarem a lidar com pessoas. Mas podem e devem. Todos devemos ser responsabilizados pelas nossas ações. E quando se trata de seres vivos mais ainda.

Nota: Não posso terminar sem agradecer o acompanhamento veterinário que os meus bichos têm já há uns anos, na Clínica do Animal. Onde há seres humanos a tratar de seres vivos, preocupando-se todos os dias.

15 de abril de 2016

Segredos de família, de Kim Edwards

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Numa noite de temporal no início dos anos 60, o médico ortopedista David Henry tem de fazer o parto da sua mulher, Norah. O processo é difícil, sem grandes meios, torna-se ainda mais difícil quando Norah dá à luz gémeos, um rapaz e uma rapariga, esta com síndrome de Down. No meio da confusão, e em estado de choque, David pede à enfermeira que o assistia para ir deixar a menina a uma instituição, explicando à mulher que a filha tinha nascido morta.

E a partir daqui acompanhamos a vida do casal com o seu filho restante. Norah sempre, todos os dias, pensando na filha que não chegou a conhecer mas cujo funeral sem corpo organizou. David com o segredo escondido. Paul, o filho, criado numa família cheia de silêncios. Caroline, a enfermeira, a criar a menina que à última hora não conseguiu abandonar. E Phoebe, a filha rejeitada, crescendo com a saúde possível achando que Caroline é a sua verdadeira mãe.

A história é interessante, mas muito lenta, tudo se passa muito devagar na (nossa) expectativa de Norah descobrir que afinal a sua filha ainda vive. Por vezes, cheguei mesmo a ter a sensação de que estava a ler um romance cor-de-rosa. Estava à espera de mais, de muito mais.

13 de abril de 2016

Tarefa para as 3h da manhã

Acordar com o despertador para dar patê à Vespinha que a partir dessa hora terá de fazer 8 horas de jejum para ir fazer a ressonância magnética às 11h. A vela do costume esteve acesa.

870 g + 980 g

27 semanas, a minha hora a aproximar-se quase sem eu dar por isso.

Juro que preferia ser muito burrinha

Não que me considere hiper inteligente, mas os graus de ansiedade às vezes incomodam bastante.

Os meus negócios

Com a iminente chegada das bebés, a minha casa tem de levar uma grande volta, para arranjar espaço para mais duas e para a toda a parafernália que trarão consigo. Em um mês, e graças ao OLX, já consegui fazer uns negócios jeitosos. Não porque tenham sido negócios da China, mas porque me permitiram despachar coisas de que não precisava e ainda ganhar algum dinheiro para o que vou ter de comprar. Eu fiquei contente e acho que quem comprou também não ficou a perder.

- móvel de TV - vendido por €30


- 2 colunas para CD e DVD - vendidas por €25


- iMac de 2009 - vendido por €500


- 2 bases de cimento para guarda-sol - vendidas por €40


- secador de cabelo - vendido por €10


Ainda me falta vender as duas mesas de cabeceira...


... e o sofá que ainda não pus à venda. Espero que seja tudo tão rápido como até agora.

12 de abril de 2016

Até já sonhei com enormes unhas retorcidas...

Todos a torcer pela Vespinha Gata, por favor


Não sei o que tem, apenas que coxeia muito da pata traseira direita e que não passa com anti-inflamatórios. É a mesma pata a que foi operada em outubro, a uma rutura de ligamentos no joelho e de que recuperou bem, mas não se sabe se terá alguma coisa a ver. Só que uma destas noites, de forma repentina, começou de repente a coxear e a miar muito.

Hoje, a partir das 14h, será de novo observada pelo ortopedista, que lhe fará um raio-x, um diagnóstico e o que mais for preciso.

Bem sei que tenho de pensar nas bebés que tenho na barriga, mas não consigo deixar de me preocupar muito com esta minha companheira de 13 anos.

Museu Nacional Ferroviário

Nunca tinha ouvido falar deste museu, que abriu no Entroncamento há cerca de um ano. E recomendo-o a toda a gente. Além de ter imenso mobiliário e equipamento existentes nas antigas estações de comboio (bancos de madeira, horários, bilhetes, equipamento de comunicação e sinalização...), tem um acervo brutal de material circulante, este exposto em linhas de comboio, em contexto.

Vi carruagens-hospital, o comboio real português restaurado, locomotivas elétricas e a vapor (estas verdadeiramente esmagadoras), e ainda me faltou ver o comboio presidencial, que só lá vai estar em meados deste mês.

A entrada custa €5 ou €6, se for com visita guiada (que recomendo vivamente), e está aberto de terça a sábado das 13h às 18h e domingo das 10h às 18h. Os miúdos vão adorar e os adultos vão sentir-se... miúdos.


A "rotunda" de comboios. Acreditem que a imagem não faz jus
ao tamanho das locomotivas. São brutais.
O comboio real.
O comboio presidencial.

11 de abril de 2016

O meu mestre de obras


Andei com obras aqui em casa, algumas transformações profundas que têm de ser feitas para receber as bebés. Enquanto a Vespa Gata se ia recolhendo, porque infelizmente está novamente com um problema na patinha, a TT não perdeu pitada do que se estava a passar.

Para onde os senhores iam, ela ia, sempre a observar atentamente. Se precisasse de saber o que faziam em concreto quando me ausentava, bastaria colocar-lhe uma microcâmara na cabeça e teria o relato completo. É muito senhora do seu território.

Uma boa ideia para aprender os números

Porque nem tudo tem de ser aprendido a decorar nem com lápis e papel, eis uma boa ideia para ensinar os números aos miúdos. Colar, pela casa, números no chão, com fita adesiva colorida. Também serve para aprender as letras, formular problemas e um sem número de outras coisas.

Bem-vindo, estranho

Tenho de publicar hoje sobre esta peça, uma vez que só estará em Lisboa até dia 17, domingo, apesar de depois seguir para Vila Nova de Famalicão (21 a 24 de abril), Póvoa do Varzim (28 de abril a 1 de maio) e Figueira da Foz (6 e 7 de maio).

Fui vê-la sem saber ao que ia. Da autoria da britânica Angela Clerkin, foca a relação claustrofóbica entre mãe e filha (Regina Duarte e Mariana Loureiro, respetivamente), desestabilizada pela chegada do namorado da segunda (Kiko Bertholini). Depois de no princípio sermos recebidos por uma mãe possessiva mas divertida, ao longo da peça vamos ficando angustiados com tanta intromissão, numa tensão crescente entre as personagens que passa na perfeição para o público e que culmina em alguns episódios imprevisíveis. Muito suspense.

Para quem se habituou a ver Regina Duarte como mulher extravagante, não há desilusão, mas antes a capacidade de transformar essa exuberância em algo impossível de suportar. Não posso deixar de sublinhar a vitalidade da atriz, que com 69 anos faz inveja a muitas rapariguinhas.

Se puderem, vão ver. E não se esqueçam de prestar atenção a esta fantástica música de Patrícia Coelho:

8 de abril de 2016

Ashes to ashes, por Michael Stipe


Intemporal.

Na cama da grávida

Dormir com uma grande barriga e com refluxos independentemente do que se coma ao jantar ou antes de ir para a cama é um enorme desafio. E que envolve uma logística considerável. No meu caso, cinco (exatamente, c-i-n-c-o) almofadas:
- 1 em cunha para elevar ligeiramente o tronco:
- 2 para apoiar a cabeça logo a seguir a esta última;
- 2 mais abaixo, uma de cada lado da barriga, para a apoiar de cada vez que me viro (sublinho que estas últimas, ligadas por uma faixa de tecido e que se mantêm sempre na mesma posição, foram um achado).

É este o caos da minha cama:

7 de abril de 2016

O verdadeiro entertainer

Na sala de espera das colheitas do Hospital de Santa Maria: um homem com a voz entaramelada entra e dá um "passou bem" a toda a gente enquanto vai balbuciando: "As melhoras e um dia feliz." De três em três ou quatro em quatro pessoas vai dizendo adivinhas:
- qual é o animal mais antipatico? O elefante, está sempre de trombas
- qual é a mulher que sabe sempre onde está o marido? A viúva
- qual é a última coisa que se tira antes de ir para a cama? Os pés do chão
- qual é o animal que tem os pés boa cabeça? O piolho
- qual é a palavra que tem 40 assentos? Autocarro

Numa manhã de 3 horas de espera numa sala com dezenas de pessoas, foi um quarto de hora bem passado.

Loving animals

Não são precisas palavras.












6 de abril de 2016

Floresta vertical

Ou, no original, Bosco verticale. Estas duas torres, inauguradas em 2014 e concebidas por Stefano Boeri, Gianandrea Barreca e Giovanni La Varra, ficam em Milão, medem uma 76 metros e a outra 110 metros e alojam na sua totalidade cerca de 900 árvores. Uma maravilha para quem quer viver no meio da Natureza dentro da cidade.

Genética, de Mayana Zatz

Um livro muito interessante da investigadora genética Mayana Zatz. Um livro cujo subtítulo já levanta a ponta do véu: "Escolhas que os nossos avós não faziam".

E se pudéssemos escolher as características dos nossos filhos, não só o sexo e a cor dos olhos ou do cabelo, mas também a predisposição para as artes ou para o desporto? E o que dizer do diagnóstico pré-implantação, que permite descartar uma série de fatores indesejados (ainda que não necessariamente maus) antes da implantação no útero de um embrião gerado in virro? E o que fazer quando, ao fazer testes genéticos para diagnosticar as hipóteses de gestação de filhos com anomalias, os médicos descobrem que os pais biológicos dos analisados não são quem se pensa? E a criopreservação, vale ou não vale a pena?

São muitas as questões levantadas, muitas delas com base em casos reais, questões essas que nunca me passaram pela cabeça. E que me fazem pensar nas escolhas que os nossos netos poderão fazer e que nós não fazemos.

5 de abril de 2016

Façam como eu

Limpem às calças de ganga, que ainda é o melhor e mais ecológico.

O que escondem os logotipos?

Muito giro, sobretudo perceber como é que coisas aparentemente tão simples foram tão pensadas.


E se fosse eu?

É difícil ficar indiferente a esta iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados. Basicamente, pequenos filmes que mostram o que alguns refugiados levaram na mochila: uma mãe de 20 anos, um rapazinho sírio com 6, um adolescente com 17, um anónimo farmacêutico de 34, um artista de 20 e uma família inteira. Todos os dias, têm sido também divulgados testemunhos de figuras públicas a responder à mesma pergunta (até agora já vi António Mega Ferreira e Marcelo Rebelo de Sousa). No dia 6 de abril, amanhã, as escolas inscritas dinamizarão atividades para ajudar os alunos a colocarem-se no lugar do outro.


Eu não sou uma figura pública, mas várias vezes já me fiz a mesma pergunta: E se fosse eu?
- Fotografias dos meus irmãos, pais e avós
- Calças de ganha e t-shirt cinzenta
- As minhas gatas num sling
- Telemóvel e carregador
- Livro
- Bloco de notas

E se fossem vocês?

1 de abril de 2016

Elas na minha barriga

Isto das gémeas é giro. Já há há umas largas semanas que me perguntam se as sinto. Por volta da
semana 18/19 de facto sentia algo estranho, parecia uma 7Up a borbulhar (nada a ver com gases, nada mesmo), mas não associei até que a médica me confirmou que eram elas.

A partir daí, sinto-as cada vez mais, já não tanto como essas bolhinhas mas sim movimentos maiores que hoje por vezes até se veem do lado de fora. E o mais engraçado? É que quando se mexem já sei perfeitamente qual é, pois uma está do lado esquerdo e a outra do lado direito e isso já não mudará. E quando se mexem mais? Quando eu começo a ficar com fome. Nisso vão mesmo sair a mim, que fico refilona assim que a fome aperta.