3 de outubro de 2017

16 meses... and counting

Reino do amanhã, de J. G. Ballard

Depois de ter lido Arranha-céus, fiquei fã das narrativas de J. G. Ballard, sempre pontuadas por cenários quase apocalípticos e críticos da vida de hoje.
Em Reino do amanhã, passado numa cidade dos subúrbios de Londres, o sentido da vida é consumir e os centros comerciais são as novas catedrais, na verdadeira aceção do termo. São o local onde todos procuram refúgio, onde veneram os seus ídolos, onde vivem o seu quotidiano. Simultaneamente, este ambiente gera uma espécie de governo nacionalista, em que as pessoas se divertem a praticar e a assistir a desportos de contacto violentos e a intimidar e atacar as minorias de imigrantes. 

Um retrato desenhado em 2006 e que se aproxima muito da realidade que vivemos hoje.

27 de setembro de 2017

Estamos nesta fase

E muita sorte tenho eu quando elas não tentam puxar a fralda imunda para a atirar para um sítio qualquer. É muito, muito cansativo.

25 de setembro de 2017

O batizado das minhas gabirus


Já lá vão quase 4 meses e eu praticamente não falei aqui do batizado delas, apesar de ter sido um dos dias mais importantes das nossas vidas. À semelhança do que aconteceu comigo há 43 anos, quis batizá-las no dia em que fizeram um ano. Não apenas para seguir a tradição, mas sobretudo para comemorar com a nossa família um ano de vida das miúdas e um ano da minha sobrevivência. Mas vamos à cerimónia.

O dia: 3 de junho de 2017.

O local: Igreja da Divina Misericórdia, em Alfragide, e Conversas na Gandarinha, no Centro Cultural de Cascais.



Os padrinhos: O tio Miguel, meu irmão que faço questão que um dia me substitua se tal for necessário, e a Ana Gata, uma amiga do coração e que conheci graças à blogosfera.


Os convidados: Toda a família exceto a prima Margarida que estava fora do país. Quando digo toda é mesmo toda, tendo sido a primeira ocasião em que todos se juntaram.

O tema: A família e a celebração da vida.




As cores: Verde e cor de laranja, as cores da Maria e da Luísa, respetivamente, graças às pulseirinhas de seda que as acompanham desde que nasceram. E bolinhas por todo o lado, a lembrar a decoração do quarto delas.




A decoração: Fui eu quem pensou em tudo, tendo tido a ajuda do meu irmão na execução de algumas peças. Elas iam de vestido branco, muito simples, complementado com uma florzinha na cabeca e com umas merceditas verdes e cor de laranja. No restaurante, as mesas tinham os nomes dos bisavós, sempre presentes nas nossas vidas. E, à entrada, uma pequena oliveira foi ornamentada com fotografias de toda a família, a que cá está fisicamente e a que cá está no coração.







O(s) bolo(s): Verde o da Maria, cor de laranja o da Luísa, e branco com bolas verdes e cor de laranja o do batizado. Todos entrelaçados uns nos outros e confecionados na Cakemania, depois de desenhados por mim.




As lembranças: Cada convidado recebeu uma caixinha de lápis de cor decorada com as cores delas. E com eles todos tiveram de, em folhas de papel, escreverem mensagens para um dia serem lidas pela Maria e pela Luísa. A minha mãe também preparou uma surpresa, flores de pano feitas por ela.


Um dia que criou recordações muito mais felizes do que as que tínhamos de um ano antes.

23 de setembro de 2017

Parabéns, Mamã/Vovó!


Que possas durante muito anos acordar com as tuas netas no quarto ao lado para te desejarem um Feliz Aniversário.

21 de setembro de 2017

Como cortar as unhas de um gato

Não, não se trata da técnica de segurar o gato para lhe cortar as unhas sem que se assanhe (embora também possa falar sobre isso), mas da técnica do corte em si, de modo que a unha não sangre e que mantenha as suas funções sem "arranhar".

20 de setembro de 2017

Confirmo

Faltam apenas dois que eu adoro: na curva do pescoço para lhes sentir o cheirinho e nas coxinhas rechonchudas.

19 de setembro de 2017

Mágoas da escola, de Daniel Pennac

Ora aqui está um livro que todos os professores e pais/encarregados de educação deviam ler. Daniel Pennac, ex-professor e escritor francês, foi ele próprio o que chama um aluno «cábula», e este livro é a reflexão sobre toda a sua vida de estudante e mais ainda.

Pennac retrata a escola e a educação da perspetiva do mau aluno, daquele que por vezes se está nas tintas mas que outras vezes simplesmente sente falta de um empurrãozito especial. E que, quando este não chega, acaba por se enredar numa trama de angústia, mentiras e insegurança.

Por outro lado, fala também da sua experiência como professor de Francês, e de como lidou com os ditos maus alunos que lhe passaram pelas mãos. Porque, como defende, a «salvação» de um aluno cábula passa quase sempre pela ajuda de um bom professor.

Pelo meio, retrata ainda o público estudantil em geral, com a sua necessidade de conhecimento mas também de afirmação.

Repito: a ler por todos, mas sobretudo por pais e professores. Todos aprendemos um bocadinho com este livro.

Nota: Daniel Pennac é o autor dos conhecidos Direitos inalienáveis do leitor, que em tempos comentei aqui, já há uns impressionantes dez anos.

14 de setembro de 2017

O que sabemos do amor, de Raymond Carver

Este livro é a versão integral de outro mais conhecido, De que falamos quando falamos de amor. Nesse, mais de cinquenta por cento do original dos 17 contos tinha sido cortado pelo editor, e a verdade é que esses cinquenta por cento deviam fazer falta, pois nesta versão não se sente que haja nada a mais.

Ao seu estilo, Carver retrata em cada conto vidas de pessoas normais com problemas normais, mas sempre com um toque de bizarria e sempre vivendo em tristes subúrbios norte-americanos. Pescadores, pessoas que bebem por lazer ou por necessidade, jogadores de bingo e tantos, tantos outros anónimos. Há conversas, muitas, e relativamente poucos acontecimentos, mas necessários, porque dão origem às ditas conversas.

Carver morreu muito novo, com apenas 50 anos, não tendo tipo para escrever além dos contos, mas teria muita curiosidade em saber como seria um romance escrito por ele. É que cada conto tem pano para mangas.

12 de setembro de 2017

Pedra branca, o produto milagroso

Graças a uma amiga, descobri este produto maravilhoso que tenho de partilhar. Chama-se pedra branca, vende-se em boiões de 500 g ou 900 g (e também em baldes de 3,5 kg) e é uma espécie de pasta rija. Retira-se um bocado com um pano húmido e limpa-se o que se pretende. É milagroso.

Eu limpei pratas (imagens abaixo), a borracha de uns ténis, calcário do inox e ainda a placa vitrocerâmica que tinha algo agarrado que não saía por nada. Tudo num abrir e fechar de olhos.


11 de setembro de 2017

Ser mãe de gémeas é... #39

... descobrir dois novos dentes na Maria, ir verificar a boca da Luísa e encontrar os mesmos dois dentes a despontar.

8 de setembro de 2017

Tão pequeninas e já começam com isto

Sobretudo o primeiro caso. Quando estão zangadas, basta uma tocar na outra para começar um berreiro desgraçado.