8 de março de 2018
Gianluca Gimini: os ténis
Para tentar perpetuar embalagens antigas de produtos italianos, que provavelmente cairiam no esquecimento, Gianluca Gimini aplicou o design vintage a uma série de ténis, resultando nisto. Nenhum destes ténis se destina a comercialização.
As infinitas possibilidades do design
O design é algo que me fascina, pelo poder de adaptação à realidade, pela capacidade de criar novas realidades, pela constante criação de novas possibilidades. Com o design estou sempre a aprender, a descobrir coisas novas, a interrogar-me como é que coisas tão simples nunca tinham sido pensadas. E é este o truque: fazer parecer simples aquilo que nem nos passaria pela cabeça existir.
Como sigo alguns designers, hoje e amanhã dias vou partilhar duas das séries de Gianluca Gimini, designer italoamericano sediado em Bolonha e professor na Universidade de Ferrara.
Como sigo alguns designers, hoje e amanhã dias vou partilhar duas das séries de Gianluca Gimini, designer italoamericano sediado em Bolonha e professor na Universidade de Ferrara.
7 de março de 2018
Chamar nomes aos filhos
Se eu estava preocupada por chamar «nomes» às minhas filhas, posso respirar fundo porque afinal não as estou a traumatizar. Há muita gente a fazer o mesmo.
Ora vejam os nomes que recolhi em alguns comentários no meu Face e no do blogue:
B
Bandido/a
Bichinho/a
Bichinho mau
Bidú
Bomboca
C
Cabrita
Caganito/a
Caganita andante
Caganita andante
Chouriça/o
Chouricinho/a
Chumbinho
Coelhinha
Criatura
Criatura
Cromo/a
D
D. Henriqueta
Dentuça
Diabrete
Diabrete
E
Esqueleto vaidoso
Estarola
Estarola
G
Gabiru
Gandim
Gordini
Gordito/a
Gremlin
Gremlin
J
Javali
L
Lagartixa
M
Macaco/a
Macaquinho/a
Macaquito/a
Madame
Mafarrico/a
Malandreco/a
Mamute
Mamute
Matraquilho/a
Minhoca
P
Palermita
Palhacito/a
Papuça
Patanisca
Patanisca
Pateta
Periquito
Periquito
Pesseguinho
Peúguita
Piolho
Piolho encardido
Piolho encardido
Pipoca
Pirata
Pirralho/a
Pitufa
Puto
R
Rabino/a
S
Rabino/a
S
Sacaninha
Sacanita
Sacristas
Sacristas
T
Terrorista
Texuguito/a
Tontarelas
Tontarelas
Tutuco
X
Xixa
Z
Zequinha
6 de março de 2018
Laëtitia ou o fim dos homens, de Ivan Jablonka
Laëtitia Perrais era uma jovem francesa de 18 anos que, em janeiro de 2011, foi brutalmente assassinada numa pequena cidade da costa atlântica francesa. Os membros e a cabeça de Laëtitia foram encontrados num lago duas semanas depois, e o tronco só três meses mais tarde.
Neste livro, Ivan Jablonka faz duas abordagens principais: uma delas é sobre como tudo pode correr mal na vida de uma pessoa; a outra, sobre a projeção que a sua morte teve.
Laëtitia nunca foi feliz. Filha de um pai alcoólico e de uma mãe com problemas mentais, cedo foi viver para instituições juntamente com a sua irmã gémea, Jessica. Acabaram por ir viver com uma família de acolhimento, os Patron, onde pelo menos Jessica foi vítima de abusos sexuais. No entanto, apesar de no seu último dia de vida Laëtitia ter ultrapassado uma série de limites, aparentemente era uma jovem que estava no caminho de uma vida independente, trabalhando na área da hotelaria.
O seu desaparecimento e as consequentes buscas tiveram fortes repercussões políticas, com o envolvimento do próprio Nicolas Sarkozy. O então Presidente de França criticou ferozmente o sistema judicial por ter libertado sem vigilância Tony Meilhon, o assassino de Laëtitia que era um criminoso reincidente, apesar de por pequenos delitos.
Por parte do autor Ivan Jablonka, houve muita investigação a todos os níveis que envolviam a vida da jovem, tornando-se este livro num estudo sociológico sobre o que é ser uma mulher frágil nos nossos dias. Achei um pouco exagerados todos os louvores que faz a Laëtitia como rapariga exemplar, pois ninguém é assim, mas de um modo geral gostei do livro e das abordagens que apresenta.
Neste livro, Ivan Jablonka faz duas abordagens principais: uma delas é sobre como tudo pode correr mal na vida de uma pessoa; a outra, sobre a projeção que a sua morte teve.
Laëtitia nunca foi feliz. Filha de um pai alcoólico e de uma mãe com problemas mentais, cedo foi viver para instituições juntamente com a sua irmã gémea, Jessica. Acabaram por ir viver com uma família de acolhimento, os Patron, onde pelo menos Jessica foi vítima de abusos sexuais. No entanto, apesar de no seu último dia de vida Laëtitia ter ultrapassado uma série de limites, aparentemente era uma jovem que estava no caminho de uma vida independente, trabalhando na área da hotelaria.
O seu desaparecimento e as consequentes buscas tiveram fortes repercussões políticas, com o envolvimento do próprio Nicolas Sarkozy. O então Presidente de França criticou ferozmente o sistema judicial por ter libertado sem vigilância Tony Meilhon, o assassino de Laëtitia que era um criminoso reincidente, apesar de por pequenos delitos.
Por parte do autor Ivan Jablonka, houve muita investigação a todos os níveis que envolviam a vida da jovem, tornando-se este livro num estudo sociológico sobre o que é ser uma mulher frágil nos nossos dias. Achei um pouco exagerados todos os louvores que faz a Laëtitia como rapariga exemplar, pois ninguém é assim, mas de um modo geral gostei do livro e das abordagens que apresenta.
3 de março de 2018
2 de março de 2018
As minhas apostas para os Óscares
É incrível como agora que tenho duas filhas vou ao cinema mais do que nunca. Talvez porque, tendo uma noite livre por semana, a queira sempre aproveitar para não ficar em casa. E assim chega o ano em que vi mais filmes na corrida para os Óscares, que serão revelados já no domingo.
Daquilo que vi, as minhas preferências e apostas vão para:
- Melhor filme (9 nomeados, de que vi 4) - Três cartazes à beira da estrada
- Melhor ator principal (5 nomeados, vi filmes com 2) - Gary Oldman, A hora mais negra
- Melhor atriz principal (5 nomeadas, vi filmes com 3) - Margot Robbie, Eu, Tonya. Mas também ficarei contente se for para Frances McDormand, Três cartazes à beira da estrada
- Melhor fotografia (5 nomeados, vi 2) - A forma da água
- Melhor guarda-roupa (5 nomeados, vi 3) - Linha fantasma
1 de março de 2018
Se calhar não sou normal
Quando se tem filhas, há quem lhes chame «princesas», «meu doce», «minha pipoca»... Eu chamo às minhas «matraquilhas», «sacaninhas», «diabretes», «malandrecas», «gorditas», «piolhas». Espero não estar a traumatizá-las.
28 de fevereiro de 2018
Linha fantasma, de Paul Thomas Anderson
Este é supostamente o último filme de Daniel Day-Lewis, segundo o próprio, e se terminar por aqui termina muito bem.
O filme passa-se algures na Londres dos anos 50, quando as grandes casas de alta costura se começaram a evidenciar. E logo aqui torna-se bastante interessante, com uma boa caracterização da época e da indústria, e uma grande atenção dada aos pormenores.
Reynolds Woodcock é um dos costureiros eminentes, desenhando vestidos para os grandes vultos da elite europeia e gerindo uma das mais afamadas casas em conjunto com a sua irmã. É um solteirão, que no entanto se vai rodeando de musas, à vez, na inspiração para a criação das suas peças. Um dia, conhece Alma, uma empregada de mesa por quem se apaixona e que toma como a sua nova musa. Poderia ser apenas mais uma, mas não é.
Alma é forte e, ao descobrir o ponto fraco de Reynolds, desenvolve com ele uma relação doentia (no verdadeiro sentido do termo) que lhe permite ganhar ascendente sobre ele. E não posso dizer muito mais. Apenas de que gostei bastante: da história, das interpretações, da música, da fotografia.
O filme passa-se algures na Londres dos anos 50, quando as grandes casas de alta costura se começaram a evidenciar. E logo aqui torna-se bastante interessante, com uma boa caracterização da época e da indústria, e uma grande atenção dada aos pormenores.
Reynolds Woodcock é um dos costureiros eminentes, desenhando vestidos para os grandes vultos da elite europeia e gerindo uma das mais afamadas casas em conjunto com a sua irmã. É um solteirão, que no entanto se vai rodeando de musas, à vez, na inspiração para a criação das suas peças. Um dia, conhece Alma, uma empregada de mesa por quem se apaixona e que toma como a sua nova musa. Poderia ser apenas mais uma, mas não é.
Alma é forte e, ao descobrir o ponto fraco de Reynolds, desenvolve com ele uma relação doentia (no verdadeiro sentido do termo) que lhe permite ganhar ascendente sobre ele. E não posso dizer muito mais. Apenas de que gostei bastante: da história, das interpretações, da música, da fotografia.
27 de fevereiro de 2018
Proud of my girls!
O contacto da Luísa e da Maria com as tecnologias tem sido muito escasso. À televisão não ligam, talvez porque, sendo duas, têm mais com que se entreter. Garanto que, nestes quase 21 meses, nunca, mas nunca, as vi a olhar para a televisão atentas durante mais de 2 minutos seguidos, e não é por eu as proibir de ver, mas porque não demonstram interesse.
O telemóvel é só para dizer olá ao avô ou à avó, nunca andaram com ele nas mãos. No iPad também não tocam, e eu própria evito usá-lo à frente delas. Uso-o de vez em quando para lhes mostrar fotografias da família e dos amigos, mas é mesmo muito de vez em quando.
No fim de semana passado pensei em mostrar-lhes um vídeo do YouTube com animais, mas foi mesmo só uma intenção. Porque, assim que as sentei ao meu lado para lhes mostrar as imagens, viraram-me costas e foram buscar um livro para verem comigo. Orgulho!
O telemóvel é só para dizer olá ao avô ou à avó, nunca andaram com ele nas mãos. No iPad também não tocam, e eu própria evito usá-lo à frente delas. Uso-o de vez em quando para lhes mostrar fotografias da família e dos amigos, mas é mesmo muito de vez em quando.
No fim de semana passado pensei em mostrar-lhes um vídeo do YouTube com animais, mas foi mesmo só uma intenção. Porque, assim que as sentei ao meu lado para lhes mostrar as imagens, viraram-me costas e foram buscar um livro para verem comigo. Orgulho!
26 de fevereiro de 2018
A forma da água, de Guillermo del Toro
7 nomeações para os Globos de Ouro. 13 nomeações para os Óscares, incluindo as de melhor filme, melhor atriz principal e melhor argumento original. E eu não recomendaria este filme a ninguém.
Elisa, uma empregada de limpeza muda que trabalha numa espécie de laboratório secreto, apercebe-se de que ali é mantida uma criatura da água, envolvida em testes experimentais e que se prevê que em breve seja destruída. Vivendo uma vida sem história, Elisa enceta contactos com a criatura, acabando por se apaixonar por ela e por, com a ajuda de mais duas pessoas, tentar salvá-la do seu destino.
Tudo isto se passa algures na América dos anos 60, num ambiente soturno que foi a única coisa em que vi algum interesse. Porque da história não gostei nada. Julgava que ia ver um filme com uma história de amor inocente entre um ser humano e uma criatura anfíbia, e vim de lá com uma sensação de ter sido testemunha de uma relação viscosa, quase libidinosa. Para tal contribuiu o ar de falsa ingénua de Sally Hawkins e a caracterização talvez demasiado humana da criatura. Na verdade, cheguei a sentir repulsa.
Gostava de conhecer outras opiniões.
Elisa, uma empregada de limpeza muda que trabalha numa espécie de laboratório secreto, apercebe-se de que ali é mantida uma criatura da água, envolvida em testes experimentais e que se prevê que em breve seja destruída. Vivendo uma vida sem história, Elisa enceta contactos com a criatura, acabando por se apaixonar por ela e por, com a ajuda de mais duas pessoas, tentar salvá-la do seu destino.
Tudo isto se passa algures na América dos anos 60, num ambiente soturno que foi a única coisa em que vi algum interesse. Porque da história não gostei nada. Julgava que ia ver um filme com uma história de amor inocente entre um ser humano e uma criatura anfíbia, e vim de lá com uma sensação de ter sido testemunha de uma relação viscosa, quase libidinosa. Para tal contribuiu o ar de falsa ingénua de Sally Hawkins e a caracterização talvez demasiado humana da criatura. Na verdade, cheguei a sentir repulsa.
Gostava de conhecer outras opiniões.
23 de fevereiro de 2018
22 de fevereiro de 2018
A queda, de Albert Camus
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Este A queda é um clássico de Camus, classificado por muitos como o seu melhor livro. Apesar de ser um livro bastante pequeno, custou-me imenso lê-lo e concentrar-me, ficando muito pouco gravado na minha memória.
Todo o livro é um monólogo dirigido a um desconhecido por um ex-advogado parisense. Narrado numa sequência de noites tendo como pano de fundo uma soturna Amesterdão, é focado no julgamento que fazemos dos outros e de nós próprios. Jean-Baptiste confessa-se, começando por se gabar de sempre ter ajudado os outros, desconhecidos na rua e clientes, demonstrando a sua capacidade de piedade, e de sempre ter tido sucesso com as mulheres, apesar de nunca ter gostado de nenhuma. Até dois episódios na sua vida o terem marcado, levando-o a uma vida de álcool e prostitutas.
É esta queda no abismo que é retratada, por um homem que ao tentar penitenciar-se está afinal a vangloriar-se e a glorificar-se.
21 de fevereiro de 2018
A velhice da Vespinha
Eu bem sei que a Vespa Gata e a TT já estão quase a fazer 15 anos, mas o seu envelhecimento é algo com que não me consigo conformar. Há cerca de quatro meses comecei a notar a Vespinha a emagrecer, e levei-a ao veterinário para fazer exames. Fez-se tudo e mais alguma coisa, e foi nas análises mais profundas que se revelou o início de uma insuficiência renal, além de estar carregada de artroses. Entretanto, descobriu-se que a isso se soma hipertiroidismo. Desde aí, a Vespinha tem tomado medicação duas vezes ao dia e alterei a sua alimentação, mas continua extremamente magra, apesar de comer, beber e fazer as suas necessidades. Está, literalmente, metade.
Por um lado, grande parte do tempo ainda faz a sua vida normal, mas é terrível para mim saber que a tendência nunca será uma melhoria.
Elas, a Vespa e a TT, fazem parte da minha família e já estão ao meu lado há mais de um terço da minha vida, tendo acompanhado os momentos bons e os momentos maus.
Custa muito, muito. Não estou preparada para isto.
Por um lado, grande parte do tempo ainda faz a sua vida normal, mas é terrível para mim saber que a tendência nunca será uma melhoria.
Elas, a Vespa e a TT, fazem parte da minha família e já estão ao meu lado há mais de um terço da minha vida, tendo acompanhado os momentos bons e os momentos maus.
Custa muito, muito. Não estou preparada para isto.
20 de fevereiro de 2018
Bond à portuguesa
Abstraiam-se da letra e foquem-se na música, logo desde os primeiros acordes. E digam lá se não poderia ser uma música do genérico do James Bond.
16 de fevereiro de 2018
15 de fevereiro de 2018
Três homens num barco, de Jerome K. Jerome
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Não posso dizer que não gostei, de todo, continuo a achar piada à ingenuidade daqueles três amigos e às alhadas em que se envolvem. Mas a magia da primeira leitura, da descoberta, já não existe. Se há 7 anos classificara o livro com 4 estrelas, hoje dar-lhe-ia 3.
Em suma, não regresses ao lugar onde já foste feliz, pois ainda que seja o mesmo, para ti já não é o mesmo.
14 de fevereiro de 2018
Novo vício
Sou muito permeável a ficar «viciada» em jogos e passatempos, sejam eles digitais ou não. Nos últimos anos, que me lembre, foi o Candy Crush, os livros de unir os pontos, o 2048, o Farm Heroes, o Loop, o Word Connect... Pego naquilo e depois «é só mais um», até que me apercebo de que já passaram 30 ou 40 minutos e não fiz mais nada. E largo um vício quando conheço outro, sendo que há alguns a que volto de vez em quando, como o Farm Heroes ou os livros de unir os pontos.
A minha última descoberta é o Pigment, que não é um jogo mas uma aplicação para pintar desenhos. Nunca tive muito paciência para os livros de pintar, mas no iPad é outra coisa: não ficamos com dores nos dedos, podemos enganar-nos uma data de vezes e a variedade é melhor. O Pigment está dividido por temas ou tipologias de desenho, alguns pagos, mas diariamente há um grátis. As paletas de cores são giríssimas, podemos escolher várias técnicas de pintura e sim, é verdade que quando estamos naquilo não pensamos em mais nada.
A minha última descoberta é o Pigment, que não é um jogo mas uma aplicação para pintar desenhos. Nunca tive muito paciência para os livros de pintar, mas no iPad é outra coisa: não ficamos com dores nos dedos, podemos enganar-nos uma data de vezes e a variedade é melhor. O Pigment está dividido por temas ou tipologias de desenho, alguns pagos, mas diariamente há um grátis. As paletas de cores são giríssimas, podemos escolher várias técnicas de pintura e sim, é verdade que quando estamos naquilo não pensamos em mais nada.
12 de fevereiro de 2018
9 de fevereiro de 2018
Do Carnaval na escola
Hoje saí da escola com a sensação de que tinha deixado as miúdas na aldeia dos macacos. Ainda nem tinha chegado à sala delas quando uma mãe se cruza comigo e me pergunta com ar incrédulo: Elas não vêm mascaradas? (traduzido: Que mãe é a senhora que não perdeu a semana a tratar das máscaras que queria que as suas filhas usassem apesar de elas nem sequer perceberem o que está a acontecer?). Lá lhe explico que elas ainda não ligam ao Carnaval, que para o ano já deverão ir mascaradas, que enquanto não for necessário passo a vez...
Chego à sala e deparo-me com um cenário um bocado assustador: os miúdos das salas de 1 e 2 anos todos juntos, palhaços, diabos, princesas e homens-aranha aos berros e aos pulos, dois coelhos gigantes a receber as crianças (= as educadoras). Levaram logo a Luísa para lhe tirarem o casaco, enquanto a Maria ficava à espera, parada no meio da confusão a olhar à volta com um ar entre o espantado e o incrédulo.
Viro costas e venho-me embora, com vontade de as trazer comigo. Provavelmente até se estão a divertir muito, eu é que fiquei com medo. Muito.
Chego à sala e deparo-me com um cenário um bocado assustador: os miúdos das salas de 1 e 2 anos todos juntos, palhaços, diabos, princesas e homens-aranha aos berros e aos pulos, dois coelhos gigantes a receber as crianças (= as educadoras). Levaram logo a Luísa para lhe tirarem o casaco, enquanto a Maria ficava à espera, parada no meio da confusão a olhar à volta com um ar entre o espantado e o incrédulo.
Viro costas e venho-me embora, com vontade de as trazer comigo. Provavelmente até se estão a divertir muito, eu é que fiquei com medo. Muito.
7 de fevereiro de 2018
6 de fevereiro de 2018
Murros no estômago
Seria assim que classificaria este tipo de campanhas publicitárias, a que ninguém consegue ficar indiferente.
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| Contra o tabagismo junto de crianças. |
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| Sobre quem pode estar do outro lado de um teclado. |
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| Sobre enviar e ler sms enquanto se conduz. |
![]() |
| Sobre a violência doméstica. |
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| Sobre a partilha de imagens nas redes sociais. |
![]() |
| Sobre a produção crescente de resíduos. |
5 de fevereiro de 2018
Proibido!, de António Costa Santos
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Curioso, para mim, foi saber das «proibições» atuais, as que o são e as que não o são. Conduzir em tronco nu e de havaianas dá direito a multa? Pois não dá, tal não está escrito em qualquer passagem do código da estrada. Plantar árvores de fruto ou plantas que se possam usar na alimentação no cemitério? Em Borba é proibido. E em Pampilhosa da Serra, os comerciantes do mercado não podem «estar deitados ou sentados sobre as bancas, ou sobre os géneros expostos à venda». Coisas que não lembram ao diabo!
Em suma: é interessante mas podia ter ido muito mais longe, quer nas proibições de outros tempos quer nas atuais.
4 de fevereiro de 2018
2 de fevereiro de 2018
1 de fevereiro de 2018
Domino's Pizza, chega
Chega de demorarem uma eternidade a fazer entregas, com o cliente sempre sem saber se vai ou não conseguir jantar. É que as entregas em casa são supostamente para ter comodidade, e não para criar ansiedade.
Chega de se desculparem de que o site não acompanha a evolução da encomenda. Se não acompanha, retirem de lá a barra de status, assim pelo menos não criam falsas expectativas.
Chega de cada vez porem menos quantidade de ingredientes nas pizas, até quase parecer ridículo. A piza Festim de queijos passou de uma festa a uma lástima. E fria e seca, ainda por cima.
Nenhuma promoção de 50% de desconto justifica isto. E há mais pizarias na Terra. Acabou.
Chega de se desculparem de que o site não acompanha a evolução da encomenda. Se não acompanha, retirem de lá a barra de status, assim pelo menos não criam falsas expectativas.
Chega de cada vez porem menos quantidade de ingredientes nas pizas, até quase parecer ridículo. A piza Festim de queijos passou de uma festa a uma lástima. E fria e seca, ainda por cima.
Nenhuma promoção de 50% de desconto justifica isto. E há mais pizarias na Terra. Acabou.
31 de janeiro de 2018
Sobre a morte e o morrer, de Walter Osswald
Apesar do nome alemão, o autor deste livro é bem português, nascido no Porto em 1928. Walter Ossald é médico e especialista em Bioética, reconhecido pelo seu humanismo.Neste livro, aborda-se sobretudo os modos de morrer nos nossos dias, a morte solitária e assética, muitas vezes em contexto hospitalar, a morte que muita gente não quer reconhecer como inevitável. Fala-se de suicídio assistido, de cuidados paliativos, de eutanásia, de distanásia (prolongamento forçado da vida), de fé e espiritualidade, do testamento vital. Tudo de uma forma muito clara e objetiva, acessível a qualquer pessoa minimamente interessada no assunto.
Uma leitura muito enriquecedora até para quem, como eu, quase se recusa a aceitar a inevitabilidade da morte.
30 de janeiro de 2018
A hora mais negra, de Joe Wright
Com o favoritismo que rodeia Gary Oldman na corrida para os Óscares, e por gostar bastante do ator, tinha de ver esta A hora mais negra, em que Oldman parece tudo menos Oldman.
O filme foca-se em 1940, quando Churchill, contra a vontade de muitos, é nomeado para Primeiro-Ministro britânico e tem de lidar com a pressão para negociar com Hitler um acordo de paz. Como sabemos hoje, Churchill sempre se bateu pela manutenção da liberdade e independência do seu país, custasse o que custasse.
Além de ficarmos a conhecer os meandros da política britânica no início da guerra, com as suas fações contra e pró conflito, eu fiquei também a conhecer uma faceta de Churchill que desconhecia: o seu sentido de humor. Shame on me, pois apercebi-me agora de que era uma das suas características mais conhecidas.
Gary Oldman está mais uma vez excelente (aliás, não me lembro de alguma vez não ter gostado de um das suas interpretações), conseguindo com o seu olhar (já que toda a restante fisionomia teve de ser alterada) transmitir tudo o que ia na alma do político. Não conheço a prestação dos outros nomeados (apesar de querer muito ver Daniel Day-Lewis, em Linha fantasma), mas parece-me que tem fortes hipóteses de ganhar a estatueta.
O filme foca-se em 1940, quando Churchill, contra a vontade de muitos, é nomeado para Primeiro-Ministro britânico e tem de lidar com a pressão para negociar com Hitler um acordo de paz. Como sabemos hoje, Churchill sempre se bateu pela manutenção da liberdade e independência do seu país, custasse o que custasse.
Além de ficarmos a conhecer os meandros da política britânica no início da guerra, com as suas fações contra e pró conflito, eu fiquei também a conhecer uma faceta de Churchill que desconhecia: o seu sentido de humor. Shame on me, pois apercebi-me agora de que era uma das suas características mais conhecidas.
Gary Oldman está mais uma vez excelente (aliás, não me lembro de alguma vez não ter gostado de um das suas interpretações), conseguindo com o seu olhar (já que toda a restante fisionomia teve de ser alterada) transmitir tudo o que ia na alma do político. Não conheço a prestação dos outros nomeados (apesar de querer muito ver Daniel Day-Lewis, em Linha fantasma), mas parece-me que tem fortes hipóteses de ganhar a estatueta.
29 de janeiro de 2018
Manteiga com cristais de flor de sal
Tão, mas tão boa... E sentem-se os pequenos cristais de sal a estalar na boca. Para comer com moderação, mas pelo menos para provar.
24 de janeiro de 2018
O meu novo vício: Goodreads
Já tinha conta no Goodreads há uns anos, mas nunca tinha usado a
comunidade a sério. No Goodreads também temos uma «rede» de amigos, mas são
todos leitores, cada um com os seus gostos. Podemos adicionar os livros
que já lemos, catalogá-los em prateleiras pessoais, classificá-los com estrelas, escrever
uma crítica, registar a data em que o começámos e acabámos de ler...
Com base nos dados que introduzimos, é-nos devolvida uma quantidade de informação: sugestões de outros livros com base nos nossos gostos, um top dos autores de que mais gostamos, críticas escritas pelos nossos amigos e por leitores de todo o mundo.
Ler torna-se também um desafio: porque podemos ir registando a página em que vamos de um livro, acompanhando o progresso da leitura, e porque podemos desafiar-nos a nós próprios, estabelecendo uma meta de livros a ler por ano. Este ano proponho-me os 35, uma vez que o ano passado li 33. Dois já lá vão.
E por aí, há mais alguém que se queira juntar à comunidade?
Com base nos dados que introduzimos, é-nos devolvida uma quantidade de informação: sugestões de outros livros com base nos nossos gostos, um top dos autores de que mais gostamos, críticas escritas pelos nossos amigos e por leitores de todo o mundo.
Ler torna-se também um desafio: porque podemos ir registando a página em que vamos de um livro, acompanhando o progresso da leitura, e porque podemos desafiar-nos a nós próprios, estabelecendo uma meta de livros a ler por ano. Este ano proponho-me os 35, uma vez que o ano passado li 33. Dois já lá vão.
E por aí, há mais alguém que se queira juntar à comunidade?
23 de janeiro de 2018
Segredos obscuros, de Hjorth & Rosenfeldt
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Os currículos dos autores da série prometem: Michael Hjorth é responsável pelos guiões de alguns filmes da série Wallander, de Henning Mankell; Hans Rosenfeldt é o criador da série sueca "Bron"("The bridge").
Sebastian Bergman, o protagonista dos livros, é psicólogo e profiler para a polícia, dando apoio na construção dos perfis dos assassinos. É também uma homem amargurado, que recorre ao sexo para mitigar o sofrimento pela perda da mulher e da filha no tsunâmi de 2004.
Neste Segredos obscuros, a busca é pelo assassino de Roger Eriksson, um jovem de 16 anos encontrado morto sem o coração num pântano. O livro leva-nos por vários caminhos, sugerindo vários culpados e infletindo caminho quando achávamos que já o tínhamos descoberto. Uma técnica que não é nova mas que é muito bem utilizada.
22 de janeiro de 2018
Ser mãe de gémeas é... #47
... deitar duas crianças e meia hora depois ainda estar a ouvir isto através da porta fechada do quarto:
19 de janeiro de 2018
Três cartazes à beira da estrada, de Martin McDonagh
Mildred Hayes perdeu a filha, violada e assassinada numa estrada muito perto de casa. Sete meses depois, sem resultados nas investigações, decide alugar três cartazes à beira da estrada alertando para a inércia da polícia. E são estes cartazes que desencadeiam (ou parecem desencadear) uma série de acontecimentos violentos na pequena cidade de Ebbing.
Os atores estão excelentes (sobretudo Frances McDormand, no papel da duraMildred, e Sam Rockwell, no papel do básico polícia Dixon) e o ambiente é o dos filmes passados em pequenas cidades do interior norte-americano cujo sossego é agitado por um crime.
O filme é classificado como comédia negra, mas pessoalmente não o consigo classificar. É um filme carregado de violência, mas tem muitas situações (e personagens) caricatas e humor negro pelo meio.
Três cartazes à beira da estrada já ganhou quatro Globos de Ouro (melhor atriz, melhor drama, melhor ator secundário e melhor argumento), e parece-me um bom candidato aos Óscares. Se bem que, depois de Manchester by the sea ter ganhado o ano passado o Óscar de melhor argumento original, é provável que a Academia queira premiar outro género.
Os atores estão excelentes (sobretudo Frances McDormand, no papel da duraMildred, e Sam Rockwell, no papel do básico polícia Dixon) e o ambiente é o dos filmes passados em pequenas cidades do interior norte-americano cujo sossego é agitado por um crime.
O filme é classificado como comédia negra, mas pessoalmente não o consigo classificar. É um filme carregado de violência, mas tem muitas situações (e personagens) caricatas e humor negro pelo meio.
Três cartazes à beira da estrada já ganhou quatro Globos de Ouro (melhor atriz, melhor drama, melhor ator secundário e melhor argumento), e parece-me um bom candidato aos Óscares. Se bem que, depois de Manchester by the sea ter ganhado o ano passado o Óscar de melhor argumento original, é provável que a Academia queira premiar outro género.
18 de janeiro de 2018
Diários de uma sala de aula
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As professoras escolhidas parecem-me ser daquelas professoras exemplares, com verdadeiro amor à camisola e que prescindem de grande parte do seu tempo pessoal para se dedicarem ao ensino e aos alunos. Não retratarão toda a classe docente, mas quero acreditar que representem uma grande parte. Atravessa os seus diários uma certa angústia relativamente ao sistema educativo e ao Ministério da Educação, além da preocupação com os seus alunos.
Já as alunas queixam-se sobretudo dos professores, daqueles que debitam a matéria sem qualquer interesse em quem têm à frente. Também elas não serão o exemplo dos estudantes portugueses, até porque uma boa parte não conseguirá fazer as reflexões que fazem, mas muito do que dizem parece-me ser transversal à maioria.
A mãe de duas filhas, residente nos Estados Unidos, faz uma boa comparação entre aquele sistema de ensino e o português. Se por um lado tudo é mais organizado e mais participativo (com os pais a terem um papel muito presente na escola), por outro a exigência na área dos conhecimentos é bem menor.
Como já disse, nenhuma destas pessoas é representativa do seu grupo social, mas conseguem ainda assim apresentar-nos um bom retrato do que se passa nas salas de aula e nas escolas portuguesas.
17 de janeiro de 2018
16 de janeiro de 2018
12 de janeiro de 2018
O grande showman, de Michael Gracey
Desde La la land que não via um musical, e confesso que desse não gostei muito. Os "meus" musicais são Moulin Rouge e Mamma mia. E, agora, este. Talvez pelo ambiente mágico um pouco ao estilo de Moulin Rouge. Talvez pela histeria um pouco ao estilo de Mamma mia. Talvez pelas músicas que não me deixaram parar de dar à perna.
Baseado numa história real, a de P. T. Barnum, um dos precursores do showbiz na América do Norte do século XIX, o filme conta a forma como tudo começou, depressa passando para o crescimento do negócio. O circo criado por P. T. Barnum (Hugh Jackman) é na verdade um freak show, povoado de pessoas diferentes: o anão, o gigante, o rapaz-cão, a mulher barbuda... Mas Barnum não se contenta com sucesso entre as massas, ele quer ser reconhecido pela alta sociedade e isso pode tornar-se na sua ruína.
Aquilo de que gostei menos foi da interpretação de Hugh Jackman. De resto, gostei de tudo: da fotografia, da banda sonora, das coreografias. Acrescento que a crítica do Público arrasou com o filme. Mas também que essas críticas nunca estão a par do que vejo.
11 de janeiro de 2018
Suburbicon, de George Clooney
Tudo se passa nos anos 50, numa pequena cidade norte-americana tida como perfeita, onde as famílias são todas exemplares e nada de mau se passa. Até que dois eventos abalam a pacatez do dia a dia: o assassínio de uma mãe de família durante um assalto e a chegada de uma família negra.
A histórias são contadas em paralelo, com poucos pontos de contacto. A questão da família negra retrata a América dos anos 50, uma América racista onde ninguém se coíbe de o demonstrar das piores maneiras possíveis.
Já o assassínio da mãe de família é o foco do filme. Gardner Lodge (Matt Damon) fica com o filho Nicky (Noah Jupe), sendo muito depressa acompanhado pela irmã gémea da sua mulher (Julianne Moore), que aos poucos se vai tornando nela. Pelo meio, surge a máfia, num contexto que aqui não posso referir sob pena de criar um spoiler.
A história base é dos irmãos Coen, que nunca chegaram a realizar o filme. O ambiente dos anos 50 está excelente, acompanhado por uma fotografia saturada que ainda lhe confere um hiper-realismo. As representações estão ótimas (adorei o ator que faz o papel de Nicky). Gostei deste filme.
A histórias são contadas em paralelo, com poucos pontos de contacto. A questão da família negra retrata a América dos anos 50, uma América racista onde ninguém se coíbe de o demonstrar das piores maneiras possíveis.
Já o assassínio da mãe de família é o foco do filme. Gardner Lodge (Matt Damon) fica com o filho Nicky (Noah Jupe), sendo muito depressa acompanhado pela irmã gémea da sua mulher (Julianne Moore), que aos poucos se vai tornando nela. Pelo meio, surge a máfia, num contexto que aqui não posso referir sob pena de criar um spoiler.
A história base é dos irmãos Coen, que nunca chegaram a realizar o filme. O ambiente dos anos 50 está excelente, acompanhado por uma fotografia saturada que ainda lhe confere um hiper-realismo. As representações estão ótimas (adorei o ator que faz o papel de Nicky). Gostei deste filme.
10 de janeiro de 2018
Coração de mãe sofre...
Anteontem a Luísa sofreu o seu primeiro «acidente» doméstico (isto se descontarmos um entalão numa unha há uns meses, unha essa que acabou por cair): ao disputar um banquinho com a irmã, caiu, bateu com a boca e perdeu um dente da frente.
Ela pouco chorou, quem chorou e muito fui eu, logo a fazer filmes: a pensar que iriam gozar com ela, que lhe afetaria a fala... A educadora descansou-me, explicou-me que até aos 6-7 anos os miúdos não ligam a essas coisas, até porque a maior parte anda desdentada. Quanto à fala, vamos ver.
Entretanto, aprendi umas coisas: se algo parecido voltar a acontecer, e se o dente estiver inteiro, há que colocá-lo em leite e ir de imediato a um dentista onde se possa intervir (de noite acho que não há mesmo hipótese...). E a partir de agora, ir vigiando para o espaço que lá ficou não diminuir, de modo a não afetar a posterior vinda dos definitivos.
Em resumo: uma chatice que não tem solução mas que também não é algo assim tão grave. Mas para o meu coração de mãe é.
Ela pouco chorou, quem chorou e muito fui eu, logo a fazer filmes: a pensar que iriam gozar com ela, que lhe afetaria a fala... A educadora descansou-me, explicou-me que até aos 6-7 anos os miúdos não ligam a essas coisas, até porque a maior parte anda desdentada. Quanto à fala, vamos ver.
Entretanto, aprendi umas coisas: se algo parecido voltar a acontecer, e se o dente estiver inteiro, há que colocá-lo em leite e ir de imediato a um dentista onde se possa intervir (de noite acho que não há mesmo hipótese...). E a partir de agora, ir vigiando para o espaço que lá ficou não diminuir, de modo a não afetar a posterior vinda dos definitivos.
Em resumo: uma chatice que não tem solução mas que também não é algo assim tão grave. Mas para o meu coração de mãe é.
9 de janeiro de 2018
Sete irmãs, de Tommy Virkola
Este filme já não está nas salas de cinema, aliás vi-o mesmo no final do período de exibição e tive de ir aos cinemas deprimentes do Alvaláxia para o poder fazer.
O trailer prometia: em 2073, o excesso de população mundial conduz a uma política de filho único, em que qualquer criança nascida fora da quota tem de ser dada para uma suposta congelação. Nesta conjuntura, nascem sete gémeas, que durante o parto ficam sem mãe. É o avô que as acolhe e que, recusando-se a prescindir delas, as esconde através de um processo relativamente simples: cada uma é batizada com um dia da semana, dia esse que é o único em que pode sair à rua. E todas saem no seu dia, mas sempre com a mesma identidade, a de Karen Settman. Até que um dia, Monday não regressa a casa, e no dia seguinte Tuesday tem de ir à procura dela, correndo todos os riscos do mundo apocalíptico em que vivem.
Julgava que ia ver um filme que explorava o desafio de sete pessoas partilharem uma mesma identidade, mas acabei por deparar com um filme de ação cheio de violência. A interpretação de Noomi Rapace é excelente, sem dúvida, mas esperava algo diferente. Para quem queira ver um filme com uma boa dose de violência, será uma boa escolha. Para mim, ficou aquém do que esperava.
O trailer prometia: em 2073, o excesso de população mundial conduz a uma política de filho único, em que qualquer criança nascida fora da quota tem de ser dada para uma suposta congelação. Nesta conjuntura, nascem sete gémeas, que durante o parto ficam sem mãe. É o avô que as acolhe e que, recusando-se a prescindir delas, as esconde através de um processo relativamente simples: cada uma é batizada com um dia da semana, dia esse que é o único em que pode sair à rua. E todas saem no seu dia, mas sempre com a mesma identidade, a de Karen Settman. Até que um dia, Monday não regressa a casa, e no dia seguinte Tuesday tem de ir à procura dela, correndo todos os riscos do mundo apocalíptico em que vivem.
Julgava que ia ver um filme que explorava o desafio de sete pessoas partilharem uma mesma identidade, mas acabei por deparar com um filme de ação cheio de violência. A interpretação de Noomi Rapace é excelente, sem dúvida, mas esperava algo diferente. Para quem queira ver um filme com uma boa dose de violência, será uma boa escolha. Para mim, ficou aquém do que esperava.
8 de janeiro de 2018
Mãe!, de Darren Aronofsky
Um casal recém-casado vive numa casarão isolado, ela (Jennifer Lawrence) a tentar recuperá-lo de um incêndio, ele, poeta (Javier Bardem), com uma crise de inspiração. Neste ambiente opressivo, uma noite o casal é visitado por um desconhecido (Ed Harris), que depressa se instala lá em casa e cuja mulher (Michelle Pfeiffer) também acaba por aparecer. Tudo isto com a alegre aceitação do Poeta, que parece ter com o casal uma estranha intimidade.
Quando finalmente os "convidados" partem, ela engravida e, em estado de êxtase, o Poeta entra numa produção obsessiva. O poema acaba por emergir, gerando uma onda de adoração ao Poeta que se torna demoníaca, com centenas de pessoas a entrarem pela casa adentro, desmantelando-a para poderem obter um pedaço do Poeta. Este, regozija-se. A sua mulher vive a incredulidade e o pânico.
Este é um filme de terror sufocante, mas um terror carregado de surrealismo. Um filme estranho, no fundo.
Quando finalmente os "convidados" partem, ela engravida e, em estado de êxtase, o Poeta entra numa produção obsessiva. O poema acaba por emergir, gerando uma onda de adoração ao Poeta que se torna demoníaca, com centenas de pessoas a entrarem pela casa adentro, desmantelando-a para poderem obter um pedaço do Poeta. Este, regozija-se. A sua mulher vive a incredulidade e o pânico.
Este é um filme de terror sufocante, mas um terror carregado de surrealismo. Um filme estranho, no fundo.
Semana de pôr o cinema em dia
Nas últimas semanas tenho visto uma série de filmes, graças à minha mãe que fica com as miúdas às quintas-feiras. Por preguiça, fui deixando para mais tarde escrever a minha opinião, mas em alguma altura teria de ser. É esta semana, pela ordem em que vi os filmes.
4 de janeiro de 2018
E o que leste em 2017, Vespinha?
35 livros lidos em 2017. Nada mau, comparado com os 27 do ano passado, ano do nascimento das miúdas, e com os 33 do ano anterior, em que elas ainda eram um projeto. Espero conseguir continuar a manter o ritmo.
- Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum
- The last act of love, de Cathy Rentzenbrink
- Némesis, de Philip Roth
- A gorda, de Isabela Figueiredo
- Vida após vida, de Kate Atkinson
- O imenso adeus, de Raymond Chandler
- The book of you, de Claire Kendal
- A peste, de Albert Camus
- Um otimista na América, de Italo Calvino
- O livro do hygge, de Meik Viking
- Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich
- Norma, de Sofi Oksanen
- Goodbye, Columbus, de Philip Roth
- Canção doce, de Leila Slimani
- Barrel fever, de David Sedaris
- Arranha-céus, de J. G. Ballard
- O estrangeiro, de Albert Camus
- Escrito na água, de Paula Hawkins
- Guardas de passagem de nível, de Carlos Cipriano
- A loja dos suicídios, de Jean Teulé
- Miramar, de Naguib Mahfouz
- The girl before, de J.P. Delaney
- O que sabemos do amor, de Raymond Carver
- Mágoas da escola, de Daniel Pennac
- Reino do amanhã, de J. G. Ballard
- O último amanhã, de Adam Croft
- Rosemary´s baby, de Ira Levin
- As últimas testemunhas, de Svetlana Alexievich
- O homem que perseguia a sua sombra, de David Lagercrantz
- The Stepford wives, de Ira Levin
- A amiga genial, de Elena Ferrante
- Hotel, os bastidores, de Inês Brasão
- Diários de uma sala de aula
- Segredos obscuros, de Hjorth & Rosenfeldt
- Sobre a morte e o morrer, de Walter Osswald
- Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum
- The last act of love, de Cathy Rentzenbrink
- Némesis, de Philip Roth
- A gorda, de Isabela Figueiredo
- Vida após vida, de Kate Atkinson
- O imenso adeus, de Raymond Chandler
- The book of you, de Claire Kendal
- A peste, de Albert Camus
- Um otimista na América, de Italo Calvino
- O livro do hygge, de Meik Viking
- Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich
- Norma, de Sofi Oksanen
- Goodbye, Columbus, de Philip Roth
- Canção doce, de Leila Slimani
- Barrel fever, de David Sedaris
- Arranha-céus, de J. G. Ballard
- O estrangeiro, de Albert Camus
- Escrito na água, de Paula Hawkins
- Guardas de passagem de nível, de Carlos Cipriano
- A loja dos suicídios, de Jean Teulé
- Miramar, de Naguib Mahfouz
- The girl before, de J.P. Delaney
- O que sabemos do amor, de Raymond Carver
- Mágoas da escola, de Daniel Pennac
- Reino do amanhã, de J. G. Ballard
- O último amanhã, de Adam Croft
- Rosemary´s baby, de Ira Levin
- As últimas testemunhas, de Svetlana Alexievich
- O homem que perseguia a sua sombra, de David Lagercrantz
- The Stepford wives, de Ira Levin
- A amiga genial, de Elena Ferrante
- Hotel, os bastidores, de Inês Brasão
- Diários de uma sala de aula
- Segredos obscuros, de Hjorth & Rosenfeldt
- Sobre a morte e o morrer, de Walter Osswald
3 de janeiro de 2018
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