15 de março de 2018

Esta era a minha Babá


A minha avó materna, responsável por grande parte do que sou hoje. Faria hoje 94 anos... como gostaria que ainda cá estivesse para conhecer as suas bisnetas! Já nos deixou há mais de 20 anos, mas devido a tudo o que nos tem acontecido tenho a certeza de que é uma das nossas estrelinhas.

13 de março de 2018

Os carros e a publicidade

Não sei explicar porquê, mas gosto muito de anúncios a carros. Acho que têm o condão de fazerem quase sempre uma excelente seleção musical associada a boas imagens.

Neste momento, passam na televisão três de que gosto:




12 de março de 2018

Origem, de Dan Brown

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Digam que escreve para as massas, que não tem um estilo próprio, que é sempre mais do mesmo. Digam o que quiserem, que eu continuo a gostar dos livros de Dan Brown como da primeira vez.

Neste Origem, Dan Brown explora duas das questões que todos algum dia nos colocamos: De onde vimos? Para onde vamos? Edmond Kirsch, um cientista futurologista, parece ter a resposta a isto, preparando-se para a divulgar num grande evento no Museu Guggenheim, em Bilbau. Na assistência, está Robert Langdon, mas também outra pessoa que acabará por estragar a festa.

Na companhia de Ambra Vidal, diretora do museu e noiva do futuro rei de Espanha (esta foi a parte que achei mais dispensável), Langdon empreende uma fuga e uma busca em simultâneo. Fuga de quem quer impedir a revelação de Kirsch. Busca da própria revelação, para que possa ser divulgada.

Entre o Guggenheim, a Sagrada Família e a Casa Milá (La Pedrera, uma das obras-primas de Gaudí, em Barcelona), a tensão não é menor do que nos outros livros de Langdon, com descrições impecáveis e muito realistas. A descrição da Casa Milá é fidelíssima ao original; através da do Gugenheim, que não conheço, pude visualizar na perfeição pormenores que depois confirmei através de fotografias.

Pelo meio, e com um papel não desprezível, está a inteligência artificial num nível que não me parece que esteja assim tão longe. Gostei bastante.

9 de março de 2018

Gianluca Gimini: as bicicletas

E se alguém nos pedisse para, de cor, desenharmos uma bicicleta? Estou certa de que muito poucos de nós conseguiriam desenhar uma bicicleta que, se transposta para a realidade, não se partisse assim que alguém tentasse montar-se nela.

Foi isso que Gianluca Gimini fez: pediu a uma série de pessoas para desenharem uma bicicleta de cabeça e depois construiu protótipos a partir dos desenhos. O resultado é este.
















8 de março de 2018

100% de desconto. É mesmo para não perder

As únicas condições são não escolher livros com menos de 18 meses, livros escolares ou livros de apoio escolar. O valor reverte na íntegra para um vale Wook a usar durante os próximos 60 dias.

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Gianluca Gimini: os ténis

Para tentar perpetuar embalagens antigas de produtos italianos, que provavelmente cairiam no esquecimento, Gianluca Gimini aplicou o design vintage a uma série de ténis, resultando nisto. Nenhum destes ténis se destina a comercialização.




















As infinitas possibilidades do design

O design é algo que me fascina, pelo poder de adaptação à realidade, pela capacidade de criar novas realidades, pela constante criação de novas possibilidades. Com o design estou sempre a aprender, a descobrir coisas novas, a interrogar-me como é que coisas tão simples nunca tinham sido pensadas. E é este o truque: fazer parecer simples aquilo que nem nos passaria pela cabeça existir.

Como sigo alguns designers, hoje e amanhã dias vou partilhar duas das séries de Gianluca Gimini, designer italoamericano sediado em Bolonha e professor na Universidade de Ferrara.

7 de março de 2018

Chamar nomes aos filhos


Se eu estava preocupada por chamar «nomes» às minhas filhas, posso respirar fundo porque afinal não as estou a traumatizar. Há muita gente a fazer o mesmo.

Ora vejam os nomes que recolhi em alguns comentários no meu Face e no do blogue:

B
Bandido/a
Bichinho/a
Bichinho mau
Bidú
Bomboca

C
Cabrita
Caganito/a
Caganita andante
Chouriça/o
Chouricinho/a
Chumbinho
Coelhinha
Criatura
Cromo/a

D
D. Henriqueta
Dentuça
Diabrete

E
Esqueleto vaidoso
Estarola

G
Gabiru
Gandim
Gordini
Gordito/a
Gremlin

J
Javali

L
Lagartixa

M
Macaco/a
Macaquinho/a
Macaquito/a
Madame
Mafarrico/a
Malandreco/a
Mamute
Matraquilho/a
Minhoca

P
Palermita
Palhacito/a
Papuça
Patanisca
Pateta
Periquito
Pesseguinho
Peúguita
Piolho
Piolho encardido
Pipoca
Pirata
Pirralho/a
Pitufa
Puto

R
Rabino/a

S
Sacaninha
Sacanita
Sacristas

T
Terrorista
Texuguito/a
Tontarelas
Tutuco

X
Xixa

Z
Zequinha

6 de março de 2018

Laëtitia ou o fim dos homens, de Ivan Jablonka

Laëtitia Perrais era uma jovem francesa de 18 anos que, em janeiro de 2011, foi brutalmente assassinada numa pequena cidade da costa atlântica francesa. Os membros e a cabeça de Laëtitia foram encontrados num lago duas semanas depois, e o tronco só três meses mais tarde.

Neste livro, Ivan Jablonka faz duas abordagens principais: uma delas é sobre como tudo pode correr mal na vida de uma pessoa; a outra, sobre a projeção que a sua morte teve.

Laëtitia nunca foi feliz. Filha de um pai alcoólico e de uma mãe com problemas mentais, cedo foi viver para instituições juntamente com a sua irmã gémea, Jessica. Acabaram por ir viver com uma família de acolhimento, os Patron, onde pelo menos Jessica foi vítima de abusos sexuais. No entanto, apesar de no seu último dia de vida Laëtitia ter ultrapassado uma série de limites, aparentemente era uma jovem que estava no caminho de uma vida independente, trabalhando na área da hotelaria.

O seu desaparecimento e as consequentes buscas tiveram fortes repercussões políticas, com o envolvimento do próprio Nicolas Sarkozy. O então Presidente de França criticou ferozmente o sistema judicial por ter libertado sem vigilância Tony Meilhon, o assassino de Laëtitia que era um criminoso reincidente, apesar de por pequenos delitos.

Por parte do autor Ivan Jablonka, houve muita investigação a todos os níveis que envolviam a vida da jovem, tornando-se este livro num estudo sociológico sobre o que é ser uma mulher frágil nos nossos dias. Achei um pouco exagerados todos os louvores que faz a Laëtitia como rapariga exemplar, pois ninguém é assim, mas de um modo geral gostei do livro e das abordagens que apresenta.

2 de março de 2018

As minhas apostas para os Óscares


É incrível como agora que tenho duas filhas vou ao cinema mais do que nunca. Talvez porque, tendo uma noite livre por semana, a queira sempre aproveitar para não ficar em casa. E assim chega o ano em que vi mais filmes na corrida para os Óscares, que serão revelados já no domingo.

Daquilo que vi, as minhas preferências e apostas vão para:
- Melhor filme (9 nomeados, de que vi 4) - Três cartazes à beira da estrada
- Melhor ator principal (5 nomeados, vi filmes com 2) - Gary Oldman, A hora mais negra
- Melhor atriz principal (5 nomeadas, vi filmes com 3) - Margot Robbie, Eu, Tonya. Mas também ficarei contente se for para Frances McDormand, Três cartazes à beira da estrada
- Melhor fotografia (5 nomeados, vi 2) - A forma da água
- Melhor guarda-roupa (5 nomeados, vi 3) - Linha fantasma

1 de março de 2018

Se calhar não sou normal

Quando se tem filhas, há quem lhes chame «princesas», «meu doce», «minha pipoca»... Eu chamo às minhas «matraquilhas», «sacaninhas», «diabretes», «malandrecas», «gorditas», «piolhas». Espero não estar a traumatizá-las.