10 de janeiro de 2013

Isto é fotografia #1

Fascinam-me os planos, o olhar nostálgico e, claro, as fotografias coladas na parede.

Robert Doisneau, Marquetry craftsman at his window, 1945

9 de janeiro de 2013

Cheira-me que isto amanhã chega aos 200 000...

Já sem a árvore de Natal...

... mas com a minha sala TÃO bonita!


A vida como a vamos vendo

Acho lindo ver os olhos assim...

... pena não ter jeitinho nenhum para aplicar eyeliner. Aceito umas aulinhas.

A Vespinha vai a votos nos Blogs do Ano

Eu não consegui resistir... Muitos dos blogues que sigo estão a concorrer aos Blogs do Ano 2012 e eu a ficar para trás!? Nãããã... Eu até nem sou muito competitiva, mas já que o trabalhinho já está feito e que há em média umas 250 a 300 pessoas que me visitam por dia, que tal perderem 3 minutos e irem ao Aventar votar no blogue aqui da Vespinha?

É simples:

1.º Clicar aqui na imagem:


2.º Na categoria Generalistas e na categoria Outros, clicar em Uma Vespa a abrandar e depois clicar em baixo em Vote (têm mesmo de procurar o da Vespa, pois alguns já não estão por ordem alfabética).

3.º Se ainda tiverem pachorra, podem também ir aqui e votar na Vespinha como blogger do ano (isso é que era, ai era, era..).

E pronto. Não há prémios para ninguém. Para quem vota, nada, mas sempre podem dar uma ajuda. Para os três blogues vencedores, uma ilustração, uma participação num livro e uma almoçarada.

Mas aqui o que interessa é participar. É mesmo. E agora, toca a clicar, pois parece que não há limites nos cliques.

Agradecida.

Gosto de tudo

Gosto de Philip Roth, gosto de saber que o seu novo livro sai já no próximo dia 29 e gosto da capa, desenhada por Rui Garrido. Pela simplicidade, está genial.

8 de janeiro de 2013

Útil e amoroso

É que são só, mas só vantagens!

Parabéns, camaleão! (traz surpresa em anexo)


David Bowie faz hoje 66 anos. E, surprise, suprise, acaba de anunciar que depois de 10 anos de silêncio vai lançar um álbum novo de originais já em março! Chama-se The next day e aqui está já o primeiro videoclipe:


 He's the best!

Ter de sair de casa com este frio e a TT ficar assim...

... não é justo.

Do no harm, de Carol Topolski

Do no harm, de Carol Topolski, é um dos livros mais estranhos que tenho lido nos últimos tempos. Comprei-o pela capa (again...) mas também porque teria algo a ver com We need to talk about Kevin.

Todo o livro se desenrola em torno de Virginia, uma ginecologista obstetra brilhante, admirada pela sociedade médica e com quem qualquer aspirante deseja trabalhar. Virginia é uma mulher solitária, que vive para o trabalho e que piscologicamente não é assim tão estável, a julgar pelos ataques de apetite voraz, por ser antissocial e por ter uma amiga imaginária desde a infância, Ruby. Uma daquelas amigas que nenhum pai desejaria para uma filha, porque só a leva por mais caminhos.

Acompanhamos a vida de Virginia alternadamente nos anos 40, durante a sua infância solitária apenas preenchida por Ruby, e nos 70, onde se dedica à prática médica. Pelo meio, conhecemos Gilda, uma paciente cujo bebé salva e de quem se torna madrinha, e Faisal, um colega admirador do seu profissionalismo.

E assim andei durante umas 200 páginas (de um inglês um pouco mais difícil do aquele a que estou habituada), sem saber muito bem no que o livro ia dar. Até que algo acontece na vida de Virginia. E até que o seu comportamento profissional perde a ética uma ou duas vezes. E mais não posso contar. Mas gostava de ter mais opiniões acerca deste livro, de que estive para desistir e de que agora me congratulo por não o ter feito.

7 de janeiro de 2013

Como explicar o sexo a uma criança. Sem ter de fazer desenhos

Ainda a propósito dos meus Urbanears


Para além de serem super quentinhos e de terem uma acústica fantástica que isola na perfeição o som envolvente, foram ainda feitos em parceria com a Harris Tweed, empresa escocesa com mais de 150 anos que se orgulha de produzir todos os seus tecidos (para boinas, luvas, casacos, capas...) em pura lã virgem.

E cada tecido é feito quase sempre com fios de 20 cores diferentes.

Adoro estes meus headphones que o meu mano foi desencantar.

Os Miseráveis

Ouvi dizer tanto bem e tanto mal que tinha mesmo de o ir comprovar. Então o que é que o eu achei de «Os Miseráveis», musical adaptado da obra de Victor Hugo?

Começo por dizer que à partida não sou fã de musicais, mas que «Moulin Rouge» e «Mamma Mia» estão entre os filmes que não me importo de ver vezes sem conta.

O filme tem músicas lindas, lindas mesmo...
... é de facto uma grande produção, cheia de figurantes e cenários épicos...
... o elenco é irrepreensível (mas eu sou suspeita, porque gosto imenso de Hugh Jackman e Anne Hathaway), contando ainda com Russell Crowe, Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter (que têm um papel trágicómico que nem sempre resulta)...
... o retrato do miséria e da sobrevivência dia após dia apenas à espera da morte é perfeito...
... mas o filme não precisava de ser TODO cantado! Todo mesmo. Até quando alguém começa a dizer uma frase aparentemente normal, em dois segundos transforma-se numa cantoria desenfreada. E se no início do filme é pungente ouvir Russell Crowe a cantar, lá para meio já nem Hugh Jackman se aguenta.

Em resumo, se tiverem duas horas e meia disponíveis, a cabeça leve e quiserem ver um filme realizado com força e mestria, avancem. Ao contrário, não de certeza.

Eu, apesar de tudo, não me arrependi.

Velhice grandiosa


«O lado grandioso de envelhecer está em não perder todas as outras idades em que vivemos.»

Madeleine L’Engle 

6 de janeiro de 2013

Colegas de trabalho:

Amanhã, quando eu chegar à editora, tenham preparados vários cobertores e todo o tipo de aquecedores, e quem sabe até uma manta térmica daquelas que se usam no alpinismo. É que a vossa tarefa da manhã vai ser descongelarem-me. Depois de com este frio ter de sair de sair de casa pelas 8h para levar a Vespa à revisão a Albarraque, podem imaginar o estado em que mais tarde chegarei aí. Ainda que me esteja a preparar para levar as calças de neve vestidas.

Wish me warm luck.

A meu ver miam todos da mesma maneira. Gato é gato!

Planos

Hoje tenho absolutamente de acabar de ler o livro da coluna aqui ao lado. E de escrever o que achei de «Os miseráveis». Por isso, se aparecer mais alguma coisa aqui pelo blogue será praticamente por geração espontânea.

5 de janeiro de 2013

Eu sou muito supersticiosa

Bem sei que isto não tem nada de racional, e quem me conhece acha estranhíssimo uma pessoa inteligente (!!) ser assim. Mas sou mesmo assim. Não me atrevo a abrir um guarda-chuva dentro de casa (e se o fizer tenho depois de o abrir e fechar sete vezes), não passo por baixo de escadas, bato em madeira verdadeira se digo alguma coisa que que não quero que aconteça, não ando às arrecuas para não ensinar o caminho ao diabo...

E nas passagens de ano faço questão de comer 12 passas e de pedir 12 desejos (às vezes uns repetidos, confesso) e nos meus anos mordo sempre a vela e de preferência debaixo da mesa. E desta vez mordi-a mesmo com força e com fé. Não se foi disso ou fruto do mero acaso, mas ao dia 3 de janeiro o meu desejo maior realizou-se.

Já agora, se os outros também se puderem realizar, fico muito contente. Se não, fico satisfeita na mesma.

Comprei uma boina pela primeira vez na vida

É do mais simples que há, em feltro camel e com aquele biquinho espetado cima. Resta saber se vou ter coragem de daqui e bocado sair à rua com ela posta na cabeça.

Ainda a propósito de Hitchcock


Hoje vou ver "Os miseráveis"

Por favor, avisem-me se for mesmo, mesmo mau como já me disseram...

4 de janeiro de 2013

Só para me proteger: acabei de comer uma piza ao jantar!

E já estou enjoada...

E só agora é que avisam?

Instrumento de tortura

Calculo que seja uma das muitas lisboetas que sente uma enorme nostalgia da nossa velhinha Feira Popular em Entrecampos.

Do cheiro a farturas, dos desgraçados dos empregados a chamarem-nos para os restaurantes de frangos, da casa dos espelhos e da casa maldita, dos comboios-fantasma onde fechava sempre os olhos, da looping minúsculo, fo poço da morte e dos carrosséis de onde saía quase sempre enjoada.

Mas nada se deve comparar a este verdadeiro instrumento de tortura que existiu na Feira Popular em 1951. A «coisa» chamava-se Rotor Centrífugo, e as pessoas entravam lá dentro para serem lançadas contras as paredes pela força centrífuga. À volta, outras limitavam-se a assistir. Cheira-me, a avaliar por estas imagens que encontrei no livro Crónica em Imagens de Portugal dos anos 50, que não seria coisa para mim.

Parece-me que as pessoas a assistir nas galerias se estavam a divertir bem mais
do que quem estava dentro do poço...

É tão bom um bocadinho de alívio de vez em quando!

3 de janeiro de 2013

E esta é a patona da TT!

Patas irresistíveis!

Haverá quem quem aguente?

Vertigo

E enquanto não estreia este filme no dia 7 de fevereiro, fui ver no domingo Vertigo restaurado, um dos clássicos de Hitchcock que nunca tinha visto.

Para além de coisas que adoro da época, como o vestuário e os penteados, o ambiente e a decoração do apartamento de James Stewart, confirmei que Hitchcock era mesmo um génio, enchendo-nos de tensão do princípio ao fim. Uma tensão quase dolorosa de quem sabe que as coisas não podem acabar bem. A história é muito boa, a beleza de James Stewart e Kim Novak é digna de se ver e o restauro a que o filme foi sujeito é exemplar.

Pois claro, quanto mais tarde melhor

Pois que menti... e só quero falar de mais uns presentes de Natal e anos

Porque me foram dados pela minha equipa de trabalho e porque suspeito de que me vão dar um manancial de temas aqui para o blogue.

Coleção do jornalista  Joaquim Vieira de Crónicas de Imagens
de Portugal dos anos 50, 60 e 70.
Coleção do jornalista  Joaquim Vieira de Fotobiografias
de Amadeo de Souza-Cardoso, Fernando Pessoa, VAsco Santana e Joshua Benoliel.
Almotolia, conjunto de pulseiras e um marcador de livros e porta-chaves
feitos em feltro, à mão, por uma colega que se está a tornar uma profissional.

2 de janeiro de 2013

Eles e elas: Pois parece que o importante é mesmo o sentido de humor


Pena que tanta gente ainda não tenha percebido isso.

E como me dá muito gozo escolher certos presentes de Natal... (e prometo não falar mais do Natal)


... o meu irmão este ano foi um dos privilegiados. Como um dos maiores fãs de James Bond que conheço teve direito ao CD Best of Bond (50 canções de 50 filmes), os 22 DVD da série até Skyfall e uma edição especial do Monopoly 007. Que espero que ainda venhamos a jogar algumas vezes.

Argo

O ano passado retomámos a tradição de ir ao cinema no dia de Natal, depois de a comida estar toda alinhavada (pela minha mãe, entenda-se) e antes de regressarmos a casa para pôr a mesa e tratar dos últimos enfeites. E garanto-vos que, se não escolherem um filme infantil, o dia 24 é um dos melhores dias para ir ao cinema à sessão das 14h. Sala praticamente vazia, sossego, e de preferência a escolha de um filme forte que nos garanta um bom contraste com o clima de paz que viveremos umas horas depois.

Fomos ver Argo, uma história verídica baseada numa fuga arquitetada para resgatar seis americanos escondidos na embaixada canadiana durante o golpe de estado iraniano em 1979. Pelo que sei, a adaptação à realidade está perfeita, porque a história verídica também acabou bem. In extremis.

Realizado e protagonizado por Ben Affleck (com quem finalmente já não embirro, talvez por lhe achar graça à barba e ao cabelo comprido e por, vá, lá fazer bons filmes), o plano é este funcionário da CIA deslocar-se para Teerão e juntar os americanos para, como canadianos, vestirem a pele de uma equipa de filmagens a preparar um documentário e, assim, conseguirem sair do país. É tensão pura até ao último segundo.

Deve estar prestes a sair das salas, mas se puderem não percam.

Foram 4 dias a dormir sempre sestas de no mínimo 1h30...

... a agora, como vai ser?

1 de janeiro de 2013

Será que este ano vou conseguir?

Entro em 2013 com todos estes presentes novos

Por fazer anos muito perto do Natal, esta é sempre uma época mais rica em presentes. Não pelo valor monetário de cada um, mas pelo valor intrínseco que alguns deles têm, por terem sido feitos para mim ou comprados mesmo a pensar em mim. Aqui ficam (espero não me te ter esquecido de nenhum. Se esqueci, é porque já já está tão a uso que se tornou parte do meu dia a dia), sem qualquer ordem de preferência:

CD: Caderneta de cromos, The Best of Suede e Beach House.
Curiosamente, todos oferecidos por homens.
Acessórios: mala, relógio para eu decorar, pulseira e brincos.
Uma árvore de Natal caseira feita por uma pessoa especial que descobri este ano.
Um bloco de notas e um afia dourado que eu andava a namorar há imenso tempo.
Tenho uma amiga que é muito perspicaz.
Um esvazia-bolsos em cortiça que já está a uso sempre que chego a casa.
Desenhos de amor feitos por muitas crianças.
Guloseimas, algumas da minha infância mas dentro do prazo de validade.
Golas e umas bruxinhas quentinhas feitas por uma octogenárias.
A gola da frente foi feita com todo o carinho e empenho pela minha mãe.
As quatro letras do meu nome. Hão de ir parar às paredes cá de casa.
Um «limpito», minicaixote de lixo para colocar em cima da bancada.
Livro dado pelo meu tio que me apresenta sempre literatura nova. 
Mealheiros para me preparar para 2013. O da esquerda dado pela minha
 mãe. O da direita mia quando recebe moedas e foi-me dado pelo meu irmão.
Base para quentes, cinzeiro, ímanes, finalmente um cinzeiro para o terraço
e um pano de louça bordado por uma senhora de 98 anos.
Os já famosos headphones dados pelo meu irmão.
Hão dar mais que falar  aqui no blogue.
Um quadro com Vespas e uma fotografia de uma bicicleta em Amesterdão.
Presentes da minha grande amiga mais antiga e da grande amiga mais recente.

Alguém sabe a que horas é que esta criatura fala ao país na televisão?


Eu sei que não é uma coisa nada bonita para se fazer no dia de Ano Novo, mas o que ele vai dizer também não o é. Por isso também tenho de ter preparadas as minhas munições.

Ou, mais concretamente, isto

O meu ano de 2012 dividiu-se claramente em 2 semestres diferentes.

O primeiro foi de harmonia total, com trabalho duro mas a acabar a tempo, com a estada do meu primo Marcos 4 meses em Portugal e com uma harmonia familiar bem boa e cheia de saúde.

O segundo foi um desenrolar de aborrecimentos, alguns dos quais a que posso chamar de fortes tragédias: o regresso do meu primo para o Brasil, a descoberta do tumor na Twiggy que me obrigou a despedir dela no dia 13 de agosto, umas férias sempre com o coração nas mãos, as intervenções cirúrgicas nas glândulas anais da TT e depois algumas preocupações com a saúde da minha mãe e do meu pai.

Assim, para 2013, só quero que todo ele seja como o primeiro semestre de 2012 e o oposto do seu segundo semestre. Com mais ou menos dinheiro, com mais ou menos impostos, bastar-me-á isso para ser feliz.

O que quero para 2013


Para mim e para a minha família, amigos e animais.