17 de junho de 2014

Pezinhos chineses

Dizem que os pés pequenos são mais elegantes, por isso nos meus sapatos 38, que considero um número aceitável para o meu 1,67 m de altura, por vezes tive inveja daquelas mulheres que calçam 35 ou 36 e que por isso encontram sempre grandes pechinchas nos saldos. Mas o que dizer da velha tradição chinesa de enfaixar os pés das meninas para que os mesmos se mantivessem pequeninos? Sempre me fez alguma confusão, mas não fazia ideia das consequências que tinha. Até ler este artigo no Huffington Post. Estes são alguns dos efeitos de uma tradição que felizmente tende a desaparecer:



A nossa seleção é como o nosso governo

Não merece o povo que tem.

E eu, que nem sou adepta de futebol, ainda consigo perceber que uma equipa que tem tantos apoiantes, treinos com 10 mil pessoas a assistir e a endeusá-los e um país quase inteiro a parar para os ver a jogar devia fazer melhor. Mas não consigo perceber como é que jogadores que são bons nas equipas em que jogam façam esta figura quando representam o país. E não me venham dizer que a culpa é só do treinador. Ou do árbitro.

16 de junho de 2014

Amanhã falar-se-á aqui de sapatos e de pés

Num perspetiva mais fútil e numa mais séria.

Escolha bizarra #38

Comer uma latinha de comida de gato... ou sete limões (sumo, casca e caroços)?

Por vezes é bom olhar para o chão

No jardim da praça do Campo Pequeno.

Um aprazível suicídio em grupo, de Arto Paasilinna

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Quando dois finlandeses se encontram por acaso num velho celeiro, ambos com a intenção de se suicidarem, cada um à sua maneira, os seus planos acabam por não se concretizar. E, durante alguns dias, juntam-se para conversar sobre a vida e acabam por se aperceber de pequenos prazeres em que nunca tinham reparado.

Decidem então pôr um anúncio num jornal para todos os que pensam no suicídio (na Finlândia, a taxa é muito elevada). As respostas são tantas que acabam por organizar uma espécie de simpósio, onde se combina um suicídio em grupo utilizando um autocarro que se despenhará numa ravina.

E começam uma viagem pela Finlândia, em busca de mais presumíveis suicidas e do melhor local para o fazerem. Só que circunstâncias diversas obrigam-nos a deambular mais do que o suposto, percorrendo a Noruega, a Suíça, França e até Portugal. E no fim, o que acontece? É imprevisível durante todo o livro, e é também isso que lhe dá valor.

15 de junho de 2014

Lanche de hoje


Gelatina 10 kcal de frutos tropicais, iogurte magro de manga com sementes de chia e um kiwi. Receita da nutricionista Iara Rodrigues para ver se me encho de vitaminas.

Com este calor tinha de ser...

... o meu ponto fraco deu de si. A ver se estas pastilhas, e o tempo mais fresco que aí vem, me salvam.

13 de junho de 2014

Olh'ós Santos!

Apesar de não ser adepta dos Santos pela confusão de gente que trazem sempre atrás, não resisto a publicar esta imagem que junta os três e que acho adorável.

O primeiro dia de praia não foi mau... foi péssimo

E, desta vez, nem a Adraga me salvou. Eu bem que queria encontrar uma temperatura um pouco mais fresca do que em Lisboa, mas não propriamente frio. Além de a praia estar completamente esventrada devido ao mau tempo no inverno (também não entendo como é que ainda não houve tempo para arear uma das que é considerada uma das mais bonitas praias do país...), estava um frio que não se aguentava. Ainda tentei durante uma hora, mas estava demais para quem não tivesse levado botas.


Pensei então: Se aqui está mau, a seguir ao cabo da Roca estará sol de certeza. E estava. Decidi então ir à praia do Abano, uma praia pequena antes do Guincho que costuma ter menos vento. Como estava? Péssima. E cheia de gente. Ora um calor dos infernos, ora uma ventania desgraçada que me enfiou areia por todo o lado. Acho que durante uns dias vou andar a deitar areia pelas orelhas. E para piorar tudo, andam a fazer obras de acesso na escarpa, logo o barulho do mar vai-se confundido com o dos berbequins e dos martelos.


E ainda dizem que eu tenho mau feitio por ir cada vez menos à praia. Experimentem passar um assim, experimentem, e chegarem a casa 120 km depois a sentir que o descanso foi zero.

PS: Nota muito negativa para os preços praticados no Bar do Guincho. €12 pela salada mais barata que havia? €2,5 por uma garrafinha de Compal? €7 por uma tosta mista? E pensar que há duas semanas estava a jantar à beira-mar junto ao Báltico, num restaurante grego, e paguei menos de €15 por uma refeição brutal.

Primeiro dia de praia

Para o fresquinho, para a Adraga, porque me parece que com o calor em Lisboa não se vai conseguir estar.

12 de junho de 2014

Devo estar possuída...

E não é que a mim, que não percebo patavina de futebol e que NUNCA vejo um jogo, me está a apetecer ver hoje o jogo inaugural da Copa? E, já agora, que o Brasil ganhe?

Ja tenho uma mas gostei da imagem

Imagem retirada daqui.

Mas que hospital é este?


A história que vou contar é real, termina mal, e é mais uma passada no Hospital Amadora-Sintra. Depois desta e desta, que me são próximas e que já contei aqui.

No dia 2 de junho, de manhã, uma amiga de uma amiga da minha mãe teve uma dor de cabeça muito forte, daquelas que eu felizmente não sei explicar mas que dizem ser insuportável. Foi às urgências do Amadora-Sintra, onde lhe foi posta uma pulseira de nível de urgência baixo, observada e administrada uma injeção. Não houve mais qualquer tipo de exame, apesar de as dores se manterem e muito fortes.

No dia 3 de manhã, o marido desta mulher de 40 e tal anos, com um filho de oito, deparou com a mulher aflitíssima com dores e a espumar pela boca. Foram de novo para o Amadora-Sintra, desta vez numa carrinha do INEM. Quando lá chegaram, fez finalmente a TAC que devia ter feito 24 horas antes. Diagnóstico: um aneurisma cerebral que tinha rebentado no dia anterior. Operaram-na de urgência e após a cirurgia foi colocada em coma induzido.

No dia 4 morria, 48 horas depois de ter dado pela primeira vez no hospital com sintomas evidentes e ter sido mandada para casa.

A minha avó morreu há 17 anos com um aneurisma, mas nesse dia não houve tempo para nada, pois não resistiu mais de duas horas. Mas esta senhora tinha tido tempo. Se. Se. Se a tivessem visto com mais atenção e feito uma TAC logo no primeiro dia. Hoje poderia estar viva. E haveria uma família não destroçada e a agradecer os cuidados do hospital.

Por isso, para quem não domina minimamente as questões médicas, certifiquem-se de que são atendidos com toda a atenção se forem a uma urgência, e exijam o vosso direito a serem observados e tratados como um ser humano. Não encolham os ombros se tiverem dúvidas, porque pode ser o fim.

11 de junho de 2014

Não sei será tudo verdade, mas é bom acreditar

Escolha bizarra #37

Como mulher, ter quadrigémeos... ou ter um filho a cada 10 meses, num total de quatro?

It's kind of a funny story, de Ned Vizzini

Craig é um adolescente nova-iorquino, que vive com os pais e a irmã em Brooklyn e que aos 14 anos se empenha a cem por cento em entrar para uma escola secundária de topo que o encarreirará para estudos na área da Gestão ou do Direito.

Menos de um ano depois, Craig está completamente «queimado», numa expressão que acho que é a que define melhor o estado em que se encontra. A pressão dos estudos, dos trabalhos para casa, da participação em atividades extracurriculares, e de entretanto fumar erva de vez em quando com os amigos, afoga-o numa depressão que o paralisa e que o impede de manter alguma coisa no estômago e de dormir uma noite tranquila. Até que um dia, no limite, e com ideias suicidas, dá voluntariamente entrada na ala psiquiátrica de um hospital. Ali passa cinco dias (cerca de dois terços do livro), onde depara com casos muito piores do que o seu e onde se torna uma ajuda para muitos dos outros pacientes. Ali, tem tempo para pensar na vida, no que o atormenta e no que realmente o pode fazer feliz.

É um livro supostamente para «jovens adultos» mas pesado, em que sentimos na pele a angústia e as ansiedades de Craig e em que tentamos abaná-lo a qualquer momento. Terminei-o com o coração um bocado apertado, apesar de o final do livro ser bastante positivo.

Pior foi quando fui pesquisar sobre o autor, que aos 20 e poucos anos esteve também internado na psiquiatria de um hospital. E quando descobri que Ned Vizzini se suicidou em dezembro do ano passado, aos 32 anos, em Brooklyn. Nem o seu livro o conseguiu salvar.

10 de junho de 2014

Escolha bizarra #36

Fazer chichi nas cuecas durante o casamento... ou não conseguir parar de rir durante o funeral da avó?

E ainda no Dia de Portugal...

... acabo de receber via CTT online dois avisos da Autoridade Tributária e Financeira: um para pagar €188 por ter entregado com atraso uma das declarações de IVA de 2013 (porque o portal das finanças esteve em baixo por diversas vezes) e um para pagar uma multa de €10 por não ter pago em fevereiro o IUC de um carro que vendi em janeiro.

Não há esperança que aguente.

Hoje é o nosso dia


E hoje, penso nos que cá estão mas também nos que tiveram de partir contra vontade em busca de uma vida melhor. A esses, quero transmitir-lhes a minha esperança de que não será para sempre.

Provavelmente o melhor e o pior programa do mundo


O melhor quando se está a fazer apresentações ao nosso gosto. O pior quando temos de refazer apresentações de outros, cheios de efeitos, cores e coisas a saltar.

9 de junho de 2014

Escolha bizarra #35

No trabalho, ser acusado de roubar... ou de assédio sexual?

Então, quem está por aí a trabalhar?


O culpado, de Lisa Ballantyne

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Poderá uma criança de onze anos ser culpada do assassínio de outra de oito? Mesmo que seja uma criança sobredotada, um pouco estranha e antissocial e vivendo numa família abastada mas disfuncional?

Ao longo deste livro de estreia de Lisa Ballantyne, vamo-nos deparando com capítulos alternados: nuns, conta-se a luta do advogado Daniel Hunter pela inocência de Sebastian e a sua luta consigo próprio perante a dúvida da culpa; noutros, conta-se a história da infância do próprio Daniel Hunter, uma criança adotada tardiamente mas salva por uma mulher que um dia rejeitou devido a uma mentira que só agora consegue compreender.

É um livro sobre duas infâncias, infâncias não felizes, infâncias condenadas pelo mundo à sua volta.

8 de junho de 2014

Amigas

Estar com amigas que não estavam todas juntas há uma boa meia dúzia de anos e podermos, falar, rir e fofocar como se tivesse sido no dia anterior é bom, muito bom.

7 de junho de 2014

Casamento na praia


Nunca fui a um, e tinha de calhar num dia como hoje. Mas os noivos nunca poderiam prever um tempo destes nesta altura do ano. Resta-nos a velha máxima: Casamento molhado, casamento abençoado.

A mim, resta-me a angústia do que vestir.

6 de junho de 2014

Dia D: Foi há 70 anos

Com o desembarque dos Aliados em seis praias Normandia a 6 de junho de 1944, onde muitos milhares de homens perderam a vida, afigurava-se o início do fim da II Guerra Mundial. França libertava-se da ocupação nazi, e mais um ano ainda iria decorrer antes da rendição final, mas sem este dia talvez não acontecesse tão cedo.



Viver em Londres numa caixa de sapatos

Pois que eu adorava viver em Londres durante uns tempos, adorava sim. Explorar os museus com todo o tempo do mundo, perder horas nas livrarias, pôr-me de metro em qualquer lado enquanto o diabo esfrega um olho, experimentar restaurantes de todas as nacionalidades...

Mas quando soube que o «apartamento» abaixo, alugado por £170 por semana ou £737 por mês, foi tomado em três tempos por não haver escolhas mais em conta perdi logo a vontade.

Mais pormenores aqui.

Abandono de animais: sem papas na língua









5 de junho de 2014

Está dito e escrito, mas ele não leu



"Artigo 9º
(Atentado contra o Estado de Direito)
O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias (...), será punido com prisão de dois a oito anos, ou de um a quatro anos, se o efeito se não tiver seguido." (Lei nº 34/87, de 16 de julho)

Portanto, senhor PM, quando é que deixa de fazer constantemente pressão sobre o Tribunal Constitucional e a acusá-lo de ser um entrave, quando este se limita a chumbar medidas inconstitucionais que o senhor insiste em tomar e de que até já lhes perdemos a conta?

Escolha bizarra #34

Beber um litro de leite antes de andar numa montanha-russa... ou andar numa montanha-russa atrás de alguém que acabou de beber um litro de leite?

De bicicleta pela cidade

Todos os anos gosto de, por esta altura, dar uma volta grande de bicicleta por Lisboa, parando pelo caminho sem pressa de chegar a sítio algum. Ontem o percurso foi este:

- Partida da Expo Norte pelas 11h, apetrechada com água, roupa confortável (que é a minha de todos os dias) e protetor solar na cara e nas mãos.


- Paragem rápida junto ao Oceanário, só para a fotografia.


- Estreia da ciclovia que liga a Expo a Santa Apolónia, que ainda não tinha experimentado. De facto, vai-se muito melhor do que no meio dos camiões e dos contentores.


- Paragem obrigatória junto à Vigorosa e à Poderosa, as minhas gruas favoritas.


- Ribeira das Naus, onde vi esta estrutura em que nunca tinha reparado. É linda.



- Perto do Jardim do Tabaco, dei com este mural. Viva os murais! Fora os grafittis!


- Paragem obrigatória no Nosolo Itália do Terreiro do Paço para «almoçar». Um crepe coberto de bolas de gelado de iogurte e de morangos.



- Rua do Comércio, com os tuctucs que agora estão na moda na Baixa. Antes ainda parei para ir ver a exposição permanente do MUDE, com novas peças que estavam guardadas. Mais uma vez comprovei que a nível de design de mobiliário há muitos anos que os portugueses estão muito à frente. Pelo menos para o meu gosto.



- Descanso num banco da avenida da Liberdade. As pernas já começavam a dar sinal, mas muito ao de leve.


- Passagem pela Feira do Livro, onde este ano me contive e comprei apenas dois livros. Afinal, a quantidade que trouxe de Kiel já me vai dar para muito tempo.


- No jardim Amália Rodrigues a paragem já não opcional mas obrigatória. Tinha mesmo de me esticar e de estender as pernas.




- Até chegar ao Campo Pequeno circular já começava a ser difícil, sem ciclovias e a ter de andar por entre o trânsito. Até à avenida do Brasil foi sempre assim.


- Na rotunda do Relógio entrei na ciclovia que liga à Expo. Tem alguns troços em que se sobe bastante, sempre com a bicicleta pela mão. Mas depois a descida final vale por tudo.


- Gare do Oriente, quase quase a chegar a casa. Mal sabia eu que ainda ia apanhar um ventinho jeitoso pela frente.


- Quase em casa, tive de comer a torradinha da praxe na Ceifeira Real. Em pão de forma à antiga.


 - E finalmente o descanso das guerreiras pelas 18h. Escusado será dizer que depois de deixar a bicicleta arrumada cheguei a casa, atirei-me para o sofá e só acordei com o telefone a tocar à hora de jantar.

4 de junho de 2014

E o que trouxe de Kiel, além da recordação de dias bem passados?


Um grelhador portátil fashion, para finalmente grelhar alguma coisa no meu pátio, umas Birkenstock a preços que não há cá, chá para dormir melhor, couve roxa avinagrada, muitos livros em inglês a preços de saldo, um perfume para tirar partido da free shop e uma campainha linda para a minha bicicleta.

As fotografias turísticas aparecerão por aqui em breve.

Escolha bizarra #33

Para o resto da vida, comer e beber sempre o mesmo às refeições... ou comer sempre o que outra pessoa escolher?

Programa para hoje

De bicicleta.

3 de junho de 2014

Escolha bizarra #32

Ter de cortar as unhas sujas de um sem-abrigo... ou ter de cortar as próprias unhas e comê-las?

Que me perdoem os fãs de futebol e da seleção...

... mas acho isto do mais ridículo que há. Chego a ter vergonha.

O que me chateia mesmo a sério quando regresso de viagem?

Para além de em casa ter de desfazer a mala?

É estar no aeroporto às 23h de um domingo mais de uma hora à espera da bagagem quando mais nenhum avião tinha chegado. Porque alguém atirou as malas à balda para o tapete e uma delas ficou encravada lá dentro. E depois nunca mais havia um técnico da Groundforce que a fosse desencravar. E depois ainda, da Groundorce, diziam que a culpa era da Siemens. Conclusão: foi um passageiro alemão que saltou para o tapete, arriscando-se a torcer um pé e resolvendo a situação. Isto enquanto uma funcionária da Groundforce, perante a indignação dos passageiros, dizia a alguém pelo walkie-talkie que ia sair dali porque os passageiros «não tinham nível e eram muito mal-comportados». Surreal.

Menos de 12 horas depois, é ir ao Instituto Nacional de Aviação Civil entregar o pedido de renovação do brevet de um amigo que está na Alemanha e ser tratada como se de uma bomba carregasse. Tentar entregar um envelope com a documentação que eu própria tive de abrir porque «ali não entram envelopes fechados». E se o dito tivesse vindo pelo correio? Tudo isto no meio de uma arrogância indescritível.

É em dias destes que me apetece apanhar o avião de volta ou enfiar-me em casa sem ter de lidar com ninguém.

1 de junho de 2014

Escolha bizarra #30

Ser deixado no altar... ou ter alguém na assistência que acusa o noivo/noiva de ser um traidor?