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| Fotografia de Paulette Matos. |
Hoje, passadas as tais três semanas, sabemos que afinal o governo quer implementar uma nova forma de cálculo das pensões que as torna dependentes de critério económicos e demográficos. Isto é, dependentes da vontade do governo. Para as reformas que aí vêm e para as já existentes.
Por exemplo, segundo interpretei: se a taxa de natalidade aumentar, as reformas poderão subir; se baixar, descem. Se a esperança de vida aumentar significativamente, descem também.
Isto é perverso. Significa que passarmos a viver muito tempo é mau. Significa que, como as pessoas têm cada vez menos filhos, com medo do futuro, a taxa de natalidade vai descer inevitavelmente. Portanto, não há fuga possível, é uma pescadinha de rabo na boca que vai empobrecer cada vez mais a terceira idade (quando todos deveriam ter o direito a descansar com recurso aos descontos que fizeram toda a vida) e reduzir todos os dias a população do país. O nosso futuro não é risonho, sobretudo enquanto não nos disserem a verdade, não nos virem como seres humanos e não quiserem que Portugal seja um país verdadeiramente evoluído.
PS: Perdão, afinal talvez a esperança de vida desça. Porque, a avaliar pela quantidade de idosos que não aviam os medicamentos de que precisam ou que os tomam dia sim dia não por não os poderem pagar, a morte virá certamente mais depressa.





































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