17 de junho de 2015

O mal de que o ser humano é capaz


Como é que uma raça que era considerada ideal para tomar conta de crianças acaba por se transformar numa raça de alto risco, classificada como perigosa e utilizada para lutas de cães? Bem que podíamos usar todo este engenho para fazer o bem...

16 de junho de 2015

Recicla mitos

A Sociedade Ponto Verde lançou, com a colaboração de Nuno Markl e César Mourão, uma série de sketches que desmistificam aquilo que muitos de nós argumentam para não separar o lixo. Ei-los, estão engraçados (o meu preferido é o #4):




Só para os céticos

Isto é, aqueles que não acreditam que eu tenho aqui em casa uma ENORME pilha de livros em fila de espera para ler.


Mesmo que não comprasse mais nenhum livro nos próximos três anos acho que não conseguiria dar conta dela. E isso gera-me uma certa angústia.

A criança n.º 44, de Daniel Espinosa


Apesar de ter lido algumas críticas menos boas a este filme, o que posso dizer é que gostei. Em resumo, acompanhamos Leo Demidov (órfão de guerra que em adulto sobe na hierarquia do KGB) no seu casamento com Raisa, na suspeita de que esta seja espiã e que o obrigaria a denunciá-la, no degredo por não o fazer e na sua busca por um assassino de crianças num país que em plena Guerra Fria decreta que «não há crimes no paraíso».

Há histórias de espionagem, há invejas entre os altos cargos, há falta de amor e depois um grande reconhecimento, há violência, há a caça a um criminoso. Mas há também um ambiente tenso e gélido, paisagens lindas e frondosas cortadas por comboios que levavam os suspeitos para o degredo, dúvidas e demonstrações de lealdade.

Baseado no livro de Tom Rob Smith publicado em 2008, que não li, conta com Gary Oldman, Noomi Rapace, Tom Hardy e Vincent Cassel em papéis, quanto a mim, bem convincentes. A crítica considera A criança n.º 44 mediano; eu gostei bastante e mal dei pelas mais de duas horas a passar.

15 de junho de 2015

Adoro estas pequenas verdades que não nos lembramos de verbalizar

A nossa experiência na Casa Assombrada


Já há quatro anos que tinha tentado participar no projeto, e o seu término inesperado na altura deixou-me de água na boca. Assim, logo que soube que tinha regressado, agora numa velha quinta em Belas, fui rápida a juntar um grupo e a inscrever-nos.

O objetivo é percorrermos mais de 20 divisões da casa, em busca de pistas, e concluirmos que o medo é mesmo psicológico. O nosso grupo inicial era de oito pessoas, mas duas desistiram praticamente ao entrar. Os outros seguiram. Não posso (nem quero) descrever aquilo porque passámos, para não estragar a experiência a quem ainda vai participar, mas posso garantir que vale a pena para quem se mentalize.

Saí de lá inteira mas nervosa, muito agradecida a um amigo que se prestava sempre a entrar de peito aberto em cada divisão e depois de alguns gritos, gargalhadas e suores frios.

Aconselho a quem tenha espírito para estas coisas. O Teatro Reflexo, que organizou o projeto, está de parabéns por ter organizado um evento que não esqueceremos tão cedo.

Para saberem mais sobre o Projeto Casa Assombrada, podem consultar a página do Facebook. Posso já adiantar que custa €10 por pessoa, que funciona nas noites de sexta-feira e sábado até final de julho e que se prevê que em setembro continue depois de uma pausa em agosto.

Nota: Podem ver um vídeo com a nossa linda figurinha depois de de lá sairmos aqui.

Mulheres em bicicleta

Apesar do título, não se pense que foi coisa para meninas, até porque nos primeiros quilómetros a chuva quis-nos fazer companhia. Mas foi tão giro!

O desafio da Ana Galvão conseguiu reunir mais de 50 mulheres em bicicleta num sábado de manhã cedo, na ressaca dos santos, num dia chuvoso na costa de Sintra. Andámos uns quilómetros por alcatrão mas a grande maioria do percurso foi feita fora de estrada, junto a uma costa com uma paisagem maravilhosa, no meio de pinhais a cheirar a caruma e até em terrenos mais acidentados pouco adequados à minha bicicleta de cidade. Mas que chegou (quase) impecável ao fim, pois claro.

Nestas coisas há sempre gente com vários níveis de preparação, e a organização esteve à altura para que todas vissem as suas expectativas correspondidas. Havia as pros, super equipadas e que num instante galgavam montes e vales com uma força de pernas impressionantes. Depois as medianas como eu, que apesar de terem pouca preparação se aventuravam um bocadinho. E as mais cool, que só queriam mesmo apreciar a paisagem. Houve tempo para tudo, ninguém caiu e até a chuva nos deu tréguas pouco tempo depois da partida .

O melhor, além de uma manhã bem passada? Saber que pelo menos €400 foram doados à MIssão Patas Felizes.



12 de junho de 2015

Às vezes é mesmo isto

Vamos continuar a ajudar o lobo-ibérico

Há três anos, o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico lançou a sua primeira campanha de angariação de fundos para compra dos terrenos onde se situam os cercados que permitem manter a existência desta espécie única (ver tópicos de 2012 aqui e aqui). Mas a ajuda continua a ser precisa, são €55 000 que farão toda a diferença. E se muitos dermos, cada um terá de dar pouco.

Primeiro, vejam o vídeo na íntegra.


Depois, basta irem a esta plataforma e escolherem a quantia que querem doar. No momento em que escrevo este texto foi angariado 21 por cento do valor necessário e ainda faltam 22 dias para o final da campanha. Ainda há tempo!

E acreditem, visitar o Centro de Recuperação e um dia ter a sorte de olhar um lobo nos olhos ou de os ouvir a uivar é algo mágico.

Não esquecer, é já amanhã


Os pormenores, já os publiquei aqui.

11 de junho de 2015

A Feira do Livro está quase a acabar...

... mas vale a pena ainda dar lá um saltinho, sobretudo entre as 22h e as 23h, quando as editoras aderentes à «hora h» vendem todos os títulos lançados há mais de 18 meses com 50 por cento de desconto ou mais.

Aconselho o seguinte método: vão pelas 20h30/21h, deem uma vista de olhos pelo que vos interessa e um pouco antes das 22h peguem nos livros vão para as filas para pagar (no Grupo Porto Editora e no Grupo Leya as filas são grandes, mas no primeiro andou depressa, pelo menos na noite em que lá fui). Nas editoras em que não há fila única é mais complicado, pois com tanta gente ao balcão é difícil saber quem está primeiro.

Mas garanto que mesmo que esperem um bocadinho vale a pena, pelas horas de leitura que ganham. Eu trouxe estes três por pouco mais de 15 euros:

Que bom seria se as minhas fizessem isto quando fazem asneiras...

Quem disser que o Pilates não mói é uma batata podre


Estou com os abdominais que não posso.

9 de junho de 2015

Um bocado escatológico, mas não deixa de ser verdade

E chamar os bois pelos nomes?

Chama-se Mariana Crisóstomo, mais conhecida por Junkhead, e teve a ideia tão simples quanto brilhante de ilustrar literalmente expressões portuguesas daquelas que nunca percebemos com que sentido surgiram. Estas são algumas das minhas preferidas. Podem ver a coleção toda aqui.








By Agostinho da Silva (os gatos, sempre)


Todo o céu era silêncio
só uma nesga de lua
linda menina onde é a tua casa
linda menina onde é a tua rua

talvez gata abandonada
por haver férias de Agosto
que só se encolhe de fome
que só mia de desgosto

da menina só a rua
triste menina sem casa
e ouvi a voz que dizia
anjo vos escondendo asa

então peguei na gatinha
e a levei à minha rua
e a subi a minha casa
e a deitei à luz da Lua

será que ela não o sabe
será que ela não tem alma
mas donde então esta paz
aura clara pura e calma

enamorados vivemos
eu sou dela ela de mim
vida que teve princípio
mas talvez não tenha fim

se fosse eu a viver só
se fosse ela descontente
frustre em nós a vocação
de sermos mais que somente

o que havia era esperar
que viesse a morte um dia
dar-nos por fim o descanso
dar-nos talvez alegria

só que não será preciso
chegarmos a termos tais
porque vamos ser os dois
erguidos a muito mais

além da morte voando
viver em eterna Lua
todos os anjos cantando
sem nenhum disfarce de asa

lindos meninos eis a vossa rua
lindos meninos eis a vossa casa.

Agostinho da Silva, Carta vária, Relógio d'Água

8 de junho de 2015

Sabemos que não vamos dormir bem...

... quando ao chegar a casa às 10 da noite, a casa está a tornar-se um pequeno forninho mas lá fora está pior.

Sou especialista

Já se inscreveram? Vale a pena por vários motivos:

Porque serve para ajudar a Missão Patas Felizes.
Porque nos vai ajudar a ficar em forma.
Porque a paisagem é maravilhosa.
Porque o convívio vai ser sem dúvida muito bom.


A iniciativa é da Ana Galvão, e aqui vai o que interessa:
- percurso de 15 km em bicicleta
- dia 13.06, sábado, de manhã
- zona da Praia das Maçãs, em Sintra
- inscrição de apenas €3 (a transferir para o NIB 0079 0000 4682 5711 10193 e a confirmar para mulheresembicicleta@gmail.com)
- inclui uma t-shirt, petisco e seguro de acidentes

Mais informação no Facebook da Ana Galvão.

O mistério do lago, de Arnaldur Indridason

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E pronto, fiquei com a certeza de que afinal gosto mesmo dos livros de Arnaldur Indridason, apesar de não ter gostado do primeiro, A voz. Aqui, mais uma vez, a investigação de Erlendur parte da descoberta de uma ossada no fundo de um lago cujo nível das águas está a baixar. Preso ao cadáver, um antigo radiotransmissor russo, que terá servido de peso para o afundar.

Aqui embrenhamo-nos numa investigação que percorre arquivos das antigas embaixadas soviéticas, grupos de jovens dissidentes e tudo o que se pudesse relacionar com a Finlândia durante o período da Guerra Fria.

Confirmo o que Francisco José Viegas me disse: Arnaldur Indridason é um escritor de policiais, sim, mas sobretudo daqueles que não partem de carne morta fresca, mas antes de cadáveres já bem ressequidos e antigos. Infelizmente não encontrei mais nada traduzido em Portugal.

5 de junho de 2015

Quantos de nós não passámos já por isto?

Eu vou perder-me, eu sei que vou perder-me

Não vou conseguir resistir a pelo menos dois destes vasos da Bordallo Pinheiro para pôr no pátio. Com um caracol, uma joaninha, uma abelha, um lagarto, um sapo ou uma libelinha, custam €24 cada ou €77 o conjunto de três com um tabuleiro por baixo.

Acho que talvez o caracol e o sapo, o que dizem?





E sabem quem voltou?

A Heidi! Em 3D, é certo, mas é a Heidi da minha infância, com o seu vestido colorido, os amigos Pedro e Clarinha, o avô e as cabrinhas e a alegria inocente da infância.

Espero que os miúdos de hoje gostem tanto dela como eu gostava.


No Canal Panda, de 2.ª a 6.ª feira, às 07h30 e às 20h.

4 de junho de 2015

Para os quatro patas: Nunca é demais lembrar

Para os miúdos: Nivea dolls


Genial esta ideia da Nivea Brasil de oferecer às crianças pequenos bonecos que ficam vermelhos com um escaldão se não lhes aplicarem protetor solar. Assim é impossível não aprender!

Ora vejam como funciona:


Para todos: Tornem-se também skin checkers

Atenção, este não é um vídeo sobre cães. É um vídeo de uma campanha promovida pela La Roche-Posay a alertar cada um de nós para estarmos atentos aos nossos sinais cutâneos e aos de quem nos rodeia, como se carregassem a nossa própria pele.


Porque em 90% dos casos o diagnóstico precoce pode ser a cura para o cancro da pele. Saibam tudo sobre a campanha e sobre como se podem tornar skin checkers aqui.

2 de junho de 2015

De facto...


E eu faço um mea culpa, que gosto tanto de rabiscar lápis de carvão em papéis virgens.

Nunca pensei que o Clint Eastwood fosse tão giro em jovem...



A casa vermelha, de Mark Haddon

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Com a morte da mãe de ambos, Richard e Angela juntam-se de novo, depois de quase vinte anos sem praticamente se contactarem. Richard, casado pela segunda vez e com uma enteada, convida a irmã e a sua família de três filhos (dois dos quais adolescentes) para uma semana numa casa no campo.

A intenção é boa, mas oito pessoas que não se conheciam a viver juntas durante tantos dias pode não dar bom resultado. Ou, por outro lado, resultar numa espécie de catarse em que cada um acaba por se revelar como realmente é. O contraste é grande, entre a calma do campo e a tensão tantas vezes latente dentro de casa ou entre os seus habitantes. Mais um romance, muito bom, que nos mostra que não há famílias perfeitas.

Nota 1: Li-o em inglês porque o tinha comprado em Londres há uns anos, mas aconselho a edição portuguesa, da Presença, pela dificuldade que muitas vezes senti no original em seguir o fio à meada e identificar-me com uma série de elementos culturais.

Nota 2: Para quem gostou de O estranho caso do cão morto, em que um rapaz autista desperta para a vida quando se empenha em tentar descobrir quem matou o cão de uma vizinha, o autor é o mesmo.

1 de junho de 2015

Cartas de crianças a Salazar


Recomendo vivamente a leitura deste artigo da Sábado, publicado ontem online, sobre cartas que crianças enviaram a Salazar, sempre a pedir qualquer coisa: proteção para os exames que vão fazer ou para intervenções cirúrgicas, melhores empregos para os pais, intervenção junto de Nossa Senhora, livros escolares para estudar, fotografias do presidente do Conselho para guardarem sempre consigo... Alguns chegam a confessar boicotar os cartazes de Humberto Delgado e a fazer queixas dos pais.

Um artigo extremamente curioso que demonstra como uma geração pode ser moldada desde idades bem tenras.

No Dia da Criança, tinha de partilhar isto

E assim de repente...

Vantagens (económicas) da minha Vespa


Partindo do capacete e no sentido dos ponteiros do relógio:
- só não poupo nas portagens porque raramente as uso e não pedi a Via Verde para motas;
- estacionamento a zero cêntimos a dois passos de qualquer destino;
- inspeções não há (mas aqui que ninguém nos ouve, acho que devia haver);
- apenas €7,77 de IUC por ano por uma 300 cc;
- as filas de trânsito são peanuts;
- só não cabe na algibeira;
- cinco moeddas de €1 para a lavar e já é muito;
- não há prestações, felizmente está paga;
- da aquisição não falo, numa Vespa não se paga apenas a mota;
- 3,2 litros aos 100 km é quase imbatível.

Dúvidas?

No Dia da Criança...

... só gostava que todas as crianças do mundo pudessem ser simplesmente crianças, brincar, correr, aprender e rir livremente sem preocupações. Que não tivessem de chorar de fome ou de sede, de pegar em armas, de ver os pais morrer à sua frente, de ser vítimas nas mãos de alguns pais, de sofrer de doenças que não deviam ser de ninguém muito menos delas. Que fossem felizes.