5 de janeiro de 2012

Pois que haja algo de bom nesta crise

A cadeia de hamburgers h3, de que sou fã incondicional para não dizer viciada, vai finalmente lançar um cartão de cliente em que após nove refeições oferecem a décima. Parece-me que vou comer muitas vezes de graça.

Back to work

E 29 dias depois regresso hoje ao trabalho. Confesso que, apesar de saber os muitos problemas que me esperam, já tinha algumas saudades.

4 de janeiro de 2012

Definição do meu blogue


Aqui há tempos um amigo dizia-me que gostava muito de ler o meu blogue. Eu respondi-lhe que só tinha pena de não o conseguir definir melhor, de não ter um tema, de não ter sequer um lema para além do «Vespa a abrandar». E responde-me ele: «Sim, tem um tema, são impressões sobre o mundo.» Gostei muito.

Liliput ou Gulliver?

Como detesto coisas apertadas (sapatos apertados, roupa apertada, espaços pequenos e acanhados), escolheria sem dúvida a versão liliputiana.

Mas Jean-François Fourtou testou as duas:







3 de janeiro de 2012

Too nice to hide

Estou com um enorme problema. A minha amiga Mary ofereceu-me no Natal este maravilhoso kit Wonder Woman da MAC. Produtos maravilhosos, cada um embalado numa caixa original, tudo numa bolsa cintilante. Tudo tão, mas tão giro que agora tenho pena de arrumar os produtos... Any advice?



The scrapbook of Frankie Pratt, de Caroline Preston

É simplesmente um dos livros mais bonitos que já li. Não tanto pelo conteúdo, mas sobretudo pela forma. Através de um scrapbook (espécie de livro de recortes), Caroline Preston conta a história de Frankie Pratt, uma jovem norte-americana a tentar tornar-se adulta na década de 20 do século passado.

Com recurso a material da época (fotografias, bilhetes de cinema e de teatro, folhetos, rótulos...), acompanhamos a vida de Frankie narrada na primeira pessoa e registada na máquina de escrever que herdou do pai, uma Corona. Parte da sua terra natal e passa por Nova Iorque e Paris, acabando por descobrir que o seu verdadeiro lugar era onde menos esperava. As imagens são belíssimas e o papel da melhor qualidade, numa edição extremamente cuidada. Recomendo a compra através da Amazon, claro.



2 de janeiro de 2012

A toupeira: o inimigo vem de dentro


É um filme complexo, muito. Cheio de operações secretas, nomes de código, pessoas que não parecem o que são. Baseado num livro do clássico da espionagem John le Carré, A toupeira leva Gary Oldman (no papel de George Smiley, agente reformado do MI-6) em busca de um infiltrado ao serviço da União Soviética. Passado no início dos anos 70, em plena Guerra Fria, o filme transmite precisamente isso, um frio geladíssimo, num ambiente cheio de melancolia e de uma calma aparente. Gostei muito da prestação de Gary Oldman - rodeado de outros excelentes nomes como Colin Firth, John Hurt e Toby Jones - mas, sobretudo, da recriação do ambiente, da luz, dos acessórios, do vestuário.

A ver num dia frio, com tempo, e com a cabeça bastante disponível.


1 de janeiro de 2012

Shiny happy me

Como às vezes sou uma grande invejosa, e como adorei este relógio que uma amiga deu a uma sua amiga, não descansei enquanto não o comprei também. Foi difícil, até porque este Golden Rebel é uma edição limitada de Natal, mas já cá canta. No punho direito, até o esquerdo deixar de se ressentir do cateter que lá teve espetado.

31 de dezembro de 2011

29 de dezembro de 2011

Abraço, de José Luís Peixoto

Depois de ler este Abraço, de José Luís Peixoto, oferecido como um abraço verdadeiro antes da minha cirurgia, sinto-me hoje uma pessoa muito mais rica. Ao longo de quase 600 páginas, percorremos mais de 170 crónicas publicadas em diversos meios, agora reescritas e organizadas de uma forma magistral, tão magistral que quase não nos apercebemos de que estamos perante uma compilação.

José Luís Peixoto abre-nos o seu coração e revela-nos os seus 36 anos de vida, de um modo comovente porque sem filtros. A primeira parte, «6 anos», é dominada pela infância, a sua, no Alentejo, mas também a dos filhos. A segunda parte, «14 anos», é dedicada sobretudo ao tempo da adolescência. A última, «36 anos», está ligada à idade adulta. Fala-se de palavras e da escrita, mas também da família e do corpo, da vida e da morte, de bichos e lanches, de aeroportos e hotéis, de feiras do livro sem caneta, de carros velhos e de cabines telefónicas.

Tudo com uma sequência perfeita, que retrata o escritor como uma pessoa por quem praticamente me apaixonei. Gostava de poder abraçá-lo.

28 de dezembro de 2011

Não, não é um leitor de DVD

Sim, é uma impressora. Sim, não precisa de fios. Sim, permite enviar coisas para imprimir à distância. Sim, é a all-in-one mais bonita do mercado. E sim, é minha.


Obrigada ao meu maninho! (às vezes fazer anos logo a seguir ao Natal tem as suas vantagens...)

27 de dezembro de 2011

O meu Natal foi bonito


Porque, por esta ordem:

Fui ao cinema. Passeei a Twiggy depois de 3 semanas sem a ver. Jantei bacalhau com todos. Ri-me às gargalhadas com as histórias do meu tio. Falei com os meus primos do Brasil. Fui à missa do galo e cantei. Vi o meu irmão incrédulo com o presente que lhe dei. Vi os olhos da minha mãe a brilhar quando lhe demos o cartão que valerá uma gatinha. Recebi presentes de que não estava nada à espera. Passeei à beira-rio. Falei com os meus sobrinhos e senti-lhes a alegria. Servi bacalhau espiritual. Comi alguns doces mas não fiquei maldisposta. As minhas gatas portaram-se bem. Vi o meu pai a chorar de emoção com os presentes que lhe demos. Também fiquei com algumas lágrimas nos olhos.

Este Natal eu fui feliz.

24 de dezembro de 2011

23 de dezembro de 2011

E se o mundo fosse às avessas?

Eu não costumo ver o tempo de antena mas, desta vez, saltou-me o olho para o sketch do Bloco de Esquerda por ter sido filmado mesmo aqui ao pé de casa. E não é que podia ter sido feito pelos Gato Fedorento?

Até teria graça, não fosse a situação começar a ser tão preocupante...

21 de dezembro de 2011

Duas semanas depois...

... continuo a surpreender-me com as maravilhas que encontro aqui bem ao pé de casa.


18 de dezembro de 2011

As simple as that...

Em 1993, na terceira história do seu «Querido diário», Nanni Moretti retrata de modo caricato as incursões que tem de fazer para tratar uma dermatite atópica. Médicos atrás de médicos, medicamentos e mais medicamentos, diagnósticos após diagnósticos, de tudo faz para eliminar a terrível comichão que diariamente lhe ataca o corpo. Até descobrir o que realmente lhe traz algum alívio: um copo de água.


Pois também eu me sinto um bocado «Nanni» na busca de um bom creme para minimizar a cicatriz no pescoço que hoje finalmente destapei. Mais de um mês antes da cirurgia já a minha mãe me comprava o Cicactive da Uriage, o melhor segundo uma amiga várias vezes operada na zona do peito. Hoje, a J. vai trazer-me um creme milagroso da La Mer, só usado por quem tem muuuito dinheiro e infalível no tratamento deste tipo de marcas. Entretanto, uma colega que já foi operada à tiroide recomendou-me o Dermatix. Três produtos fantásticos, portanto, e todos testados e aprovados por pessoas que conheço.


No entanto, na 5.ª feira, perguntei à enfermeira que me tirou os agrafos o que me aconselhava, tendo em conta a larga experiência que já devia ter. E o que me recomendou? Um simples creme Nívea...

17 de dezembro de 2011

Ornamentos suculentos

Para pendurar na árvore de Natal e, depois da época, passarem para um vaso. Pena cada um custar 19 dólares...


14 de dezembro de 2011

Uma semana depois...


... e um longo caminho já foi percorrido. E parece que amanhã serei «desagrafada».

13 de dezembro de 2011

Maré baixa


É lindo o Tejo quando a água se vai e as margens se enchem de vida.

Just my type, de Simon Garfield

Nas últimas semanas, sempre que comentava com alguém que estava a ler um livro sobre fontes tipográficas, a expressão era invariavelmente de espanto. Mas basta ler meia dúzia de páginas de Just my type, de Simon Garfield, para perceber que num livro destes se aprende muito, e de forma por vezes bem divertida. E que estamos de facto a ler sobre algo que está, literalmente, por todo o lado.

Algumas coisas que aprendi, entre muitas, muitas outras (e peço desculpa pela qualidade do texto abaixo, mas quase tive de fazer ginástica acrobática para conseguir publicar aqui o que tinha escrito em Word):

E agora, quem é que se ri do livro que eu li?