22 de junho de 2012

Pantones reais

Na editora, nesta altura altura do ano, andamos um bocado obcecados com cores. Se ficam ou não bem umas com as outras, se permitem uma boa leitura sobre fundo branco, se cansam a vista, se são moda ou serão sempre bonitas.

Nas minhas pesquisas encontrei então isto: em ano de jubileu, a agência Leo Burnett, em colaboração com a Pantone, criaram um catálogo de cores representando seis décadas de estilo real. Quem sabe se não nos serve também?


Afonso Cruz na ípsilon

Não percam hoje o Público. Porque na revista ípsilon vem um dos grandes génios da atualidade. Afonso Cruz escreve muito bem. E desenha muito bem. E realiza muito bem. E dizem que toca muito bem. E parece que ainda tem tempo para fazer cerveja. Não sei se muito bem, porque não gosto de cerveja, mas a avaliar pelo resto acredito que sim.

A cereja no topo do bolo: é humilde. Não percam, a sério.

21 de junho de 2012

Amanhã gostava mesmo muito de ficar assim

Desculpem, mas não consigo falar de futebol

Porque não percebo nada, porque não gosto, porque não vibro. Não consigo mesmo.

Beetle Fender Edition

Já aqui tinha falado do novo Beetle, mas hoje trago algo ainda mais novo: o Beetle Fender Edition, pretinho lindinho, /Deep Black Metallic), com jantes exclusivas, um sistema de som do outro mundo e acabamentos interiores em  madeira ao estilo da lendária marca de guitarras.

Goste-se ou não de música ou de guitarra, à pinta deste carro é difícil resistir.


Diário fotográfico de duas irmãs

Há 5 anos, Jason Lee soube que ia ser pai pela segunda vez. Com a mãe doente com um linfoma non-Hodgkin, sem poder conviver com as netas por causa de todos os bicharocos que as crianças trazem da escola, o fotógrafo criou um blogue para a avó ir acompanhando o seu crescimento e o seu desenvolvimento.

Durante os últimos anos mostrou fotografias belíssimas e engraçadíssimas das irmãs Kristin e Kayla e partilhou com a avó e com o mundo o que é ser pai, lidar com as birras e os sucessos, com as doenças e as brincadeiras. Anos depois, são as irmãs que incentivam o pai nas produções fotográficas mais bizarras, em que o ponto comum é uma extrema alegria e divertimento.

As fotografias são deliciosas e tive imensa dificuldade em escolher algumas, por isso aconselho vivamente uma (ou várias) visita(s) ao blogue.








20 de junho de 2012

Uma Vespa à chuva

Tendo em conta que este ano só ando de Vespa desde finais de março, ter apanhado três molhas épicas é obra. Daquelas em que o dia começa relativamente bonito e de repente vira. Daquelas em que cada molha é pior do que a outra. E, hoje, daquelas em que até o soutien ficou encharcado. Quero a minha cama...

Cromo repetido

Eu ontem publiquei isto no Facebook da Vespinha, mas não resisto a publicá-lo também aqui. Para tudo é preciso ciência.

Como ser um grande escritor

Eu até cumpro um ou dois dos requisitos (não mais!), mas no meu caso não funciona.

Teatro das Compras


Não, não se trata de um tópico sobre saldos ou outras promoções. Isto é cultura a sério.

Desde há uns anos que ouço falar neste evento das Festas de Lisboa, mas tem-me sempre escapado, geralmente porque as horas e datas me passam sempre ao lado. Mas este ano, com o calendário completo em mãos, não quero faltar a pelo menos uma das encenações do Teatro das Compras que terão lugar nas lojas mais tradicionais da baixa lisboeta. Com textos de Gonçalo M. Tavares, entrada livre e tendo como cenário as lojas mais tradicionais, é uma oportunidade a não perder.

Aqui vão as próximas datas:
22.06 (17h30, 18h, 18h30, 21h, 21h30, 22h)
Casa Macário, Ourivesaria Sarmento, Dama de Copas, Conserveira de Lisboa

23.06 (11h30, 12h, 12h30, 16h30, 17h, 17h30)
Casa Macário, Ourivesaria Sarmento, Dama de Copas, Conserveira de Lisboa

29.06
(17h30, 18h, 18h30)
Hospital de Bonecas, Manteigaria Silva, Tricots Brancal, Drogaria e Perfumaria S. Pereira Leão)
(21h, 21h30, 22h)
Casa Macário, Ourivesaria Sarmento, Manteigaria Silva, Conserveira de Lisboa

30.06
(11h30, 12h, 12h30)
Hospital de Bonecas, Manteigaria Silva, Dama de Copas, Drogaria e Perfumaria S. Pereira Leão
(16h30, 17h, 17h30)
Casa Macário, Ourivesaria Sarmento, Dama de Copas, Conserveira de Lisboa

19 de junho de 2012

Desejo do momento

Eu queria conseguir ficar acordada a noite TODA e amanhã não ter de ir trabalhar para poder acabar de ler o livro aqui ao lado...

Para quem acha que o seu blogue é o centro do mundo

Eu gosto muito do meu, se não não o manteria desde há 6 anos. Mas a vida acontece... na vida real.

Não são flores


São marcadores de copos em feltro e só pecam por não ser em dobro. E por o envio para Portugal custar €32 quando o conjunto custa apenas €4,99! Ai que pena tenho de não haver uma Crate & Barrel na Europa.

Uma casa portuguesa


A minha agora é-o muito mais com este galo de Barcelos que me recebe sempre que pouso as chaves. Faltam as andorinhas de Bordallo, que ainda estão num saco porque não sei como prendê-las nas paredes lá fora.

Um balanço de Amesterdão

Costumo avaliar as cidades pela capacidade que acho que teria de viver em cada uma. Em Londres e Berlim, poderiam ser uns anos. Em Roma, um ou dois meses no máximo. Em Barcelona e Amesterdão, meses largos mas não anos. Porque estas são cidades vivas, muito vivas, mas cansativas para estadas mais longas.

Amesterdão, uma das minhas lacunas na Europa (a outra é Paris) mostrou-me coisas boas e coisas más. Ei-las.

Coisas boas:
- as bicicletas - como gostava eu de poder fazer toda a minha vida em cima de uma. Bem sei que com bom tempo é mais fácil, mas parece-me que os holandeses devem usá-las faça chuva ou faça sol. Dos 3 aos 93 anos, toda a gente tem pelo menos uma (as estatísticas dizem que em Amesterdão há mais bicicletas do que pessoas). Mas quase todas bastante maltratadas, nada parecidas com as bicicletas cheias de estilo que levava no meu imaginário. O que também me podia levar a classificá-las como "Coisas más". Só que não consigo.
- a comida - graças aos bons conselhos da minha amiga Joana, devo ter comido as melhores sanduíches da minha vida. Com pão escuro ou claro, com nozes, com queijo, com ervas e alface, fizerem dos almoços a melhor refeição do dia.
- as lojas - há-as só a vender escovas de dentes, ou só preservativos, ou só acessórios sado, ou sabonetes em forma de bolos... Há-as de tudo. Caras, sem dúvida, mas capazes de nos entreter durante longos dias sem nunca nos fartarmos.
- o museu Van Gogh - impecavelmente bem catalogado, bem iluminado, bem organizado, por ordem cronológica que nos permite perceber perfeitamente o que ia na cabeça do artista ao longo dos seus 10 anos de produção. Ainda tem uma loja boa, um restaurante a preços razoáveis e um anexo de nível superior.
- a casa de Anne Frank - os homens que conheço desaconselharam-me de ir, as mulheres muito pelo contrário. Ainda bem que fui por elas, porque gostei muito, muito de a ter visitado. Porque não é apenas uma casinha, mas uma reconstituição muito bem feita do que foi a vida daquela família durante dois anos, com contextualização do antes e do depois, sem lamechices mas também sem desdramatização.
- as casas - vi muitas a partir de fora, com pés direitos altíssimos, e só posso concluir que ou os holandeses têm muito bom gosto ou não há desemprego entre os decoradores. A ligação entre o moderníssimo e o clássico, a quantidade de livros, a iluminação perfeita fizeram-me ficar com uma pontinha de inveja.
- a noite - adorei passear pelos canais à noite, com a iluminação publica refletida na água e um silêncio absoluto. Acho que se vivesse lá daria longos passeios depois de anoitecer.

Coisas más:
- as scooters - parecerá estranho uma vespista considerar as Vespas um dos lados maus da cidade. Só que a culpa não é delas, mas de quem as conduz não pelas estradas mas pelas ciclovias, a altas velocidades e constantemente a pregar sustos de morte aos peões mais incautos. Não percebo como não é proibido.
- o estado dos canais - aquilo que poderia ser a grande mais-valia da cidade é uma das coisas mais desprezadas. Porque as margens das centenas de canais, que deviam ser aproveitadas pelas pessoas, estão ocupadas por carros e bicicletas, esmagando-os e roubando-lhes todo o esplendor.
- o lixo - para além dos sacos de lixo que se acumulam à porta das casas (a recolha é feita tanto de noite como de dia), veem-se papéis por todo o lado. E reciclagem, parece-me mesmo que não há.
- o tempo - eu não me importo de andar à chuva, mas em 5 dias apanhar chuviscos, cargas de água, calor e frio e as piores rajadas de vento da minha vida não é agradável. 
- o Red Light District - julgava que ia ver mulheres expostas em montras, e vi-as. Mas vi mais, porque elas não se limitam a estar numa montra; a montra é na verdade um quarto, onde se vê a cama, o lavatório, o espelho. Bastante decadente.

Abaixo, fotos minhas. Umas dizem muito, outras não dizem nada.

O vento faz destas coisas. 
Construção do conhecimento. Até que caiu.
Não parece, é. Os polícias têm mesmo a mania que são bons.
A prova de que também faz calor por lá.
Sim, aguentam-se em pé. Só não sei como.
Porque eu não consigo resistir a um bom gato gorducho.
Juro que só vi o senhor a dizer que não já aqui em casa. 
A minha primeira sinagoga.
O Starbucks com mais pinta onde estive até hoje. 
Sim, esta é a minha posição preferida.

18 de junho de 2012

Dry Drill jeans

Segundo o manifesto Cycle Chic, que defendo, andar de bicicleta é como se quiser: de saia, vestido ou calças, com sandálias, ténis ou saltos altos. Mas não há dúvida de que andar com uns jeans com a elasticidade certa é muito mais confortável.

E aqui estão eles: da marca Dry Drill (marca de bicicletas de roda fixa que adoro e que já referi aqui), são justos, elásticos q.b., ligeiramente reforçados no gancho, um pouco mais subidos atrás e com um refletor muito discreto para que se vejam à noite. Custam €70 o par e acho que mais dia menos dia vou ter uns.

Joana Vasconcelos em Versalhes


Não podendo ir nos próximos tempos a Paris, terei mesmo de comprar este catálogo da exposição de Joana Vasconcelos que estará patente em Versalhes de 19 de junho a 30 de setembro. As fotografias são lindíssimas e parece-me que fazem jus à monumentalidade das peças e do cenário em que agora se enquadrarão.

O catálogo, de 244 páginas, será publicado pela Leya em versão bilingue e estará à venda por €44.

Back to work

Porque é que tem de custar TANTO?

© Kowsik Ramachandran: «Ants getting back to work in Butterfly World, Edinburgh»

17 de junho de 2012

Serviço público

Para quem, como eu, não percebe nada de bola e só quer saber se passamos ou não aos quartos de final.

Estou assim


Depois de ter varrido o pátio e apanhado as ervas daninhas, aspirado toda a casa e sobretudo os milhares de pelos do sofá e das almofadas, preparado travessas, pratos, copos e talheres para 25 pessoas, reorganizado alguns dos móveis para caber cá tudo dentro na hora do jogo... Cansada mas contente.