
17 de janeiro de 2011
Desenhos todos os dias

16 de janeiro de 2011
A sala de vidro, de Simon Mawer



15 de janeiro de 2011
Hoje dou a palavra...
Há uns tempos, um dos proprietários de um grande grupo editorial disse numa entrevista que os editores de livros não escolares pouco acrescentavam a um livro. Embora suspeite de que não era bem isto o que queria dizer e saiba de alguns editores que não têm na verdade praticamente nenhuma intervenção no que publicam (além da selecção, mas até isso é muito), fiquei logo de cabelos em pé – e até gostava que alguns autores pudessem explicar-lhe o trabalho que muitos dos editores desenvolvem entre o momento em que enviam os livros para avaliação e a sua ulterior publicação. Não me cabe, porém, elogiar o meu próprio trabalho (até porque nenhum editor pode criar o talento onde ele não existe e o sucesso de um livro é sempre da responsabilidade do autor) e só por isso não escrevo este postpara me queixar de uma afirmação que considerei bastante infeliz (pronto, já me queixei), mas para dizer que efectivamente é uma pena que alguns editores escolares (ou coordenadores, como já lhes ouvi chamar muitas vezes) não tenham o reconhecimento que merecem nem apareçam referidos nos meios de comunicação como acontece tantas vezes aos editores de literatura geral. Porque fazer livros escolares deve ser mesmo uma tarefa hercúlea: escolher os professores-autores, garantir que entregam tudo a tempo (tratando-se de livros com prazo certo para serem apresentados às escolas e ao ministério, não há como adiar a sua publicação), escolher um layout e ilustrações adequados e apelativos, controlar a revisão que tem de ser absolutamente rigorosa e imaculada a nível da informação e da correcção gramatical (se aparece um erro num livro escolar, dá logo notícia nos telejornais), ser, enfim, responsável, em última instância, pela aprendizagem de determinada matéria por milhares de crianças e jovens em todo o País. E, embora tenha sido professora durante algum tempo e nem todos os livros escolares tivessem o mesmo nível, hoje quero partilhar com os leitores deste blogue a minha admiração pelos que, tão discretamente, fazem um excelente trabalho que o público nunca aplaude.
Só me compete agradecer-lhe.
13 de janeiro de 2011
Recado para quem está a pensar ficar em casa
10 de janeiro de 2011
A contradição humana, de Afonso Cruz

4 de janeiro de 2011
Faça sol
É tão giro, simples como eu gosto; é modular, para eu deixar de me sentir atrofiada; tem viseira interior contra o sol, para quando eu me esquecer dos óculos escuros; foi-me oferecido e escolhido pelo meu irmão, a meu pedido no Natal... Só é pena estar há quase 2 semanas à espera de um dia bonito para o estrear.
3 de janeiro de 2011
Persepolis, de Marjane Satrapi

História longa mas que vale a pena ler
Há quase um ano, em Janeiro, o cão do meu irmão não apareceu à hora de comer. De manhã estava lá; à tarde, já não. Desconfiámos que o jardineiro o teria deixado fugir e que alguém o teria apanhado logo de seguida. Apesar de o Cascão não ter por hábito andar fora do jardim, teria voltado para a casa nem que fosse por ouvir a Twiggy a ladrar. Percorremos todas as ruas da zona, a pé e de carro, passámos a pente fino as estradas circundantes, na hipótese de ter sido atropelado, o meu irmão ligou para o canil... nada.
Há duas semanas, num domingo de manhã, liguei-me ao Facebook. No feed de notícias, uma das primeiras era do grupo da Caderneta de Cromos, que por sua vez remetia para uma campanha de angariação de rações da União Zoófila. Juntei-me ao grupo da União Zoófila e, no mural, a primeira mensagem que apareceu referia um cão encontrado no dia anterior à noite, perto de casa do meu irmão, preso a uma grade, à chuva e com fome. A mensagem tinha uma fotografia. De um cão que parecia o Cascão. Mas uma coincidência destas era impossível. Pedi mais fotografias a quem tinha colocado a mensagem e, ao longo do dia, o que parecia impossível começava a deixar de o ser.
Entretanto, o Alfredo (nome que entretanto quem encontrou o cão à chuva lhe deu) tinha sido entregue no canil municipal, à espera que alguém o adoptasse ou que os donos aparecessem. Na segunda-feira, à hora de almoço, fui com o meu irmão ao canil e aqui a descrição dele é a melhor:
O senhor que nos guiou até lá disse: “Ele está ali ao fundo, nesta cela.” Sai de lá um cão que por um ou dois segundos estranhou a situação, ainda baralhado com tudo aquilo, e foi aí que se fez um click na cabeça dele, do Cascão! Ele deve ter pensado: “Espera lá, eles são os meus donos! Yupiiiiiiii!” Veio a correr para nós aos pulos de felicidade e a pedir mimos! Quanto mais diziamos “Cascão” mais ele pulava de contentamento, há um ano que não ouvia esta palavra. Pulava dava as suas mordidelas suaves de amizade na mão que lhe são típicas, enfim, não havia dúvidas, era o nosso Cascão. :)
O Cascão não pôde vir logo connosco, não tínhamos documentação que comprovássemos que era nosso, e a lei prevê um prazo mínimo até um animal poder ser dado para adopção. Assim, 8 dias depois, meia hora antes do fim do prazo, lá estávamos para adoptar o Cascão. Nós e três dos seus "padrinhos", graças a quem o Cascão foi reencontrado. Depois foi o preenchimento de uma série de papelada, a colocação do chip, a administração da vacina anti-rábica e, finalmente, o regresso a casa.
O próximo passo, causador de alguma ansiedade, era o reencontro com a Twiggy, que há quase um ano era senhora de todo o jardim. Algumas rosnadelas, alguma desconfiança, e segundos depois já o Cascão corria a toda a velocidade para o local onde costumava beber água e para sua casota. Horas depois, já os dois brincavam e saltavam como se nunca se tivessem separado.
Que este exemplo sirva para provar que as redes sociais até são uma coisa boa. Se não, leia-se Uma história sobre Oliveiras, publicada por mim em Junho e que também relata uma importante mudança na minha vida.
By the way, o Cascão agora também já tem página no Facebook.
1 de janeiro de 2011
1.1.11

31 de dezembro de 2010
Nasci a encher balões...
E foi preciso chegar aos 37 anos para descobrir que a culpa de eu ter nascido no dia 30 dezembro foi da passagem de ano 1973/1974! No dia 30 de Dezembro de 1973, os meus pais enchiam balões para enfeitar a festa na casa do Banzão... tantos balões encheram que à minha mãe acabaram por rebentar as águas. Depois foi a vinda para Lisboa e o meu nascimento ao fim da noite.26 de dezembro de 2010
Manifesto sobre a intolerância

25 de dezembro de 2010
Reflexões natalícias

Este Natal não foi fácil nem sereno como eu sempre desejo, demasiadas emoções boas e más, alguma ansiedade mas também alguns momentos de boa histeria. Em resumo:
13 de dezembro de 2010
Para homens de barba rija
Logo na primeira cena tive de fechar os olhos. Mas depois fiz um esforço e acompanhei tudo até ao fim.12 de dezembro de 2010
Assalto em pleno dia

Marina, de Carlos Ruiz Zafón
Hesitei meses em comprar este livro, mas por fim não resisti. E estava nas últimas páginas de Marina, de Carlos Ruiz Zafón, quando, nas minhas leituras atrasadas, deparo com a respectiva crítica na Time Out. E porque não poderia descrevê-lo melhor, aqui fica:5 de dezembro de 2010
Mixed feelings

Não sei muito bem o que dizer acerca deste filme. Estava com grande expectativa em relação a O americano, a Time Out classificou-o bastante bem, o realizador vem dos videoclipes musicais, George Clooney é a personagem principal... No entanto, a verdade é que não o veria de novo. Achei-o previsível, paradote, com algumas incongruências, mas tenso... não foi uma boa escolha num sábado à tarde para desligar de uma manhã de trabalho. Mas se me deixou tensa lá terá o seu mérito.
O festim da aranha
Gosto muito de livros grandes, daqueles que demoram semanas a ler e dos quais acabamos por fazer parte. Mas, de vez em quando, também gosto de livros de contos, sobretudo se forem colectâneas de autores diferentes. Porque me permitem conhecer novos escritores e porque numa só noite leio histórias inteiras, por vezes mais marcantes do que alguns romances.3 de dezembro de 2010
Técnicas de conquista
1 de dezembro de 2010
24 de novembro de 2010
Ingratidão
Serei só eu que considero ingrata a atitude da maioria dos trabalhadores da Volskwagen Autoeuropa ao fazerem hoje greve? Sim, esses que terão um aumento de 3,9% nos salários, que têm garantias de não haver despedimentos colectivos até ao final 2012 e cuja administração vai passar a efectivos os cerca de 500 trabalhadores temporários.22 de novembro de 2010
Black is black



21 de novembro de 2010
Detesto extremos


20 de novembro de 2010
Casei com um comunista, de Philip Roth
Ser comunista nos anos 40 e 50 não deve ter sido nada fácil. Sobretudo se se tiver vivido nos Estados Unidos de McCarthy e se se estiver apaixonado por uma actriz que se move no seio de uma burguesia deslumbrada.15 de novembro de 2010
Lado B
14 de novembro de 2010
E 15 anos depois...
10 de novembro de 2010
7 de novembro de 2010
Amadora BD II


6 de novembro de 2010
Amadora BD I





1 de novembro de 2010
Secret hopes


Aprovadíssima a ideia de as grandes marcas contratarem actores bonitos e cheios de charme.25 de outubro de 2010
Parar para quê?
Se eu, que ando na estrada apenas duas vez por dia, assisto a isto diariamente, como é que a polícia, que supostamente anda na rua todo o dia, não vê? Passar os semáforos com o sinal vermelho está a tornar-se um hábito em Lisboa, e ainda por cima um hábito impune.24 de outubro de 2010
Até Dezembro, ainda há tempo

18 de outubro de 2010
Há coisas fantásticas
17 de outubro de 2010
E porque não há famílias perfeitas...









