22 de janeiro de 2008

Não funciono sem pequeno-almoço



É raro ligar a estes testes, mas achei graça a este, identificarmo-nos com uma hora do dia. E achei ainda mais graça quando este acertou na mouche:

You are breakfasty, like a pile of pancakes on a Sunday morning that have just the right amount of syrup, so every bite is sweet perfection and not a soppy mess. You are a glass of orange juice that's cool, refreshing, and not overly pulpy. You are the time of day that's just right for turning the pages of a newspaper, flipping through channels, or clicking around online to get a sense of how the world changed during the night. You don't want to stumble sleepily through life, so you make a real effort to wake your brain up and get it thinking. You feel inspired to accomplish things (whether it's checking something off your to-do list or changing the world), but there's plenty of time for making things happen later in the day. First, pancakes.

E de facto é mesmo assim: não funciono sem um bom pequeno-almoço, de preferência em casa: cereais, fruta e um cafezinho. E, enquanto isso, vejo as notícias, vejo o mail, actualizo o blog! Não será por acaso que demoro entre 1h a 1h30 desde que me levanto até sair de casa. Eu costumava dizer a mim própria que andava por casa a «inventar»... Afinal, é só porque sou uma «pessoa 10h02».

21 de janeiro de 2008

Pai torto...

... não é só o nome de uma localidade do concelho de Mirandela.

É também uma homenagem a todos os pais que, como o meu, serviram de escorregas, de camas de saltos, de carrossel e de baloiços quando éramos pequenos. Pais que serviram de bonecos quando lhes fazíamos ataques de cócegas, pais que nos pegavam ao colo nas ondas da praia, pais que às vezes eram mesmo «tortos» quando nos davam um berro ao fazermos asneiras. Pais que fizeram de nós o que somos hoje. Pais a sério. Como o meu.

20 de janeiro de 2008

Vazia...

Sinto-me vazia depois dos últimos 7 dias de trabalho, que acabaram há bocado. Vazia porque de repente não tenho folhas à minha frente nem uma caneta na mão. Vazia porque tive de vir de imediato para o computador, porque fiquei sem saber o que fazer. Vazia porque vou ter de abrir o correio acumulado na caixa durante toda a semana. Vazia porque agora o que me apetece fazer é nada.

Queria ir ao cinema, queria ver o novo filme do Woody Allen, queria ver a Expiação, baseado no livro de Ian McEwan. Mas vou ter de adiar durante mais uns dias.

Porque mais 7 dias começam amanhã e já estou a começar a ficar cheia.

18 de janeiro de 2008

42 dias

São os dias que faltam para, acho, voltar a ter uma vida relativamente normal. Porque começar a trabalhar intensamente todos os dias às 9h e acabar sempre bem depois das 21h não é vida que se apresente.

16 de janeiro de 2008

O prometido é devido...

... por isso, aqui fica a agenda da semana. Desta vez, sobre Barulho, uma localidade onde os otorrinos devem ter muita clientela.

14 de janeiro de 2008

Escolhas difíceis


Sou do tipo de pessoa que escolhe demasiado. Que, a todos os níveis, tanto escolhe que acaba por ficar sem nada. Ou sozinha. E tantas vezes, quando finalmente escolho, percebo que alguém escolheu primeiro.

Mas desta vez trata-se de algo diferente. Da «escolha» do(a) comprador(a) para a minha casa. Se calhar é por ainda ter um ano para a vender, mas a verdade é que estou a ser um bocado exigente. Por isso, esta semana recusei uma oferta que até nem era má.

Primeiro, porque a proposta começou por ser muito baixa, para depois ir subindo aos poucos. No final até era razoável, mas não aceitei.

Segundo, não gostei nada da atitude do comprador. A ver a casa de mãos nos bolsos, com um ar indiferente, até que percebi que mora numa casa igual à minha, alugada (algo que não era permitido), e que só não a compra porque não quer dar o valor que lhe pedem (o mesmo que eu peço), ainda por cima tendo de fazer obras. Pormenor: se tem de fazer obras, é porque ele próprio não a estimou, já que é ele que vive nela. Assim, preferia a minha, que está como nova, e ainda por cima propondo declarar nos contratos valores abaixo dos reais. N.º 1, não preciso de declarar valores abaixo, tudo o que ganhar nesta venda vou aplicar na venda da outra. N.º 2, nunca gostei de passar ao lado da lei, é uma atitude um bocado tótó mas tenho sempre medo de ser apanhada.

Terceiro, não gostei da atitude do vendedor. A querer ganhar demasiada confiança, nunca tendo os valores na ponta da língua, a pressionar, cheio de argumentos que não são para mim. Pela amostra, se opto por este vendedor vou ter de ser eu a tratar de toda a papelada, e não é isso que normalmente acontece com as agências imobiliárias.

Quarto, se a vendesse a este comprador queriam que eu deixasse a casa em Março. Além de não estar psicologicamente preparada para isso e de implicar algumas dificuldades logísticas, nunca a escritura iria ser feita nessa altura. Mas então de quem é a decisão final, minha ou do comprador? Parece-me que a casa ainda é minha...

Pelo caminho, tenho tido outras visitas, com quem tenho simpatizado. Uma delas fez-me uma proposta, abaixo do que eu peço, mas de forma educada. Entretanto, vou também optar pela venda privada, com a ajuda de um powerpoint que (acho) está a ficar muito giro.

Para já, tenho tempo. Espero daqui a um ano não estar a engolir as palavras que acabo de escrever.

11 de janeiro de 2008

Toponímia

A minha amiga L. ofereceu-me ontem um presente hilariante: uma agenda. Mas não é uma agenda qualquer... É uma agenda onde eu não vou escrever nada. Mas só porque não a quero estragar. Porque é demasiado engraçada e original e porque me quero limitar a, semanalmente, olhar para ela e rir-me.

A ideia é extremamente simples. A agenda chama-se «De Cebolais de Cima a Sarilhos Grandes», publicada pelo Planeta Tangerina, que tem uma série de outras publicações orignais: http://www.planetatangerina.com/publico/index.php. E cada semana refere um nome toponímico português, acompanhado de um desenho humorístico/caricatural. Tão simples que, pela sua simplicidade, me pergunto: como é que nunca tinha pensado nisto? Alguns nomes já os conhecia, outros são verdadeiras surpresas.

Para partilhar esta agenda tão deliciosa vou tentar partilhar aqui semanalmente o scan do «nome da semana». Eis o da que está em curso:

9 de janeiro de 2008

Caos

A alguns dias de distância já consigo descrever o jantar de 6.ª feira em minha casa.

Ingredientes: 18 m2 de sala; 13 adultos; 4 crianças; 2 gatas; 4 frangos e 2 pizzas gigantes.
Foi a primeira vez, em 5 anos, que tive aqui tanta gente. Mas este ano, por ter sido o meu último aniversário aqui, decidi arriscar. E que risco.

As gatas, em pânico, uma delas escondida numa cadeira debaixo da mesa, que era precisamente o centro das atenções. Lá consegui pegar nela e «refugiá-la» no quatro.

Os adultos, a falar todos ao mesmo tempo, como já é hábito neste meu grupo de amigos. Nem sei como nos entendemos, mas a verdade é que saltamos com extrema facilidade de uma conversa para outra, do tipo: «A sério, ainda te mudas este ano? Então e próximo jantar, onde é que vai ser? O T. já fala francês com 3 anos?».

As crianças, histéricas, a saltar por todo o lado, a enrolarem-se nos cortinados, a pularem no sofá, a correrem atrás das gatas e a limparem as mãos onde calhava. A certa altura, decidi não ligar, e foi o melhor que fiz. E dizia-me a mãe de um dos terroristas: «Isto é horrível para quem não tem crianças...».

No fim, ficou a satisfação de termos estado mais uma vez todos juntos, muita comida a sobrar, e um par de sapatos e um livro de banda desenhada esquecidos cá em casa.

PS: No dia seguinte, encontrei o meu bloquinho de post-its todos meticulosamente separados uns dos outros...

7 de janeiro de 2008

Leya um livro

Leya romances.

Leya banda desenhada.

Leya poesia.

Leya devagarinho.

Leya todos os dias.

Leya o que lhe apetecer.

Leya. A partir de hoje, é este o nome do grupo editorial a que pertenço. Um verbo no imperativo, que é também um apelo, que é também um conselho e dos bons. Um verbo em que o «i» se transforma num «Y», um «i» de braços abertos para abraçar o mundo e manter bem junto a si todas as editoras que já lhe pertencem.

O que aí vem, não sei, mas hoje sinto-me um bocadinho vaidosa por pertencer ao Grupo Leya. Nem que seja pelo trabalho fabuloso de todos os que prepararam o evento fantástico que foi o lançamento da marca. A eles, muitos, muitos parabéns.

6 de janeiro de 2008

Revelação

É revelado amanhã, com alguma pompa e circunstância, o nome do grupo em que trabalho. Um nome novo sobre o qual que se especula há meses, que se pretende forte e universal, que vai juntar muitas empresas debaixo de si. Tem sido uma azáfama, com os responsáveis pelo marketing e comunicação a fazer tudo às escondidas, em sigilo, não vá o nome escapar e chegar a ouvidos errados ou pouco cuidadosos. Tenho as minhas suspeitas, mas não vou abrir a boca para não estragar a surpresa.

O evento vai juntar num único espaço todos os funcionários de todas as empresas, numa tentativa de motivação e de construção de espírito de grupo. Numa altura de muito, muito trabalho, em que a saída de diversas pessoas (umas por rescisão de contratos, outras por vontade própria) sobrecarrega brutalmente as que ficam, é bom e um pouco emocionante haver um acontecimento assim. Porque quebra o ritmo pesado, porque vai envolver centenas de pessoas, porque, nem que seja por um dia, nos faz sentir importantes. E com um bocadinho de menos vontade de fugir a sete pés, sobretudo aos que, como eu, já andam nesta indefinição há quase um ano.

Mas vamos dar tempo ao tempo.

5 de janeiro de 2008

Incorrigíveis

Os Incorrigíveis são uma série de pequenos sketches, publicados diariamente no site das Produções Fictícias. Cada dia está a cargo de um humorista que, recorrendo a um vídeo caseiro, comenta coisas do dia-a-dia, sempre com um estilo muito próprio. Aqui fica a lista dos responsáveis por cada dia da semana:

- à 2.ª feira, Ricardo Araújo Pereira, no estilo Gato Fedorento à antiga, quando ainda não se agarravam tanto à crítica das figuras públicas, limitando-se à observação dos tiques de cada um de nós;

- à 3.ª feira, Bruno Nogueira que, com o seu ar alucinado, torna qualquer assunto muito engraçado;

- à 4.ª feira, Zé Diogo Quintela, no mesmo estilo do Gato Fedorento à antiga;

- à 5.ª feira, Herman José que, sinceramente, acho que está bastante decadente e com um sentido de humor um bocado deprimente;

- à 6.ª feira, aparece um humorista convidado, às vezes um simples desconhecido, que frequentemente se torna numa bela surpresa.

Aqui ficam três de Bruno Nogueira, só para amostra, porque quero que se riam como eu me ri:





2 de janeiro de 2008

Mensagens

Agora que já passaram 3 dias, já é sem lágrimas nos olhos que consigo mostrar as 2 mensagens que 2 minhas grandes amigas bloguistas publicaram no dia 30:

Parabéns... à minha amiga Vespinha. Uma amiga com "A" grande, daquelas que quase já não se usam, de tão verdadeira e incondicional - como a amizade deve ser. Que este ano que traga consigo tudo aquilo com que mais sonhas, porque mereces tudo isso e ainda muito mais. (Mary)

1973
diz ela que é uma boa casta, e eu concordo. logo comemorarei o seu nascimento mas tê-la-ei no pensamento durante todo o dia, como a tenho todos os dias. ela, que é uma das muito poucas amigas que me cabem na mão fechada.parabéns, vespinha. (Sininho)


Obrigada, AMIGAS.

30 de dezembro de 2007

Mudança

A minha Vespa muda hoje de cor, por agora para verde, porque quero que o meu próximo ano de vida seja de esperança, de renascimento, de rejuvenescimento (passe a incongruência..). Mas outras cores virão, de preferência demonstrando a concretização de tudo aquilo que mais quero.

«O verde significa vigor, juventude, frescor, esperança e calma.»

«O verde não cansa a visão e ajuda a combater o cansaço. Para as religiões cristãs, simboliza ressurreição.»

«O verde é ligado ao elemento madeira e à primavera. Representam o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde.»

«O verde é a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. Facilita a comunicação com as plantas e com a natureza. Simboliza: vida nova, energia, fertilidade, crescimento e saúde. Usada em excesso, determina orgulho, superioridade e arrogância.»

29 de dezembro de 2007

1.ª receita

Fiz hoje, para a passagem de ano, a primeira receita do livro que a minha mãe me escreveu: gelado de Filipinos. Parece-me que correu bem.

28 de dezembro de 2007

Fazer anos no fim de ano...

... é uma grande confusão.

Para começar, terei de comemorar não uma, mas 5 (CINCO) vezes, isto porque, ao fazer anos no dia 30 de Dezembro, ainda por cima num «domingo véspera de ponte para feriado», é completamente impossível juntar todos aqueles de quem gosto numa única ocasião. Assim, terei de: jantar a 29 com o meu pai, que estará de serviço dias 30 e 31; almoçar a 30 com a minha melhor amiga, que depois vai para a passagem de ano com a família; jantar a 30 com os meus amigos do dia-a-dia (mano, colegas de trabalho...); jantar a 4 de Janeiro com os meus amigos de curso, que agora estão dispersos; jantar em dia a definir associando estar com a minha mãe a estar com a minha prima (que também estão fora na passagem de ano). E ainda ficam alguns de fora. Com esses vou comemorando ao longo do ano.

E para ajudar, ao querer almoçar no domingo num sítio diferente, descubro que todos os sítios ditos «diferentes» e que eu queria experimentar fecham precisamente... ao domingo.

Ainda eu respondia, ao perguntarem-me se não acho chato fazer anos nesse dia: «Até acho giro». Pois...

Estou cansada e ainda nem sequer começou.

27 de dezembro de 2007

Desperdício

Como estou de férias, e uma vez que a minha Nespresso só trazia 12 cápsulas, uma de cada variedade, decidi ir às compras de mais recargas ao Chiado (não há mais pontos de venda em Lisboa). Já me tinham dito que aquilo era impossível (e eu própria já tinha visto várias vezes grandes filas à porta), que era preferível encomendar pela Net, porque entregam em casa e tudo, mas não... eu quis sacrificar-me. Afinal, não seria nada do outro mundo. Pois... quando lá cheguei, por volta das 13h30, estava a ser atendido o cliente n.º 200 e a senha que me queriam dar tinha o n.º 437. Pelas minhas contas, se aquilo abriu às 10h e tinham demorado 3h30 para atender 200 clientes, eu só teria sorte lá para as 19h... Ou talvez ficasse para amanhã. Pelos vistos, houve muita gente a receber este Natal um presente igual ao meu (maninho, afinal não foste nada original). Só para não deprimir tanto: parece que o fenómeno não é exclusivo de Lisboa, em Barcelona é o mesmo triste espectáculo.

Conclusão: meti o rabinho entre as pernas e vim para casa fazer a dita encomenda pela Net. Fazem-me a entrega no dia 02.01, na empresa. Pelo caminho, empanturrei-me no Hard Rock, com direito a apple cobbler e tudo. Agora estou tão enjoada que acho que vou estar mais um ano sem lá pôr os pés. Acho que vou ver um ou dois episódios do Nip/Tuck para desenjoar.

E assim se gasta um dia de férias...

25 de dezembro de 2007

Xmas Top5

Não resisto a registar aqui os melhores presentes que recebi ontem à noite:

- um livro de receitas escrito à mão pela minha mãe, com cores diferentes para os ingredientes se destacarem no meio do texto, com índice e com classificação de graus de dificuldade (carinhas vermelhas e verdes). É um livro de valor inestimável, escrito num caderno A4, com receitas experimentadas por ela ao longo da vida, e registadas carinhosamente desde Setembro para ficar pronto a tempo.

- uma fotografia do meu avô a preto e branco, sorridente, com óculos de massa, para fazer companhia à fotografia da minha avó que já tenho na sala.








- um roteiro da colecção Berardo, oferecido pela minha priminha para documentar a visita guiada em que me acompanhou há uns meses (ver tópico de 26 de Agosto).







- uma pregadeira em forma de gato, em feltro, oferecida pelo meu sobrinho de 3 anos. As minhas gatas estão a adorar brincar com ela...








- e... a Nespresso com que andava a sonhar há meses! Cinzenta, automática e a tirar cafés fantásticos e bem cremosos. Oferecida pelo meu maninho, mas sem o extra do George Clooney...


A todas as outras pessoas que me ofereceram presentes, obrigada, percebi que foram mesmo comprados a pensar em mim.

PS: Recebi também um forte abraço e um beijinho na cabeça de uma pessoa que não via há meses e que foi uma das mais importantes da minha vida. Soube bem.

24 de dezembro de 2007

Natal dividido

Quando vivia acompanhada, houve um Natal em que chorei por ter de me dividir por tantas famílias. Jantar em casa dos meus pais no dia 24, depois correr para casa da mãe do P. para passarmos com ela a meia-noite, passar o dia 25 em casa do pai dele, com quem eu tinha muito pouca confiança. Não era assim que eu queria o Natal, dividido por força de separações.

No ano seguinte, por o pai dele estar fora, passámos o dia 24 com os meus pais e o dia 25 com a mãe dele. Tudo muito sereno, tudo sem complicações.

Após a nossa separação, passei os dois dias de Natal com os meus pais, bem aconchegada porque eu era na altura o elemento mais fragilizado.

E então veio a separação dos meus pais, e a angústia de termos de reorganizar tradições, de não querermos deixar ninguém sozinho. O meu pai foi para a Beira Alta ter com uns tios, eu e o meu irmão ficámos cá, com a minha mãe e o meu tio paterno. Mas no dia 25 o meu pai esteve connosco em minha casa, adaptados e contentes por nos termos adaptado.

Este ano, baralhamos e voltamos a dar. O meu pai quer ficar sozinho hoje à noite, passando o dia de amanhã connosco, em casa dele. Custa-me muito, mas é por opção, não por falta de alternativas. E o meu tio paterno (mais uma vez, obrigada) estará sempre presente, como elo de ligação: hoje com a minha mãe, amanhã com o meu pai.

Resumindo: Seja onde for, seja com quem for, o que é preciso é que haja bacalhau com muito grão e azeite, muito calor, muita saúde e tranquilidade. Para mim e para todos de quem gosto. Feliz Natal.

22 de dezembro de 2007

Quem parte e quem fica

Ontem foi um dia mau. Bastante mau.

Para começar, a notícia da morte de um colega de trabalho, durante a noite, de forma repentina. Era um solitário, um pouco calado mas sempre preocupado com o bem-estar do próximo. Sempre pronto a ajudar, sempre com um sorriso meigo. Para trás deixou dezenas de colegas que gostavam dele mais do que se calhar pensava, deixou um lugar vazio e o trabalho todo a meio. Fazia os desenhos técnicos de que precisamos para colocar nos livros escolares. Agora não conseguimos olhar para eles. Morreu de 20 para 21 de Dezembro, não sei bem de quê nem se sozinho se acompanhado. Tinha 49 anos.

Para terminar, a notícia de que mais uma colega se vai embora. Cansou-se, deixou de ter paciência, quer experimentar coisas novas. Fico contente por ela. Mas fico triste por mim, porque o ambiente deixa de ser o que foi durante anos. Éramos 3 bastante unidas. Agora fico eu.

Há algo em comum nestes dois acontecimentos. Por muito confuso que pareça, acho que quem parte fica sempre melhor do que quem fica. O C. porque pelo menos já passou por aquilo que todos tememos, a morte, e já sabe o que isso é. A S., porque parte para o desconhecido, para um desafio. Quem fica, fica com o desconhecido e com o conhecido. Para mim não é confuso, é muito claro.

16 de dezembro de 2007

Natal à Mr. Bean

Hoje fiz finalmente a minha árvore de Natal. E como em algumas coisas sou muito organizadinha, tinha tudo bem arrumado na arrecadação em saquinhos separados: um para as luzes, outro para as bolas vermelhas, outro para as douradas, outro para os enfeites em feltro... Em três quartos de hora ficou tudo pronto, com presentes debaixo e tudo (aqueles para cuja compra tive de tirar um dia de férias)!

E não conseguir deixar de me lembrar de um colega meu que diz que fazer a árvore de Natal quando se mora sozinho lhe faz lembrar o Mr. Bean (procurar no YouTube «Mr. Bean Christmas»). Achei piada. Mas o que eu acho a sério é o seguinte: já basta ter de viver sozinha, e ainda por cima ter de me privar das luzinhas da árvore? Nã. Não me importo de ser uma Ms. Bean no Natal.