25 de setembro de 2012

Não é um astronauta


Sou mesmo eu acabadinha de desmontar da Vespa.

Às vezes sinto isto em relação às minhas gatas


Encontrado aqui.

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Os senhores nas passadeiras

Um dia ainda alguém me há de explicar porque é que alguns homens gostam de ver o trânsito a passar parados à beira das passadeiras, braços atrás das costas, obrigando os condutores a abrandar. E sem fazerem a mínima tenção de atravessar. Só porque ali se deve estar bem? E são sempre homens. Porquê?

Babo-me

Há uns anos veio parar-me às mãos um BMW 328i, daqueles que fazem inveja a muita gente mas de que eu me quis livrar em menos de nada. Para além de gastar que era uma coisa parva, tinha um design que nem o meu pai compraria, daqueles carros a que eu chamo «com rabo».

Mas tivessem-me arranjado um destes e era ver o que lhe fazia! São ou não são lindos?

BMW 328 Mille MigliaCoupé



BMW503



BMW Isetta


Gold, de Chris Cleave


A capa deste livro chamou por mim. E quando lá cheguei reparei que não tinha uma sinopse. Porque, como se diz na contracapa, «aqui é onde lhe diríamos de que trata este livro. Mas com Chris Cleave é diferente... O assunto é apenas uma parte da história, o que realmente interessa é aquilo que o livro nos faz sentir».

Pois ainda bem que Gold não tinha uma sinopse, porque se calhar se a tivesse eu não o teria comprado, de todo. E ainda bem que comprei. Em Gold acompanhamos o progresso de duas amigas e ciclistas de alta competição a nível olímpico. Uma, Zoe, cheia de fantasmas de infância, luta pelo sucesso a todo o custo. A outra, Kate, apesar de extremamente competente, acaba sempre por deixar que a família passe à frente da carreira. Pelo meio, o treinador de ambas, o marido da segunda que já esteve envolvido com a primeira, e a filha do casal. Uma criança com leucemia mas que tudo faz para não parecer fraca perante os pais, preocupada com a sua serenidade.

Assim descrito, parece quase uma telenovela. Mas não é nada. É um livro muito bem escrito, com várias visões e onde em 3 dias ficamos a conhecer toda a vida das principais personagens. Há momentos de reflexão pura. E há momentos muito duros, como quando Zoe recorda ter visto o irmão morto. A contracapa estava certa, qualquer sinopse não faz jus ao que este livro contém.

Gold foi lançado este ano e penso que ainda não foi traduzido em Portugal, mas a Asa já há outros livros de Chris Cleave, por isso calculo que este siga o mesmo caminho. Espero que sim.

24 de setembro de 2012

Os livros e os filmes

Porque ainda há dias conversava com alguém que não planeava ler «Os pilares da terra» porque já tinha visto a série, e porque acho que a série destruiu por completo a riqueza do livro, aqui vai um conselho:

Baralhar e voltar a dar

Então agora, 10 dias depois da megamanifestação e 3 dias depois da maior manifestação de sempre em Belém, acaba-se a TSU. Mas nada de estudar com cuidado as alternativas. Nããã... Arranja-se já outra coisa, o aumento do IRS. Sr. Primeiro-Ministro, vamos lá cortar nas despesas, vá lá. Sem medos.

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Lembram-se do cheiro?

Eu lembro, e sinto cá uma nostalgia...

O grande peixe

É um filme de 2003 mas só o vi este fim de semana, e acho que o vou rever algumas vezes. Apesar de não ser grande fã dos filmes de Tim Burton (talvez por Johnny Depp ser uma presença constante e me irritar um pouco), deste gostei e muito. Em O grande peixe, um homem reaproxima-se do pai quando o sabe moribundo, para tentar descobrir as verdadeiras histórias por detrás das histórias fantásticas que aquele lhe contou durante toda a vida.

Edward Bloom diz ter conseguido apanhar um grande peixe que lhe roubou a aliança e que depois lha devolveu. Diz ter conhecido uma bruxa em cujo olho cego se podia ver a própria morte. Diz ter pedido a mulher em casamento no meio de um mar de narcisos. Diz ter enfrentado um gigante e tê-lo recuperado para a vida em sociedade. Onde estará a verdade?

É um filme lindo, sobre a fronteira entre a fantasia e a realidade. E com um grande sentido de humor. E com excelentes atores. Estão lá Albert Finney, Danny DeVito, Steve Buscemi, Marianne Cotillard, Helena Bonham Carter e... Ewan McGregor. Mais alguma coisa a dizer?

23 de setembro de 2012

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Venha o diabo e escolha

Num canal, a Casa dos Segredos e a Teresa Guilherme com os seus trocadilhos que eu já não suporto. Noutro, o Toca a Mexer e a Bárbara Guimarães armada em boa.

Viva o Meo e a sua caixa de gravações!

Famílias à distância

Com tanta gente a emigrar ou a ir estudar para fora, cada vez mais as famílias ficam separadas em momentos importantes das suas vidas. E isso nota-se não apenas no momento mas também muito tempo depois, quando se veem as fotografias tiradas nessas alturas.

Para resolver este problema, o fotógrafo John Clang inventou uma técnica que conjuga o Skype com um projetor, combinando uns elementos da família com outros que só lá estão virtualmente. Being Together é o resultado.

O projeto nasceu a partir da própria necessidade de Clang, quando em 1999 se mudou de Singapura, onde vivem os pais, para Nova Iorque. Durante anos, tinha de limitar as poucas ligações telefónicas que lhes fazia, controlando as contas ao cêntimo. Afinal, "naqueles tempos" fazer chamadas internacionais custava muito dinheiro. Hoje, com o Skype, fá-lo gratuitamente e, agora, regista os momentos e tudo.

Depois, foi alargá-lo a outras famílias separadas, e deparar com a incredulidade dos mais velhos perante o processo. Ao olhar pela primeira vez para as fotografias, tive dificuldade em perceber quem estava onde, e isso é que as torna tão fascinantes e tão eficazes.

A série completa de 40 retratos estará exposta no National Museum of Singapore no início de 2013. Eu fico-me pela internet.

Família Leong, Hong Kong e Singapura.
Família Ang, Nova Iorque e Singapura.
Família Tye, Paris e Singapura.

E vira-se o feitiço...

... contra o feiticeiro.

Não ando sempre a pedir chuva e a queixar-me do calor? Pois agora toma e apanha com chuva precisamente no dia em que não dava jeito nenhum chover: no aniversário da minha mãe. Com 29 pessoas previstas e tudo planeado para ser um almoço ao ar livre...

Anyway, contra o mau tempo não há nada a fazer. Por isso, PARABÉNS MAMÃ! Vamos lá!

22 de setembro de 2012

In & Out

É em dias abafados como o de hoje que sinto isto:


Nota: O meu não é um «crappy office job», mas gostei tanto do postal e do conceito...

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Olá, outono!

Chegou a minha estação preferida. Precisamente agora, às 14h49. Que traga um bocadinho de frescura consigo, que este calor já não se aguenta.

«Cavaco, escuta, o povo está em luta»

Esta foi apenas uma das frases de ordem que se ouviu ontem em Belém, na maior manifestação de sempre em frente à residencia do presidente da República. Não sei se nos escutou, mas ouvir ouviu de certeza. Éramos muitos, e seremos sempre muitos até nos escutarem a sério.