Ter, num grupo de 18 pessoas, pessoas de 8 departamentos diferentes de uma mesma empresa, todas com o espírito mais divertido possível e a lutar pelo mesmo, é obra! Saldo muito positivo dos 3 dias de trabalho por fora de Lisboa. Acima de tudo, pelos jantares, pelas gargalhadas, por me rir com pessoas que não sabia serem tão engraçadas, pelas conversas até às tantas, pela entreajuda e sentido de «care» que todos tivemos uns pelos outros. Os livros que produzimos merecem pessoas assim.
5 de abril de 2008
Trabalho de equipa
Ter, num grupo de 18 pessoas, pessoas de 8 departamentos diferentes de uma mesma empresa, todas com o espírito mais divertido possível e a lutar pelo mesmo, é obra! Saldo muito positivo dos 3 dias de trabalho por fora de Lisboa. Acima de tudo, pelos jantares, pelas gargalhadas, por me rir com pessoas que não sabia serem tão engraçadas, pelas conversas até às tantas, pela entreajuda e sentido de «care» que todos tivemos uns pelos outros. Os livros que produzimos merecem pessoas assim.
2 de abril de 2008
Gato virtual
1 de abril de 2008
Em digressão...
Quero aproveitar para, em Fátima, conhecer a igreja da Santíssima Trindade, do arquitecto grego Alexandros Tombazis, com mais de 8000 lugares sentados. Não pela minha crença, mas pela minha curiosidade, acho que vai valer a pena.
31 de março de 2008
E também o cinema…
Ontem foi a vez de Este país não é para velhos, dos irmãos Coen, um verdadeiro thriller passado no oeste americano, com um verdadeiro psicopata e uma verdadeira sangria por onde quer que este passe. A história, muito resumida, anda à volta de uma mala bem recheada de dinheiro (provindo de droga) que um homem encontra e que outro quer recuperar. O problema é que quem o quer recuperar (Anton Chigurh, interpretado por Javier Bardem, premiado com o Óscar para melhor actor secundário) é uma personagem demoníaca, determinada e obcecada (e quase sobre-humana, uma vez que nunca morre apesar de se magoar bastantes vezes), que mata implacavelmente todos os que se lhe atravessam no caminho. Por vezes, ainda lhes dá uma hipótese de sobreviver, num irónico «cara ou coroa». E se a personagem já é assustadora o suficiente, a sua aparência não lhe fica atrás, com o olhar vazio, o cabelo à tigela» e um andar direito e impassível a carregar com uma pequena bilha de gás. Adorei o diálogo com o homem da estação de serviço, em que Chigurh trata o desgraçado por «friendo»… Muito pesado, mas gostei.
30 de março de 2008
Pôr a amizade em dia
25 de março de 2008
Barulhinhos de gato bom
24 de março de 2008
Parabéns, Mary
A minha amiga de há 17 anos que me tem acompanhado no melhor e no pior até, tenho a certeza, que a morte nos separe.
22 de março de 2008
A propósito da Páscoa, a religião
Numa altura em que tantas famílias se juntam para o almoço pascal, penso em como na minha família nunca se deu grande importância a esta época. No Natal, juntamo-nos, mais para estarmos todos juntos e saborearmos o bacalhau numa ocasião única do que para celebrarmos o nascimento de Cristo.Mas tenho alguma pena de não ser crente. De ir à igreja e ter fé, de participar em procissões (como a que no domingo de ramos passou por baixo da minha janela, em plena cidade), de ter mais justificações para tudo o que vai acontecendo.
O meu pai teve uma educação católica, com primeira comunhão e julgo que mais algumas coisas. A minha mãe não sei, penso que teve uma educação mais laica. Casaram-se pela igreja, por um padre que hoje se encontra casado e acho que com filhos. De 3 irmãos, fui a única baptizada. A partir de mim, os meus pais, devido a algumas atitudes da Igreja, decidiram não baptizar mais filhos.
Hoje, pais divorciados, a minha mãe começa a redescobrir a Igreja, mais por causa de um padre em específico do que por qualquer outra coisa. Vai à missa ao domingo, mas só semana sim, semana não, quando lá está o dito padre com a postura que lhe agrada. O meu pai mantém a postura de há 30 anos, laico e a acreditar acima de tudo no valor do Homem.
Também eu acredito no Homem mas, num misto de algo que se pode assemelhar com uma religião, acredito também que aquilo que fazemos como seres vivos trará os seus resultados em nós próprios, hoje ou em qualquer outra altura. Não consigo acreditar que a morte seja o fim, não consigo acreditar que sejamos apenas uma amálgama de músculos, ossos, sangue e veias que deixa de funcionar e pronto. Muitas vezes sinto-me protegida pelos meus familiares queridos que já cá não estão. E sei que este sentimento não está só na minha cabeça.
Sim, acredito em algo superior, ou em nós, seres vivos como seres superiores.
21 de março de 2008
Tempo
«O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo tem.»
É lindo.
20 de março de 2008
3584 páginas depois...
... acabei finalmente a campanha escolar. Desde o início de Janeiro, foram 3584 páginas lidas, de História e Geografia, Economia e Filosofia, Inglês e Francês. Páginas que, graças aos coordenadores editoriais e a toda uma equipa editorial e de produção, darão nova motivação a quem ensina e a quem aprende. Páginas que não me deixaram viver a minha vida durante estes 2 meses, mas que agora me dão orgulho e novo alento para aproveitar os outros tantos meses que o ano ainda tem.
A Primavera...
19 de março de 2008
Maravilhas da língua inglesa...
12 de março de 2008
Leituras
À espera no dentista: todo o tipo de revistas, não só as cor-de-rosa como as revistas do Unibanco, suplementos temáticos que vêm com o Expresso e que ninguém se digna a abrir, folhetos sobre como tornar os dentes mais brancos...À espera de um autocarro ou do metro: os diagramas da rede, de preferência aqueles que contêm os nomes de todas as ruazinhas à volta para que haja mais matéria de entretenimento.
A tomar o pequeno-almoço (em casa): a Net.
A tomar o pequeno-almoço (fora): qualquer lista que haja em cima da mesa, sobre sumos naturais ou outra coisa qualquer.
Na casa-de-banho: o correio que estava por abrir, folhetos de promoções de grandes superfícies, embalagens de shampoo ou o que estiver à mão.
A conduzir (parada no trânsito): à falta de um livro, folhetos de publicidade, inlays de CD, facturas de gasóleo.
A conduzir (em andamento em vias rápidas): os letreiros de entradas e saídas, a publicidade nas carrinhas por que passo. Nota: ontem passei por um reboque propriedade de um tal «Zé Mau»...
A conduzir (em andamento na cidade): outdoors, nomes de lojas, nomes de ruas...
E mais não digo porque tenho de ir trabalhar. Em livros.
8 de março de 2008
Ultimato
Um ultimato a mim própria: se não acabar a campanha editorial até ao final da próxima semana, vou ter de recorrer a mais do que café para me manter desperta. Porque, com o mau humor com que ando, já me sinto uma sacana... agora só me falta transformar-me no resto.
3 de março de 2008
Está marcada...
Rói-me um misto de medo e de desejo. Medo da anestesia geral, de não ficar bem anestesiada e sentir tudo, de não acordar depois, de estar internada num quarto cheio de desconhecidos, de não conseguir dormir de noite, de as lentes não ficarem bem postas, de o meu corpo as rejeitar, de surgirem infecções.
Desejo de poder acordar de manhã e ver tudo nítido, de não ter de esticar o braço para agarrar nos óculos, de à noite me poder deitar sem tirar as lentes, de dar mergulhos no mar sem medo de as perder. Desejo de liberdade.
2 de março de 2008
Pausa para ver Momix
Quanto aos Momix, sabia apenas que ia ver algo que misturava dança e mímica. Mas foi muito mais do que isso.
No espectáculo Opus Cactus, a companhia norte-americana homenageia o deserto, ou os desertos. Os desertos norte-americanos, com os tufos de ervas a rolar, lagartos e cobras. Os desertos árabes, com as suas músicas sentidas e escorpiões. Os desertos da África profunda, com as suas tribos e rituais. Jogando com música, luz e corpos, retratam-se animais, plantas, coisas... Até nos esquecermos de que o que estamos de facto a ver são pessoas. Uma surpresa muito boa.

28 de fevereiro de 2008
Missão Adopção
«Ganhe um amigo que nunca o vai abandonar» é o lema da Missão Adopção, a campanha lançada pela Pedigree com o apoio de uma série de associações de defesa dos animais, instituições e meios de comunicação. O objectivo é arranjar donos responsáveis para os milhares de cães que vivem em canis, por abandono e maus tratos.
Gosto muito da campanha e gosto da ideia de uma marca se empenhar a sério no bem-estar do público-alvo para quem trabalha. Não gosto nada de quem é capaz de abandonar e de quem maltrata animais indefesos, dando-lhes pontapés ou atirando-lhes pedras.
E, se há dúvidas, a Missão Adopção faz um teste para sabermos se estamos prontos para adoptar:
«- Quando vê um cão sente uma vontade irresistível de lhe fazer festas na cabeça?
- Quando encontra um pau procura de imediato um cão com quem brincar?
- Fala com cães sem perguntar a si mesmo porque é que está a falar com um cão?
- Fixa o nome dos cães que conhece masesquece o dos donos?»
Se respondermos sim, estamos prontos para adoptar. E com muito por onde escolher:
http://www.missaoadopcao.com/page/home
25 de fevereiro de 2008
Deprimente...
24 de fevereiro de 2008
Pausa para ir à ópera
Há muito tempo que a Vespa não abrandava. As últimas 6 semanas têm sido de trabalho intenso, e ainda mais 2 se avizinham. Mas na 4.ª feira saí «cedo», às 18h00, porque tinha bilhetes para a ópera. Tinha, isto é, o meu pai tinha, porque foi o presente que e eu e o meu irmão lhe demos no dia 12. Quando era miúdo, o meu pai ia à ópera por obrigação, apanhando grandes estuchas e tendo ficado «vacinado» durante muitos anos. Mas agora, quase 50 anos depois, voltou.Fomos ver La Clemenza di Tito, a última ópera composta por Mozart. Em resumo, Tito, o imperador, é traído por Sestus, grande amigo da sua confiança que, apaixonado por Vitellia, o tenta matar a pedido da mulher furiosa, que pensava que o imperador se ia casar com outra. Mas Tito sobrevive e Sestus, apesar de muito arrependido, é condenado à morte. O imperador vê-se então num dilema: a sensação de traição e a vontade de perdoar. É própria Vitellia que acaba por confessar o plano que tinha concebido. E o clemente Tito a todos perdoa.
A minha última ida à ópera tinha sido no Bolshoi de Moscovo, há 3 anos, para ver uma peça que durou 4 horas. Por isso, esta de 2 horas foi bem leve (se bem que vi meu pai a cabecear 2 ou 3 vezes…). Excelente termos ficado na primeira fila, porque víamos de perto a orquestra. Mau, porque não tínhamos um plano geral do palco.
Do que menos gostei: da encenação a cargo de Joaquim Benite, que situa a peça nos anos 20 do século XX. Em declarações à Agência Lusa, o encenador dizia que o fez para tornar a ópera «mais compreensível para a época actual». Ora, convenhamos, por este motivo faria mais sentido situá-la no século XXI. Honestamente, preferia ter assistido à La Clemenza di Tito enquadrada na Roma antiga…
Do que mais gostei: de todo ritual. De sair mais cedo, de me vestir para a estreia, de ver o meu pai e meu irmão todos aperaltados, de termos ido num carro à altura, enfim, de toda a encenação que envolve uma ida à ópera «à moda antiga». E, claro, de estarmos os 3 juntos numa noite que nunca vamos esquecer.
18 de fevereiro de 2008
14 de fevereiro de 2008
Será que afinal é uma vantagem?
José Saramago, Manual de Pintura e Caligrafia

12 de fevereiro de 2008
Parabéns, Papá
6 de fevereiro de 2008
Má (péssima) publicidade
A campanha dá pelo nome de «Parvónia» e caricatura descaradamente os habitantes dos países de Leste, que supostamente ficam muito espantados com os preços praticados nas lojas Media Markt. Se bem que no site da empresa se diga que a Parvónia é um «local onde ninguém vai ou visita e que nem aparece no mapa», as semelhanças são mais do que evidentes. Pelo sotaque, pela indumentária, pelo carro que usam, pelos tipos físicos (pele clara, olhos azuis, bigode). Dos cidadãos da Pavónia, diz-se que «são desligados do mundo, vivem no antigamente e basicamente... são parvos». Adjectivos como «fraco», «trapalhão», «ridículo» e «pseudo-inocente» fazem ainda parte da campanha.Será que há assim tanta gente com mau-gosto e falta de respeito pelo próximo? Para sair para a rua, uma campanha destas tem de passar por uma data de gente. E isto assusta-me. Porque bastaria olhar à nossa volta para não fazer uma barbaridade destas e constatar a quantidade de pessoas oriundas dos países de Leste que por cá trabalham, e muito. Mais do que muitos portugueses.
Acho que antes de avançarem com esta campanha deviam ter olhado melhor para os números recentes do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007-2008. Nomeadamente nos que se referem às taxas de literacia da população adulta:
- Portugal: 93,8%
- Roménia: 97,3%
- Eslovénia: 99,7%
- Lituânia: 99,6%
- Estónia: 99,8%
- Letonia: 99,7%
Os números falam por si. E agora, quem é que vive na Parvónia?
4 de fevereiro de 2008
Vale da Pinta...
3 de fevereiro de 2008
Coisas de Carnaval
Não gosto dos desfiles em Portugal a imitar os desfiles no Brasil. O Carnaval de Torres, da Mealhada, de Loulé, com as bailarinas em biquíni como se estivesse um calor à Rio. E ouvir na televisão declarações do género: «As pessoas deviam vir a Sesimbra ver o verdadeiro Carnaval de Portugal que, para mim, é o mais parecido com o do Brasil.» Como ouvi ontem.
A haver Carnaval, prefiro o genuíno português:
- o de Cabanas de Viriato, um Carnaval espontâneo e propositadamente desorganizado, em que toda a vila participa, ao som dos tambores, na Dança dos Cus ou Dança-Grande. Um Carnaval onde todos se misturam, os da vila e os de fora, e onde não há desfiles com espectadores.
- o Carnaval de Podence, onde homens e rapazes se mascaram com fatos de lã verde, amarela e vermelha, e percorrem a vila atrás das raparigas.
- o Carnaval de Lazarim, o dos caretos, com máscaras artesanais de ar demoníaco feitas de madeira. Na vila, dizem-se quadras de má-língua de rapazes para raparigas e vice-versa, deixando as politiquices de lado.
Carnavais genuínos, sem imitações.
2 de fevereiro de 2008
Alimentação
A minha tem sido péssima nos últimos dias... Pizzas, hamburgueres, torradas, chocolates, cafés. Porque chego a casa tarde e não me apetece fazer nada. E porque, comendo pouco durante o dia, à noite só me apetece ingerir comida altamente calórica e pouco saudável. Mas vou tentar que a próxima semana seja diferente. Para me precaver, já enchi o frigorífico de comida saudável e rápida que me pode saciar quando chegar tarde: sopas, pratos com espinafres, iogurtes... Vou tentar resistir à tentação de passar no McDonald's ao fim do dia. E de, ao chegar a casa, ligar de imediato para encomendar pizzas. Vou obrigar-me a comer a meio da manhã e a meio da tarde. Vou obrigar-me a beber mais água. Vou...
1 de fevereiro de 2008
Só para dizer...
28 de janeiro de 2008
Duas curiosidades
http://bibliofototeca.blogspot.com/2008/01/biblioteca-da-rita-lisboa-portugal.html
2. O Google presta hoje homenagem aos 50 anos da Lego. Com o seguinte logotipo na página de busca:
26 de janeiro de 2008
Saúde doente
http://www.youtube.com/watch?v=88ukPcA55jI&eurl=http://kropotkine.blogspot.com/ (1.ª parte)
http://www.youtube.com/watch?v=MRDh-5aEKkg&eurl=http://kropotkine.blogspot.com/ (2.ª parte)
Nas duas únicas vezes em que tive contacto com o INEM, foi para pedir assistência para a minha mãe, em 2004. Apesar de, depois de chegarem, a terem assistido da melhor forma possível, a verdade é que da primeira vez demoraram cerca de meia hora a chegar. Estávamos a 5 km do Hospital Fernando da Fonseca. Nunca me vou esquecer desses 30 minutos, com a minha mãe a ter um AVC e a entrar em coma, o meu pai atarantado, o meu irmão a chegar a casa no meio da confusão. Da segunda vez, eu não estava presente, mas foi mais rápido e a assistência igualmente boa.
O que pergunto é: Será sempre uma questão de sorte? Sorte de ligarmos e sermos atendidos pela pessoa certa? Sorte de haver uma ambulância disponível? Sorte de a ambulância dar com o caminho? Sorte de a pessoa a precisar de assistência aguentar mais uns minutos?
Depois, no hospital, a confusão também foi muita e a assistência muito precária. Durante um mês, a minha mãe entrou no na urgência do HSF 4 vezes em estado grave, tendo sempre alta poucos dias depois e sem lhe fazerem os exames necessários. Numa das vezes, esteve 2 dias deitada numa maca no corredor das urgências porque alguém se esqueceu de avisar que havia camas livres lá em cima. Até que o meu pai perdeu a cabeça e, como médico, ou apesar disso, teve de intervir. Em pouco tempo, os exames foram feitos e o processo encaminhado, e só no Curry Cabral e mais recentemente no Garcia de Orta ela foi bem tratada. Mas as sequelas ficaram e, sobretudo o trauma sempre que uma emergência se avizinha.
Podemos sempre recorrer aos seguros de saúde, claro... Mas e quando até os seguros de saúde não comparticipam intervenções realmente necessárias? Esperamos? Até quando? Até já não ser necessário pelos piores motivos?
22 de janeiro de 2008
Publicidade fantástica
Mas como tornar apetecível um frigorífico branco, inócuo, simples, sem nada dos metalizados que hoje se usa e das cores e formas fantásticas dos Smeg? Um frigorífico que tem como principal característica o facto de, supostamente, impedir a mistura de cheiros?
Muito simples. Assim:



PS: Hoje, nas minhas pesquisas, encontrei uma série de outros anúncios fantásticos a causas mais nobres, como a preservação da natureza e o apoio à vítima. As imagens ficam para outro dia.
Não funciono sem pequeno-almoço
É raro ligar a estes testes, mas achei graça a este, identificarmo-nos com uma hora do dia. E achei ainda mais graça quando este acertou na mouche:
You are breakfasty, like a pile of pancakes on a Sunday morning that have just the right amount of syrup, so every bite is sweet perfection and not a soppy mess. You are a glass of orange juice that's cool, refreshing, and not overly pulpy. You are the time of day that's just right for turning the pages of a newspaper, flipping through channels, or clicking around online to get a sense of how the world changed during the night. You don't want to stumble sleepily through life, so you make a real effort to wake your brain up and get it thinking. You feel inspired to accomplish things (whether it's checking something off your to-do list or changing the world), but there's plenty of time for making things happen later in the day. First, pancakes.
E de facto é mesmo assim: não funciono sem um bom pequeno-almoço, de preferência em casa: cereais, fruta e um cafezinho. E, enquanto isso, vejo as notícias, vejo o mail, actualizo o blog! Não será por acaso que demoro entre 1h a 1h30 desde que me levanto até sair de casa. Eu costumava dizer a mim própria que andava por casa a «inventar»... Afinal, é só porque sou uma «pessoa 10h02».
21 de janeiro de 2008
Pai torto...
É também uma homenagem a todos os pais que, como o meu, serviram de escorregas, de camas de saltos, de carrossel e de baloiços quando éramos pequenos. Pais que serviram de bonecos quando lhes fazíamos ataques de cócegas, pais que nos pegavam ao colo nas ondas da praia, pais que às vezes eram mesmo «tortos» quando nos davam um berro ao fazermos asneiras. Pais que fizeram de nós o que somos hoje. Pais a sério. Como o meu.
20 de janeiro de 2008
Vazia...
Queria ir ao cinema, queria ver o novo filme do Woody Allen, queria ver a Expiação, baseado no livro de Ian McEwan. Mas vou ter de adiar durante mais uns dias.
Porque mais 7 dias começam amanhã e já estou a começar a ficar cheia.
18 de janeiro de 2008
42 dias
16 de janeiro de 2008
O prometido é devido...
14 de janeiro de 2008
Escolhas difíceis

Sou do tipo de pessoa que escolhe demasiado. Que, a todos os níveis, tanto escolhe que acaba por ficar sem nada. Ou sozinha. E tantas vezes, quando finalmente escolho, percebo que alguém escolheu primeiro.
Mas desta vez trata-se de algo diferente. Da «escolha» do(a) comprador(a) para a minha casa. Se calhar é por ainda ter um ano para a vender, mas a verdade é que estou a ser um bocado exigente. Por isso, esta semana recusei uma oferta que até nem era má.
Primeiro, porque a proposta começou por ser muito baixa, para depois ir subindo aos poucos. No final até era razoável, mas não aceitei.
Segundo, não gostei nada da atitude do comprador. A ver a casa de mãos nos bolsos, com um ar indiferente, até que percebi que mora numa casa igual à minha, alugada (algo que não era permitido), e que só não a compra porque não quer dar o valor que lhe pedem (o mesmo que eu peço), ainda por cima tendo de fazer obras. Pormenor: se tem de fazer obras, é porque ele próprio não a estimou, já que é ele que vive nela. Assim, preferia a minha, que está como nova, e ainda por cima propondo declarar nos contratos valores abaixo dos reais. N.º 1, não preciso de declarar valores abaixo, tudo o que ganhar nesta venda vou aplicar na venda da outra. N.º 2, nunca gostei de passar ao lado da lei, é uma atitude um bocado tótó mas tenho sempre medo de ser apanhada.
Terceiro, não gostei da atitude do vendedor. A querer ganhar demasiada confiança, nunca tendo os valores na ponta da língua, a pressionar, cheio de argumentos que não são para mim. Pela amostra, se opto por este vendedor vou ter de ser eu a tratar de toda a papelada, e não é isso que normalmente acontece com as agências imobiliárias.
Quarto, se a vendesse a este comprador queriam que eu deixasse a casa em Março. Além de não estar psicologicamente preparada para isso e de implicar algumas dificuldades logísticas, nunca a escritura iria ser feita nessa altura. Mas então de quem é a decisão final, minha ou do comprador? Parece-me que a casa ainda é minha...
Pelo caminho, tenho tido outras visitas, com quem tenho simpatizado. Uma delas fez-me uma proposta, abaixo do que eu peço, mas de forma educada. Entretanto, vou também optar pela venda privada, com a ajuda de um powerpoint que (acho) está a ficar muito giro.
Para já, tenho tempo. Espero daqui a um ano não estar a engolir as palavras que acabo de escrever.
11 de janeiro de 2008
Toponímia
A ideia é extremamente simples. A agenda chama-se «De Cebolais de Cima a Sarilhos Grandes», publicada pelo Planeta Tangerina, que tem uma série de outras publicações orignais: http://www.planetatangerina.com/publico/index.php. E cada semana refere um nome toponímico português, acompanhado de um desenho humorístico/caricatural. Tão simples que, pela sua simplicidade, me pergunto: como é que nunca tinha pensado nisto? Alguns nomes já os conhecia, outros são verdadeiras surpresas.
Para partilhar esta agenda tão deliciosa vou tentar partilhar aqui semanalmente o scan do «nome da semana». Eis o da que está em curso:
9 de janeiro de 2008
Caos
Ingredientes: 18 m2 de sala; 13 adultos; 4 crianças; 2 gatas; 4 frangos e 2 pizzas gigantes.
Foi a primeira vez, em 5 anos, que tive aqui tanta gente. Mas este ano, por ter sido o meu último aniversário aqui, decidi arriscar. E que risco.
As gatas, em pânico, uma delas escondida numa cadeira debaixo da mesa, que era precisamente o centro das atenções. Lá consegui pegar nela e «refugiá-la» no quatro.
Os adultos, a falar todos ao mesmo tempo, como já é hábito neste meu grupo de amigos. Nem sei como nos entendemos, mas a verdade é que saltamos com extrema facilidade de uma conversa para outra, do tipo: «A sério, ainda te mudas este ano? Então e próximo jantar, onde é que vai ser? O T. já fala francês com 3 anos?».
As crianças, histéricas, a saltar por todo o lado, a enrolarem-se nos cortinados, a pularem no sofá, a correrem atrás das gatas e a limparem as mãos onde calhava. A certa altura, decidi não ligar, e foi o melhor que fiz. E dizia-me a mãe de um dos terroristas: «Isto é horrível para quem não tem crianças...».
No fim, ficou a satisfação de termos estado mais uma vez todos juntos, muita comida a sobrar, e um par de sapatos e um livro de banda desenhada esquecidos cá em casa.
PS: No dia seguinte, encontrei o meu bloquinho de post-its todos meticulosamente separados uns dos outros...
7 de janeiro de 2008
Leya um livro
Leya banda desenhada.
Leya poesia.
Leya devagarinho.
Leya todos os dias.
Leya o que lhe apetecer.
Leya. A partir de hoje, é este o nome do grupo editorial a que pertenço. Um verbo no imperativo, que é também um apelo, que é também um conselho e dos bons. Um verbo em que o «i» se transforma num «Y», um «i» de braços abertos para abraçar o mundo e manter bem junto a si todas as editoras que já lhe pertencem.
O que aí vem, não sei, mas hoje sinto-me um bocadinho vaidosa por pertencer ao Grupo Leya. Nem que seja pelo trabalho fabuloso de todos os que prepararam o evento fantástico que foi o lançamento da marca. A eles, muitos, muitos parabéns.
6 de janeiro de 2008
Revelação
O evento vai juntar num único espaço todos os funcionários de todas as empresas, numa tentativa de motivação e de construção de espírito de grupo. Numa altura de muito, muito trabalho, em que a saída de diversas pessoas (umas por rescisão de contratos, outras por vontade própria) sobrecarrega brutalmente as que ficam, é bom e um pouco emocionante haver um acontecimento assim. Porque quebra o ritmo pesado, porque vai envolver centenas de pessoas, porque, nem que seja por um dia, nos faz sentir importantes. E com um bocadinho de menos vontade de fugir a sete pés, sobretudo aos que, como eu, já andam nesta indefinição há quase um ano.
Mas vamos dar tempo ao tempo.
5 de janeiro de 2008
Incorrigíveis
- à 2.ª feira, Ricardo Araújo Pereira, no estilo Gato Fedorento à antiga, quando ainda não se agarravam tanto à crítica das figuras públicas, limitando-se à observação dos tiques de cada um de nós;
- à 3.ª feira, Bruno Nogueira que, com o seu ar alucinado, torna qualquer assunto muito engraçado;
- à 4.ª feira, Zé Diogo Quintela, no mesmo estilo do Gato Fedorento à antiga;
- à 5.ª feira, Herman José que, sinceramente, acho que está bastante decadente e com um sentido de humor um bocado deprimente;
- à 6.ª feira, aparece um humorista convidado, às vezes um simples desconhecido, que frequentemente se torna numa bela surpresa.
Aqui ficam três de Bruno Nogueira, só para amostra, porque quero que se riam como eu me ri:
2 de janeiro de 2008
Mensagens
Parabéns... à minha amiga Vespinha. Uma amiga com "A" grande, daquelas que quase já não se usam, de tão verdadeira e incondicional - como a amizade deve ser. Que este ano que traga consigo tudo aquilo com que mais sonhas, porque mereces tudo isso e ainda muito mais. (Mary)
1973
diz ela que é uma boa casta, e eu concordo. logo comemorarei o seu nascimento mas tê-la-ei no pensamento durante todo o dia, como a tenho todos os dias. ela, que é uma das muito poucas amigas que me cabem na mão fechada.parabéns, vespinha. (Sininho)
Obrigada, AMIGAS.
30 de dezembro de 2007
Mudança
«O verde significa vigor, juventude, frescor, esperança e calma.»
«O verde não cansa a visão e ajuda a combater o cansaço. Para as religiões cristãs, simboliza ressurreição.»
«O verde é ligado ao elemento madeira e à primavera. Representam o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde.»
«O verde é a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. Facilita a comunicação com as plantas e com a natureza. Simboliza: vida nova, energia, fertilidade, crescimento e saúde. Usada em excesso, determina orgulho, superioridade e arrogância.»
29 de dezembro de 2007
1.ª receita
28 de dezembro de 2007
Fazer anos no fim de ano...
Para começar, terei de comemorar não uma, mas 5 (CINCO) vezes, isto porque, ao fazer anos no dia 30 de Dezembro, ainda por cima num «domingo véspera de ponte para feriado», é completamente impossível juntar todos aqueles de quem gosto numa única ocasião. Assim, terei de: jantar a 29 com o meu pai, que estará de serviço dias 30 e 31; almoçar a 30 com a minha melhor amiga, que depois vai para a passagem de ano com a família; jantar a 30 com os meus amigos do dia-a-dia (mano, colegas de trabalho...); jantar a 4 de Janeiro com os meus amigos de curso, que agora estão dispersos; jantar em dia a definir associando estar com a minha mãe a estar com a minha prima (que também estão fora na passagem de ano). E ainda ficam alguns de fora. Com esses vou comemorando ao longo do ano.E para ajudar, ao querer almoçar no domingo num sítio diferente, descubro que todos os sítios ditos «diferentes» e que eu queria experimentar fecham precisamente... ao domingo.
Ainda eu respondia, ao perguntarem-me se não acho chato fazer anos nesse dia: «Até acho giro». Pois...
Estou cansada e ainda nem sequer começou.
27 de dezembro de 2007
Desperdício
ficasse para amanhã. Pelos vistos, houve muita gente a receber este Natal um presente igual ao meu (maninho, afinal não foste nada original). Só para não deprimir tanto: parece que o fenómeno não é exclusivo de Lisboa, em Barcelona é o mesmo triste espectáculo.Conclusão: meti o rabinho entre as pernas e vim para casa fazer a dita encomenda pela Net. Fazem-me a entrega no dia 02.01, na empresa. Pelo caminho, empanturrei-me no Hard Rock, com direito a apple cobbler e tudo. Agora estou tão enjoada que acho que vou estar mais um ano sem lá pôr os pés. Acho que vou ver um ou dois episódios do Nip/Tuck para desenjoar.
E assim se gasta um dia de férias...
25 de dezembro de 2007
Xmas Top5
- um livro de receitas escrito à mão pela minha mãe, com cores diferentes para os ingredientes se destacarem no meio do texto, com índice e com classificação de graus de dificuldade (carinhas vermelhas e verdes). É um livro de valor inestimável, escrito num caderno A4, com receitas experimentadas por ela ao longo da vida, e registadas carinhosamente desde Setembro para ficar pronto a tempo.
- uma fotografia do meu avô a preto e branco, sorridente, com óculos de massa, para fazer companhia à fotografia da minha avó que já tenho na sala.
- um roteiro da colecção Berardo, oferecido pela minha priminha para documentar a visita guiada em que me acompanhou há uns meses (ver tópico de 26 de Agosto).
- uma pregadeira em forma de gato, em feltro, oferecida pelo meu sobrinho de 3 anos. As minhas gatas estão a adorar brincar com ela...
- e... a Nespresso com que andava a sonhar há meses! Cinzenta, automática e a tirar cafés fantásticos e bem cremosos. Oferecida pelo meu maninho, mas sem o extra do George Clooney...A todas as outras pessoas que me ofereceram presentes, obrigada, percebi que foram mesmo comprados a pensar em mim.
PS: Recebi também um forte abraço e um beijinho na cabeça de uma pessoa que não via há meses e que foi uma das mais importantes da minha vida. Soube bem.
24 de dezembro de 2007
Natal dividido
Quando vivia acompanhada, houve um Natal em que chorei por ter de me dividir por tantas famílias. Jantar em casa dos meus pais no dia 24, depois correr para casa da mãe do P. para passarmos com ela a meia-noite, passar o dia 25 em casa do pai dele, com quem eu tinha muito pouca confiança. Não era assim que eu queria o Natal, dividido por força de separações.No ano seguinte, por o pai dele estar fora, passámos o dia 24 com os meus pais e o dia 25 com a mãe dele. Tudo muito sereno, tudo sem complicações.
Após a nossa separação, passei os dois dias de Natal com os meus pais, bem aconchegada porque eu era na altura o elemento mais fragilizado.
E então veio a separação dos meus pais, e a angústia de termos de reorganizar tradições, de não querermos deixar ninguém sozinho. O meu pai foi para a Beira Alta ter com uns tios, eu e o meu irmão ficámos cá, com a minha mãe e o meu tio paterno. Mas no dia 25 o meu pai esteve connosco em minha casa, adaptados e contentes por nos termos adaptado.
Este ano, baralhamos e voltamos a dar. O meu pai quer ficar sozinho hoje à noite, passando o dia de amanhã connosco, em casa dele. Custa-me muito, mas é por opção, não por falta de alternativas. E o meu tio paterno (mais uma vez, obrigada) estará sempre presente, como elo de ligação: hoje com a minha mãe, amanhã com o meu pai.
Resumindo: Seja onde for, seja com quem for, o que é preciso é que haja bacalhau com muito grão e azeite, muito calor, muita saúde e tranquilidade. Para mim e para todos de quem gosto. Feliz Natal.
22 de dezembro de 2007
Quem parte e quem fica
Para começar, a notícia da morte de um colega de trabalho, durante a noite, de forma repentina. Era um solitário, um pouco calado mas sempre preocupado com o bem-estar do próximo. Sempre pronto a ajudar, sempre com um sorriso meigo. Para trás deixou dezenas de colegas que gostavam dele mais do que se calhar pensava, deixou um lugar vazio e o trabalho todo a meio. Fazia os desenhos técnicos de que precisamos para colocar nos livros escolares. Agora não conseguimos olhar para eles. Morreu de 20 para 21 de Dezembro, não sei bem de quê nem se sozinho se acompanhado. Tinha 49 anos.
Para terminar, a notícia de que mais uma colega se vai embora. Cansou-se, deixou de ter paciência, quer experimentar coisas novas. Fico contente por ela. Mas fico triste por mim, porque o ambiente deixa de ser o que foi durante anos. Éramos 3 bastante unidas. Agora fico eu.
Há algo em comum nestes dois acontecimentos. Por muito confuso que pareça, acho que quem parte fica sempre melhor do que quem fica. O C. porque pelo menos já passou por aquilo que todos tememos, a morte, e já sabe o que isso é. A S., porque parte para o desconhecido, para um desafio. Quem fica, fica com o desconhecido e com o conhecido. Para mim não é confuso, é muito claro.
16 de dezembro de 2007
Natal à Mr. Bean
Hoje fiz finalmente a minha árvore de Natal. E como em algumas coisas sou muito organizadinha, tinha tudo bem arrumado na arrecadação em saquinhos separados: um para as luzes, outro para as bolas vermelhas, outro para as douradas, outro para os enfeites em feltro... Em três quartos de hora ficou tudo pronto, com presentes debaixo e tudo (aqueles para cuja compra tive de tirar um dia de férias)!E não conseguir deixar de me lembrar de um colega meu que diz que fazer a árvore de Natal quando se mora sozinho lhe faz lembrar o Mr. Bean (procurar no YouTube «Mr. Bean Christmas»). Achei piada. Mas o que eu acho a sério é o seguinte: já basta ter de viver sozinha, e ainda por cima ter de me privar das luzinhas da árvore? Nã. Não me importo de ser uma Ms. Bean no Natal.
15 de dezembro de 2007
«Sou pensólogo...
No último dia de trabalho da L., foi a contar histórias parvas como esta que tomámos um último cafezinho no local do costume. Apesar de ser apenas um afastamento físico, vou ter muitas saudades das nossas gargalhadas diárias, das «cegadas» e das sessões no gav. Muitas mesmo.
13 de dezembro de 2007
O pesadelo...
Com as agências imobiliárias a bombardear-me com telefonemas e «pedidos de angariação» do apartamento. A minha agenda desta semana:3.ª feira, 19h - Visita de agente Fita Métrica
4.ª feira, 19h - Visita de agente Home Life
5.ª feira, 19h - Visita de agente Winner
6.ª feira, 19h - Visita de agente Home Smile
Sábado, 11h - Visita de agente Vertikal
Sábado, 12h - Visita de agente Abra
A partir da próxima, semana, acabou, não aceito nem mais um.
Pelo meio, dezenas (e não estou a exagerar) de telefonemas de outras tantas imobiliárias que entretanto já recusei. Há muito, muito tempo que não me sentia tão aborrecida ao ouvir o telefone tocar.
E quando aqui entram, põem a cassete e começa a inevitável negociação sobre preços, percentagens de taxas, a casa vista à pressa... Sim, porque toda esta ganância não se deve ao facto de a casa ser muito apetecível, mas ao facto de estes vendedores terem objectivos mensais para cumprir, com x casas para angariar. É muito, muito cansativo.
Por mim, vou tentar vender a casa amigos dos amigos e assim ficarei muito mais contente.
10 de dezembro de 2007
A saga só agora começou...
Stress n.º 1 - a compra: Finalmente decidida pela compra, lá fui para o banco (que dizem ter as melhores taxas do mercado) armada de todos os papéis e mais alguns para pedir o empréstimo do valor que falta. Ia de facto satisfeita, pelo menos desta vez estava prevenida com tudo: recibos de ordenado, n.º de sapatos e de calças que uso, declaração da entidade patronal, quantidade de calorias que ingiro por dia, cópias de extractos bancários, relatório das férias dos últimos 6 anos, cópia da escritura da casa actual, nº diário de vezes que me assoo quando estou constipada, cópia do últimmo IRS... Não havia mesmo mais nada que me pudessem pedir. Mas estava enganada. Porque, como ainda tenho uma casa para vender, e porque a quantia é considerável, vou ter de arranjar um fiador. Isto é: vou ter de arranjar todos estes documentos do meu pai. Não vai ser tarefa fácil.
Stress n.º 2 - a venda: Chegada a casa do banco, e incentivada por a minha primeira possível compradora ontem ter gostado da casa, peguei na máquina fotográfica, fotografei todas as divisões de todos os ângulos e mais algum e decidi começar a pôr anúncios em alguns sites. Só o conseguir fazer num, e mal. Primeiro, porque as imagens eram muito pesadas; depois, porque me faltavam alguns dados; por último, o site bloqueou e só me deixou colocar duas fotografias. Mas mesmo assim, 2 horas depois já me ligava um agente imobiliário a propor comercializá-la. E a insistir. E a insistir. E a insistir. Lá cedi a mostrar-lhe a casa amanhã, a avisá-lo de que não lhe dou exclusividade e a ser inflexível no valor com que quero ficar. Das duas uma: ou vai ser muito fácil vender a casa ou estão a gozar com a minha cara.
Cenas dos próximos episódios: ??
5 de dezembro de 2007
Angustiazinha
4 de dezembro de 2007
Parabéns, prima
2 de dezembro de 2007
Compras...
... em stress porque ainda não as fiz. E porque toda a gente me pergunta, com ar incrédulo: O quê, AINDA não fizeste AS compras de Natal? Não, nem uma. E, pior do que tudo, não me apetece. Primeiro, porque ainda não me imbuí do espírito natalício. Segundo, porque estou sem imaginação. Terceiro, porque estou com paciência zero para entrar em qualquer loja que seja (e, a agravar, a cada dia que passa as lojas estão mais cheias...). Acho que vou optar pelas compras on-line - e, mesmo com estas, cuidado com os prazos de entrega... A evitar também ter de levantar o que quer que seja numa estação de correios.



