






Ontem tomei a primeira dose da vacina contra o HPV (papilomavírus humano), responsável pela maioria dos casos de cancro do colo do útero. Daqui a 2 meses ser-me-á administrada a segunda dose e daqui a 6 meses a terceira. As 3 doses são caras (cerca de €450, sem comparticipação) mas, por me ter sido aconselhada por quem sabe e por me ter apercebido de que a maioria das pessoas ainda julga que esta vacina só é eficaz se tomada na adolescência, aqui ficam alguns dados importantes. Para que, se puderem, sigam o o meu exemplo.
- O cancro do colo do útero é a segunda maior causa de morte de mulheres entre os 15 e os 44 anos, logo a seguir ao cancro da mama.
- Na Europa, morrem anualmente 15 000 mulheres de cancro do colo do útero - o equivalente a 40 mulheres por dia e duas mulheres por hora.
- O cancro do colo o útero é causado exclusivamente pelo HPV.
- Cerca de 70% das pessoas sexualmente activas serão expostas ao HPV num determinado momento das suas vidas.
- A ligação entre o HPV e o cancro do colo do útero é muito mais estreita do que a ligação entre o tabaco e o cancro do pulmão.
- A vacina do cancro do colo do útero cobre os tipos de HPV que causam 75% dos casos de cancro do colo do útero.
Se, até há algum tempo, a vacina contra o HPV era recomendada exclusivamente a raparigas antes de iniciarem a sua vida sexual (fazendo inclusivamente parte do Plano Nacional de Vacinaçãoi), estudos mais recentes demonstram que, mesmo quando administrada mais tarde, a vacina é eficaz, tanto na prevenção da infecção como na diminuição da probabilidade da sua degeneração em cancro.



E ainda a propósito do tópico de ontem, a proposta de um livro curiosíssimo sobre o arquitecto do World Trade Center, Minoru Yamasaki.




E eu só não fiquei na mesma porque tinha Baby V. a puxar por mim e a não me deixar parar. Estarei assim dentro de 10 minutos.
... porque estou a entrar na quarta semana de férias, tenho andado pelo Algarve, Ericeira e Adraga, e ainda tenho este livrito para acabar antes de ir passar uns dias a Barcelona.

A última vez que me lembro de ter lido uma obra de fôlego durante as férias de verão terá sido há uns 15 anos - a trilogia d’O senhor dos anéis, bem antes de os filmes aparecerem. Na altura, conheci o fantástico mundo de Tolkien; desta vez, Ken Follet tem-me ensinado bastante sobre a vida na baixa idade média, sobre a construção de catedrais, sobre o quotidiano nos mosteiros e sobre os jogos de forças entre o clero, a nobreza e o povo. Que difícil vai ser regressar ao século XXI.
Acabo de me aperceber que talvez um dia possa comprar uma réplica através daqui.
Era uma vez 3 irmãos*: João, Joaquim e Maria Augusta, todos nascidos em Currelos, na Beira Alta, entre o final dos anos 20 e o início dos anos 30. Todos Oliveiras.
Se tenho uma visão muito deficiente, que um dia me obrigou a colocar lentes intra-oculares, já a minha audição compensa-a em larga escala. E, se calhar por ouvir demasiado bem, eu não gosto de barulho. Em geral, de espécie alguma. Mas há certos barulhos que ouço com muita frequência e que têm o dom de me irritar ao ponto de não conseguir sequer pensar em mais nada a não ser no seu fim:
Este era um jogo que eu costumava jogar com o meu pai, não me lembro muito bem com que idade, mas certamente numa altura em que já dominava bem a língua. Não era preciso nenhuma consola, nem nenhum computador, nem mesmo um tabuleiro ou peões. Só dois pedaços de papel e dois lápis. E nem era preciso grelhas certinhas como as usadas para jogar ao STOP. Nem mais do que dois jogadores. E as possibilidades eram ilimitadas.
Bem sei que grande parte dos blogues deste país devem ter hoje José Saramago como tema. Mas eu não seria eu se o meu também não o homenageasse.
Gosto de escolher o que vou semear, de esperar para ver as sementes a medrar, de comprar e vender animais da quinta, de fazer colheitas e tirar leite às vacas, de apreciar a perfeição de certas peças, frutos e legumes, de treinar os meus cães virtuais, de fertilizar os campos dos meus vizinhos, de lhes oferecer presentes e receber outros em troca. E também gosto de regar as minhas plantas verdadeiras, de lhes arrancar as ervas daninhas, de escovar, alimentar e mimar as minhas gatas de carne e osso. Mas também gosto do Farmville. E uma coisa não interfere com a outra.
Tenho lido muito ultimamente, e tenho-me esquecido de vir aqui relatar o quê, mas este não posso deixar de recomendar. É violento, muito. Bastante cheio de palavrões também. Mas intenso como há muito tempo não me lembrava de ler algo, daqueles livros que me fazem resistir ao sono e, de manhã, ansiar pela hora de voltar a casa para continuar a ler. Com um ritmo rápido, com personagens agressivas mas humanas, capaz de me provocar riso, ternura e repulsa ao mesmo tempo. Um daqueles livros que, ao ler, imaginava em filme. Que entretanto descobri que já há.
Há cerca de 13 anos, andava eu no curso de jornalismo do Cenjor, um dos trabalhos que tínhamos de fazer eram jornais e revistas diários e semanais, um bocadinho a sério e um bocadinho a brincar. Para uma dessas «edições» quis entrevistar João Aguiar, um dos meus autores preferidos na altura e cujos livros ainda hoje compro logo que saem(saíam).