29 de julho de 2016

A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joel Dicker

Quando este livro saiu, ouvi tantas críticas negativas, sobre ser um bluff, que acabei por não lhe pegar logo. Até que mo ofereceram, e agora tive oportunidade de o ler.

Na base, é uma história simples: o assassínio de uma rapariga cometido há 30 anos e que agora é descoberto e a tentativa de um jovem escritor de descobrir quem é o assassino depois de o seu único amigo ser incriminado. Mas o livro é longo, e os suspeitos acabam por variar, sempre num ambiente que não deixa de fazer lembrar Twin Peaks (a pequena cidade, os bosques, o diner, as próprias personagens...).

De facto, a história é simples, e não muito surpreendente, mas gostei muito da estrutura do livro, em que cada capítulo começa com uma espécie de diálogo entre o escritor que investiga e aquele que é investigado. Diálogos que, todos juntos, podem ser bons conselhos para quem também quer escrever.

Não dei o tempo por perdido.

28 de julho de 2016

Símbolo dos 3 kg


Pode parecer um simples body de bebé, mas para mim representa a primeira peça de roupa que deixou de servir às mini-mes, agora que finalmente estão na faixa dos 3 kg. É claro que também já subiram no número das fraldas que usam, na quantidade de leite que bebem e no descomer que fazem, mas vê-las finalmente a encherem-se de preguinhas é um gosto.

26 de julho de 2016

Eu

E estou rodeada de gente como nunca pensei estar. Se bem que quem me dera não precisar disso. Estar dependente, ainda que cada vez menos de dia para dia, custa.

21 de julho de 2016

Para quem gosta dos tópicos sobre livros...

... é só para avisar que tenho aqui pelo menos uns três à espera de disponibilidade e que vou tentar tê-los na próxima semana.

18 de julho de 2016

As minhas quatro pernas e as minhas oito patas


Ainda desde antes de engravidar, a reação das gatas a um bebé cá em casa já era uma coisa que me preocupava. Depois, durante a gravidez, tive os cuidados básicos de quem não é imune à toxoplasmose: não lhes mudar as pedrinhas da caixa e retirar o excesso apenas com luvas e máscara. Mais nada.

Com o crescer da barriga, comecei a ter menos mobilidade para me baixar e dar-lhes festinhas quando se rebolavam à minha frente, e tê-las na minha cama quando me levantava tantas vezes para ir à casa de banho à noite era difícil, mas consegui não as pôr de parte.

Já no final, nos dias em que estive em casa, colaram-se a mim como nunca, sempre, sempre a minha sombra. Até que fui internada, e por mais tempo do que julgava. De um dia para o outro, viram-se sempre comigo para estarem sempre sem mim. Felizmente, tenho uma mãe zelosa que, a meu pedido, dormia cá em casa de dois em dois dias para lhes fazer companhia.

Quando voltei para casa no dia 9 de junho, receberam-me cautelosamente, e aí a reaproximação teve de ser lenta, pois não me podia baixar para lhes dar festas nem elas podiam deitar-se em cima de mim. Dias depois, aparece um pequeno ser, a Luisinha. Nesse dia, a Vespa tentou várias vezes ir para o berço dela, e eu estava cheia de medo. Até que me aconselharam a deixá-la, porque de outro modo não desistiria nem saberíamos como correria. Entrou no berço, deitou-se a uns 40 cm da bebé, ficou lá uns dez minutos e saiu. E não voltou a fazer o mesmo, mesmo quando apareceu a fotocópia, a Mariazinha.

A partir daí, a Vespa gosta de, de vez em quando, estar no quarto das bebés, numa cama à parte, como que a tomar conta delas. A TT vai-se mantendo ao largo, mas atenta e sempre sem o mínimo sinal de ciúmes. À noite, quando a responsabilidade pelas bebés passa para a colaboradora que ainda cá está, vêm para o pé de mim e dormem na minha cama. Ficam aflitas quando as bebés choram muito, parece que já se preocupam com elas. Têm sido umas valentes.

Falta uma última prova: a altura em que for eu a tratar das bebés totalmente by myself, dia e noite, sem grande tempo para as gatas. Mas logo se verá, pelo que vejo tudo encontrará o seu equilíbrio.

15 de julho de 2016

Isto tem estado um bocado parado...

... mas confesso que apesar de ter ajuda 24 horas por dia, os biberões, os banhos e as birrinhas pelo meio não me têm dado tempo nem grande inspiração para escrever coisas interessantes por aqui. Nos intervalos vou partilhando coisas a que acho graça.

E pensar que já tenho três livros lidos em lista de espera para escrever a crítica...

13 de julho de 2016

Era para ter sido hoje...


Já foi há 5 semanas e 5 dias...


O carrinho das bebés

Uma das coisas que me pareceu mais difícil escolher para as gémeas foi o carrinho. Em primeiro lugar, a oferta é muito reduzida, tendo em conta o que existe para um bebé só. Em segundo, o pouco que existe é muito pouco prático para quem, como eu, terá de andar muitas vezes com elas sozinha. Por último, os preços são quase inacreditáveis.

Os meus critérios para a escolha:
- não poderia ser uma "limusina", o que exclui uns 90 por cento dos carrinhos existentes. Vi, e não estou a exagerar, carrinhos que abertos têm 1,50 m de comprimento. Dobrar uma esquina e entrar em grande parte dos elevadores seria quase impossível;
- não poderia ser um side by side, por causa dos elevadores e da largura da maioria das portas;
- as bebés não poderiam ir atrofiadas, uma sem ver o que se passava à frente.

Reunidos estes critérios, e excluindo o preço (a que tive de literalmente fechar os olhos), restava-me uma opção, que tive de mandar vir dos EUA por cá custar quase o dobro do preço. O Baby Jogger City Select, além de ser bem mais curto do que os restantes (1,10 m no máximo), permite 16 combinações diferentes e, por ter duas alturas desniveladas, permite que nenhuma das bebés fique totalmente escondida. É algo assim:

8 de julho de 2016

Já era tempo de mudar a família no rodapé do blogue


Todos os seres vivos que quero ter para sempre sob a minha responsabilidade dentro das minhas possibilidades.

7 de julho de 2016

Santa Rita de Cássia

Ontem ofereceram-me uma Santa Rita de Cássia, muito procurada há cerca de um mês quando tudo aconteceu. Para quem não sabe, esta é a santa das causas impossíveis, e já se encontra bem instalada junto dos meus anjos da guarda, familiares e outros. Só eles todos juntos, com os médicos de Santa Maria e agora com Santa Rita, permitiram que hoje possa estar aqui a escrever este parágrafo com as minhas filhas a dormir sossegadamente no quarto.