17 de outubro de 2017

O anúncio do Montepio

Há por aí mais alguém que embirre com o anúncio do Montepio? Detesto o tom quase de sobranceria com que é referido quem vive em Lisboa, quem tem casa, quem tem carro, quem sonha ter carro, quem quer ter poder, quem tem internet, quem vê novelas, quem gosta de futebol, quem sonha casar, quem quer ter filhos, quem põe dinheiro de lado, quem pede emprestado... quem é farinha do mesmo saco. A sério, irrita-me mesmo. Não por enfiar algumas das carapuças, mas por serem mencionadas como coisas menos boas.

16 de outubro de 2017

Ser mãe de gémeas é... #42

... ir vê-las a dormir e deparar com duas criaturas a dormir em espelho: um braço encostado às grades, o outro esticado para o lado com o boneco ao lado, boca aberta, pernas abertas.

13 de outubro de 2017

Parabéns, Maninho! Parabéns, querido Tio!

Parabéns a um dos homens mais corajosos do mundo. Aquele que pega em duas crianças gémeas que não são suas filhas, e que sozinho consegue dar-lhes banho, brincar com elas, alimentá-las e pô-las a dormir. Sem stress. Que possamos todos continuar a partilhar esta alegria durante muitos e muitos anos.

12 de outubro de 2017

O último amanhã, de Adam Croft

Numa manhã de pressa, Nick vai levar a filha à escola, mas após prendê-la na cadeirinha do carro, ela queixa-se de que se esqueceu de um desenho. Nick volta a casa a correr para o ir buscar, um, dois minutos, e quando regressa Ellie desapareceu. Não houve tempo para sair sozinha. Alguém a levou.

Com as buscas já em curso, Nick recebe um mail inesperado: terá a sua filha de volta se matar a sua mulher, Tasha. Em vez de envolver a polícia, Nick tenta resolver tudo sozinho, emaranhando-se numa teia de planos e mentiras da qual dificilmente consegue escapar.

Gostei desta história, narrada alternadamente por Nick e por Tasha, apesar de pelo meio recorrer a uma série de lugares comuns: o escritor sem inspiração que fica em casa a tomar conta da filha, a mãe mulher de negócios que trabalha horas infindas, a criança muito desejada e fruto de uma tentativa quase impossível. Mas o final tem a sua graça. Podia era ter andado por caminhos um pouco diferentes.

11 de outubro de 2017

Nós as três


Em julho fizemos uma sessão fotográfica com a Terra - Fotografia & Histórias, oferta do meu querido mano no Natal passado.

Pouco depois das 7h da manhã, quando o sol ainda está muito baixo, fomos para os relvados do Parque das Nações, cheias de sono e cheias de vontade.

Fomos as três de calças de ganga e as três de camisolas às riscas (apesar de às vezes o uso de riscas fazer um efeito estranho nas fotografias, acho que ficaram bem e deu para fugir às clássicas t-shirts brancas que vejo na maior parte das sessões, além de transmitirem melhor o mundo de alegria e cor em que gostaria que elas crescessem).

O resultado é este, uma seleção de 10 fotografias de um total de 68 em que a escolha foi muito difícil.








 

10 de outubro de 2017

Gadgets domésticos - II

Este também é da Tupperware, mas num registo menos infantil. Com um aspeto tão simples, é simplesmente o melhor saca-rolhas do mercado, aquele que qualquer um consegue usar sem moer a rolha e sem fazer força. Tenho meu há mais de 10 anos, sempre impecável. Num modelo mais antigo mas igualmente funcional.



O vídeo do funcionamento em baixo:


9 de outubro de 2017

Gadgets domésticos - I

Agora que tenho de fazer comida frequentemente, ainda que coisas muito simples, valorizo todos aqueles acessórios que me recomendam para facilitar a vida. O último foi-me oferecido pela minha mãe e é o Turbo Chef da Tupperware. Um recipiente com lâminas dentro que, de forma mecânica através do acionar de um fio, ralam tudo num instantinho sem precisar de eletricidade. Moo carne, faço purés de fruta, pico cebola, até faz smoothies... com pouquíssima logística e sem sujar praticamente nada. Recomendo vivamente.


Aqui o vídeo do funcionamento:


4 de outubro de 2017

No Dia Mundial do Animal...

... uma amostra de alguns que fazem parte da família.

A Babushka e a Minion, do meu irmão.
O Cascão, da minha mãe.
A Loba, minha a viver em casa da minha mãe.
A Sericaia, a Peúga e a Quinta, da minha mãe.
A minha Vespinha.
A minha TT.
Nota: Faltam as do meu pai, a Espuma e a Bolha, mas delas não tenho registo.

Preguiça


3 de outubro de 2017

16 meses... and counting

Reino do amanhã, de J. G. Ballard

Depois de ter lido Arranha-céus, fiquei fã das narrativas de J. G. Ballard, sempre pontuadas por cenários quase apocalípticos e críticos da vida de hoje.
Em Reino do amanhã, passado numa cidade dos subúrbios de Londres, o sentido da vida é consumir e os centros comerciais são as novas catedrais, na verdadeira aceção do termo. São o local onde todos procuram refúgio, onde veneram os seus ídolos, onde vivem o seu quotidiano. Simultaneamente, este ambiente gera uma espécie de governo nacionalista, em que as pessoas se divertem a praticar e a assistir a desportos de contacto violentos e a intimidar e atacar as minorias de imigrantes. 

Um retrato desenhado em 2006 e que se aproxima muito da realidade que vivemos hoje.

27 de setembro de 2017

Estamos nesta fase

E muita sorte tenho eu quando elas não tentam puxar a fralda imunda para a atirar para um sítio qualquer. É muito, muito cansativo.

25 de setembro de 2017

O batizado das minhas gabirus


Já lá vão quase 4 meses e eu praticamente não falei aqui do batizado delas, apesar de ter sido um dos dias mais importantes das nossas vidas. À semelhança do que aconteceu comigo há 43 anos, quis batizá-las no dia em que fizeram um ano. Não apenas para seguir a tradição, mas sobretudo para comemorar com a nossa família um ano de vida das miúdas e um ano da minha sobrevivência. Mas vamos à cerimónia.

O dia: 3 de junho de 2017.

O local: Igreja da Divina Misericórdia, em Alfragide, e Conversas na Gandarinha, no Centro Cultural de Cascais.



Os padrinhos: O tio Miguel, meu irmão que faço questão que um dia me substitua se tal for necessário, e a Ana Gata, uma amiga do coração e que conheci graças à blogosfera.


Os convidados: Toda a família exceto a prima Margarida que estava fora do país. Quando digo toda é mesmo toda, tendo sido a primeira ocasião em que todos se juntaram.

O tema: A família e a celebração da vida.




As cores: Verde e cor de laranja, as cores da Maria e da Luísa, respetivamente, graças às pulseirinhas de seda que as acompanham desde que nasceram. E bolinhas por todo o lado, a lembrar a decoração do quarto delas.




A decoração: Fui eu quem pensou em tudo, tendo tido a ajuda do meu irmão na execução de algumas peças. Elas iam de vestido branco, muito simples, complementado com uma florzinha na cabeca e com umas merceditas verdes e cor de laranja. No restaurante, as mesas tinham os nomes dos bisavós, sempre presentes nas nossas vidas. E, à entrada, uma pequena oliveira foi ornamentada com fotografias de toda a família, a que cá está fisicamente e a que cá está no coração.







O(s) bolo(s): Verde o da Maria, cor de laranja o da Luísa, e branco com bolas verdes e cor de laranja o do batizado. Todos entrelaçados uns nos outros e confecionados na Cakemania, depois de desenhados por mim.




As lembranças: Cada convidado recebeu uma caixinha de lápis de cor decorada com as cores delas. E com eles todos tiveram de, em folhas de papel, escreverem mensagens para um dia serem lidas pela Maria e pela Luísa. A minha mãe também preparou uma surpresa, flores de pano feitas por ela.


Um dia que criou recordações muito mais felizes do que as que tínhamos de um ano antes.

23 de setembro de 2017

Parabéns, Mamã/Vovó!


Que possas durante muito anos acordar com as tuas netas no quarto ao lado para te desejarem um Feliz Aniversário.