Ser mãe de gémeas, estar a trabalhar e deixá-las na escola tem que se lhe diga. E as manhãs são, sem dúvida, os momentos mais difíceis de todos. Mas as tardes não lhes ficam atrás.
Levanto-me às 7h para tratar de mim antes de as acordar. Acordo-as pelas 7h45/8h, dou-lhes comida, visto-as enquanto não param de se mexer... e nisto tudo já passa das 9h e ainda tenho de lhes mudar novamente a fralda, que tem presente. Levo-as à escola e entro na editora às 10h. Às 16h30 saio, com a sensação de deixar imenso trabalho por fazer. Vou buscá-las e chegamos a casa pelas 17h15/17h30. Entre dar-lhes banho, elas dormirem mais uma sestinha de que precisam, dar-lhes jantar e contar uma história não estou quase tempo nenhum com elas. Às 20h30 estão na cama.
É uma sensação de não estarmos num lado nem noutro... Daqui a 5 meses, quando deixar de ter a redução de horário, vai ser bonito, vai!
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
16 de janeiro de 2017
13 de dezembro de 2016
27 de maio de 2016
31 de março de 2016
Mixed feelings
Ontem tive de vir para casa de baixa, sobretudo por precaução, para abrandar o ritmo e evitar um parto pré-termo. As bebés estão bem, uma com 640 g e a outra com 715 g, com pouca diferença entre elas e um tamanho bom para gémeas. A partir de agora, a boa evolução da gravidez vai depender sobretudo de mim própria, reduzido que está o risco de transmissão feto fetal (um dos maiores riscos de gémeos idênticos).
Por isso, tive de passar trabalho, fazer um ponto de situação, enviar uma série de emails... No fundo, arrumar as coisas para só regressar daqui a uns largos meses. Se por um lado sei que será bom ter algum tempo para mim antes de elas nascerem, para pensar nelas e tratar das coisas que as vão esperar, por outro foi muito estranho deixar assim o meu gabinete. Desligar a luz e saber que, no dia em que a voltar a ligar, serei uma pessoa muito diferente da que sou hoje. Diferente para melhor, tenho a certeza, mas diferente sem dúvida.
É estranho mas vai ser bom.
23 de março de 2016
Quando eu tinha de ser isenta
Há muitos anos, muitos mesmo, eu queria ser jornalista, influenciada pelo meu avô materno, que tinha histórias mirabolantes para contar acerca do que era ser jornalista nos anos 50. Entrevistar personalidades importantes, fazer a cobertura de prédios em chamas, viajar em porta-aviões... Nos anos 80, já reformado, continuava muito ativo, a trabalhar numa revista de turismo de um amigo e sempre em viagem. E assim fui para Comunicação Social.
Terminado o curso, fiz outro ainda mais especializado, no Cenjor, para formação de jornalistas, onde conheci grande parte dos melhores amigos que hoje tenho, daqueles que ficarão para toda a vida. Depois desse curso intensivo de um ano, fui estagiar para o Público, onde acabei por ficar colocada na editoria de Educação. E foi nessa altura, só nessa altura, que tomei consciência de que o jornalismo em que eu estava a trabalhar não era afinal a roda-viva que eu imaginara. Era algo bem diferente, monótono até, apesar de muito exigente em termos de horário. Escrevia sobre manifestações de estudantes, sobre despachos e decretos-lei, sobre mudanças nos programas e greves de professores e alunos. Havia sempre coisas a acontecer, só que eu não gostava de escrever sobre elas. E acabei por decidir sair, para trabalhar como editora de manuais escolares, algo que nem sabia o que era mas que se revelou bem mais desafiante, até hoje.
Dos tempos do Público recordo sobretudo o tempo do estágio, em que fazia um pouco de tudo e por isso podia variar. Ontem, nas minhas arrumações, encontrei este recorte, de uma reportagem que fiz sobre as touradas em Barrancos. Uma dos que mais me custou fazer mas que teve de ser, pelos motivos que quem me lê compreenderá.
Terminado o curso, fiz outro ainda mais especializado, no Cenjor, para formação de jornalistas, onde conheci grande parte dos melhores amigos que hoje tenho, daqueles que ficarão para toda a vida. Depois desse curso intensivo de um ano, fui estagiar para o Público, onde acabei por ficar colocada na editoria de Educação. E foi nessa altura, só nessa altura, que tomei consciência de que o jornalismo em que eu estava a trabalhar não era afinal a roda-viva que eu imaginara. Era algo bem diferente, monótono até, apesar de muito exigente em termos de horário. Escrevia sobre manifestações de estudantes, sobre despachos e decretos-lei, sobre mudanças nos programas e greves de professores e alunos. Havia sempre coisas a acontecer, só que eu não gostava de escrever sobre elas. E acabei por decidir sair, para trabalhar como editora de manuais escolares, algo que nem sabia o que era mas que se revelou bem mais desafiante, até hoje.
Dos tempos do Público recordo sobretudo o tempo do estágio, em que fazia um pouco de tudo e por isso podia variar. Ontem, nas minhas arrumações, encontrei este recorte, de uma reportagem que fiz sobre as touradas em Barrancos. Uma dos que mais me custou fazer mas que teve de ser, pelos motivos que quem me lê compreenderá.
18 de dezembro de 2015
Querem saber quanto vão pagar de sobretaxa?
Nada como um bom simulador, e este do Expresso pareceu-me fiável, até porque calculou ao cêntimo quanto costumo descontar de IRS e para a Segurança Social. Basta clicar em baixo.
30 de novembro de 2015
13 de novembro de 2015
2 de novembro de 2015
Sobre os manuais escolares
É muito raro eu escrever aqui sobre o meu trabalho, mas desta vez tem mesmo de ser. O ano letivo começou há algum tempo, as editoras foram amplamente acusadas de ganância e lucros milionários, e optei por não dizer nada. Agora já passou algum tempo, então vamos a isso.
Vem isto a propósito deste artigo publicado no Público de ontem, em que se comparam duas edições do mesmo manual escolar. Diz o artigo, recorrendo a essas duas edições, que 80% do manual se mantém igual, sendo vendido como novo e enganando os utilizadores. E isso é verdade (a parte dos 80% iguais). Mas há que conhecer muito bem todas as facetas deste problema para podermos tirar conclusões.
1. Porque é que se editam dois manuais para o mesmo ano e disciplina num intervalo inferior a seis anos (o período de vigência previsto na lei) com tão poucas alterações?
Porque na Educação toda a gente gosta de mexer, a começar pelo Ministério. E este implementou ao longo dos últimos anos as Metas Curriculares, documentos que complementam os programas mas que às vezes até os contrariam. Mas as Metas é que valem. E, na sequência da decisão, os manuais teriam de ser reformulados e certificados para poderem ser oficialmente usados. Ainda que as alterações pudessem não ser muitas.
2. Mas as editoras tinham mesmo de os alterar?
Sim, não podendo as antigas edições serem vendidas por não cumprirem as Metas. Essas edições tiveram de ser retiradas do mercado.
3. Várias declarações do Ministério sugerem publicamente que os alunos podem usar invariavelmente as duas edições. É verdade?
Oficialmente tal não deveria ser possível, se não, para quê implementar as Metas se alguns alunos não as pudessem seguir? Na verdade, se há disciplinas, como Ciências Naturais ou História, em que as alterações são poucas, em outras, como o Português e sobretudo a Matemática, as alterações são bem maiores. Em Português, obras que eram obrigatórias num ano passam a ser obrigatórias noutro. Em Matemática, conteúdos de 5.º ano passam para o 4.º (e às vezes vice-versa), além de os métodos de ensino serem bastante diferentes. E de voltarem a ser ensinados conteúdos que não o eram há muitos anos (isto é aplicável sobretudo no ensino secundários).
4. O que ganham as editoras com isto?
Praticamente nada, e em editoras mais pequenas até se perde dinheiro. Isto porque, quando se planeia um manual escolar, se fazem as contas para o mesmo durar seis anos, com alterações mínimas como uma ou outra gralha. Ora, alterar um manual dois anos depois de este ter sido editado pela primeira vez deita toda a rentabilidade abaixo.
5. Os manuais são mesmo assim tão caros?
Os preços de cada manual variam bastante, dos cerca de €9 no 1.º ciclo aos mais de €20 no ensino secundário. Talvez pareça caro aos encarregados de educação, que têm de comprar muitos, mas pensemos nos custos da sua produção:
- em média, um ano de trabalho por manual antes da sua publicação (autores, editores, paginadores, criativos);
- custos com ilustradores criativos, fotógrafos e desenhadores técnicos;
- pagamento a consultores pedagógicos e científicos que permitem afinar todos os conteúdos;
- pagamento da certificação prévia, que varia entre os €3500 e os €5500 por manual consoante o ciclo de ensino. De notar que com as reformulações das Metas, muitas certificações tiveram de ser pagas duas vezes em três ou quatro anos;
- custos de impressão e distribuição;
- pagamento de direitos de autor.
Parece pouco? Mas não, é muito. Não é um negócio milionário, é um negócio que se vai mantendo rentável à custa de muito boa gestão e de muito trabalho.
6. Quanto «vale» então um manual escolar?
Na minha perspetiva, o seu valor intrínseco é muito alto, se pensarmos que será usado durante todo um ano letivo e que, muitas vezes, os manuais são os únicos livros a que muitas crianças têm acesso. Compramos best-sellers por €20, lemo-los e colocamo-nos na prateleira. Mas se gastarmos €15 num manual escolar, a usar durante nove meses, já achamos muito. Podia ainda explorar o tema dos pais que se queixam do preço dos manuais mas que depois compram as melhores mochilas, as da moda, gastam dinheiro em jogos para as consolas de que os miúdos se fartarão depressa e gastam dezenas de euros em concertos a que levam os filhos para que eles não fiquem mal vistos perante os colegas. Mas isso será tema para outra vez.
Peço desculpa pela extensão deste tópico (que não é nada meu hábito escrevê-los tão longos), mas queria mesmo expor a minha perspetiva e alguns factos que muitos não conhecem.
28 de outubro de 2015
14 de setembro de 2015
1 de julho de 2015
2 anos
É um lugar comum, mas parece mesmo que foi ontem.
Que passei a trabalhar a uns 3 ou 4 km do local onde trabalhava antes.
Que deixei de trabalhar num edifício moderníssimo para passar a trabalhar num edifício mais datado mas que me faz lembrar aquele onde vivi os os tempos mais felizes da minha profissão.
Que deixei de almoçar num refeitório gourmet para almoçar noutro mais terra a terra mas de que não gosto menos.
Que deixei de gerir uma equipa grande para passar a gerir uma equipa mais pequena mas a ter muito mais responsabilidades e possibilidades de decisão.
Que aceitei o desafio de ajudar a fazer crescer uma casa pequenina que vai dando os seus baby steps.
No outro lado aprendi muito mas já não poderia aprender muito mais. Acima de tudo, deixei lá muitos amigos, que hoje são menos mas melhores.
Todos os dias agradeço esta oportunidade que a vida me deu.
Que passei a trabalhar a uns 3 ou 4 km do local onde trabalhava antes.
Que deixei de trabalhar num edifício moderníssimo para passar a trabalhar num edifício mais datado mas que me faz lembrar aquele onde vivi os os tempos mais felizes da minha profissão.
Que deixei de almoçar num refeitório gourmet para almoçar noutro mais terra a terra mas de que não gosto menos.
Que deixei de gerir uma equipa grande para passar a gerir uma equipa mais pequena mas a ter muito mais responsabilidades e possibilidades de decisão.
Que aceitei o desafio de ajudar a fazer crescer uma casa pequenina que vai dando os seus baby steps.
No outro lado aprendi muito mas já não poderia aprender muito mais. Acima de tudo, deixei lá muitos amigos, que hoje são menos mas melhores.
Todos os dias agradeço esta oportunidade que a vida me deu.
3 de junho de 2015
7 de maio de 2015
Muito mal vai o nosso país...
... quando o próprio Instituto do Emprego e Formação Profissional publica anúncios de emprego a pedir um engenheiro civil para acompanhar uma obra em Aveiro a pagar €505 por mês. Ilíquidos! É a desvalorização total do trabalho.
Nota: Este anúncio foi retirado do site do IEFP ontem.
6 de maio de 2015
Como criar um ambiente de trabalho relaxante
Os conselhos são da Forbes e parecem-me muito úteis para quem só de pensar no espaço físico em que trabalha começa logo a sofrer de suores frios. Aqui vão eles, comentados por mim porque dou importância a isto:
1. Dar um toque pessoal ao local, como fotografias, livros de arte ou outros, um candeeiro especial. Posso garantir que tenho lá disto tudo!
2. Manter o espaço limpo e organizado. Também aqui me porto bem, tenho umas duas ou três coisas a mais mas tento manter o meu espaço vital. E nunca saio ao fim do dia sem dar uma arrumadela primeiro.
3. Aprender a lidar com as interrupções ou a ignorá-las. Neste caso já é mais difícil, mas às vezes sai-me um «Agora não» mais bruto que funciona bem durante um par de horas.
4. Ter plantas na secretária ou no gabinete, o que pode reduzir o stresse, baixar a tensão, baixar a temperatura ou mesmo a humidade. Isto não tenho, mas não é nada em que não possa pensar. Até porque, como já disse aqui, tenho daquelas imortais.
5. Incorporar exercícios de relaxamento na rotina diária. Conheço alguns, mas raramente os pratico, porque estou tão embrenhada no trabalho que raramente penso neles. Tenho de começar a trabalhar nisto nem que seja quando for à casa de banho.
6. Alterar a disposição do gabinete. Disto não preciso, porque tenho uma boa secretária com a porta à esquerda, com luz vinda da esquerda e uma bela vista desafogada. Mas li que se deve ter a secretária de modo a ver quem entra e que, no caso de tal não ser possível, se pode recorrer a um pequeno espelho que permita ver o que se passa atrás de nós.
E aqui trabalho eu:
1. Dar um toque pessoal ao local, como fotografias, livros de arte ou outros, um candeeiro especial. Posso garantir que tenho lá disto tudo!
2. Manter o espaço limpo e organizado. Também aqui me porto bem, tenho umas duas ou três coisas a mais mas tento manter o meu espaço vital. E nunca saio ao fim do dia sem dar uma arrumadela primeiro.
3. Aprender a lidar com as interrupções ou a ignorá-las. Neste caso já é mais difícil, mas às vezes sai-me um «Agora não» mais bruto que funciona bem durante um par de horas.
4. Ter plantas na secretária ou no gabinete, o que pode reduzir o stresse, baixar a tensão, baixar a temperatura ou mesmo a humidade. Isto não tenho, mas não é nada em que não possa pensar. Até porque, como já disse aqui, tenho daquelas imortais.
5. Incorporar exercícios de relaxamento na rotina diária. Conheço alguns, mas raramente os pratico, porque estou tão embrenhada no trabalho que raramente penso neles. Tenho de começar a trabalhar nisto nem que seja quando for à casa de banho.
6. Alterar a disposição do gabinete. Disto não preciso, porque tenho uma boa secretária com a porta à esquerda, com luz vinda da esquerda e uma bela vista desafogada. Mas li que se deve ter a secretária de modo a ver quem entra e que, no caso de tal não ser possível, se pode recorrer a um pequeno espelho que permita ver o que se passa atrás de nós.
E aqui trabalho eu:
16 de abril de 2015
10 de abril de 2015
Ir e vir
Mas, pelo meio, ter duas reuniões, assistir à apresentação dos nossos manuais, tentar comer uma francesinha, dormir num hotel de que gosto muito e conhecer outro que dizem ter uma vista linda.
11 de março de 2015
Uma semana de trabalho no Japão
Stu, um britânico a trabalhar no Japão como professor, condensou num vídeo de 3 minutos a sua semana de trabalho de 80 horas, que acontece em média durante três meses por ano. Trabalhar, comer e dormir são tudo.
Talvez possa estar um pouco exagerado, mas julgo não estar muito longe da realidade.
Talvez possa estar um pouco exagerado, mas julgo não estar muito longe da realidade.
23 de janeiro de 2015
Cá vou eu...
... sozinha com 300 km pela frente, mais uns 150 km depois da reunião do dia. Há quem ache estranho, mas vai saber-me tão bem!
5 de janeiro de 2015
Cá vou eu no meu Trabbie...
... a acompanhar-me todos os dias no meu local de trabalho. Adorei este presente de anos trazido em mãos do país de origem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































