20 de abril de 2017

Das vacinas

Já quase tudo foi dito sobre pais que optam por não vacinar os seus filhos, sobretudo ontem, depois de uma jovem de 17 anos, não vacinada contra o sarampo, ter morrido devido a complicações decorrentes da doença.

O que acho, e já achava antes destes acontecimentos, é que é uma total irresponsabilidade não cumprir o Plano Nacional de Vacinação, que até é bastante rico (excetuando as vacinas do rotavírus e da meningite, que tive de pagar à parte e que são caríssimas). Se a ciência permite, nos nossos dias, estarmos protegidos e proteger os nossos filhos, porque não o aproveitamos? Não consigo mesmo colocar-me na pele de quem não o faz.

E isto levar-me-ia a outra questão, a quantidade de pessoas que optam por ter os filhos em casa, longe de todos os meios médicos e sem qualquer tipo de esterilização do ambiente. Mas disso só se lembrarão quando um bebé morrer devido a mais uma decisão inconsciente e que se rege apenas por princípios idealistas.


19 de abril de 2017

Ser mãe de gémeas é... #31

... ficar triste quando ouço alguém dizer que uma é mais bonita do que outra, e vice-versa. São lindas as duas.

18 de abril de 2017

Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich

Svetlana Alexievich, Nobel da Literatura em 2015, tem um estilo muito próprio: dá voz aos outros através da sua própria voz. Pelo que sei, a técnica é visível em outros seus livros, mas neste Vozes de Chernobyl o relevo que ganha é imenso.

Svetlana entrevistou várias vezes mais de 500 pessoas acerca do desastre na central nuclear ucraniana em 1986. Desses depoimentos (por ela apelidados de «monólogos»), mais de 100 estão neste livro: bombeiros que lá estiveram nos primeiros dias, médicos, pais e mães, maridos e mulheres. Pessoas que sofreram na pele os efeitos de uma radiação para a qual não estavam preparadas, pessoas que viram os seus familiares morrer devagar das formas mais horríveis, pessoas que tiveram de deixar as suas casas e toda uma vida devido ao acidente. E tudo sob o olhar comprometido das autoridades soviéticas, que enviaram para o local do acidente pessoas mal preparadas e que não agiram de forma célere na evacuação.

Ainda hoje, mais de 30 anos depois, Chernobyl é uma nódoa negra no nosso planeta, nódoa na qual, por efeito das radiações, ainda ninguém pode tocar nem sabe quando o poderá fazer.

Vale a pena ler este livro de testemunhos, vale muito a pena. E depois investigar um pouco mais sobre algo que aconteceu longe mas que poderia acontecer mesmo aqui ao lado.

17 de abril de 2017

Conhecem o caruncho grande da madeira?

Pois, eu também não conhecia, nem sonhava que tal coisa existia. Já tinha ouvido falar do caruncho, claro, mas daquele que faz buracos pequeninos em madeiras velhas. Até que há dias, de um dia para outro, me apareceu isto no chão ao pé de uma cadeira do pátio:


Observando a cadeira ao pormenor, deparei com este "buraquinho", perfeitamente redondo e com cerca de 1,5 cm de diâmetro:



Depois de vários conselhos que me deram no Facebook, atirei lá para dentro WD40 e saiu de lá esta coisa:


Depois de uma pesquisazita feito pelo meu irmão, concluímos que se trata do caruncho grande da madeira. Agora resta-me esperar que não tenha deixado larvas e que não haja outros por aí. Ei-lo, com cerca de 3 cm de comprimento:

10 de abril de 2017

Ser mãe de gémeas é... #30

... achar que são diferentes mas quando olho para certas fotografias verificar que são mesmo muito parecidas.

À esquerda, a olhar meio de lado, a Maria.
À esquerda, a olhar meio de lado, a Luísa.