15 de novembro de 2019

Onde me apetecia estar

Adoro frio quando estamos bem quentinhos com uma lareira e uma caneca de chocolate quente. Adoro paisagens amplas e inóspitas. Adoro design escandinavo. Adoro coffee-shops com bolos caseiros. Adoro andar agasalhada no frio da rua . Adoro entrar num estabelecimento no inverno e poder ficar de manga curta. Adoro luzes quentes. Adoro edredons fofinhos.

Adorava estar aqui:

13 de novembro de 2019

Arranjem-me um babete, por favor

Ontem, antes de me proporcionarem mais um fim de dia caótico com a guerra que é irem para a cama, a Maria ainda me deu um enorme presente: o primeiro desenho percetível (por mim) que fez:


Eu no meio e uma de cada lado. Não posso deixar de gabar o aproveitamento que fez do espaço, as dimensões dos bonecos, o pormenor de terem cabelos, os braços a sair do corpo/pernas e não da cabeça... Babo-me.

11 de novembro de 2019

E foi assim no sábado

Dezenas de amigos e família, a maioria das «minhas pessoas», a acompanharem o lançamento do «meu» livro. Adorei cada minuto e cada intervenção. Adorei vê-los todos lá. Adorei poder agradecer a quem tanto me tem acompanhado.

Foi um dia muito feliz.













6 de novembro de 2019

O anúncio já faz 4 anos

Fez esta manhã 4 anos que, pouco antes da hora de almoço, soube através de uma análise de sangue que estava grávida. Segundo a minha médica, o valor relativamente alto indicava que seria «só um, mas gordinho». Afinal, vieram duas, mas magrinhas.

Começou no dia 6 de novembro de 2015 o meu estado de graça.

Convite aos meus leitores...

... que terão mais umas páginas de leitura e que finalmente perceberão por que motivo o blogue às vezes fica para trás. Apareçam!


31 de outubro de 2019

As gémeas de Auschwitz, de Eva Mozes Kor

Desde que tenho gémeas que agarro tudo o que tenha gémeos pelo meio, e este livro tem a vantagem de abordar o Holocausto, tema que sempre me interessou bastante. Já sabia que o doutor Mengele tinha uma fixação por gémeos, com os quais podia fazer experiências sempre com diferentes variáveis disponíveis, mas não sabia em concreto que tipo de coisas fazia, e que quando um gémeo morria o outro deixava de ter préstimo.

Mas, à parte uma pequena percentagem do livro que aborda estas experiências, é mais uma história de sobrevivência, neste caso em concreto de uma criança de 10 anos que se reveza para sobreviver e manter viva e motivada a sua irmâ gémea.

Eva Mozes Kor dedicou o resto da vida a divulgar a sua história, fundando inclusive a CANDLES (Children of Auschwitz Nazi Deadly Lab Experiments Survivors) e um museu do Holocausto em Indiana, EUA.

Resumindo, é mais uma história interessante mas que não acrescenta muito de novo ao que já sabia sobre Auschwitz. Mas bom para quem está a começar a entrar no tema.

24 de outubro de 2019

A Luísa ao seu telefone (= um comando avariado)

- Pois...
- ... (pausa)...
- Diz?
- ... (pausa)...
- Diz?
- ... (pausa)...
- Não estou a ouvir.
- ... (pausa maior)...
- Ah, já percebi! Beijinhos, até logo!

Gostava de saber como é o resto do diálogo dentro da cabeça dela.

16 de outubro de 2019

Vê-las a dormir

A propósito desta crónica de Eduardo Sá sobre ver os nossos filhos a dormir, confirmo que sim, é uma das melhores coisas do mundo, olhar para eles na penumbra e sentir que aquele sono profundo é a prova da confiança total que têm em quem os guarda.

Todas as noites vou ver a Luísa e a Maria a dormir durante uns minutos, e digo-lhes sempre ao ouvido «Gosto muito de ti», para que sonhem com isso e, subconscientemente, sintam isso como uma verdade absoluta.

A Luisinha a dormir quando tinha apenas 1 ano.

14 de outubro de 2019

Milkman, de Anne Burns

Tudo se passa nos anos 70 numa cidade sem nome de um país sem nome, que facilmente percebemos serem Dublin e a Irlanda do Norte. O ambiente é opressivo e de desconfiança permanente, entre os pró-governo («os de lá») e os antigoverno («os de cá»), em que quase todas as famílias já viram um ou mais dos seus assassinados por motivos políticos.

A protagonista (e narradora) é uma rapariga de 18 anos cujo nome nunca conhecemos, que sempre tentou passar despercebida, porque quando não se dá nas vistas corremos menos perigos. Até que um dia se levanta um boato de que anda envolvida com um leiteiro com o dobro da sua idade, homem sabido e influente dos antigoverno que subtilmente a persegue. A partir daqui, toda a sua vida é condicionada por este boato, que limita os seus movimentos, os seus interesses, os seus relacionamentos e até os seus sentimentos, até se sentir quase apática.

A escrita, que segue sempre a linha de pensamento da rapariga, é fluida apesar de todos os desvios que o pensamento implica, mas fácil de acompanhar se estivermos concentrados.

Um bom retrato do ambiente vivido aquando dos conflitos entre as duas Irlandas a propósito de um caso de assédio sexual.

Nota: Este livro ganhou o Man Booker Prize 2018 e foi bem merecido.

25 de setembro de 2019