26 de maio de 2017

Barrel fever, de David Sedaris

Sou fã de Sedaris, já o disse aqui várias vezes, tanto que já esgotei praticamente toda a leitura dele (faltar-me-ão dois ou três livros). Este Barrel fever (em português talvez se possa traduzir por Ressaca) é o seu primeiro livro, e talvez por isso aquele de que gostei menos. Na primeira parte, «Histórias», houve poucas de que tenha verdadeiramente gostado. Uma já conhecia de outro livro, e é das minhas favoritas, «Season's greetings to our friends and family!»

A segunda parte, mais pequena, são quatro ensaios com base na experiência própria do escritor, e esses já os conhecia todos, mas não pude deixar de me rir de novo. Um deles é aquele em que Sedaris trabalha como duende num Natal no Macy's, «Santaland diaries», e já o tinha referido aqui. Os restantes fui-os encontrando noutros livros.

Em suma, não recomendo para quem nunca tenha lido nada do escritor, porque há tanta coisa tão boa que não vale a pena começar por um que deveria ficar para os restos, como eu fiz.

25 de maio de 2017

O novo Supergel

Lembram-se do Supergel, aquela pasta meio transparente com cheiro a petróleo que vinha numa bisnaga e que tirava todas as nódoas? Pois agora a minha mãe deu-me a conhecer outra maravilha, esta com a vantagem de não cheirar mal e de poder ser colocada na máquina de lavar a roupa. Chama-se KH7 e até agora tirou-me nódoas mesmo de tudo (vinho, sangue, cocó - das bebés, entenda-se...).

Nota: Também existe em versão para tirar gorduras na cozinha, desincrustar calcário, limpar motores, limpar vidros...

24 de maio de 2017

Ser mãe de gémeas é... #34

... assistir ao acordar mais alegre de sempre, ainda por cima em dose dupla, em que duas mãozinhas se tentam tocar através das camas de grades no meio de guinchos e gargalhadas.


22 de maio de 2017

Eu que nunca me casei...

... vejo-me agora a tentar organizar um batizado e dois aniversários sozinha. Tratar das coisas na igreja e tentar gerir as compatibilidades para se ser madrinha ou padrinho. Procurar um local agradável mas que não me leve à falência e ter de escolher o menu. Organizar as mesas e dar-lhes um nome. Pensar na decoração do(s) bolo(s). Escolher a roupa e os sapatos das minhas duas patuscas. Escolher a minha roupa. Fazer os convites e recolher as moradas de toda a gente para que fossem entregues «à moda antiga». Escolher quem irá fotografar. Imaginar o que poderei fazer para marcar o dia nas recordações dos convidados. E saber que alguma coisa importante me vai escapar.

Mas valerá a pena. Celebrar no mesmo dia o batismo, um ano de vida e o início do processo que me salvaria a vida é algo que não poderia ser feito de ânimo leve.

18 de maio de 2017

Ter um Bordallo ao preço da chuva

Para quem quer ter umas peças de louça de Bordallo Pinheiro ou oferecer uma peça bem portuguesa sem gastar muito dinheiro, a empresa lançou agora uns ímanes amorosos de €6 a €28 que são bem catitas.

Ora vejam:

Podem ser comprados online aqui.

17 de maio de 2017

Ser mãe de gémeas é... #33

... entrar num centro comercial já com duas fraldas sujas na mão, que tive de mudar no estacionamento no porta-bagagens do carro.

11 de maio de 2017

Canção doce, de Leila Slimani

Precisam de um livro que vos agarre bem a sério e que à noite vos obrigue a dormir um pouco menos para ler um pouco mais? É este. Sessenta páginas por noite foi a minha média (hoje em dia só consigo ler já depois de me deitar), o dobro ou o triplo do que costumo ler.

Leila Slimani é uma jovem escritora franco-marroquina (tem apenas 35 anos) que, com este Canção doce, ganhou o Prémio Goncourt 2016, que premeia livros de que gosto quase sempre.

Este livro começa pelo final, pelo assassínio de duas crianças pela ama que cuidava delas. Mas já sabendo o final, vamos querer saber o que levou a ele, e aqui deparamo-nos com Louise, uma mulher praticamente sem vida própria que se agarra à vida das pessoas para quem trabalha. À medida que as páginas avançam, Louise vai-nos sufocando cada vez mais através da sua intromissão naquela família que a ela recorreu para que a mãe possa ser também uma profissional.

Não é um livro policial, nem um thriller, mas antes uma análise à vida dos nossos dias, em que trabalhar e ter filhos se torna um desafio e que nos leva a tomar decisões que nem sempre são as melhores. Gostei muito.