17 de janeiro de 2019

10 bons motivos para ler


(Retirados do blogue literário da wookacontece.)

#1 – Aumenta a inteligência
Por mais abstrato que isto possa parecer, a verdade é que um livro continua a ser uma das mais importantes fontes de conhecimento (para além da educação e da genética). E quanto mais cedo se começa, maior será o desenvolvimento cognitivo. 
#2 – Reduz o stress e a ansiedade
Segundo o neuropsicólogo britânico David Lewis, bastam seis minutos a ler para que sejam observadas alterações significativas no corpo que contribuem para a redução do stress, inclusive, em níveis superiores comparativamente a ouvir música ou fazer uma caminhada. 
#3 – Aumenta o vocabulário
Ler de forma regular é uma espécie de fermento que adicionamos ao nosso léxico. Nenhuma outra atividade nos expõe tanto a palavras novas como a leitura. 
#4 – Retarda o envelhecimento do cérebro e diminui o risco de Alzheimer
A memória é uma das primeiras funções do cérebro a deteriorar-se com o tempo. Assim como outros músculos do corpo exigem exercícios, o cérebro também deve ser estimulado para se manter forte e saudável. Sempre que se abre um livro, ele é incitado a relembrar-se da página, da história, das personagens, da trama. Além disso, a cada nova memória criada, surgem novos fios condutores e fortalecem-se os existentes. 
#5 – Aumenta a criatividade
Quando somos expostos a diferentes histórias e diferentes pontos de vista isso reflete-se numa mente mais aberta e livre. A leitura ajuda-nos a ver o mundo de uma outra forma, a ter ideias originais e a encontrar soluções mais criativas. 
#6 – Melhora a concentração e o foco
No dia a dia, somos capazes (e/ou vemo-nos obrigados) a fazer inúmeras tarefas ao mesmo tempo. Quando lemos um livro isso não acontece: além de assumirmos um compromisso perante o livro, toda a nossa atenção está focada na narrativa, nas personagens e nos detalhes. A médio e longo prazo, isso repercute-se numa série de outras áreas da nossa vida. 
#7 – Melhora a perceção sobre o mundo
A História tem um papel fundamental naquilo que somos hoje. Quando lemos, apreendemos o passado e isso ajuda-nos a compreender o presente. Só uma pessoa plenamente informada será crítica o suficiente para encontrar soluções adequadas a problemas atuais. 
#8 – Melhora a qualidade do sono
Uma má noite de sono afeta a produtividade, o humor e a relação com os outros. É por isso que muitos especialistas defendem que devemos estabelecer uma rotina regular para acalmar a mente antes de dormir. Um livro é uma excelente opção, como vimos no ponto 2. 


#9 – Aumenta a empatia
Apesar de ser uma atividade solitária, quando lemos um livro tornamo-nos também parte dessa história e conseguimos até sentir as emoções das personagens. Por conseguinte, isto dá-nos a amplitude suficiente, para, «na vida real», compreendermos como diferentes coisas afetam diferentes pessoas. 
#10 – Não tem efeitos colaterais
Ao contrário de ver televisão, os livros são uma aposta segura. Nunca ninguém ficou cego por ler muitos livros e não se conhece, até hoje, nenhum perigo associado ao facto de se ler um bom livro. :) Além disso, é um hobbie barato e portátil.

15 de janeiro de 2019

A árvore da discórdia, de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson

Depois de há uns tempos ter visto Ben está de volta, sobre o regresso a casa de um adolescente toxicodependente no dia de Natal, apetecia-me algo bem mais leve. Escolhi A árvore da discórdia, um filme islandês sobre dois casais de vizinhos que entram em conflito por causa de uma árvore que faz demasiada sombra na casa do lado.

Um dos casais está na casa dos 60 anos, com um filho desaparecido e outro, com uns 30 anos, que vive uma crise conjugal. O outro é um casal reconstruído, sem filhos mas a tentar ter um. Aquilo que começa por ser um pedido cortês para desbastar uma árvore cresce, em bola de neve, nema escalada de violência de proporções cada vez mais exageradas que acaba por degenerar em tragédia.

Assim, tendo ir ver uma comédia, fui na verdade ver uma comédia negra, com uma fotografia pálida, um ambiente bastante melancólico e com personagens fustigadas pela vida e muito amargas que não me deixaram nada bem disposta.

Atenção, o filme é bom, só não era o que eu precisava de ver. Para a próxima tenho de me precaver um pouco mais.

14 de janeiro de 2019

MAAT: Melhor por fora do que por dentro


Parece incrível, mas nunca tinha ido ao MAAT, nem sequer me tinha aproximado dele a pé. Como inaugurou em 2016, o ano de nascimento das minhas filhas, acabou por ir ficando para segundo plano quando tinha algum tempo livre. Este sábado, estando sem elas, fui dar uma espreitadela por fora e por dentro. Fui apenas ao edifício principal, pois à central elétrica já tinha ido várias vezes.

Por fora é de facto uma obra muito interessante, com o efeito de onda produzido por todo aquele revestimento brilhante em cerâmica e pela cobertura panorâmica e bem integrada na relação entre a cidade e o rio.

Por dentro, ou o defeito é meu ou a programação atual destina-se apenas a um nicho de visitantes. A exposição que está na sala oval é bastante curiosa, uma enorme onda de desperdício de plásticos encontrados no oceano, da autoria de Tadashi Kawamata. Já as restantes, de que não me recordo o nome, falam uma linguagem que a mim me pareceu de um mundo paralelo, em que nenhuma frase me fazia sentido com a seguinte e em que nenhuma obra me disse grande coisa.

Numa altura em que, pela Europa fora, um museu é um local onde se pode passar uma bela tarde ou um belo dia, tenho pena que este, pelo menos a mim, não o permita. Senti ainda a falta de uma cafetaria de onde se pudesse apreciar o rio e de uma maior ligação do interior com o exterior, com a luz que o Tejo irradia.

Em resumo, melhor por fora do que por dentro.

10 de janeiro de 2019

A musa, de Jessie Burton

Não pegaria neste livro se não fosse da mesma autora de O miniaturista, que adorei. Embora não tenha de todo um ambiente ao nível do outro, que se passava na Amesterdão mercantil do século XVII, a história é muito interessante, narrada em dois tempos e lugares: 1936, numa aldeia do sul de Espanha; 1967, em Londres.

Na Londres do final dos anos 60 surge à venda um quadro há muito julgado perdido, que tinha estado anos em casa da mãe do seu vendedor. Um suposto quadro do pintor Isaac Robles, alguém muito à frente do seu tempo e que tinha produzido poucas obras mas muito intrigantes antes de desaparecer ainda novo durante a Guerra Civil de Espanha. Trinta anos antes, em Arazuelo, o mesmo Isaac Robles e a sua irmã Teresa envolvem-se com uma família alemã ali refugiada, composta por um casal com uma filha apaixonada por arte.

Na busca pela autenticidade do quadro, muitos segredos vêm ao de cima, nomeadamente sobre a sua própria autoria.Um livro interessante e de leitura fluida, que nos leva por um caminho e depressa nos desvia para outro, sem nunca parecer forçado. Gostei bastante.

9 de janeiro de 2019

Eu bem tento fingir que o tempo não passa

A TT faz este ano 16 anos, na minha companhia toda a minha vida como uma pessoa independente. Está gordinha q.b., tem um pelo lindo, come e bebe bem. Mexe-se menos do que mexia, às vezes tem mais dificuldade em fazer cocó e tem mais frio. Mas, quando olho para ela, não me consigo mentalizar de que já são 16 anos. Quero muito que ainda nos restem alguns. Adoro esta minha menina.


PS: No dia 17 de março faz 1 ano que a Vespinha faleceu. Ainda hoje, refiro-me quase sempre «às gatas» quando quero falar só na TT...

4 de janeiro de 2019

Pequeno balanço de 2018

Em 2018, morreu-me a Vespinha Gata, tive a minha Mãe em estado muito crítico, descobri uma chatice num dos olhos, a casa da minha infância foi vendida apesar de por bons motivos. No meu círculo de amigos, houve mortes, separações, despedimentos. Coisas más.

Por outro lado, as minhas filhas continuaram a crescer saudáveis, a minha Mãe recuperou do susto e o meu exame anual à aorta estava normal. Coisas boas.

Em 2019 gostava de não pensar em recorrer à bruxa tantas vezes.

O meu ano de 2018 em livros