25 de junho de 2018

Como tornar-se doente mental, de José Luís Pio Abreu

Esta é uma descrição rigorosa, feita por um psiquiatra, da maioria das doenças mentais feita maioritariamente de forma leve, apesar de nem sempre humorística (como li algures) e nem sempre acessível (em algumas passagens tive dificuldade em distinguir algumas patologias pela linguagem técnica que encerram).

É um livro interessante, sobretudo para estudantes de Medicina, de áreas relacionadas com a saúde mental ou para pessoas muito interessadas no tema, mas não um livro para as massas, como o título e a sinopse podem dar a entender.

Estava à espera de algo diferente.

24 de junho de 2018

Avó João: 90-30

Hoje, no dia do santo que lhe deu o nome, o meu Avô João faria 90 anos, mas deixou-nos aos 60.

A vida ficou a dever-lhe 30 anos, tempo em que ele teria acompanhado o nosso crescimento, os nossos sucessos e insucessos e quem sabe conhecido os seus 3 bisnetos.

Acredito que um dia voltaremos a estar juntos.

22 de junho de 2018

Experimentem o Symphony para me darem uma ajuda

Para continuar a postar diretamente os textos aqui do blogue no Facebook quero utilizar o Symphony, que experimentei durante o último mês (antes usava o Networked Blogs, que acabou). Estou a gostar e é muito fácil de gerir, por isso peço-vos que experimentem também. Basta 5 de vós fazerem a experiência no vosso blogue para eu ter um ano de subscrição gratuita.



Experimentem e ajudem aqui a Vespinha:

https://www.symphonytools.com/invite/MTAyMTM4OTQxMTgwMDU1MzQ=

Dois anos em casa

Faz hoje dois anos que a Luisinha veio para casa, 19 dias depois de ter nascido (a Maria viria uns dias depois). Foram tempos muito difíceis a vários níveis, mas hoje tenho comigo duas criaturas maravilhosas que nem nos meus melhores sonhos imaginei poderem existir.

20 de junho de 2018

Stitches, de David Small


Não sei como eu, que sou fã de novelas gráficas, nunca me tinha apercebido da existência desta, lançada em 2010. E é das boas. Em comum com muitas das que já li, tem por trás uma infância fora do comum e infeliz, neste caso com um pai maioritariamente ausente e uma mãe incapaz de afeto. Depois de o acompanharmos numa infância solitária, na adolescência deparamos com David a ter de ser operado a um quisto sebáceo no pescoço, que descobre mais tarde ter sido um cancro na tiroide que também lhe afetou as cordas vocais.

Apesar de ter conseguido superar grande parte destes traumas de infância, não assistimos aqui a grandes feitos, a atos altruístas ou de grande coragem. Assistimos antes a uma história de sobrevivência aos primeiros anos, caracterizados pela falta de amor e de qualquer tipo de carinho.

A arte é muito boa, com desenho, julgo, a tinta-da-china.

15 de junho de 2018

Em nome da filha, de Carla Maia de Almeida

Com desconto, clicar aqui.
Um relato muito duro e muito direto do que é a violência doméstica: a violência física, a violência sexual e a violência psicológica.

Num livrinho tão pequeno, Carla Maia de Almeida consegue retratar muito bem as várias facetas deste «desastre humano», através de 10 testemunhos na primeira pessoa de mulheres vítimas que, na sua maioria, vivem neste momento em casas de abrigo.

A primeira parte é dedicada a apenas uma mulher, Filipa, que com 15 anos assistiu ao pai a matar a mãe com uma caçadeira. Hoje, com 39 anos, relata como sobreviveu a essa tragédia e as sequelas que ainda a afetam.

A segunda parte contém as histórias de outras 9 mulheres, entre os 20 e poucos e os 60 anos, de variados estratos sociais e vítimas de diversos tipos de violência. Algumas estão destruídas, outras determinadas a começar uma nova vida, outras ainda não totalmente conscientes do horror que as atingiu.

A autora faz ainda uma reflexão acerca da visibilidade social da violência doméstica e das marcas que esta sempre deixa nas crianças. Destas, algumas reproduzirão comportamentos; outras servem como motor para pôr um fim a uma relação doente.

Um livro pequenino mas muito cheio de informação.

12 de junho de 2018

Pequena artista

Há coisas em que não reparamos até nos chamarem a atenção para elas. No sábado dei às miúdas um dos presentes que tinham recebido no aniversário: uns quadros mágicos, aqueles que através de um sistema de ímanes permitem fazer desenhos e apagar sem sujar nada. Lá em casa já experimentei dar-lhes lápis «a sério», mas o sofá e as paredes não gostaram muito...

A Maria não largou aquilo durante todo o dia, até que a fotografei e publiquei a fotografia. Choveram mensagens comentando a forma como ela já pega no lápis, e só aí me apercebi de que o treino lá na escola está a trazer ótimos resultados. Ora vejam:



Nota: A Luísa está a pegar da mesma forma mas com a mão esquerda. Parece que temos uma canhota em formação. Já não vão poder fazer os testes uma pela outra quando forem crescidas... 

11 de junho de 2018

O diário de Anne Frank - Diário Gráfico


O Diário de Anne Frank - Diário GráficoGostei muito desta versão gráfica do diário de Anne Frank, por vários motivos.

Em primeiro lugar, porque à partida sou fã de novelas gráficas, de como se pode transformar um romance ou um diário num livro de «banda desenhada».

Em segundo lugar, porque a adaptação gráfica de um diário é muito difícil, e esta está muito bem feita, conseguindo condensar vários momentos do original sem o desvirtuar. Além disso, os autores (Ari Folman e David Polonsky) tiveram a humildade de, sempre que a imagem não era suficiente, simplesmente transcreverem algumas palavras do diário original.

Em terceiro lugar, porque realça alguns aspetos que no diário estão um bocadinho mais escondidos mas que não deixam de ser importantes, como a relação conflituosa que Anne tinha com a mãe.

Em quarto lugar e último lugar, porque a arte está muito bonita, com personagens bastante realistas e cores muito adequadas ao ambiente.

Este livro não é para crianças, o que não impede que a partir da adolescência possa (e deva) ser lido. A história de Anne é trágica, cheia de esperanças e angústias, e os desenhos não escondem isso. Belo livro.