19 de abril de 2018

São de extremos, as miúdas.

Reunião ontem na escola, a intercalar a meio do ano para falar mais a fundo das pirralhas. Não sei se ria se chore. Veredicto repetido várias vezes:

Elas são extremamente inteligentes mas também muitíssimo temperamentais.

Estou tramada.

18 de abril de 2018

São de extremos, as mi

O mundo em ponto pequeno

Desde o dia 20 de abril de 2011 que, todos os dias, Tatsuya Tanaka publica uma fotografia no seu Miniature Calendar. Em todas, conjuga objetos do dia a dia com bonecos em miniatura, recriando as mais variadas situações. E para isto é preciso olhar para as coisas de uma perspetiva totalmente diferente.

Estes são apenas alguns exemplos. Para ver o calendário todo, clicar aqui.








17 de abril de 2018

Um mês sem a Vespinha...

... e tantas, tantas recordações delas com as miúdas. Era a sua guardiã nos primeiros tempos. Saudades desta paz.












16 de abril de 2018

Blue pills, de Frederik Peeters

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Não lia uma novela gráfica há tanto tempo que já nem me lembrava de como gosto deste género. Este Blue pills é mais uma que aconselho. Não é um Persepolis, ou um Maus, mas para mim cataloga-se nas essenciais.

Depois de alguns encontros e desencontros ao longo dos anos, Frederik e Cati envolvem-se numa relação muito próxima, assombrada por algo de que nunca se livrarão (mas de cujo peso se libertarão): Cati e o filho de quatro anos são seropositivos. Apesar de estarem estáveis, o vírus está entranhado nas suas vidas, condicionando uma boa parte delas.

Apesar de ter um traço um pouco rude, Peeters transmite muito bem as emoções patentes nas personagens que são também a sua vida, pois a obra é autobiográfica. Vemos o amor na sua cara, vemos o medo, o cansaço e a preocupação no olhar de Cati, vemos a inocência na expressão do miúdo. E quase conseguimos ouvir os seus berros quando se assusta, ou o barulho da tesoura quando Cati corta o cabelo a Frederik enquanto conversam.

É uma história muito bonita, que tem ainda o poder de nos ensinar imenso, desmistificando as limitações que julgamos que o VIH impõe e abrindo horizontes para uma vida normal.

11 de abril de 2018

Eu, Tonya

Julgo que ainda está nas salas de muitos cinemas, por isso se puderem não percam este filme. A história é verídica, mas muito bem contada, com flashbacks excelentemente enquadrados.

Tonya Harding foi uma patinadora artística de sucesso do início dos anos 90, oriunda de uma família humilde americana. Desde cedo que a mãe lhe identificou o talento, lançando-a na patinagem que acabou por se tornar na única coisa na sua vida. Mas, no mundo da patinagem, a arte não é tudo. Por várias vezes, Tonya foi posta de parte por não ser uma representante à altura dos Estados Unidos da América, devido à família de onde vinha e ao tipo de vestuário que usava. Era aquilo a que chamamos «foleira».

Ainda assim, a sua carreira progrediu, acompanhada por uma mãe fria e sem pingo de humanidade (Allison Janney faz um papel brutal, que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária) que nem quando quer parecer humana o consegue ser.

Até que um dia a principal concorrente de Tonya é brutalmente agredida nas pernas numa sessão de treinos. As suspeitas acabam por reacair em Tonya e nas pessoas que a rodeiam, destruindo totalmente a sua carreira.

Um filme a não perder. Muito bem adaptado da história real e ao mesmo tempo com interpretações excecionais.

10 de abril de 2018

Uma das minhas fotografias preferidas

Dois dos meus amores em setembro de 2016.

A Luisinha, agora cada vez maior e estouvada; e a Vespinha, que nos deixou há 24 dias para passar a viver nos nossos corações.

9 de abril de 2018

The boys from Brazil, de Ira Levin

Ira Levin, que terei descoberto há cerca de um ano, consegue sempre surpreender-me pelas ideias inusitadas que transparecem nos seus livros. Depois de Rosemary's baby e The Stpeford wives, também este trouxe algo de novo e muito à frente do seu tempo.

Escrito nos anos 70, já falava de técnicas de clonagem como nos dias de hoje. Mas disso não posso falar muito sob pena de estragar o suspense.

Em resumo, 30 anos depois da queda do III Reich, o «médico da morte» Josef Mengele convoca em São Paulo uma reunião com seis antigos seguidores para os destacar para uma missão muito específica: durante cerca de dois anos, terão de assassinar 94 homens, todos civis, todos na casa dos 65 anos, e em datas bastante específicas.

Quando sabe desta conspiração, o «caçador de nazis» Ezra Lieberman leva a cabo uma investigação para perceber o que liga estes 94 homens e porque têm de morrer assim. Lieberman sabe de antemão que o grande objetivo é a criação do IV Reich, mas como? E em que é que este método específico contribui para isso?

Mais uma vez Ira Levin não me desiludiu.

6 de abril de 2018

Peregrinos, de Ana Catarina André e Sara Capelo

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Mais um excelente Retrato da Fundação Francisco Manuel dos Santos que consegue mostrar que fazer uma peregrinação pode partir dos mais diversos motivos. Para que algo corra bem, como  a cura de uma doença ou o sucesso noutro desafio da vida; para agradecer algo que já correu bem; para aproveitar os dias de caminhada para simplesmente pensar ou tomar decisões; ou mesmo para pagar promessas alheias.

As autoras falaram com um homem que fez 200 km a pé descalço, com uma mulher que fez a peregrinação apenas para decidir se se divorciava ou não, com outro que já fez umas dezenas de peregrinações entre ir a Fátima ou a Santiago de Compostela, com outro ainda que cobra €2500 para cumprir promessas alheias, tendo um catálogo de preços para outras «tarefas» (como fazer a passadeira de joelhos, acender uma vela ou rezar o terço), com pessoas que fazem as caminhadas sozinhas ou em grupo.

É algo que um dia quero fazer, ir a Fátima ou a Santiago, mas que precisará de uma boa preparação física e espiritual.