23 de agosto de 2016

Já paravam, não? Na verdade, nunca deveriam ter começado

Vegetação queimada, animais incinerados, casas ardidas. Vidas destruídas. São poucas as palavras que encontro para descrever o que sinto quanto a esta calamidade dos incêndios em Portugal. Posto ou não posto, é vida que desaparece, para sempre.

22 de agosto de 2016

Das pequenas memórias

Andar de bicicleta pela serra de Sintra com os meus pais e irmãos, ajudar a minha mãe a fazer rissóis na cozinha, deitar a cabeça no colo da minha avó, empurrar o meu irmão num baloiço, entrar com os amigos para a água gelada sem a mínima hesitação. Saudades. E tentar tudo fazer para que as minhas filhas também tenham memórias tão boas.

18 de agosto de 2016

Tão pequenas...

... e já andam na vida das receitas médicas. Esta, com a honra de ter sido passada pelo avô.

17 de agosto de 2016

23 formas de morrer nos EUA...

... por se ser negro. Algumas das situações são duvidosas e podem mesmo gerar mal-entendidos, mas nas restantes para morrer basta estar vivo.

16 de agosto de 2016

O dia ao dia aos 2 meses

Até ontem tive ajuda durante a noite e de dia tinha as gémeas por minha conta. E era assim:

- 09h - apanhar, dobrar e arrumar toda a roupa do dia anterior (bodies, fraldas de pano, babetes). Organizar os oito biberões para dar durante o dia. Tomar banho e comer qualquer coisa pelo meio
- 09h50 - acordar a Luísa, mudar-lhe a fralda e dar-lhe biberão
- 10h20 - acordar a Maria (quando já não está aos berros), mudar-lhe a fralda e dar-lhe biberão
- 11h/11h30 - sair para ir dar um passeio com elas, ir ao Pingo Doce ou ir a casa da minha mãe almoçar
- 13h - dar biberão à Luísa
- 13h30 - dar biberão à Maria, que é assim um bocado para o lento
- 14h - comer qualquer coisa e tentar convencê-las a dormir a sesta no quarto enquanto eu tento descansar na sala
- 16h - dar biberão à Luísa
- 16h30 - dar biberão à Maria
- 17h - entretê-las mas com cuidado, uma vez que brincadeiras muito mexidas ou no chão dão origem a violentas bolçadelas
- 18h30 - dar banho à Luísa e depois à Maria
- 19h - dar biberão à Luísa
- 19h30 - dar biberão à Maria
- 20h - deixá-las um bocadinho na sala, na espreguiçadeira ou numa almofada própria, para não bolçarem de novo. Comer qualquer coisa. Tentar pô-las na cama

Garanto, garanto mesmo, que mesmo que tente fugir um bocadinho a estes horários militares, é muito difícil, pois o organismo delas é um relógio e não perdoa um atraso na hora das refeições.

De noite, têm dormido o sono profundo das 23h às 6h e depois de novo até às 10h, vamos ver agora se sozinhas comigo continuam a portar-se bem. Com alguns ajustes que ainda quero fazer nos horários (por exemplo, dormir o sono profundo antes da 1h às 8h), espero que as noites continuem assim.

Em resumo, dias muito preenchidos mas em que parece que não se faz nada. Só que quando se olha para trás... o que elas já cresceram desde o fim de junho quando vieram para casa.

No dia 08.07.16.
No dia 04.08.16.