23 de outubro de 2017

Boneco de neve, de Tomas Alfredson

Há anos que quero ler um policial do norueguês Jo Nesbo, mas até agora nunca calhou. Este título era um deles.

Adaptado agora ao cinema por Tomas Alfredson, o realizador de A toupeira (de que gostei bastante), Boneco de neve é um dos mais conhecidos livros de Nesbo, retratando bem a desolação e as paisagens gélidas da Noruega. Isto, pelo menos, é bem evidente no filme.

Em Oslo, o detetive Harry Hole (um alcoólico com uma vida totalmente desregrada), interpretado por Michael Fassbender, investiga o caso de uma mulher desaparecida numa noite de nevão. Acompanhado por uma colega da unidade em que trabalha, vai encontrando paralelismos com crimes passados e com outros que vão surgindo: o assassino ataca em noites de nevão, sendo as suas vítimas preferencialmente mulheres com filhos e com vidas conjugais complicadas.

Adorei o ambiente do filme, o frio que se transmite tão bem, o suspense que nos faz temer até quem está na cadeira ao lado, o ambiente opressivo que atravessa todo o filme. Mas encontrei demasiadas pontas soltas, cenas de que não percebi o sentido, ficando com a ideia de que há muita coisa que no livro deve estar ligada e explicada mas no filme não. Resta-me agora ler o livro para o saber. Tem mesmo de ser.

19 de outubro de 2017

Rosemary's baby, de Ira Levin

Esta história é familiar para muita gente, se não com este título, antes com o título A semente do Diabo, filme de Roman Polanski estreado em 1968 com base no livro de Ira Levin.

Um jovem casal muda-se para a sua casa de sonho, o edifício Bramford, à beira do Central Park (inspirado no verdadeiro Dakota Building, à porta do qual John Lennon foi assassinado). Apesar da relutância de um amigo que vê o edifício cheio de carga negativa, Guy e Rosemary dão ali mais um passo na sua relação, engravidando. E a partir daqui a história gira à volta da gravidez de Rosemary, acompanhada de perto e de modo quase sufocante e bastante sinistro pelos vizinhos Castevets e por uma série de outros habitantes do prédio.

O prefácio, de Chuck Palahniuk, é muito interessante, enquadrando este livro como uma novidade no campo das histórias de terror, quase todas passadas em bosques, castelos, locais isolados. Rosemary´s baby passa-se numa Nova Iorque moderna, movimentada, consumista, num ambiente cosmopolita em que o terror parecia não ter lugar.

17 de outubro de 2017

O anúncio do Montepio

Há por aí mais alguém que embirre com o anúncio do Montepio? Detesto o tom quase de sobranceria com que é referido quem vive em Lisboa, quem tem casa, quem tem carro, quem sonha ter carro, quem quer ter poder, quem tem internet, quem vê novelas, quem gosta de futebol, quem sonha casar, quem quer ter filhos, quem põe dinheiro de lado, quem pede emprestado... quem é farinha do mesmo saco. A sério, irrita-me mesmo. Não por enfiar algumas das carapuças, mas por serem mencionadas como coisas menos boas.

16 de outubro de 2017

Ser mãe de gémeas é... #42

... ir vê-las a dormir e deparar com duas criaturas a dormir em espelho: um braço encostado às grades, o outro esticado para o lado com o boneco ao lado, boca aberta, pernas abertas.

13 de outubro de 2017

Parabéns, Maninho! Parabéns, querido Tio!

Parabéns a um dos homens mais corajosos do mundo. Aquele que pega em duas crianças gémeas que não são suas filhas, e que sozinho consegue dar-lhes banho, brincar com elas, alimentá-las e pô-las a dormir. Sem stress. Que possamos todos continuar a partilhar esta alegria durante muitos e muitos anos.

12 de outubro de 2017

O último amanhã, de Adam Croft

Numa manhã de pressa, Nick vai levar a filha à escola, mas após prendê-la na cadeirinha do carro, ela queixa-se de que se esqueceu de um desenho. Nick volta a casa a correr para o ir buscar, um, dois minutos, e quando regressa Ellie desapareceu. Não houve tempo para sair sozinha. Alguém a levou.

Com as buscas já em curso, Nick recebe um mail inesperado: terá a sua filha de volta se matar a sua mulher, Tasha. Em vez de envolver a polícia, Nick tenta resolver tudo sozinho, emaranhando-se numa teia de planos e mentiras da qual dificilmente consegue escapar.

Gostei desta história, narrada alternadamente por Nick e por Tasha, apesar de pelo meio recorrer a uma série de lugares comuns: o escritor sem inspiração que fica em casa a tomar conta da filha, a mãe mulher de negócios que trabalha horas infindas, a criança muito desejada e fruto de uma tentativa quase impossível. Mas o final tem a sua graça. Podia era ter andado por caminhos um pouco diferentes.

11 de outubro de 2017

Nós as três


Em julho fizemos uma sessão fotográfica com a Terra - Fotografia & Histórias, oferta do meu querido mano no Natal passado.

Pouco depois das 7h da manhã, quando o sol ainda está muito baixo, fomos para os relvados do Parque das Nações, cheias de sono e cheias de vontade.

Fomos as três de calças de ganga e as três de camisolas às riscas (apesar de às vezes o uso de riscas fazer um efeito estranho nas fotografias, acho que ficaram bem e deu para fugir às clássicas t-shirts brancas que vejo na maior parte das sessões, além de transmitirem melhor o mundo de alegria e cor em que gostaria que elas crescessem).

O resultado é este, uma seleção de 10 fotografias de um total de 68 em que a escolha foi muito difícil.








 

10 de outubro de 2017

Gadgets domésticos - II

Este também é da Tupperware, mas num registo menos infantil. Com um aspeto tão simples, é simplesmente o melhor saca-rolhas do mercado, aquele que qualquer um consegue usar sem moer a rolha e sem fazer força. Tenho meu há mais de 10 anos, sempre impecável. Num modelo mais antigo mas igualmente funcional.



O vídeo do funcionamento em baixo: