27 de junho de 2008

Desistir de um livro

É algo que detesto, que me rói por dentro, que me traz sentimentos de culpa e cuja decisão arrasto durante dias a fio. Inicio a leitura cheia de entusiasmo, à segunda página começo a ter dificuldade em concentrar-me, são palavras que desconheço, frases que preciso de ler duas vezes, parágrafos de que me esqueço no parágrafo seguinte. Depois salto umas páginas só para espreitar, para ver se a coisa evolui de outro modo. Até que, apesar de muita insistência, dou por mim sem aquela vontade de me ir deitar cedo para ler, algo que todos os bons leitores compreendem perfeitamente. Porque o que me espera na mesa de cabeceira não me chama e não me prende.

Hoje desisto do Diário mínimo, de Umberto Eco. Ainda por cima, é um autor de que gosto, de quem já li quase todos os romances. E, mais por cima ainda, com ganância comprei também logo o Segundo diário mínimo, que assim vai ficar eternamente na prateleira dos não lidos... Das crónicas de costumes, gostei apenas de uma ou duas, e entendi de facto apenas três ou quatro. Deplorável.

Antigamente, insistia e insistia, e lia até ao fim mesmo com grande sacrifício. Hoje, insisto durante uns dias e depois desisto. Daqui a uns tempos, se não gostar da primeira página, passarei logo ao livro seguinte.

Segundo o meu pai, mudanças advindas do avanço na idade, de não querer perder tempo em algo que não nos prende quando há tanta coisa interessante à nossa espera.

6 comentários:

sininho disse...

um homem sábio, o teu pai.

Hugo Reis disse...

Se calhar, para ti, o livro do Umberto Eco mais aqueado é "O culto da Vespa". ;)

Vespinha disse...

Esse livro existe mesmo? Editado em Portugal? Quero saber tudo! ;)

Anónimo disse...

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marco disse...

Olá Vespinha!

Também sentia o mesmo quando o livro que estava a ler não me entusiasmava. Até há pouco tempo.

Ouvi Manuel António Pina (Prémio Camões 2011) dizer algo como isto "quando a leitura de um livro não é interessante, ou pelo menos não é tão interessante como gostaríamos que fosse, não vale a pena insistirmos; há tantos livros interessantes à espera de serem lidos que não faz sentido insistirmos num de que não estamos a gostar".

Curei-me!

Vespinha disse...

Essa frase é mais ou menos o meu lema. :)