6 de junho de 2011

Londres, nas palavras dos amigos e nas minhas

Quando anunciei que ia a Londres, não houve praticamente ninguém que não me desse um conselho ou uma opinião. Uns bons, outros menos bons. Mas segui quase todos.

- Vais adorar. É a tua cara. Vais querer voltar. Tudo verdade verdadinha. Adorei Londres, destronou uma das cidades do meu top 3, apesar de ainda não saber bem qual (Berlim, Barcelona, Nova Iorque?). Se há dois anos tinha ficado fascinada com o cosmopolitismo de Nova Iorque, este ano Londres conseguiu igualá-lo, se bem que não tão perto do céu (no verdadeiro sentido do termo). Com a vantagem de estar na Europa, a pouco mais de cem euros de distância.

- O alojamento é caríssimo, é um exagero viver lá. Verdade também. Pois é, paguei mais de €500 por uma semana num T0, mas o facto de poder tomar os pequenos-almoços em casa ajudou muito.

- Não vais resistir a ir a uma data de museus. Idem, mas nem todos os que me recomendaram valeram a pena. A minha avaliação de cada um:

Natural History Museum – o melhor que já visitei. Edifício grandioso, coleção mais grandiosa ainda. Dinossauros completos como nunca imaginei, viagens pelo corpo humano e pelo centro da Terra, e a possibilidade de ver animais que nunca imaginei que existissem

Churchill War Rooms e Churchill Museum– por baixo da zona de Downing Street mantêm-se intactos os subterrâneos de onde Churchill comandou as operações de guerra em 1940. A sala de reuniões, a sala dos mapas, os quartos, o gabinete do primeiro-ministro... Está tudo lá para que a História não se repita.

HMS Belfast – entrar num navio que serviu durante a II Guerra Mundial é uma experiência, sobretudo quando tudo está preparado de modo a envolver-nos totalmente no ambiente. Na zona da enfermaria cheira a desinfetante, na cozinha, cheira a comida... Impressionante.

British Museum – vale pela coleção e, quanto a mim, também pela impressionante intervenção arquitectónica de Norman Foster que projetou para o interior uma das maiores praças cobertas do mundo. Devido a filmagens, não pude visitar a Reading Room. E assim terei de lá voltar.

Tate Modern – o edifício é de facto grandioso, à beira-rio numa antiga central elétrica. Mas não consegui deixar de comparar a coleção à do MOMA, que lhe fica muito à frente.

Tate Britain – mais uma galeria de que gostei mas que não me ficará gravada na memória.

National Gallery e National Portrait Gallery – gostei, bastante, mas comparada com os anteriores não poderão estar no n.º 1.

Design Museum – ainda hoje me interrogo porque mo aconselharam... O nosso MUDE e a coleção mais alargada que esteve em tempos no CCB envergonham-no e muito.

- Aproveita para andar na rua, a vida em Londres é fascinante. Totalmente de acordo. A diversidade cultural, os parques imensos, o Thames e as suas margens tão ricas, o imperdível London Eye, a cidade de arranha-céus a nascer em Canary Wharf, a descoberta de um mundo novo em cada bairro.

- Prepara-te para os mercados e para as lojas. Por muito que os imaginasse não estava suficientemente preparada. Portobello num estilo mais romântico e familiar, Camden num registo mais alternativo, Central Market e Covent Garden totalmente bairristas, Regent’s Street cosmopolita para carteiras mais recheadas...

- O metro é horrível. Ah não é não, já vi bem pior e em eficiência nenhum outro que eu conheça lhe ganha. A par da rede dos autocarros double-deckers, andar de transportes públicos torna a vida muito, muito fácil.

- Está descansada que não vais passar fome. E não passei mesmo. Entre restaurantes italianos, libaneses e americanos e a grande descoberta da cadeia Pret à manger (uma espécie de Go Natural mas muito mais variado e mais barato), só não ganhei peso porque devo ter andado quilómetros a pé.

- Leva um impermeável por causa da chuva. Sim, levei-o emprestado, mas não foi preciso. Choveu um dia, mas os abrigos na cidade são muitos: lojas, restaurantes, pubs, autocarros... Só se molha a sério quem quer. By the way, ou eu tive muita sorte ou Londres tem O meu clima: durante uma semana deliciei-me com um tempo fresco que não me deixava transpirar

- Tens de conhecer a J. Tens de conhecer o C. E conheci-os aos dois, em dois fins de tarde que começaram um no café e um no pub e que acabaram ambos em restaurantes. Ambos portugueses, a J. a viver lá há 3 anos e sem vontade de voltar, o C. que já lá viveu 10 anos e que agora segue para Luanda. Ambos me fizeram muita companhia. E ambos me fizeram muita inveja.

É que Londres é daquelas cidades para onde me mudava já durante um ano. Já mesmo.


PS: Para os curiosos que queiram ver mais fotografias, ir aqui.

2 comentários:

papoila disse...

Já lá estive várias vezes e volto sempre super-animada e a pensar que gostaria de lá viver!
Fui ver as fotos que estão lindas.
xx

Vespinha disse...

Eu se pudesse mudava-me já... :)