23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro: Há mais livrarias na terra

Esta adicta de livros riscou, num mês, dois dos seus principais fornecedores.

Há umas semanas foi a Amazon, com a decisão de passar a cobrar portes para Portugal, calculados de um modo que ninguém entende muito bem.

Há dias foi a Fnac. Quando entreguei o cartão, que só uso para o desconto e nunca como cartão de crédito, disseram-me que tinha caducado há um ano e que não me podiam fazer o desconto de 10 por cento. E que teria de pagar €15 para ter um novo. Estranho que há pouco mais de um mês me tenham feito desconto com o mesmo cartão. E há dois, E há três... Ainda perguntei como era possível recuperar o valor que lá tinha acumulado. Só pedindo o cartão novo com os €15. Sabem o que lhes digo: barda***** (não foi bem isto, mas algo do género «Há mais livrarias na terra»). E há.

A partir de agora, compro na Bertrand, que me dá quase sempre 10 por cento de desconto e que na segunda 2.ª feira de cada mês dá 30 por cento, acumuláveis em cartão que não tenho de pagar. Além das dezenas de livros que têm sempre com ótimas promoções. Tenho também a The book depository para tudo o que seja em inglês. E o Continente, onde às vezes dou com achados. E a Wook, com promoções mensais que tenho aproveitado quase sempre.

Há mesmo mais livarias na terra.

12 comentários:

CAP CRÉUS disse...

AHAHAHAHA!
Finalmente alguém fala nisso.
Há uns anos também tinha o cartão da fnac. Deixei caducar e enviaram-me uma carta em tom de ameaça que teria de pagar 15€ para ter um novo. Se o tivesse feito antes de caducar pagaria apenas 12.
Foram de vela, claro. Hoje em dia, também só compro na bertrand. AHAHAH!
Os espertalhões palermas!

Vicente Vivaldo Fino disse...

Pois eu cá, como forma de protesto por tudo o que as grandes distribuidoras fazem de prejudicial aos verdadeiros livreiros, aqueles que continuam a remar contra uma maré cada vez mais forte, que nos servem com sabedoria, com o conhecimento que se pede a quem trabalha numa livraria, deixei de comprar a essa gente. De há uns tempos para cá só compro aos pequenos livreiros, nomeadamente na "A Das Artes", de Sines, que faz o favor de enviar os livros sem cobrar portes. São eles que se esforçam por manter o negócio do livro minimamente humano.

Anónimo disse...

E hoje a Wook está com 25% de desconto (20% directos mais 5% em PPL) e portes grátis, por se tratar do Dia Mundial do livro :)

Marisa

GATA disse...

Eu já fui uma Fnacólica, mas de ano para ano a oferta diminui e o mau atendimento aumenta - na Fnac do Colombo, há um tipo nas caixas que murmura ainda menos que o Mutley, a diferença é que o Mutley tem piada!

O meu cartão ainda está válido, mas quando deixar de estar, não irei renovar, porque actualmente com tantos cartões grátis, não faz sentido pagar para ter cartão Fnac.

Ana Chagas disse...


Olá Vespinha,

Quando a Fnac apareceu por cá, adorámos. Aquela cultura de se poder estar na loja a folhear e a ler os livros livremente sem olhares repreensivos conquistou-nos. Nessa época a Fnac era a nossa loja favorita e gastámos lá muito tempo e dinheiro.
Essa cena com o cartão vivenciei-a há muitos anos atrás, da mesma forma que todos vós.
Hoje, vou comprando livros onde calha e apetece - não gosto de assumir compromissos, muito menos deste carácter. Por acaso, uma das nossas paragens habituais é a Bertrand.

Vespinha disse...

Eu também era fã da Fnac, devo ter gasto lá milhares de euros... Mas agora para além disto do cartão, o serviço tornou-se mau, com filas gigantes porque só têm uma ou duas caixas abertas e uma dificuldade enorme em arranjar quem nos ajude.

Na Bertrand os funcionários são mais polivalentes, e sempre que falo com um, até nas caixas, vê-se que sabem do que está a falar e costumam dar bons conselhos.

João disse...

Bem, já que vejo tantas opiniões diferentes, venho aqui apresentar a minha opinião oposta.

Há muita celeuma com os 15€ que a Fnac cobra a cada três anos pelo seu cartão, porque há outros que são grátis. Eu percebo que basicamente isto não computa, mas a verdade é que, hoje em dia, mais do que um cartão de cliente o cartão Fnac é um cartão de crédito com outras varidas vantagens, pelas quais o utilizador paga 15€ a cada três anos.
Obviamente, se a pessoa achar que não lhe interessa o negócio, tudo bem e não adere.

No caso da Vespa, se gastou milhares de euros, considerando que seria um milhar, se considerarmos que 150€, que devem ser mais, arrisco-me a dizer, são referentes a livros, já foram pagos os 15€. Mas eu compreendo que as pessoas não queiram. Não compreendo contudo qual é o problema da Fnac cobrar e porquê tanto ódio imediato, principalmente de pessoas que essencialmente compram livros, quando se aborda esta questão dos 15€.

Também é preciso entender que a Fnac não é só uma livraria e como tal não se preocupa exclusivamente com os clientes que compram livros. No meu caso que compro essencialmente livros, mas que, como todos, ocasionalmente compro um pc, uma tv, uma impressora etc, já ganhei muito com este cartão.

Relativamente à qualidade, na Fnac que eu frequento, a de Guimarães, posso dizer que estará lá talvez o melhor livreiro que já me atendeu. Atento, lembra-se dos clientes, faz sugestões interessantes, sabe falar e lê muito. Com isto quero dizer que cada Fnac é uma loja igual mas com funcionários e gerentes diferentes e, por isso, não creio ser correcto julgar de imediato uma empresa inteira por uma loja.

Eu visito regularmente a Bertrand de Aveiro e aquilo é um descalabro, desde a loja em si aos funcionários. Por outro lado gostava bastante da de Guimarães, que infelizmente fechou.

No caso da Vespa é natural que outros funfionários da Fnac tenham descontado os pontos na mesma, apesar do cartão caducado, talvez por directiva da empresa, talvez por uma questão de cortesia, eu trabalho em atendimento ao público e é frequente fazer esse tipo de atenções. Ainda no outro dia ao comprar comida para o gato no Pingo Doce apresentei um vale que tinha passado da data há uns dias e o gerente descontou-o na mesma.

Quanto ao comentário da/o Cap Creus, o tom ameaçador é subjectivo. Eu também recebo essas cartas e não as vejo como ameaçadoras apenas o dever natural de uma empresa que quer capitalizar as suas receitas.

Mas bem, como disse anteriormente, cabe a cada um aceitar ou não aceitar as condições do cartão e não estou contra as pessoas que não aceitam. Apenas não compreendo qual é o profundo problema deste cartão que torna quase imoral a cobrança de 15€ a cada três anos.

Peço desculpa pelo texto longo.

Vespinha disse...

Olá João, não se trata de uma questão de ódio, mas de cansaço. Não imaginas como se tem deteriorado o serviço nas lojas Fnac que frequentava (Colombo, Chiado, Alegro): falta de conhecimento dos funcionários, encomendar algo demora uma eternidade, longas filas para pagar, o self-pay que não funciona...

A questão com o cartão é que hoje não traz vantagens a quem o usa apenas para descontos, como eu. Porque (e nisso a Fnac tem mérito porque foi pioneira) hoje arranja-se 10 por cento de desconto em imensos sítios, e até mais.

Perdi pontos acumulados, há anos que não recebo correspondência deles (estou nesta casa há seis e nunca recebi nada), apesar de já ter tentado atualizar a morada no apoio ao cliente uma série de vezes, com cópias de recibos e outra papelada.

Para mim tratou-se de um acumular de maus serviços, e agora o copo encheu...

Ana Chagas disse...


Bom dia :)

O João vem lançar uma perspectiva também válida.
Em termos de atendimento não me posso queixar: a "minha" Fnac de eleição foi sempre a do Cascaishopping e por uma questão de justiça, tenho que referir a boa qualidade do mesmo.
Curiosamente nunca gostei tanto das outras Fnacs.

Outro ponto, é que se agora os cartões, os descontos, eventos diversos nas lojas e afins são comuns devem-se a empresas como esta que introduziram novos conceitos na altura. As outras optaram por uma estratégia de follow the leader, após perceberem que o público reagia bem a iniciativas do género.


CAP CRÉUS disse...

João,

Simplesmente não gostei de me virem dizer que:
Como não tratei do assunto do cartão no devido tempo, agora pagas mais. Está errado.
Hoje em dia, o que não falta é oferta de livrarias.
E se me falarem de pc, ipad, tv...digo o mesmo. Oferta é o que não falta.
Eles têm é de nos tratar com respeito e carinho.
O que a vespa diz sobre as filas está-se a tornar uma epidemia em muitas lojas porque despedem, não contratam e o tuga saloio amocha...
O tempo de nos agacharmos perante esta malta acabo.
E sim, bons e maus profissionais há em todo o lado.

GATA disse...

João: eu falo da Fnac do Colombo e do Chiado e tanto a oferta como o atendimento têm-se degradado... E nem falo na secção de livro estrangeiro.

Mas deixem-me dizer-vos que, em relação à Bertrand, gosto do atendimento das lojas do Colombo e do Campo Pequeno mas detesto o do Chiado - uma pena, porque é um espaço lindo!

João disse...

Olá CAP CREUS,

A questão de pagares menos em certo prazo é algo que é, hoje em dia, prática comum. Basta olhar para o exemplo dos Early Bookings na hotelaria. Fazes uma reserva com x antecedência, pagas menos. Fazes uma reserva com x de antecedência e pagas na hora e ainda fica mais barato. Mas bem, enquando não concordo com a reacção, percebo o porquê.

De resto, compreendo os argumentos. Mas a verdade é que a Fnac continua a ser uma loja com uma excelente selecção de livros, no caso da de Guimarães, que nem sempre se encontra noutras grandes lojas, nas que visito pelo menos. E obviamente quem não quer, não paga e a Fnac não fica triste. Só não creio justo penalizar uma empresa grande julgando todos por uma (ou duas). Se fosse um café onde o patrão muitas vezes é quem nos atende aí compreendo, é uma penalização bastante directa. Mas bem, é natural que se procurem opções.