16 de abril de 2014

Dos «invisíveis»

A propósito do vídeo abaixo que andou a circular pelas redes sociais, onde se vê Obama a voltar atrás para saudar um marine em que não tinha reparado, lembro-me das pessoas para quem tantas outras são «invisíveis». As pessoas que na empresa fazem as limpezas e que merecem o nosso «Bom dia», os empregados da caixa de supermercado que merecem pelo menos um sorriso e não que estejamos a falar ao telemóvel enquanto nos atendem, os senhores que limpam o lixo nas ruas e que devemos cumprimentar porque nos cruzamos com eles todos os dias.

O que custa ser educado? Já nem falo de simpatia, mas de educação. Porque eu sou tolerante, mas intolerante para com quem, do alto do seu pedestal, julga que o mundo gira à sua volta e que por isso não vale um segundo da sua atenção.


3 comentários:

Lígia disse...

Eu a esses "invisíveis" ainda faço questão de dizer o "bom dia" mais alto, para ter a certeza que ouvem, de ser mais simpática ainda! Lembro-me quando andava no Iscte, de chegar à portaria da ala autónoma, por onde entrava, e dizer sempre bom dia às senhoras que lá estavam! Tanto que um dia me disseram, "esta menina é tão simpática, todos os dias nos diz bom dia!"! Eu digo sempre que é porque sou do campo:P E aqui, no campo, nós falamos às pessoas que passam na rua!;)

Ana Chagas disse...



Também sempre cultivei esse hábito.
Na faculdade cumprimentava, os seguranças, as senhoras da limpeza, da cafetaria, da recepção, enfim, todos, com iguais modos com que me dirigia aos professores ou ao reitor. Conhecia o nome de quase todas estas pessoas.
Onde moro, sorrio e cumprimento quem se cruza comigo.
É mais do que boa educação, é uma espécie de filosofia de vida.

Vespinha disse...

Cumprimento sempre, mas às vezes é incrível o ar de espanto a quem o fazemos, como se nunca ninguém se lhes dirigisse... :(