25 de abril de 2014

Hoje, foi assim

No Largo do Carmo desde manhã cedo, no mesmo local onde há 40 anos os militares tomaram o poder e onde o meu avô passou todo o seu dia a fazer a reportagem. A reportagem do início de uma nova era.

Uma praça pequena para tantos, de tantas idades
 e oriundos de tantos locais, que não quiserem ficar em casa.
A carta de libertação de Desidério Oliveira Macau, que ali estava
a comemorar o seu aniversário e que depois foi à rua António Maria Cardoso
mostrar ao neto a janela da sala onde havia sido torturado.
Quando não se pode falar na Assembleia, fala-se na rua.
O mais perto que terei estado de um chaimite.
Um dos principais motivos para a celebração se ter feito na rua.
Cantar o hino no meio de tantas cabeças
com cabelos brancos é mais emocionante.
Há 40 anos, eu tinha 3 meses e a minha mãe 19 anos.
Hoje celebrámos juntas, ambas mais conscientes.

(Fotografias minhas e de João Moreira dos Santos.)

8 comentários:

Flor Guerreira disse...

Um dia de que nos devemos orgulhar. Há 4o anos eu tinha dez meses.

Vespinha disse...

Sem dúvida! A sorte que tivemos de nascer já na transição...

Ana Chagas disse...



Como diria Chico Buarque - foi bonita a festa pá! :)

Abraço

Ana Chagas disse...


Ah, e o meu pai também lá estava: na altura um puto de 20 anos.

CAP CRÉUS disse...

També lá estive.

Nadinha de Importante disse...

Não estive fisicamente, mas estava em pensamento!! Boa semana!

GATA disse...

A festa é do Povo, logo é na Rua, nas é nos "passos perdidos" com cheiro a bafio!

Apenas lamento que os ideais se tenham perdido no tempo, que se confunda liberdade com libertinagem, que haja tanta instrução e tanta falta de educação, e que a maioria das pessoas afirma que tem direitos mas esquece que, também, tem deveres!

PS: GIRAAASSS!!! :-)

Vespinha disse...

Tens toda a razão. No próprio Largo do Carmo assisti a uma discussão porque havia quem achasse que tinha direito a ficar de pé em cima dos bancos para ver melhor. E os de trás chatearam-se...