18 de julho de 2014

As nossas crianças andam a comer mal, muito mal


São muito preocupantes os resultados deste estudo divulgado anteontem no Jornal de Notícias, segundo o qual 65% das crianças portuguesas até aos 4 anos de idade consomem doces todos os dias e que 52% bebem refrigerantes diariamente, dos quais o ice tea é o mais popular (para quem não sabe, aquilo de chá tem quase nada, é basicamente água e açúcar). E apenas 40% das crianças da mesma idade ingerem quantidades adequadas de fruta e legumas.

Não me surpreende por isso a quantidade de crianças obesas que vejo cada vez mais, e as birras a que assisto no supermercado, que quase sempre terminam com os pais a fazerem-lhes a vontade, com um chupa-chupa ou um pacote de gomas. E se disser que, num McDonald's, já assisti a uns pais a darem batatas fritas a um bebé de meses que se agarrava àquilo a chupar o sal como se não houvesse amanhã?

Quando é que as pessoas se mentalizam de que não se trata de uma questão estética mas sim de uma questão de saúde? Quantas destas crianças viverão acima do seu peso normal quando chegarem à idade adulta? E quantas sofrerão de uma série de doenças que poderiam ser prevenidas logo desde os primeiros anos?

12 comentários:

Ana Chagas disse...


Olá Vespinha,

Este tema também me é muito caro.
Nunca na história da humanidade se teve acesso a tanta abundância de alimento, é horrível que a grande maioria do que é vendido por aí seja puro veneno.

Vespinha disse...

Veneno, é precisamente isso. E que as crianças não percebam, entende-se. Já os pais...

Ana Chagas disse...



A esperança reside no facto que a reeducação é possível.

Carpe diem to me disse...

São números assustadores. É preciso investir ainda mais para se mudar este cenário.

Cristina Torrão disse...

É verdade. A grande maioria continua obesa na idade adulta. É muito triste :(

Sérgio S disse...

Eu diria que se formos analisar a composição dos alimentos que se vendem por aí, todos nós comemos mal, inclusive ingerimos cenas radioactivas todos os dias.

Vespinha disse...

Não tenho dúvidas disso, mas isso não pode servir de desculpa para se comer indiscriminadamente e, pior, para deixar que as crianças o façam.

Sérgio S disse...

Curiosamente não conheço nenhum pai que deixe as crianças indiscriminadamente. Julgo que é mais mito urbano que realidade. Mas conheço muitos que se aproximam do fanatismo em relação a só dar de comer aos putos comida (supostamente) saudavel.

Vespinha disse...

Não, não é mito urbano, assisto a isso quase todos os fins de semana. E basta passar por um McDonald's para ver a constituição de grande parte das crianças que lá estão.

CAP CRÉUS disse...

O bebé a mamar na batata é muito mau!
Comem mal e não fazem desporto.
Triste!

Lígia disse...

Ainda ontem falei sobre isto... Nem imaginas o que eu batalho nisto mesmo!! O B tem um filho pequeno e eu sinto-me sempre a remar contra a maré... Não é gordo sequer, mas a quantidade de porcarias que o deixam comer é demais.
Ainda ontem dava um ralhete à minha mãe por causa de lhe ter dado doces antes de dormir e lhe explicava que esta geração da miudagem, quando chegar aos 30 40, deve ter uma incidência de cancros brutal, por aquilo que os deixam comer...mas então, as pessoas acham sempre que eu é que sou chata e intransigente! Deixem-me lá ter um filho meu e eu digo o que é ser intransigente...!

Vespinha disse...

Lígia: E não são só os cancros, é a diabetes, o risco de AVC, tantas coisas...

CAP: Sim, essa visão foi terrível!