29 de setembro de 2014

Dos velhos: duas leituras

São duas leituras completamente diferentes, na forma e no conteúdo, de que já falei aqui mas que vale a pena reforçar. Porque são mesmo muito boas.

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O centenário que fugiu pela janela e desapareceu: Allan Karlsson vive num lar e chegou ao dia do seu centésimo aniversário, que todos se prepararam para celebrar com pompa e circunstância. Mas Allan não quer. E, num impulso, decide fugir pela janela, de pantufas e tudo, e ir viver lá fora o máximo que ainda lhe resta para viver.

Encontra criminosos, malandros e gente que vive de esquemas, mas Allan adapta-se bem a tudo. Tal como, ao longo da sua vida (narrada em frequentes flashbacks), se adaptou a lidar com personalidades como Franco, Estaline, Mao Zedong, Churchill, Truman ou De Gaulle, tudo porque era especialista em explosivos.

O livro, do sueco Jonas Jonasson, é uma sequência de episódios nonsense, em que até um elefante-fêmea tem protagonismo. Muitos consideraram-no um absurdo. Eu gostei de acompanhar as aventuras deste velhote que simboliza a vontade de aproveitar a vida.

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Rugas: Esta é uma novela gráfica rara. Porque não fala de sexo, não fala de guerra, não fala de amor. Fala da velhice, dos velhos dos nossos dias e do que é viver num lar.

A propósito do pai de um amigo a quem foi diagnosticada a doença de Alzheimer, Paco Roca descreve o que podem ser os últimos dias (ou os últimos anos) de tantos, tantos idosos. Alguns que a família deixa num lar porque não tem mesmo mais hipóteses, mas outros que a família deixa num lar como se num repositório de coisas velhas para que não quer olhar.

É um livro pesado pelo tema que aborda, mas onde ainda se encontra algum sentido de humor pela mão de Miguel, o único idoso que por ali anda sem família e desprendido, mas que no fundo tem um bom coração.

E é um livro bonito e bem desenhado, muito.

5 comentários:

Rita disse...

Eu já li o primeiro (a semana passada aliás) e gostei bastante das aventuras narradas.

Acho um livro bastante leve mas com uma história envolvente. Gostei.

Vespinha disse...

É de facto uma pérola e fantástico como o autor consegue enquadrar tantas figuras numa única história. O segundo, apesar de ser banda desenhada, é um bocado mais pesado...

Ana Chagas disse...



Já estão ambos na lista. :)

Cristina Torrão disse...

"O Centenário que fugiu..." teve um sucesso retumbante na Alemanha, esteve meses em primeiro lugar nas listas dos livros mais vendidos. Ainda hoje se vende bem, dois ou três anos depois da sua edição. Na Suécia surgiu um filme baseado no livro, mas parece que não é bom, li críticas muito desfavoráveis.

Vespinha disse...

Que pena o filme não ser bom, isto dava um filme hilariante e instrutivo ao mesmo tempo...