31 de outubro de 2014

Eu a passear a Loba

Eu sei que ela só quer brincadeira. Eu sei que ela só quer socializar com outros cães. Mas os outros donos não sabem. E ao verem uma cadela pastor-alemão preta com 30 kg a forçar a trela para ir brincar com o cão deles, afastam-se rapidamente olhando-nos de lado. A não ser que seja outro pastor-alemão, ou um cão de realmente grande porte, esta é a regra. E nós continuamos a nossa volta e regressamos a casa para ela ir atazanar o Cascão.

4 comentários:

Ana Chagas disse...

Olá :)

Há tempos vi qualquer coisa sobre um código de cores para trelas, onde cada cor servia para comunicar o "temperamento" do cão, desde sociável "podem vir que está tudo bem", ao "ainda em treino", ou o "é melhor darem-me espaço". Achei uma ideia brutal!

Lígia disse...

O pior mesmo é a malta que tem os cães sem trela e alguns não obedecem, ou melhor (not!) é, especialmente, aqui onde moro, há aquela malta do século passado que acha que os animais podem andar por aí um dia inteiro sozinhos, (e nem estão castrados mas isso são outros quinhentos) e depois eu nem sequer posso passear os meus sozinha, com medo. Isso é especialmente triste para mim! É que o Zé gosta de socializar mas a Emma tem medo, muito medo. O que às vezes a faz reagir, se não conseguir evitar de todo confronto com outro animal, o que por sua vez faz o Zé reagir a protegê-la... já estás a ver o stress, eu com 2 trelas pela mão, com a Emma a fugir e a enrolar-se toda, o Zé a puxar em direção ao cão para brincar...é o caos! :(

Mas aqui há 2/3 semanas, enquanto fui com o B passeá-los, encontrei um cão novinho, com coleira anti pulgas e lenço no pescoço, estranhei logo ele estar ali e muito quieto, não o reconheci dali do bairo dos que andam soltos, passei a Emma para o B e fui ter com ele. Ficou todo contente, deixou-me fazer festas e pensei logo que devia estar perdido. O B prendeu a Emma com a trela do Zé (que felizmente tem 2 mosquetões para prender o peitoral) e eu com a trela da Emma prendi na coleira anti pulgas e no lenço e comecei a dirigir-me para um vet que há próximo, a pé. Portanto, ia com um animal pela trela que não fazia ideia se gostava de outros cães, se não gostava. A meio do caminho vejo um cão ao longe e 2 pessoas a conversar ao pé de um carro. Pensei "ok, esta malta vai ver que estou a passar e vai chamar o cão". Exato! Não só não chamaram, como mesmo vendo o cão a correr em direção a mim, ignoraram por completo a situação. Ora eu comecei logo a tremer, coloquei o animal por trás de mim e gritei ao outro cão "vai embora!!" com todas as minhas forças e tive que fazer não sei quantas manobras para conseguir que não chegasse ao que levava. Quando finalmente perdeu o interesse e eu fui confirmar com as pessoas lá perto se o animal era deles, a conversa foi que não fazia mal, que era meiga. Eu a tremer por todos os lados só gritei (tava alteradíssima) "Mas e como é que eu sei se faz mal ou não? Eu só vejo um cão a correr em direção a mim e como vê o meu está pela trela! Não acha que é uma falta de respeito e civismo não ter chamado o animal? Você sabe se este que eu tenho não faz mal?" e virei costas depois de mais um encavacado "ah mas ela não faz mal...".
Conclusão, se já estava nervosa, porque se o animal não tivesse chip estava tramada, ainda fiquei pior.
O bom da história é que o cachorro tinha chip e estava perdido há mais de 1 mês e no reencontro com o dono no dia seguinte, fui às lágrimas de tão feliz que ele ficou!!

P.S - Aproveito para não recomendar a ninguém, que vá ao Edenvet em Fernão Ferro, porque não só nos tratam mal, como não sabem ler chips, nem introduzir registo no computador. Não é a primeira vez que correu mal uma ida lá, portanto, desaconselho. Podem sempre dirigir-se ao Veterarc na mesma localidade, onde serão tratados com respeito, cães e pessoas.

Cristina Torrão disse...

Bem, nós donos de cães pequenitos somos mais medrosos, pois eles não têm hipóteses contra um grande que se torna agressivo. Por isso, tendemos a ser mais desconfiados.
Também acho má educação (falta de civismo) deixar vir um cão sem trela vir ter com o meu/a minha que está na trela. Se a minha está solta e vejo um cão na trela, prendo-a logo.
Como a Lígia, também me irrito com cães soltos, sem uma pessoa a controlá-los. Se lhes dá para reagirem agressivos com a minha Lucy, o que faço? Fico também com medo e nervosa.
Normalmente, não tenho problemas quando alguém com um cão na trela, mesmo sendo grande, venha direito a nós. Primeiro, porque há alguém com o cão e, caso dê para o torto, não estou sozinha. Segundo, se a pessoa vem com o seu cão direita a nós, é porque realmente não haverá perigo. Pessoas que sabem que o seu cão pode reagir agressivo, costumam afastar-se. Até hoje, nunca me dei mal com este princípio ;)

Aproveito para dizer que há cães que, mesmo não sendo particularmente agressivos, se estão na trela e sentem o dono segurá-los com força (receio), podem tornar-se "maus". Costuma ser igualmente um erro pegar num cão pequeno e levantá-lo, quando outro vem ter com ele. Dá sempre para o torto, garantido! Se o deixarmos no chão, é um risco, mas pelo menos existe a hipótese de correr tudo bem.

Vespinha disse...

Sem dúvida que a Loba mete respeito, e está sempre com vontade de brincar, mas a verdade é que há algum preconceito. Grande parte das vezes ainda nós vimos ao longe, calmamente, e já os outros estão a mudar para o outro lado do passeio. Acho que a combinação cão preto e grande afasta muita gente. Mas vai sempre de trela, e sempre só a querer brincar...

A ideia da Ana é boa, um código de cores para as trelas!