6 de outubro de 2014

Não podia estar mais de acordo

Apesar de poucas vezes me identificar com o que Luís Pedro Nunes diz, desta vez a sua indignação no Eixo do Mal contra as praxes que gozaram com a tragédia no Meco tem o meu total apoio. É que há matérias com as quais não se brinca, sobretudo no mesmo contexto e quando há tanta gente a sofrer com isso. Que tipo de «integração» se pretende com isto?


6 comentários:

GATA disse...

Eu bem digo que o mundo está podre... e esta gentalha é a futura geração... :-(

Ana Chagas disse...


Olá Vespinha :)

Na minha época, eu que não percebia rigorosamente nada de tradições académicas, fui com o espírito de "aceito brincar, no espírito da salutar convivência e integração, mas se vir algo que não goste, salto fora, que a mim ninguém me obriga a nada que eu não queira".
Não precisei de o fazer. Algumas brincadeiras tontinhas à mistura, mas foi tudo fruto de sã convivência. Até fui com um dos meus padrinhos (lá está, não sabia que só se podia ter um) de cara pintada ao CCB ver uma exposição. Muito soft e nada a ver com o que se apresenta neste vídeo.
Aqui subscrevo o discurso do comentador, na totalidade.
Nunca praxei, não estive para isso. Hoje sugiria o trabalho voluntário em associações várias como uma excelente prática de praxe. Acho que há imensas associações, da causa animal e não só, para quem uma semana de muitos braços a ajudar seria uma dádiva.

Vespinha disse...

Eu também fui praxada, com pinturas e outras nojices, mas confesso que não achei grande piada...

Há dias passaram na televisão uma reportagem sobre uma universidade em que a praxe é serviço cívico, lembro-me que estavam a caiar a igreja de uma aldeia...

CAP CRÉUS disse...

Esta corja de porcos merecia uma carga de porrada e sem duvida, serviço cívico.
Limpar, arrumar, pintar, ajudar idosos, animais.
Não entendo como não se quer terminar com isto.

Ana Chagas disse...



Aproveitando para sublinhar o que já tinha dito, estou convosco: não há melhor praxe que o serviço cívico! :)

Anónimo disse...

Subscrevo a 100%. Fui dois dias à praxe e detestei de tal forma que nunca mais lá pus os pés. Também nunca praxei e nem sequer quis traje. E não me digam que só vai quem quer, porque é bem difícil para um caloiro escapar da praxe quando estão meia dúzia de abutres à espera de carne fresca à porta das salas de aulas. Só eu sei os malabarismos que tive que fazer para eles não me apanharem.

E estas praxes referidas aqui não revelam só mau gosto, revelam crueldade!