25 de novembro de 2014

No limiar da eternidade, de Ken Follett

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E quem me diria que um livro por que esperava há dois anos me iria deixar um certo amargo de boca? Depois de A queda dos gigantes e de O inverno do mundo, com este No limiar da eternidade Ken Follett termina a sua Trilogia do século. E se nos dois livros anteriores acompanhei as vidas das dezenas de personagens identificando-me com algumas delas e imaginando-me a viver no início do século XX ou durante o holocausto, neste essas personagens, ou os seus herdeiros, distanciaram-se de mim. E porquê? Porque é pouco credível que toda aquela gente acabasse por ter imenso sucesso, fosse na política, na música, na literatura ou no cinema.

Percebo que Ken Follett as queira ter usado para nos aproximar dos grandes momentos da História retratados neste livro (nomeadamente a crise dos mísseis de Cuba, o assassínio de JFK ou de Martin Luther King, a construção e a queda do muro de Berlim). Mas seria necessário que todas tenham tido um papel tão importante em todos estes acontecimentos? Ler este livro tornou-se cansativo, e algumas personagens quase me irritaram. Além disso Ken Follett, talvez com medo de que os leitores se perdessem na história, repete demasiadas vezes a descrição de cada personagem, ainda que de forma sucinta. O que me interessa a mim, na página 800, voltar a ser relembrada (e não pela primeira vez...) que o senhor x teve uma relação com a senhora y? Ou que a menina z estava presente quando Luther King foi alvejado na varanda?

Em suma, ainda bem que não haverá um quarto volume, porque ficaria muito indecisa quanto a lê-lo ou não. Porque a verdade é que se aprende, e muito, com esta Trilogia do século. Mas umas 200 páginas a menos neste volume seriam uma ajuda, bastaria poupar nos lembretes que referi. E, já agora, se a maioria das personagens se tornassem pessoas «normais» talvez o livro não fosse tão fatigante.

Nota: Tenho de referir o sacrifício físico. Eu leio quase sempre à noite na cama, virada para o lado direito. Não imaginam o que me custou segurar este livro, sobretudo quando já ia a mais de meio e a parte maior teimava em tombar. Muitas vezes acabei por desligar a luz apenas por cansaço muscular.

4 comentários:

Alex disse...

Ando para comprar um livro desse autor e ainda não aconteceu. Bjs e boas leituras!

Henriqueta Negrao disse...

Estou a meio do Inverno Do Mundo, e ainda estou em fase de paixão... assim sendo nem sei se leio o terceiro...

Vespinha disse...

Também gostei muito do primeiro, este é que me entediou...

Cristina Torrão disse...

Do Ken Follet, só li "Os Pilares da Terra". Aliás, já tivemos ocasião de trocar impressões pessoalmente sobre isso ;) mas as coisas que não me agradaram particularmente parecem mostrar as suas fraquezas neste livro de que falas. Embora "Os Pilares da Terra" seja um romance muito apreciado, não me agradou a quantidade de personagens que podemos considerar principais (não obstante ter admirado a capacidade do escritor de lidar com todas elas) e as peripécias vividas por algumas delas também me pareceram exageradas, ou seja, não acho verosímil que tivessem aracaboiço para aguentar com tanta adversidade.
Parecem-me ser precisamente esses "defeitos" que atingiram o ponto de saturação, neste "No Limiar da Eternidade".