16 de fevereiro de 2015

Corta-barato

Eu adoro ir ao cabeleireiro para cortar cabelo. O ritual de chegar, lavarem-me o cabelo, o cuidado no corte, a verificação se está como quero.

Mas no sábado conseguiram estragar todo este prazer. Desde o início do ano que o sítio onde corto o cabelo não aceita marcações ao fim de semana, mas como é a altura em que me dá mais jeito, e por ser Carnaval com férias escolares e pouca gente em Lisboa, arrisquei. Cheguei pela hora de almoço, perguntei se a pessoa que me costuma cortar o cabelo estava disponível para cortar e encaminharam-me de imediato para a zona de espera, guardando o meu casaco.

O que se pensa numa situação destas? Que está para breve, certo? Pois não estava. Passou-se uma hora e vinte minutos até me atenderem, comigo cheia de fome e sempre a achar que estava quase. A cabeleireira também estava irritadíssima, pois tentou avisar que ainda estava no início de um corte e que ia demorar. Parece que este procedimento se está a tornar comum. E lá me cortou o cabelo, mas aquela sensação de estar a ser tratada sem preocupações já não a tive. A irritação e a fome já eram tamanhas que só queria resolver aquilo depressa.

E agora pergunto eu: qual é o objetivo de porem uma pessoa à espera sem a avisar de que vai demorar? Que o cliente não desista? Parece-me uma estratégia fraquita. Se me tivessem avisado, teria ido comer calmamente e teria regressado muito mais bem disposta. Assim, regressarei provavelmente mais uma vez, mas apenas porque gosto muito da cabeleireira e ainda assim bem atenta a qualquer falha.

3 comentários:

Sérgio S disse...

Há uns tempos fizeram-me pior. Tinha hora marcada e... o tempo passou... passou... quando me apercebi que afinal tinham marcado mais do que uma pessoa para a mesma hora e que deram prioridade à dondoca fazendo-me ficar à espera retirei-me e fui cortar noutro sitio.

Ana Chagas disse...


Olá :)

Como já sei o quanto aprecias este ritual, tenho muita pena que te estragado este momento.
O que referes é um dos itens da minha longa lista de motivos pelos quais tenho zero paciência para essas coisas - a sensação de desperdiçar grande parte de um dia para tratar de algo que em teoria é simples.

Vespinha disse...

Fico mesmo chateada, porque ainda por cima é algo que gosto de fazer...