6 de julho de 2015

Divertida-mente


Foi-me recomendado por tantas pessoas e li tantas críticas boas que tive de ir ver. E gostei. Mas acho que, mesmo se for na versão dobrada, será de compreensão difícil para muitos miúdos. Ou não. Quem sou eu para julgar os que os miúdos percebem ou não se nem sequer tenho um em casa?

A verdade é que fazer um filme de animação sobre as emoções que vivem dentro da nossa cabeça não deve ser fácil. A raiva, a alegria, a repulsa, o medo e a tristeza são as emoções que regem a vida de Riley, uma menina de 11 anos que, com os pais, tem de se mudar do Minnesota para São Francisco, começando quase tudo de novo. E a partir daqui entramos no seu cérebro, onde as emoções coexistem e por vezes se sobrepõem umas às outras, ou alternam repentinamente.

Gostaríamos de estar sempre alegres, sem dúvida, mas quem sabe se por vezes não poderá ser a tristeza a salvação?

3 comentários:

Ana Chagas disse...


Adoro animação. Este parece bem giro. No entanto, tenho uma pergunta a fazer: quanta música tem? É que desisti do Frozen após minutos, demasiados temas colocados a pontapé para o meu gosto.

Cristina Torrão disse...

Li, há pouco tempo, num artigo numa revista alemã de psicologia, que as pessoas que aceitam a tristeza como parte da vida acabam por ser mais felizes. Porque só na tristeza desenvolvemos certas sensibilidades, ficando mais recetivos ao mundo que nos rodeia. E sabemos apreciar melhor os momentos felizes.
Triste não quer dizer depressivo, é aceitar o mundo, sem restrições.
Ser feliz todo o tempo - mesmo que alguém o conseguisse, deixava de ter piada ;)

Vespinha disse...

Ana, deve ter pouca música, pois não dei por ela... :) Tem é uma curta metragem antes («Lava») que é só música, mas é curtinha.

Cristina, bem verdade, é o que o meu psicólogo me diz. Aliás, ele foi uma das pessoas que me recomendou o filme. :)