30 de setembro de 2015

18 anos

Faz hoje 18 anos, Babá, 18 anos desde o dia em que, à hora de almoço, recebi a notícia mais triste da minha vida. Em duas horas, apenas duas horas, um aneurisma cerebral levou-a sem ter tempo sequer de dizer adeus.

Tanta coisa aconteceu durante estes 18 anos. Umas más, que sei que a deixam triste. Mas outras muito boas, que sei que a deixam orgulhosa de mim, como sempre demonstrou até ao dia 30 de setembro de 1997. E digo «deixam» porque, à medida que os anos passam, a tristeza vai dando lugar a uma sensação de segurança, de tê-la perto de mim sempre a zelar pelo meu bem-estar. Eu sei que está aqui. Bem no centro do meu coração.

O que a Babá gostava de dançar. Isto não herdei dela.

6 comentários:

CAP CRÉUS disse...

Beijinho.

O tempo passa e temos de manter a memória das pessoas que já foram, bem viva na nossa cabeça.
Essa é que é essa!

Vespinha disse...

Sim, ela está bem viva para mim. :)

Carla Pereira disse...

Um beijo grande cá de casa <3

Vespinha disse...

Obrigada! E beijos aos avós. :)

Celeste Silveira disse...

Compreendo-a tão bem! Tive o maior desgosto da minha vida há precisamente um ano e um mês. Que é o tempo em que perdi a minha mãe. E às vezes dou por mim a pensar: "Eu deveria estar mais triste, sempre a chorar, afinal ela sempre foi uma excelente mãe". Mas depois concluo: "Qual quê, se ela esta aqui comigo. Acompanha-me (que eu sei) para todo o lado!"
Sei que é algo aparentemente surreal, mas sinto-o TODOS OS DIAS! Eles "as nossas QUERIDAS e DESAPARECIDAS pessoas, não nos deixaram simplesmente mudaram de aparência...

Vespinha disse...

É isso mesmo, Celeste, é isso mesmo.