28 de outubro de 2016

A rapariga no comboio, de Tate Taylor

Li este livro em julho do ano passado, e lembro-me de na altura o ritmo me ter deixado a pensar que daria um bom filme. E deu. Mas, desta vez, um filme muito mais duro do que o livro, ou pelo menos do que eu havia imaginado ao ler o livro. A história de Rachel (Emily Blunt), que numa das suas viagens diárias para Manhattan viu do comboio algo que foi mal interpretado, e a forma como os seus próprios pensamentos estão manipulados, são narradas de forma muito mais intensa.

Rachel está muito mais "estragada", o ambiente pareceu-me muito mais sombrio, o realismo de algumas cenas violentíssimo. Saí da sala com um peso em cima e cheia de vontade de ver as minhas filhas (apenas pelo facto de, de forma muito secundária, surgirem dois bebés em contextos não muito favoráveis).

Acho que vale a pena ver, mas quem tenha lido o livro que vá preparado para mais escuridão.

Nota: O livro passava-se em Londres, o filme em Nova Iorque, além de outras mudanças que em nada me incomodaram.

2 comentários:

Carla Pereira disse...

Li o livro porque adoro policiais/thrillers e porque estava disponível na nossa biblioteca, não fazia questão de o comprar.
Só que, como costumo ler policiais nórdicos, como os de Jo Nesbo, Lars Kepler, entre outros, que me deixam de coração muito acelerado, não consegui achar esta história empolgante, bem pelo contrário... Ainda não vi o filme, pode ser que goste mais! :)

Vespinha disse...

Eu já tinha lido o livro há uns tempos, e agora achei o filme muito mais pesado.