7 de outubro de 2007

Viagens no scriptorium, de Paul Auster


«Writing is no longer an act of free will for me, it's a matter of survival.»

É assim que Paul Auster explica porque escreve. E ainda bem que precisa de escrever para sobreviver, e ainda bem que, segundo o próprio, precisa de sofrer para escrever. Para mim, saber do lançamento de um novo livro de Paul Auster gera um reflexo imediato: comprá-lo mesmo sem ler a sinopse. Porque sei que vou gostar. Auster sabe escrever histórias, cria personagens únicas e, mais do que isso, tem uma característica que adoro: as histórias dentro das histórias. São sempre um bónus. A ler toda a obra.

O que acabo de ler - Viagens no Scriptorium, de Paul Auster:

Um homem num quarto só com uma cama, uma secretária, uma cadeira, um candeeiro e quatro montes de folhas de papel, algumas escritas. Não sabe porque lá está, quando para lá foi e se de lá pode sair. De início não tem memória, mas ao longo do dia vai recebendo visitas que lhe oferecem peças de um puzzle para sempre inacabado. Peças de um passado de culpa mas também de injustiça, e sem o protagonista chegar a perceber porquê. 128 páginas do mais puro Auster, dentro de uma capa linda para a qual não me canso de olhar.

5 comentários:

Anónimo disse...

... e com o teu «vício» me «vicias»...

Vespinha disse...

Há «vícios» tão bons, não achas?

PS: Parabéns pelo TEU livro!

Cláudia disse...

é o meu escritor preferido

Vespinha disse...

Paul Auster e Ian McEwan: não perco um livro deles! Conheces o segundo?

Cláudia disse...

Também já li alguns do Ian McEwan..mas já há uns anos que não leio nada dele.

E Michelle Houellebeq?