9 de janeiro de 2015

E o que leste em 2014, Vespinha?

Ao contrário do que julgava, um pouco mais do que em 2013, sobretudo tendo em conta que este da coluna aqui ao lado me deu muito trabalho e que me ocupou desde o início de dezembro.

Não consigo escolher um, mas lanço a pergunta: qual foi o vosso livro do ano?

- A casa de Matriona, de Aleksandr Soljenítsin
- Morreste-me, de José Luís Peixoto
- O voluntário de Auschwitz, de Witold Pilecki
- Forgive me, Leonard Peacock, de Matthew Quick
- Amada vida, de Alice Munro
- Be the worst you can be: Life's too long for patience and virtue, de Charles Saatchi
- O que morre no verão, de Tom Wright
- The book of life, de Stuart Nadler
- A desumanização, de Valter Hugo Mãe
- O da Joana, de Valério Romão
- Deixem falar as pedras, de David Machado
- A liberdade de pátio, de Mário de Carvalho
- Onze, de Mark Watson
- A lebre de Vatanen, de Arto Paasilinna
- A minha pequena livraria, de Wendy Welch
- A maldição dos Dain, de Dashiell Hammett
- A gloriosa bicicleta, de Laura Alves e Pedro Carvalho
- O cancro foi a minha cura, de Vânia Castanheira
- A voz, de Arnaldur Indridason
- Mazagran, de José Rentes de Carvalho
- Tenho o direito de me destruir, de Kim Young-ha
- Pastoral americana, de Philip Roth
- O contrário da morte, de Roberto Saviano
- O culpado, de Lisa Ballantyne
- It's kind of a funny story, de Ned Vizzini
- A arte de chorar em coro, de Erling Epsen
- The Circle, de Dave Eggers
- A rapariga-corvo, de Erik Axl Sund
- Os segredos de Jacinta, de Cristina Torrão
- Fome de fogo, de Erik Axl Sund
- The Rosie project, de Graeme Simsion
- Faceless killers, de Henning Mankell
- O homem que não conseguia parar, de David Adam
- Dark places, de Gillian Flynn
- O tempo morto é um bom lugar, de Manuel Jorge Marmelo
- Nada a temer, de Julian Barnes
- Mães e filhos, de Colm Tóibín
- O assassino do aqueduto, de Anabela Natário
- Perfect people, de Peter James
- No limiar da eternidade, de Ken Follett
- The dogs of Riga, de Henning Mankell
- Stoner, de John Williams
- Side effects may vary, de Julie Murphy

12 comentários:

Girl disse...

Sem dúvida "Tigre Branco" de Aravind Adiga.

Anónimo disse...

O meu livro do ano foi «A demanda de D.Fuas Bragatela» de Paulo Moreiras, da Leya. Simplesmente imperdível!
O meu cd do ano foi «Saffra» do FF, recomendo!
Fernanda

SINOPSE

Nascido em Trancoso no dia em que D. Dinis dava os últimos suspiros, D. Fuas Bragatela estava destinado a ser alfaiate, mas nele outros sonhos fervilhavam. Saiu, por isso, de casa muito novo, serviu a vários amos (com quem nada aprendeu senão os rigores da vida) e, depois de muitas peripécias, acabou a combater na batalha do Salado, donde não trouxe honra nem glória, apenas uma fome dos diabos. Arribou seguidamente a Salamanca, fazendo-se passar por licenciado em Medicina, e regressou à pátria com o cheiro da peste colado às narinas. Mas foi então que descobriu a demanda da sua vida: um dos maiores tesouros da Cristandade... Num romance que constitui um retrato notável do Portugal medieval - e no qual não faltam alcoviteiras que fabricam hímenes, clérigos que vendem pedaços de céu, meirinhos corruptos, estalajadeiros manhosos, donzelas a transbordar de carnes e rapagões esfomeados -, Paulo Moreiras oferece- nos as irresistíveis aventuras de uma personagem quixotesca, na qual existe um pouco de todos nós, portuguesinhos à beira-mar plantados.

Alex disse...

Que bela lista, sim senhora! Eu gostei muito de ler os livros do Bob (gato) e de ler a Padeira de Aljubarrota.

Vespinha disse...

Obrigada pelas sugestões! Fernanda, esse não conhecia. Girl, tenho esse em mente há mais de dois anos... Alexandra, como se chama o da Padeira?

CAP CRÉUS disse...

Comprei o assassino do Aqueduto para oferecer. Estou à espera que me venha parar às mãos.
O meu livro do ano?
Boa pergunta.
Deixa-me pensar.
Estou a ler agora "cidade aberta" de Teju Cole. Muito interessante e ao mesmo tempo do atentado em Paris, estava a ler uma parte em que o personagem se encontra em Bruxelas a falar com dois tipos Muçulmanos...

GATA disse...

Eu li "Morreste-me" de José Luís Peixoto há vários anos, e tive oportunidade de dizer-lhe que o livro foi catártico.

Errr. tu acreditas que ainda não li "A lebre de Vatanen" de Arto Paasilinna??? Que vergonha...!!!

Seve disse...

"A PASTORAL AMERICANA" do Philip Roth - um monumento!

"PASTORAL AMERICANA" é para mim o melhor deste grande escritor americano, embora "INDIGNAÇÃO" seja outro grande livro dele.

Dalí Woman disse...

Mulher não li nada disso!

Não te digo quantos li que tenho vergonha (3 cof cof!).

Beijinho!

Vespinha disse...

Seve, é muito bom mesmo!

Dalí, é uma questão de hábito, se começas depois não consegues viver sem. :)

Anónimo disse...

222

acho que me ultrapassaste! Daqueles que citas, li alguns e gostei bastante do Roth e do Barnes; outros estão em espera (o Stoner, de John Williams).

Quanto ao meu top de 2014, fica a lista:

- Novela de Xadrez, de Stefan Zweig (curto e perfeito. Aconselho a toda a gente)

- Disse-me um Adivinho, de Tiziano Terzani (uma viagem extraordinária pelo Extremo Oriente e talvez um dos melhores títulos desta magnífica colecção da Tinta da China)

- Everything Flows, de Vasily Grossman (um testemunho doloroso e inacabado das atrocidades e da miséria na União Soviética, que só começaram a ser conhecidas após a morte de Estaline)

- Zorba - O Bom Demónio, de Nikos Kazantzakis (o livro mais famoso de um autor genial, que anda um pouco esquecido mas que recompensa sempre quem o procura)

Vespinha disse...

Essa coleção da Tinta da China é uma delícia, por fora e por dentro. Tenho de experimentar Nikos Kazantzakis, nunca li...

Vespinha disse...

Gata, a lebre ainda não te passou pelos olhos? Shame on you... :)