15 de setembro de 2015

Da dor de perder um animal


No sábado tive de ir à clínica veterinária comprar uns medicamentos e deparei-me com a pior situação que posso encontrar quando lá vou: uma eutanásia. Já passei por isso com a querida Twiggy há 3 anos, e sei bem a dor que é. Levá-los na sua última viagem, vê-los a olhar para nós, abraçá-los e senti-los a adormecer com um suspiro.

Mas o que vi ontem ainda me impressionou mais. Em vez de fugirem da ideia da morte, toda a família quis acompanhar o seu companheiro. Eram seguramente mais de oito pessoas, e todas foram ao gabinete médico despedir-se. No final, já cá fora, quando um deles já tinha colocado o corpo do bicho numa caixa no carro, todos choravam, abraçavam-se e consolavam-se, como não se vê em muitos funerais «humanos».

Tinha partido um verdadeiro membro da família.

6 comentários:

Ela e Ele Ele e Ela disse...

Eu ainda me lembro bem do descontrolo que foi quando a minha gata (que tinha um problema no útero e um sopro no coração) teve que ser operada de urgência... Ainda me lembro de não saber disto. De chegar a casa, perguntar por ela e me dizerem isto mesmo e que, no fim, não conseguiu acordar. O coração não funcionou novamente... Guardo para sempre esta memória. Sinto que a fizemos sofrer por muito mais tempo... Nem sei se fiz bem... Só sei que não quero perder oportunidade de dar o melhor de mim a todos os animais e pessoas que amo! Isto aprendi das piores formas...

- Ela.

CAP CRÉUS disse...

Terrível, muito terrível :-(

Vespinha disse...

Com a Twiggy foi assim, há 3 anos. Um dia que nunca vou esquecer: ter de tomar a decisão, combinar a hora com a veterinária, levá-la até lá ainda com a cabeça de fora do carro a apanhar vento... e depois abraçá-la e beijá-la durante o seu último suspiro. :)

GATA disse...

Por vezes os animais são a única e verdadeira família de algumas pessoas.

Vespinha disse...

Pois é, e isso também é triste...

Anónimo disse...

Dói tanto Vespinha. Beijos Mariana