23 de maio de 2016

Isto dos colégios com contratos de associação já me enjoa

Afinal, o que há para saber? Se há oferta pública em locais com colégios com contrato de associação, que obrigação tem o Estado de financiar estes últimos? Fazia sentido quando a oferta existente não era abrangente, para colmatar a deficiência da rede pública. Havendo, nada mais há a pagar.

E se alguém não quer os seus filhos na escola pública do outro lado da rua, pague para que estudem no colégio do lado de cá. E não venham com conversas de que quem não frequenta a escola púbica não tem de descontar impostos para a pagar, porque é assim que se vive num Estado social. Tal como na saúde: todos pagamos para o serviço nacional de saúde mas há quem prefira não recorrer a ele, apesar de o poder fazer. Isto sim, é liberdade de escolha.

Nota: Sei que há zonas com muito pouca oferta no ensino público, como a zona onde moro, mas isso é outra questão, que passa pela aceleração da conclusão de mais escolas.

4 comentários:

CAP CRÉUS disse...

Exacto!
Não consigo entender.
E de repente, os colégios uniram-se todos. Mesmo os que não têm contrato de associação.
E é assim que se corrói o estado social...

Ana Chagas disse...



Precisamente! É salutar que haja liberdade de escolha, mas é errado a todos os níveis que essa escolha seja feita à custa do dinheiro dos outros, inclusive de quem não tem outra hipótese senão enviar os filhos para a escola pública. É também errado que existam colégios privados que consigam oferecer melhores condições que o sistema público de ensino à custa do erário público, especialmente quando uma das consequências desse abuso são os constantes cortes na educação.
Andei em escolas públicas e privadas, mas os meus pais pagaram tudo.
Confesso que da minha experiência pessoal prefiro o ensino privado. Aliás, se tivesse filhos só se não pudesse mesmo é que os enviaria para o público. A minha opinião baseia-se em muitos motivos mas, o principal é que na escola pública vivenciei um estado de "laissez faire" que não me agradou nadinha, aquela coisa do "só estou aqui para passar matéria, estou-me nas tintas para a educação e comportamento dos alunos, eles que se entendam". Acredito que é fundamental que a educação comece em casa mas seja continuada nas escolas, onde os alunos passam tantas e tantas horas.
Também por isso defendo com unhas e dentes a utilização do erário público dedicado à educação exclusivamente na escola pública, que precisa urgentemente de ser melhorada.

Miss Moi disse...

E os pais desses alunos falam em violação do direito à liberdade de escolha e usam como argumento que também financiam o ensino público. Claro, tem tudo a ver. Vamos parar de financiar o SNS, a PSP e começar a mandar dinheiro para empresas privadas?
É como se diz na minha terra "Gente tola e touros, paredes bem altas!".

https://parecequeeumblogue.blogspot.pt/2016/05/sobre-os-colegios-privados-e-outras.html?showComment=1463994535164#c6988650352759520326

Vespinha disse...

E irrita-me levarem para lá aqueles miúdos, como se fosse comover alguém ou mudar alguma coisa. As decisões estão tomadas, foram todas bem explicadas e não percebo o que mais há a dizer.