14 de janeiro de 2019

MAAT: Melhor por fora do que por dentro


Parece incrível, mas nunca tinha ido ao MAAT, nem sequer me tinha aproximado dele a pé. Como inaugurou em 2016, o ano de nascimento das minhas filhas, acabou por ir ficando para segundo plano quando tinha algum tempo livre. Este sábado, estando sem elas, fui dar uma espreitadela por fora e por dentro. Fui apenas ao edifício principal, pois à central elétrica já tinha ido várias vezes.

Por fora é de facto uma obra muito interessante, com o efeito de onda produzido por todo aquele revestimento brilhante em cerâmica e pela cobertura panorâmica e bem integrada na relação entre a cidade e o rio.

Por dentro, ou o defeito é meu ou a programação atual destina-se apenas a um nicho de visitantes. A exposição que está na sala oval é bastante curiosa, uma enorme onda de desperdício de plásticos encontrados no oceano, da autoria de Tadashi Kawamata. Já as restantes, de que não me recordo o nome, falam uma linguagem que a mim me pareceu de um mundo paralelo, em que nenhuma frase me fazia sentido com a seguinte e em que nenhuma obra me disse grande coisa.

Numa altura em que, pela Europa fora, um museu é um local onde se pode passar uma bela tarde ou um belo dia, tenho pena que este, pelo menos a mim, não o permita. Senti ainda a falta de uma cafetaria de onde se pudesse apreciar o rio e de uma maior ligação do interior com o exterior, com a luz que o Tejo irradia.

Em resumo, melhor por fora do que por dentro.

3 comentários:

Unknown disse...

Completa e totalmente de acordo.
Foi igualmente para mim um pouco "desapontante", quer em termos de arranjo interno da exposição (produção deficiente? arranjos ineficazes? temática baralhada?)quer ainda em termos de apoios vários como por exemplo a inexistência de uma cafetaria.
E sim, o exterior é muito bonito, o interior desilude, sabe a pouco.

CAP CRÉUS disse...

Ainda não fui. Quero ir, e quero aproveitar a borla do 1º Domingo de cada mês.

Vespinha disse...

Sim, de qualquer maneira vale a pena visitares.