16 de abril de 2014

Como um viaduto pode ser bonito

Homenagem ao meu irmão, que desenha vários destes (embora cá, em Portugal).
Shangai, 2014, Qi Wei Fong

Dos «invisíveis»

A propósito do vídeo abaixo que andou a circular pelas redes sociais, onde se vê Obama a voltar atrás para saudar um marine em que não tinha reparado, lembro-me das pessoas para quem tantas outras são «invisíveis». As pessoas que na empresa fazem as limpezas e que merecem o nosso «Bom dia», os empregados da caixa de supermercado que merecem pelo menos um sorriso e não que estejamos a falar ao telemóvel enquanto nos atendem, os senhores que limpam o lixo nas ruas e que devemos cumprimentar porque nos cruzamos com eles todos os dias.

O que custa ser educado? Já nem falo de simpatia, mas de educação. Porque eu sou tolerante, mas intolerante para com quem, do alto do seu pedestal, julga que o mundo gira à sua volta e que por isso não vale um segundo da sua atenção.


14 de abril de 2014

Há lá algo mais relaxante?

A TT Gata tem medo da esfregona

Durante muito tempo tive uma esfregona de tiras de tecido para lavar o chão, até que a minha nova empregada me pediu uma nova. Decidi comprar uma feita com fios de microfibras, que limpa muito melhor e que chega a todo o lado.

Até que, no primeiro dia em a usou, a A. me ligou em pânico porque a TT estava enfurecida, a querer atirar-se à esfregona e fora de si. Achei que estava a exagerar e tentei acalmá-la. Duas ou três semanas passaram, e ao que parece a gata mostrava-se cada vez mais agressiva. Este fim de semana decidi testá-la e fui eu lavar o chão com a dita esfregona de microfibras. E não pude deixar de dar razão à A. A TT simplesmente transformou-se como nunca a tinha visto a não ser no veterinário. Rosnava horrivelmente, fugia e regressava, com o pelo do dobro do tamanho.

Ontem fui comprar uma esfregona nova, igual à que tinha antigamente. E testei-a. Não correu tão mal, mas a gata continua com um bocado de medo e desconfiada. Deixei agora a esfregona bem no meio da cozinha, para que se habitue a ela e na quarta-feira se possa fazer as limpezas.

Isto da psicologia felina tem que se lhe diga.

Antes:


Depois (espero...):

A grande mentira

Fotografia de Paulette Matos.
Há cerca de três semanas, um secretário de Estado deixava fugir informação acerca de um possível novo sistema de cálculo das pensões. Foi de imediato desmentido pelo governo e acusado de estar a lançar angústia entre a população sobre um assunto delicado que, segundo Passos Coelho, «não estava em cima da mesa».

Hoje, passadas as tais três semanas, sabemos que afinal o governo quer implementar uma nova forma de cálculo das pensões que as torna dependentes de critério económicos e demográficos. Isto é, dependentes da vontade do governo. Para as reformas que aí vêm e para as já existentes.

Por exemplo, segundo interpretei: se a taxa de natalidade aumentar, as reformas poderão subir; se baixar, descem. Se a esperança de vida aumentar significativamente, descem também.

Isto é perverso. Significa que passarmos a viver muito tempo é mau. Significa que, como as pessoas têm cada vez menos filhos, com medo do futuro, a taxa de natalidade vai descer inevitavelmente. Portanto, não há fuga possível, é uma pescadinha de rabo na boca que vai empobrecer cada vez mais a terceira idade (quando todos deveriam ter o direito a descansar com recurso aos descontos que fizeram toda a vida) e reduzir todos os dias a população do país. O nosso futuro não é risonho, sobretudo enquanto não nos disserem a verdade, não nos virem como seres humanos e não quiserem que Portugal seja um país verdadeiramente evoluído.


PS: Perdão, afinal talvez a esperança de vida desça. Porque, a avaliar pela quantidade de idosos que não aviam os medicamentos de que precisam ou que os tomam dia sim dia não por não os poderem pagar, a morte virá certamente mais depressa.

13 de abril de 2014

Para daqui a pouco, o programa é este


Para além de, se tudo correr bem, ser um dia o meu próximo carro, e de ser lindo e elegante como poucos, a Volvo doa €1 União Zoófila (o ano passado foi à Fundação S. Francisco de Assis) por cada test-drive feito. Vão andar por todo o país, podem consultar o calendário aqui.

10 de abril de 2014

Há por aí fãs de Hannibal?

Das pessoas com quem falo frequentemente, ninguém, mas ninguém acompanha o génio Hannibal Lecter e o atormentado Will Graham.


 

Serei só eu a achar esta série fenomenal?

Dois anos de pastor alemão em 40 segundos

Que pena que tenho de não ter fotografias da Loba desde bem pequenina...


A gloriosa bicicleta, de Laura Alves e Pedro Carvalho

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Eu, que tinha a mania que era ciclista, apesar de só andar de vez em quando ao fim de semana, acabo de descobrir que era uma ciclista fajuta. Segundo este livro, quem não usa a bicicleta como eu, isto é, como meio de transporte e olhando para ela como o objeto da minha vida, não conta. O que não me impede de ter gostado bastante do livro.

Para além de contar a história da bicicleta, dá conselhos sobre manutenção, descreve os vários tipos de bicicleta existentes e os vários tipos de ciclistas, apresenta os acessórios essenciais, as regras de trânsito para os ciclistas... Tudo numa linguagem leve e divertida e num layout retro q.b.

Tenho pena de não ter mais imagens, uma vez que me perdi um bocado em classificar que tipo de bicicleta tenho. Mas percebi que tenho um bom cadeado. E que andar sem capacete não é crime, podendo mesmo proteger-nos porque inconscientemente os condutores de automóveis têm mais cuidado com os ciclistas de cabelos ao vento. E aprendi uma data de outras coisas. Um livro para ler e consultar. Mesmo para os ciclistas fajutos como eu.

9 de abril de 2014

Sem qualquer dúvida!

É hoje!


Uma das coisas que mais prazer me dá fazer é cortar o cabelo, parece que com ele vão algumas preocupações. Já só faltam umas horinhas para acabar com as dos últimos quatro meses...

Asylum

Os hospitais psiquiátricos sempre foram algo que me atraiu, sobretudo se nos referirmos aos existentes no século XIX e inícios dos século XX. Pelos edifícios em si, pelas experiências que com certeza se faziam lá dentro, pelas pessoas que por lá passaram e, muito provavelmente, que nunca mais de lá saíram em vida.

Por isso não consigo deixar de olhar ao pormenor estas fotografias, compiladas no livro Asylum, de Christopher Payne.

Um dos corredores, Buffalo State Hospital.
Escovas de dentes dos pacientes, Hudson River State Hospital.
Urnas de cremação não reclamadas, Oregon State Hospital.
Batas para as pacientes, Clarinda State Hospital.
Sala de autópsias, St. Elizabeth's Hospital.
Camisa de forças, Logansboard State Hospital.
Buffalo State Hospital.
Malas de viagem dos pacientes, Bolivar State Hospital.