12 de julho de 2015

12 anos de TT

Uma noite, faz em setembro 12 anos, o meu ex-namorado chegou a casa e de repente pediu-me para ir ao átrio buscar-lhe a pasta de que se tinha esquecido. Ao abrir a porta deparei-me com um cestinho com uma criatura minúscula lá dentro. Depois de um ano a viver naquela casa, o único ano da minha vida em que vivi sem animais, tinha um novo amor na minha vida. Imediatamente batizada de TT, por sermos então praticantes de todo-o-terreno, ela nunca mais me deixou.

O cestinho ainda o guardo para me lembrar bem daquele dia e do tamanho que ela tinha. A TT fez ontem 12 anos, cada vez mais agarrada a mim, cada vez mais manhosa e cada vez mais escura. Um dos meus amores.

A TT com 2 meses. 
A TT com 1 ano.
A TT com 2 anos.
A TT com 5 anos.

A TT com 8 anos.
A TT com 9 anos.
A TT com 10 anos. 
A TT com 10 anos.
A TT com 11 anos.
A TT com 12 anos.

10 de julho de 2015

Eu e os festivais de verão

Sim, parece incrível, mas com 41 anos nunca tinha ido a nenhum festival de música, destes de verão. Com medo da confusão, de a(s) banda(s) que queria ver não estar(em) à altura no meio de tantas outras, do cansaço.

Ontem confirmei-o. O objetivo era ver Muse, e (ou)vi-os e gostei. Como gostei de ver a diversidade de faixas etárias que vão a estas coisas. E amigos que não se viam há muito tempo a encontrarem-se.

Mas não gostei que os Muse só começassem depois da meia-noite, com o cansaço do público já muito acumulado. E que o palco estivesse tão longe e tão baixo que praticamente só os vi no écrã. Detestei as filas para tudo: para comer, para ir à casa de banho, para ir buscar uns quaisquer brindes que nem percebi o que seriam às bancas dos patrocinadores. De ser tão fácil comprar uma cerveja (com os vendedores ambulantes que andavam no meio da multidão) mas não uma água. De ver tanta gente bêbeda que mal se aguentava em pé.

Resumindo? Quero de volta mais concertos «à antiga», com uma grande banda no cartaz e outra mais pequena a abrir. Concertos daqueles em que os artistas dão tudo e em que se sai de lá de alma cheia.

Só para matar o tempo

Eu, «maluquinha dos animais»

Quantas vezes fui apelidada assim. Mas não, não sou maluquinha «apenas» dos animais, sou maluquinha da vida. E eles fazem parte dela, da minha vida.

Eu tenho plena consciência de que a Vespa, a TT e a Loba são animais e não crianças nem minhas filhas, mas nem por isso deixam de fazer parte da minha família. Por isso as trato como tal, como animais, no seu lugar: alimento-as bem, cumpro religiosamente o plano de vacinas, levo-as a fazer exames regulares e, acima de tudo, passo com elas o máximo de tempo que posso, mas não as deixo ir para cima da mesa comer da minha comida, não as beijo na boca, dou-lhes uma palmada se afiarem as unhas onde não devem, não as trato como crianças. Com tudo isto sei, sem qualquer dúvida, que sentem amor por mim tal como eu sinto amor por elas.

Não é de todo o mesmo amor que sinto pelos meus irmãos, pelos meus pais, pelos meus tios e primos e por alguns amigos. Mas é um amor na mesma, e grande.

Com a Vespa e com a TT já vivi 12 anos, um pouco menos de um terço da minha vida, com aqueles dois seres sempre à minha espera quando abro a porta de casa. Estiveram ao meu lado em momentos muito bons e, nos maus, aproximaram-se ainda mais, com uma espécie de compreensão calada que nunca conseguirei explicar. Quantas vezes já me fizeram esboçar sorrisos quando estava triste. Quantas vezes me curaram insónias ao som do seu ronrom. Quantas vezes já se vieram roçar nas minhas pernas quando perceberam que eu chorava.

Adoro animais, e espero podê-los ter sempre ao meu lado independentemente das voltas que a minha vida der. Porque farão sempre parte dela.

9 de julho de 2015

No verão, não é só o abandono que mata


Se tiverem de andar com os vossos cães no carro, não os deixem lá dentro, mesmo que seja por pouco tempo, porque um imprevisto pode transformar o pouco tempo em muito. 30 segundos podem fazer toda a diferença.

Programa para hoje


Resta-me saber como é que amanhã me conseguirei levantar para ir trabalhar.

8 de julho de 2015

Onde é que se compra uma coisa destas? Pago bem

Uma Vespa leva (quase) tudo

Que me lembre, na minha já levei uma caixa com uma máquina de café, bagagem para uma semana na praia e até um saco de 20 kg de ração para cão. Só me falta mesmo levar o Menino Jesus à pendura para ficar mais protegida.

Obrigada ao meu pai, que sempre que vê uma Vespa se lembra de mim.

Viver com o apartheid...

... era assim todos os dias na África do Sul, entre os anos 50 e os anos 90. E o assustador é que, em muitas zonas do mundo, a segregação parece estar a regressar, mas encapotada.

1956.
1957.
1967.
1974. 
1986.
Mais imagens aqui.

7 de julho de 2015

O homem das 11 vidas


E ainda conseguiu escrever dezenas de livros.

Isto confesso que nunca me fizeram...

Maria Barroso. Teremos saudades


Tinha este tópico agendado para hoje de manhã, escrito ontem à noite quando Maria Barroso ainda estava vivo. E acabo de saber que o primeiro parágrafo já não faz sentido, mas publico-o na mesma. Obrigada, Maria Barroso.

«Desde o dia 26 de junho, quando soube da sua entrada em coma, que todos os dias tenho um bocadinho de esperança de ouvir que o estado desta senhora não seja de facto, como dizem, irreversível. Não apenas porque simpatizo muito com aquela figura pequenina, mas sobretudo pelo serviço que, quase sem se notar, prestou à democracia no nosso país. Uma humanista no verdadeiro sentido do termo, uma mulher que não teve medo, que casou por procuração com o marido na cadeia, que não teve vergonha em se virar para a Igreja quando o filho esteve à beira da morte, que sabia manter uma posição quando acreditava nela e alterá-la quando percebia que não tinha razão.

Tomara grande parte das repúblicas terem uma primeira-dama como ela.»

No regresso do exílio em abril de 1974.
Uma grande senhora entre grandes senhores. 
Nos tempos de primeira-dama.
Sempre na linha da frente.
Tempos felizes que já não voltam.

6 de julho de 2015

Aulas de ioga com gatos


A ideia é de um abrigo de gatos de Nova Iorque: experimentar ter gatos nas aulas de ioga para ajudar a relaxar e, assim, fomentar a sua adoção. Ora vejam tão giro que foi:

As minhas pessoas preferidas

Divertida-mente


Foi-me recomendado por tantas pessoas e li tantas críticas boas que tive de ir ver. E gostei. Mas acho que, mesmo se for na versão dobrada, será de compreensão difícil para muitos miúdos. Ou não. Quem sou eu para julgar os que os miúdos percebem ou não se nem sequer tenho um em casa?

A verdade é que fazer um filme de animação sobre as emoções que vivem dentro da nossa cabeça não deve ser fácil. A raiva, a alegria, a repulsa, o medo e a tristeza são as emoções que regem a vida de Riley, uma menina de 11 anos que, com os pais, tem de se mudar do Minnesota para São Francisco, começando quase tudo de novo. E a partir daqui entramos no seu cérebro, onde as emoções coexistem e por vezes se sobrepõem umas às outras, ou alternam repentinamente.

Gostaríamos de estar sempre alegres, sem dúvida, mas quem sabe se por vezes não poderá ser a tristeza a salvação?

3 de julho de 2015

Quase kafkiano

Ter uma Vespa? É isto


Obrigada à Carla Pereira, do blogue Uns têm filhos, nós temos avós, por ao ler Dentes brancos, de Zadie Smith, ter deparado com esta passagem e ter-se lembrado de mim.

The children act, de Ian McEwan

The children act é uma lei que prevê que qualquer decisão sobre menores em tribunal tenha sempre, em todos os casos, de defender o bem-estar e os melhores interesses dos mesmos. E é esta lei que guia grande parte do livro, em que McEwan dá mais uma vez o seu melhor.

Fiona Maye é juíza no tribunal de família, e pelas suas mãos passam decisões difíceis, como a de ter de sacrificar a vida de um gémeo siamês (cuja sobrevivência em condições normais seria quase impossível) para salvar o outro (com muito mais possibilidades de ter uma vida «normal»). Ou a de ter de decidir se um menor de 17 anos, testemunha de Jeová, poderia ou não ser obrigado o levar uma transfusão de sangue mesmo contra a sua vontade, apesar de disso depender a sua vida.

Pressionada por uma vida familiar complicada, em que o marido lhe pede inesperadamente para ter um caso por fora, Fiona acaba por se ver muito envolvida no caso de Jack e na decisão difícil que tem de tomar. Cujas consequências são imprevisíveis até ao fim do livro.

Não posso contar mais, se não iria estragar o prazer de quem quer ler The children act. Só posso garantir que vale a pena.

2 de julho de 2015

Sonhos lindos

Ilustração de Maurice Sendak, 1954.

Há por aí mais maluquinhos dos lápis como eu?

Podem dar-me as canetas mais caras do mundo, com escrita fina ou escrita normal, invólucro de plástico ou de metal, mais leves ou mais pesadas, a escrever azul ou preto (prefiro preto), que eu vou sempre preferir um bom lápis.

Adoro o barulho do lápis sobre o papel, a ligeira fricção ao escrever, o cheiro da madeira e do carvão quando acabado de afiar. Para os maluquinhos dos lápis como eu, espreitem esta loja, a CW Pencil Enterprise. Há lá Viarco, pois claro. Mas muitos lápis mais.

Grip 2001 Jumbo Pencil - B, da Faber-Castell, $2.00
Sudoku Pencil - Silver, da Koh-i-noor, $2.00
Micro Graphite 9800EW Pencil - B, da Mitsu-Bishi, $1.25
Triangular 4563 Pencil -B, da Mitsu-Bishi, $2.50
Vintage Multiplication Table Pencil, da Viarco, $1.00 
State Capital Pencil, da Moon Products, $0.25
Harvest Red & Blue Combination Pencil, da Musgrave, $0.50
Tot Jumbo Pencil, da Musgrave, $0.40 
Oval Carpenter's Pencil, da Viarco, $2.50

Postais eróticos dos anos 20

Aparentemente inocentes mas, se repararmos bem, já bem atrevidos.

Fotografia: Getty Images.
Fotografia: Getty Images.

Fotografia: Getty Images.
Fotografia: Getty Images.

1 de julho de 2015

Pet sharing


Quem melhor para tratar dos nossos animais quando estamos de férias ou de fim de semana do que alguém que goste de animais tanto quanto nós?

Este é o mote do Pet sharing, uma comunidade de funcionamento muito simples em que nos podemos inscrever para encontrar alguém que tome conte dos nossos bichos ou para tomarmos conta de bichos dos outros. Assim mesmo, troca por troca.

Para conhecer todos os pormenores, clicar aqui.

Viver o momento deve ser isto


Porque o momento pode acabar-se de um momento para o outro.

2 anos

É um lugar comum, mas parece mesmo que foi ontem.

Que passei a trabalhar a uns 3 ou 4 km do local onde trabalhava antes.

Que deixei de trabalhar num edifício moderníssimo para passar a trabalhar num edifício mais datado mas que me faz lembrar aquele onde vivi os os tempos mais felizes da minha profissão.

Que deixei de almoçar num refeitório gourmet para almoçar noutro mais terra a terra mas de que não gosto menos.

Que deixei de gerir uma equipa grande para passar a gerir uma equipa mais pequena mas a ter muito mais responsabilidades e possibilidades de decisão.

Que aceitei o desafio de ajudar a fazer crescer uma casa pequenina que vai dando os seus baby steps.


No outro lado aprendi muito mas já não poderia aprender muito mais. Acima de tudo, deixei lá muitos amigos, que hoje são menos mas melhores.

Todos os dias agradeço esta oportunidade que a vida me deu.