
Eu gostei de ficar a conhecer o design industrial português com sucesso internacional: os caiaques Nelo, os móveis Cerne, o papel Renova, a louça Vista Alegre e Spal, o calçado Fly London, as garrafas de gás Pluma...



A minha mãe bem tem tentado incentivar-me, deu-me os mais belos livros de receitas que se pode dar a alguém (receitas selecionadas e copiadas pela sua própria mão) e está constantemente a querer partilhar comigo os cursos de cozinha que vai fazendo e a dar-me a provar as melhores receitas que vai aprendendo.
E o facto de viver sozinha e de não ter obrigação de fazer refeições também não ajuda nada. Uma piza serve sempre, uma sopa feita pela Amália também, uma sandes de queijo fresco seguida de um crepe de chocolate belga cai na perfeição.
Por isso, tornei-me fã das conservas da Tricana, que me permitem variar um bocadinho e comer algo um pouco mais saudável. Ou, pelo menos, um pouco mais tradicional. Atum, sardinhas, bacalhau ou lulas passaram a fazer parte da minha dieta. E eu, a ter de cozinhar, é só o arroz ou umas batatas cozidas.

Há dias, fiquei ainda mais maravilhada ao descobrir que os invólucros de papel que cobrem as latinhas das conservas são colocados à mão! Por uma senhora que, num canto da Conserveira de Lisboa, as embrulha uma por uma, aos milhares, que podem ser vistas numa visita que aconselho.

É uma das melhores séries policiais que tenho visto nos últimos anos. Com casos impressionantes, cenas fortíssimas, finais inesperados, personagens coerentes e extremamente bem interpretadas. Passada numa Londres moderna, falada com um sotaque grave e totalmente british, povoada por viaturas comuns sem glamour nem perseguições estonteantes.
Depois de 16 anos sem ter falhado uma única eleição, foi com um apertozinho no estômago que esperei pelo anúncio da data das próximas legislativas. Ontem, com medo que fossem a 29 de Maio (quando vou estar em Londres), ainda enviei uma mail para a CNE a perguntar se poderia votar à distância. Que disparate... só:a) Militares, agentes militarizados e civis integrados em operações de manutenção de paz, cooperação técnico-militar ou equiparadas;
b) Médicos, enfermeiros e outros cidadãos integrados em missões humanitárias, como tal reconhecidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros;
c) Investigadores e bolseiros em instituições universitárias ou equiparadas, como tal reconhecidas pelo ministério competente;
d) Estudantes inscritos em instituições de ensino ou que as frequentem ao abrigo de programas de intercâmbio;
e) Eleitores doentes em tratamento no estrangeiro, bem como os seus acompanhantes.
Num país onde já se usa quase exclusivamente a Internet para tudo (ao ponto de haver tantos extremismos que todos conhecemos), ainda não inventaram um meio de podermos cumprir o nosso dever cívico sem nos deslocarmos pessoalmente ao local onde estamos recenseados.
Felizmente alguém teve a ideia de marcar as eleições para dia 5 de Junho. E assim ainda não é desta que peco como cidadã.









Que sorte tenho por saber andar de bicicleta! E que sorte tenho por ter um pai que me ensinou a andar de bicicleta! E que sorte tenho por ter um pai que tantas vezes nos levou pela serra de Sintra e pelo Guincho em passeios de bicicleta! E que sorte tenho por ter um pai que já me acompanhou em tantos belos dias por cidades do mundo também de bicicleta!



























Descobri recentemente o trabalho deste fotógrafo. Michael Wolf é alemão, cresceu nos Estados Unidos e Canadá mas desenvolveu quase toda a sua carreira na Ásia. Fascinou-me a sua capacidade de ver com outros olhos, de conseguir classificar e arrumar as coisas em gavetas, de retratar cidades no seu melhor e no seu pior e de, simultaneamente não esquecer os seres humanos que nelas vivem. Estas são as minhas séries preferidas, que aqui destacarei nos próximos dias: